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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Brasil cita risco de calote da Grécia e nega apoio ao FMI

Onze países da América Latina se recusaram a apoiar a decisão do Fundo Monetário Internacional nesta semana de continuar financiando a Grécia, citando riscos de não pagamento, e o FMI informou que Atenas pode precisar de um alívio da dívida mais rápido por parte da Europa.
A abstenção dos países da América Latina em relação à decisão do FMI foi revelada pelo representante brasileiro em comunicado público incomum nesta quarta-feira (31), destacando a frustração crescente nas nações emergentes com a política do Fundo de resgatar os países europeus endividados.

Confira no UOL Economia. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Tucanos de armas na mão. Contra o Estado brasileiro

O conservadorismo brasileiro ignorou olimpicamente a desmoralizante refrega sofrida pelos pelotões do arrocho fiscal nos últimos dias.

Dois de seus centuriões (Rogoff & Reinhart - na foto ao lado), como se sabe, foram flagrados em malfeitos intelectuais por um estudante de economia de 28 anos.

O rapaz percebeu que eles deram uns esteroides à ponderação de dados que confirmavam suas teses. E ministraram um chá de sumiço aos teimosos números que refutavam as mesmas premissas.

Quais?

As de que, independente das condições de vento e temperatura, históricas e sociais, o gasto público é algo devastador, sobretudo quando transita na faixa dos 90% do PIB.  

Vejam mais no BLOG DAS FRASES

O PSDB QUER TERMINAR O QUE COMEÇOU


O conservadorismo brasileiro ignorou olimpicamente a desmoralizante refrega sofrida pelos pelotões  do arrocho fiscal nos últimos dias. Dois de seus centuriões (Rogoff & Reinhart), como se sabe, foram flagrados em malfeitos intelectuais por um estudante de economia de 28 anos. O rapaz percebeu que eles deram uns anabolizantes à ponderação de dados que confirmavam suas teses. E ministraram um chá de sumiço aos teimosos números que refutavam as mesmas  premissas. Quente ainda o defunto da fraude intelectual, o Instituto Fernando Henrique Cardoso  convocou um similar para esgrimir o opróbio de uma das pilastras de sua agenda para o Brasil. O partido quer terminar o que começou nos anos 90: o desmonte completo do Estado brasileiro.  Vito Tanzi, ex-FMI, 'amigo' do Brasil desde a crise da dívida externa, desembarcou  aqui para demonstrar, em carne e osso, como a ideologia não muda. Independente dos vexames de seus formuladores.  E por uma razão muito forte: por trás das ideias, melhor dizendo, à frente delas, caminham os interesses. Felizmente há quem discorde deles. E com decibéis intelectuais suficientes para evidenciar que, subjacente à gororoba do contracionismo-expansionista,  defendida pelos Rogoffs, Tanzis e similares locais  existe um déficit. Não propriamente fiscal. Mas de coordenação estatal da economia. Quem explica é o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, em debate com o tucano Edmar Bacha, no jornal Valor.
 (LEIA  MAIS AQUI)
(Carta Maior; 6ª feira-03/05/2013)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Europa: outro imenso passo atrás


A vastidão das propostas exigidas de Atenas levou o site World Socialist a enxergá-las como  ”um retrocesso às condições de trabalho que vigoravam nos países capitalistas durante o século 19″. Não parece haver exagero na imagem. A troika exige explicitamente, por exemplo, o fim da  jornada de 40 horas – que inspirou a maior parte das lutas sociais a partir de 1860 e foi gradualmente conquistada na virada para o século 20. A carta é clara: cobra “flexibilidade ampliada dos horários de trabalho” e especifica: em particular “aumento do número máximo de dias de trabalho, para seis por semana, em todos os setores”.
Estender a jornada laboral, num país onde toda a economia está deprimida, estimulará os empresários a produzir o mesmo com menos empregados. Sintomaticamente, o ultimato também exige que sejam reduzidos em 50% os prazos de aviso prévio e custos indenizatórios das demissões. Mas vai adiante. Pede nova compressão do valor nominal do salário mínimo – já achatado em 21% este ano. Chega ao detalhes: reivindica alterar as leis gregas que estabelecem intervalo mínimo entre as jornadas de trabalho. “A ideia é que os empregadores possam convocar os assalariados a qualquer momento, acabando com a estabilidade dos horários de trabalho”, afirma Panagiotis Sotiris, professor da Universidade do Egeu.

