terça-feira, 31 de março de 2015

19 capas de jornais e revistas: em 1964, a imprensa disse sim ao golpe

Na semana dos 50 anos do golpe de Estado, o blog compartilha uma coleção de 19 primeiras páginas de jornais e capas de revistas publicadas nas horas quentes do princípio de abril de 1964.
Mais do que informação, constituíam propaganda, notadamente a favor da deposição do presidente constitucional João Goulart.
Até onde alcança o conhecimento do blogueiro, as imagens configuram a mais extensa amostra (ficarei feliz se não for) do comportamento do jornalismo brasileiro meio século atrás.
Trata-se de documento histórico, seja qual for a opinião sobre os acontecimentos.

6 comentários:

  1. 31 de Março de 1964 . Dia do Contra-Golpe Militar.
    Depois deles a única coisa que o governo fez e faz são políticos milionários.

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  2. Ah é.
    Golpearam um governo constitucional, atrasaram o desenvolvimento democrático do país em 21 anos, e entregaram aos civis um país economicamente quebrado.

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  3. Crescimento econômico, pleno emprego, família, educação, direitos humanos, etc, foram a marca dos governos militares. Nenhum general, coronel, capitão ou sargento enriqueceu.
    Hoje abundam corrupção, mentira, desrespeito, divisão de classes, violência, impunidade, populismo, etc.
    Como se não bastasse a roubalheira ultrapassar a casa dos bilhões, os vencidos do passado hoje tramam também roubar nossa liberdade.

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  4. Crescimento econômico com achatamento do salário mínimo e repressão à organização dos trabalhadores.
    Família, educação. O que o senhor quer dizer com isso? A educação era oferecida para 50% ou 60% das crianças em idade escolar.
    Direitos humanos: exílios forçados, tortura, desaparecimento de opositores, assassinatos.
    Censura de notícias.
    Coroneis começaram a encher os conselhos deliberativos de estatais, exatamente como reclamam que tucanos e petistas fazem hoje.

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  5. Uma dúvida: quem trama roubar a sua liberdade exatamente? Como?
    Os governos militares foram notórios na restrição à liberdade de expressão: colocaram censores nas principais redações, vez por outra emitiam ordens para os meios de comunicação sobre pessoas ou assuntos proibidos de serem mencionados.
    Censuraram até a divulgação de um surto de meningite.

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