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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Regime militar planejava novo atentado aos moldes do Riocentro

O ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações) e ex-comandante militar do Planalto, o general Newton Cruz, disse em entrevista ao programa Globo News Dossiê, da GloboNews, que os militares planejavam na década de 80 um novo atentado nos moldes do cometido no Rio. O atentado do Riocentro ocorreu em 30 de abril de 1981.

"Agora tem o seguinte: tempos depois [do Riocentro], recebi a informação de que havia um grupo lá no DOI (Destacamento de Operações e Informações) tentado fazer coisa parecida [ao atentado do Riocentro]", disse ele. "Era da mesma natureza [atentado a bomba]."


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terça-feira, 17 de março de 2009

Perseguidos da ditadura acusam Fiesp de ter utilizado "lista negra"

O Fórum de Ex-Presos Políticos do Estado de São Paulo incluiu uma sigla que não aparecia com tanta frequência nas acusações de perseguição durante a ditadura militar - além dos conhecidos Dops (Departamento de Ordem Política e Social), DOI-Codi (Departamento de Operações e Informações do Exército) e SNI (Serviço Nacional de Inteligência).

Integrantes do grupo que luta pelas indenizações aos perseguidos e pela punição aos torturadores afirmam que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) dispunha de uma lista, elaborada pelos órgãos de segurança, com os nomes daqueles que não podiam ser empregados nas fábricas por sua militância.

"Hoje eles negam, mas havia uma lista negra entre a Fiesp, os sindicatos patronais e a polícia. Eu não conseguia emprego. Você tinha que mostrar sempre os antecedentes a qualquer pedido de serviço. Isso barrava sua vida profissional." Luis Cardoso era metalúrgico e estava entre os agitadores de uma greve em Osasco em 1968, poucos dias antes do AI-5, o ato institucional que acabou com últimas liberdades de um regime que começou em 1964 e só terminou no ano de 1985. Para se sustentar, Cardoso teve que migrar para a construção civil e para o Mato Grosso.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Delegado diz ter caixas de documentos sobre Dantas

GOIÂNIA - O delegado Protógenes Queiroz revelou ontem em Goiânia (GO) que recebeu dos Estados Unidos tantos documentos sobre Daniel Dantas que foram necessárias 250 caixas para guardá-los. Os documentos, disse, foram enviados pela Justiça de Nova York, todos relativos ao processo que investigou a participação do banqueiro na contratação da empresa Kroll, supostamente para espionar sócios em empresas telefônicas dentro e fora do Brasil.

Protógenes, que chefiou a Operação Satiagraha, mas foi afastado sob suspeita de permitir o grampeamento de autoridades sem autorização judicial, admitiu que o ex-araponga do SNI (Serviço Nacional de Informações) Francisco Ambrósio do Nascimento participou da operação como "colaborador eventual".



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