Confira no Sul21. 
Alguém se lembra do texto do Paulo Moreira Leite, "O assassinato de um país"?

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O assassinato de um país


A ultima novidade sobre a Grécia é que a troika externa que assumiu o controle das finanças  do país pretende  obrigar a população a trabalhar um dia a mais na semana – sem aumento de salário, é claro.
É um retrocesso histórico.
Depois de eliminar os empregos, derrubar o consumo, arrasar as aposentadorias, esvaziar as residências – o número de sem-teto em Atenas cresceu 25% durante a crise – agora os credores pretendem roubar um dia de descanso da população.
É indecente.


Confira a coluna de Paulo Moreira Leite. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Monti e Papademos representam a cultura predatória do mercado, diz intelectual italiano

Mario Monti e Lucas Papademos, economistas renomados, ex-funcionários de organismos financeiros da União Europeia, porta-vozes da ditadura financeira neoliberal. Para o filósofo e ativista político italiano Franco Berardi, conhecido como “Bifo”, esse é o perfil dos novos premiês da Itália e da Grécia, nomeados após a derrubada de seus antecessores pela pressão dos mercados e dos países mais ricos da União Europeia. A missão de ambos é aplicar uma receita familiar aos países latinoamericanos, que nos anos 1980 e 1990 estiveram à mercê do FMI (Fundo Monetário Internacional): corte de gastos públicos e sociais, privatização de estatais, demissão e redução de salários e pensões. Tudo com a desculpa do resgate do equilíbrio fiscal.

“Na Europa, existe há anos um diretório financeiro que atua para um grupo hiperliberal e dogmático do Banco Central Europeu. Agora estão colocando seus homens na cúpula dos governos nacionais. A ditadura financeira fecha-se como uma corda no pescoço da democracia europeia e, o que é ainda pior, fecha-se no pescoço da sociedade europeia”, critica Berardi, em entrevista ao Opera Mundi.


Confira o restante do texto e a entrevista no Opera Mundi.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

[A "revolução" dá seus frutos] A Islândia já não está sob um programa do FMI

A Islândia já não está sob um programa do FMI, aqui está o informe do FMI (pdf) onde se anuncia que o programa de reformas aplicado pelo novo governo islandês culminou com êxito. Já é um fato.

A Islândia ainda tem um alto desemprego e ainda resta um longo caminho para alcançar uma recuperação completa, mas já não está em crise, recuperou o acesso aos mercados internacionais de capital, e fez tudo conseguindo que sua sociedade ficasse intacta.

E tem feito tudo com políticas muito heterodoxas - repúdio da dívida, controles do capital, depreciação da moeda, etc.-.É o extremo oposto às famosas regras de ouro neo-liberais. E tem funcionado...

Artigo original, em inglês:

http://krugman.blogs.nytimes.com/2011/09/01/iceland-exits/?smid=tw-NytimesKrugman&seid=auto

Vejam o artigo em castelhano em KAOSENLARED.NET

domingo, 10 de julho de 2011

Nem a ortodoxia confia mais nas suas criaturas

A longa agonia do arcabouço ideológico neoliberal registrou mais um espasmo pedagógico.

Na terça-feira (5) governantes e autoridades financeiras da União Européia rangeram e rugiram diante da decisão da agencia de risco Moody's, que reduziu a classificação dos títulos da dívida portuguesa para a categoria ‘junk’ (lixo).

Lisboa acaba de obter um socorro de 78 bilhões de euros, em três anos, em troca de um pacote de ajuste que o próprio primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, direitista assumido, admite ser um gigantesco contrato de recessão com o futuro. A exemplo do que faz a Grécia, a auto-imolação lusa inclui demissões, cortes de gastos em áreas essenciais, aumento de impostos e privatização, inclusive da tevê pública portuguesa. 

Inútil. O veredito da Moody’s baseia-se na constatação de que o sacrifício não será suficiente porque não é viável. 





