Um estudo britânico sugere que o drástico aumento da mortalidade masculina no início dos anos 90 em vários países que pertenciam à antiga União Soviética ou à sua esfera de influência está ligado às reformas e à rápida privatização em massa de empresas estatais que se seguiram ao colapso do comunismo.
Os pesquisadores ressaltam que as reformas provocaram um aumento rápido do desemprego e disseram que suas conclusões devem servir como alerta para outras nações que estejam começando a abraçar reformas amplas de mercado.
Foram examinadas as taxas de mortalidade entre homens com idade para trabalhar (15—59 anos) nas nações pós-comunistas do Leste Europeu e da antiga União Soviética, entre 1989 e 2002. Os pesquisadores concluíram que até um milhão destes homens morreram em virtude do choque econômico das políticas de privatização em massa.
Mais na BBC Brasil.
Até que enfim começaram a fazer estudos a respeito das consequências do tal neo-liberalismo para a saúde dos cidadãos.
ResponderExcluirO pessoal da área de saúde do Sindicato dos Bancários de BH, na década de 90, já vinha constatando êsse fenômeno no meio bancário em Minas. Infelizmente, as inúmeras demissões e transferencias de militantes sindicais foram aos poucos minando a organização e pouca importância foi dada ao fato porque, naquela época, já era preocupante até a sobrevivência do próprio Sindicato.
Como bancário, cuja função era a montagem e manutenção de rede de computadores, militante sindical e duas vezes representante da CIPA pude constatar o estrago feito pela orientação tucano-pefelista na economia nos inúmeros casos de problemas de saúde e de desestruturação familiar no meio bancário. A orientação dos sabujos do Consenso de Washington teve consequencias gravíssimas no meio dos trabalhadores (demissão em massa e a famosa terceirização, que atendeu a interesses de empresas ligadas aos tucanos, são algumas delas).
Ainda padecemos dos males gerados pela economia teológica do Mercado e pela ideologia do pensamento único. A banalização da violência pode ser, por exemplo, um desses males imposto pelo paradigma do Mercado. Neste, todos nós nos tornamos mercadoria como todo o resto dos produtos e subprodutos do capitalismo. E a mercadoria, qualquer uma delas, precisa ser descartável para que a realimentação da economia permaneça ativa.
Pois é. Isto aqui no Brasil. Imagina em certas regiões da União Soviética onde a infraestrutura econômica foi praticamente tada destruída, por conta da "produtividade", e adequação aos valores do capitalismo.
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