Meu artigo sobre mulheres apedrejadas no Irã e arredores desagradou muitos amigos. Este aqui vai me arranjar inimigos. Me inspirei num comentário bem inteligente de um leitor no blog do Nassif. O de que o Irã, em revanche às críticas feitas no Brasil, poderia pedir para se processar o Brasil pelo assassinato a tiros da jornalista Sandra Gomide, pois o crime ficou sem punição para o culpado, mesmo sendo confesso e tendo sido julgado.
E seria mesmo uma boa se o Irã fizesse isso, deixo aí a idéia para os colegas correspondentes do Irã em Brasília publicarem em seus jornais, em Teerã, qualquer coisa como – Brasil se mete na história da Sarineh, mas no Brasil faz dez anos que mataram a tiros Sandra Gomide sem qualquer condenação. E poderão acrescentar que para mulheres infiéis existe no Brasil o chamado crime de honra ou passional, só que os brasileiros são muito mais clean, não enterram a infiel para jogar pedras. Pode-se dar um ou dois tiros, até pelas costas.
Texto completo disponível no blog do Luís Nassif.
Dez anos de mais um caso de impunidade.
ResponderExcluirAqui no Brasil, alguns "apedrejamentos" geralmente são feitos "por amor", conforme justificam os degenerados à justiça.
ResponderExcluir(Atenção, patrulheiros de primeira leitura, ninguém está justificando a barbárie nem aqui e nem lá).
Há um livro (prometo que citarei o autor e a editora da próxima vez) em que o autor coloca em quase todas as suas páginas citações de figuras e heróis da história da humanidade vomitando diatribes e piadinhas contra as mulheres. Quem não é chegado à misoginia fica muito aperreado enquanto vai folheando o livro e já pensando em pendurar o autor pelo escroto e dar um picote na jugular dele. Porém, quando o sujeito chega no final, a última citação é a seguinte:
O HOMEM É O ÚNICO ANIMAL QUE MATA A PRÓPRIA FÊMEA.
Para quem gosta de mulheres e das mulheres, é terrível. É vergonhoso pertencer a uma espécie que por uma razão(?) ou outra está disposta ao auto-extermínio ao eliminar a parte responsável pela sua perpetuação.