Continue lendo na Agência Carta Maior. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O 'NÃO' DOS MILITARES EGÍPCIOS DENUNCIA O PREÇO DO 'SIM' PROFERIDO PELA GRÉCIA


"Preferimos passar fome a mendigar a essas instituições"(Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, em comunicado que explica rejeição às condicionalidades impostas pelo FMI para liberar um empréstimo de 3 bilhões de euros ao país, que incluíam a privatização de bancos e a maciça redução de subsídios a energia e alimentos de consumo de massa, sobretudo trigo. A decisão dos militares, que tutelam a chamada 'revolução egípcia', desautorizou membros do governo provisório que haviam acatado as ordens internacionais, sem informar suas consequências à população. LEIA mais nesta pág. A resistência egípcia ilumina, por contraste, a virulência do escalpo em marcha na Grécia,como admite Jean-Claude Juncker, chairman do Eurogroup, grupo de ministros de Finanças da zona do euro. Aspas para Juncker: "A soberania da Grécia será grandemente limitada. Para a onda de privatizações que virá, eles vão precisar, por exemplo, de uma solução baseada em um modelo da 'agência Treuhand' (agência de privatizações que vendeu 14 mil empresas da Alemanha Oriental entre 1990 e 1994, após a queda do Muro de Berlim).Não podemos deixar que alguém insulte os gregos. Mas alguém tem que ajudá-los..." afirmou o burocrata, a sério, segundo a Reuters.  Quatro milhões de alemães estavam empregados em empresas controladas pela Treuhand em 1990. Feitas as privatizações,restavam  1,5 milhão em 1994. Vai por aí a coisa --se for.


(Carta Maior; 2º feira, 04/07/ 2011)

sábado, 2 de julho de 2011

Vende-se o Partenon

Uma foto de Billy the Kid, tirada nos anos 80 do século XIX, a única existente do bandido cinematográfico, foi leiloada dias atrás nos Estados Unidos e arrematada por mais de 1 milhão de dólares. Pergunto aos meus botões quanto valeria o Partenon, ou um arquipélago do Mar Egeu. Inimaginável, respondem. Até um certo ponto, digo eu.

À deriva de uma Europa assolada pela crise econômica e financeira, à custa de um buraco negro, abismo vertiginoso de mais de 600 bilhões de euros, para cobri-lo a Grécia anuncia o propósito de pôr em leilão o seu inestimável patrimônio artístico e natural. Daí a lógica da pergunta acima. Poderia, porém, dirigir muitas outras ao Oráculo de Delfos. Que diria Homero? Ou, ao se falar no Egeu, o seu herói mais humano, o Odisseu? Ou a poetisa Safo, ou outro que versejava, Teócrito, a pressagiar Caymmi, escrevia “deixa que o mar azul quebre sobre a praia, mais doce a seu lado transcorrerei a noite”?

Continue lendo o editorial de Mino Carta na CartaCapital.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Acusações sexuais contra Strauss-Kahn podem desmoronar

NOVA YORK/PARIS (Reuters) - O caso contra o ex-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, acusado de assediar sexualmente uma camareira de hotel, estava perto de se desmoronar nesta sexta-feira, disseram fontes próximas ao assunto, em uma reviravolta dramática que poderá agitar novamente a política francesa.

domingo, 26 de junho de 2011

Não é a Grécia. É o capitalismo, estúpido!

Atilio A. Boron
Rebelión


As mídias, as consultorias, os economistas, os bancos de investimentos, os presidentes dos bancos centrais, os ministros de fazenda, os governantes não fazem outra coisa que falar da "crise grega". Ante tal vozerio mal intencionado é oportuno parafrasear um exemplo da campanha de Bill Clinton para dizer e insistir que a crise é do capitalismo, não da Grécia. Que este país é um dos elos mais débeis da cadeia imperialista e que é por causa dele que alí ocorre a eclosão das contradições que o está corroendo irremissivelmente. 

Vejam o texto original (castelhano) em REBELIÓN.ORG ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

terça-feira, 21 de junho de 2011

UE adia liberação de ajuda à Grécia até aprovação de plano de austeridade

Os países da zona do euro adiaram em duas semanas a liberação do quinto lote de ajuda financeira para a Grécia, à espera que as autoridades em Atenas aprovem o programa de consolidação fiscal exigido pelos parceiros da UE (União Europeia).

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, convocou nesta segunda-feira uma nova reunião de ministros de Finanças da zona do euro para o dia 3 de julho, na qual espera atingir a meta não conseguida no domingo: destravar o quinto lote do programa de resgate, avaliado em 12 bilhões de euros.

Para isso, o governo grego deverá primeiro mostrar sua legitimidade como interlocutor, ao ganhar o voto de confiança do Parlamento previsto para ser votado nesta terça-feira, mas também conseguir o envolvimento de todos os partidos gregos com a estratégia de consolidação fiscal a médio prazo e o programa de privatizações, em um voto parlamentar programado para o fim do mês.


Continue lendo no Opera Mundi. 

Leia também no Opera Mundi: Ajuda à Grécia é condicionada à aprovação de cortes de gastos.

domingo, 19 de junho de 2011

A DISPUTA NAS RUAS DO MUNDO: BENS PÚBLICOS X PRIVATIZAÇÃO


Dezenas de milhares de estudantes, professores e funcionários de escolas saíram às ruas esta semana no Chile para protestar contra a crescente privatização da educação no país. Na Europa, outras dezenas de milhares de jovens, trabalhadores de diversos setores e desempregados estão nas ruas na Grécia, na Espanha, na República Tcheca e em outros países contra os planos de austeridade do FMI e do Banco Central europeu que representam maior arrocho para os assalariados, privatização de empresas e serviços públicos e impunidade para os responsáveis pela crise. Por todo o mundo, cresce a resistência à ofensiva do grande capital que quer resolver a crise econômico-financeira iniciada em 2008, transferindo os custos, mais uma vez, para os bolsos de quem vive do trabalho. A Carta Maior destaca essa situação neste fim de semana, sugerindo a leitura de alguns artigos e reportagens de dois Especiais, Desordem Financeira e As Ruas do Mundo, que ajudam a entender o atual cenário internacional e seus possíveis impactos na América Latina e no Brasil.

(Carta Maior; Domingo,19/06/ 2011)

sábado, 4 de junho de 2011

FMI: FRACASSOS MÚLTIPLOS INTERNACIONAIS

Fracasos Múltiples Internacionales (FMI) está buscando una nueva conducción porque su titular, Dominique Strauss Kahn, renunció por la acusación de acoso y abuso sexual a una empleada de un hotel en Nueva York. Ese organismo financiero estaba desprestigiado y sin recursos hasta que el G-20 lo rescató ante la desesperación por el estallido global en 2008, con epicentro en las potencias económicas mundiales. Le asignó la tarea de ser el eje ordenador de los ajustes sobre los países en crisis, con resultados recesivos conocidos aunque con un discurso maquillado para diferenciarse de sus desastres de los noventa en Latinoamérica y Asia. Para ocupar el cargo de director gerente de esa institución ha comenzado la competencia con la participación de la conservadora francesa Christine Lagarde y el liberal mexicano Agustín Carstens, doctorado de Economía en la Universidad de Chicago. El FMI no tiene el mecanismo de elección democrático de un país, un voto. El peso europeo en el Consejo de Administración, órgano de gobierno de la institución, les asegura una posición de privilegio para imponer un candidato. Estados Unidos también posee poder de veto, con el acuerdo implícito con Europa para la distribución de cargos: el Banco Mundial para un estadounidense y el Fondo para un europeo. Ese Consejo está integrado por 24 miembros. Estados Unidos, Japón, Alemania, Francia, Reino Unido, China, Rusia y Arabia Saudita tienen un representante cada uno. Los otros 176 países que integran el FMI se reparten las 16 plazas restantes organizados en grupos y el peso de cada uno es equivalente a los votos que reúnen sus respectivas representaciones. Para calcular los votos se define un promedio ponderado del PBI (50 por ciento), apertura de la economía (30 por ciento), volatilidad económica (15 por ciento) y reservas internacionales (5 por ciento). Estados Unidos concentra el 16,8 por ciento, porcentaje que le otorga poder de veto porque para tomar decisiones referidas a la forma de funcionamiento del organismo se requiere más del 85 por ciento de los votos.

Leia mais na Página/12.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eslovénia pode ter de pedir resgate, diz governador do banco central

“A Eslovénia deve estar ciente de que está apenas a um passo de uma situação crítica”, declarou Marko Kranjec, governador do banco central da Eslovénia, deixando entrever que o país pode ficar na mesma situação de Grécia, Irlanda e Portugal.

Vejam mais detalhes em ESQUERDA.NET

quinta-feira, 26 de maio de 2011

“A dívida européia é a maior fraude da história", afirma expert

Nos últimos dias correram como fios de pólvora em toda a Europa e Estados Unidos, as repercussões de uma profunda análise sobre a realidade européia que o catedrático Irwin Stelzer, do Hudson Institute, desenvolveu em sua coluna do Wall Street Journal.

Nela, o catedrático definia abertamente o esquema de ajuda implementada pela UE e o FMI a nações como a Grécia, Irlanda ou Portugal como uma fraude piramidal própria de livros didáticos. Em outras palavras, um novo caso Ponzi que necessariamente vai terminar mal.

Na memória dos mercados, está ainda fresca a monumental pirâmide que armou o agora presidiário Bernard Madoff. Mas vale a pena repassar seu funcionamento: trata-se daquelas práticas financeiras pelas quais promete-se aos investidores uma determinada rentabilidade sem que o destino real de seus fundos não possa ser justificado em nenhum caso.

Vejam o texto em castelhano em CUBADEBATE (a tradução livre completa no espaço de comentários deste post)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A violação do chefe do FMI e a atitude em relação à Grécia, Portugal e Espanha

Paralelismo entre a violação do chefe do Fundo Monetário à camareira de um hotel de luxo em Nova York, com a atitude que o FMI tem em relação aos paises do sul.

Petras: Bom, comecemos. O caso mais importante é o de Al Nakba de onde os palestinos celebram o aniversário da catástrofe quando Israel lançou a campanha de terror na fundação do Estado israelista. Forçaram a saída de 800 mil palestinos a partir das medidas de terrorismo, massacres, assassinatos e roubaram dos palestinos suas terras, suas casas, seus negócios, suas escolas e forçaram as pessoas a sair do país e viver em campos de refugiados.
(...)
O segundo tema que queria discutir é o paralelismo da violação do chefe do FMI à camareira num hotel de luxo em Nova York, com a atitude que o FMI tem em relação aos paises do sul da Europa e da América Latina. O senhor Strauss violou uma mulher. Forçosamente a impôs suas perversões sexuais, a raptou, a encerrou em seu dormitório não deixando-a sair partindo então para a violência violando-a. Este ato individual é uma boa representação de como atua o FMI a organização do senhor Strauss Kahn: entram num país, impõem seu critério, castigam qualquer um que não lhe seja obediente e depois retiram seu patrimônio; no caso da mulher tratam de destruir sua virtude. Os paralelismo são fortes.
(...)
O último tema que queria tratar é o massacre no México: 40 mil pessoas foram mortas desde que governa Felipe Calderón o presidente fraudulento que lançou a guerra contra os narcotraficantes.Agora, o que muita gente não sabe, é que os traficantes estão intimamente vinculados aos bancos mais importantes dos Estado Unidos. Um banco só (Wachovia) lavou 373 bilhões de dólares em quatro anos, entre 2004 e 2007. Esse dinheiro é essencial para os lucros dos traficantes e sem o apoio do dinheiro lavado pelos bancos ianques os traficantes não podem financiar suas atividades.

Vejam o texto em LA HAINE.ORG (e uma tradução livre no espaço de comentários deste post)

domingo, 8 de maio de 2011

Líbia: não é sobre o petróleo, é sobre moeda e empréstimos

É significativo que, nos meses que precederam a resolução da ONU que permitiu que os EUA e seus aliados enviassem tropas para a Líbia, Muammar Kaddafi estivesse abertamente defendendo a criação de uma nova moeda para rivalizar com o dólar e o euro. Na verdade, ele convidou as nações muçulmanas e africanas para se juntar a uma aliança que faria desta nova moeda, o dinar de ouro, a sua principal forma de dinheiro e câmbio. O FMI estima que o Banco Central da Líbia tenha cerca de 144 toneladas de ouro em seus cofres. O artigo é de John Perkins.