segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Crise Política - Dilma: "A democracia tem sido corroída pelo Estado de Exceção"


Será?

'Só eleições diretas vão garantir a retomada do crescimento e da geração de empregos e o reencontro com a democracia no Brasil' (Presidenta Dilma)

O Brasil caminha para um futuro incerto, a depender do governo ilegítimo, que tem mostrado sua verdadeira face, frustrando as esperanças da sociedade. A solução passa por eleições diretas para presidente, substituindo o governo ilegítimo. Essa é a condição imprescindível para o País sair da crise e retomar o rumo da democracia, do crescimento e da geração de empregos. 
Passaram-se apenas seis meses desde que o golpe parlamentar interrompeu o meu mandato, consagrado por 54,5 milhões de votos. Tramaram um golpe que contou com o apoio de oposicionistas, traidores e parte da mídia e lançou o País em um período de incertezas e retrocessos.
Violentaram a Constituição de 1988, por meio de um golpe parlamentar que fragilizou as instituições e precipitou o Brasil no abismo da crise institucional.
Tudo é possível quando um mandato presidencial é desrespeitado. O impeachment sem crime de responsabilidade escancara as portas para o avanço da crise política e institucional.
Daí os conflitos institucionais que se aprofundam e o choque entre Legislativo e Judiciário. As relações de harmonia e equilíbrio entre os Poderes, exigidas pela Constituição, estão comprometidas.
Em apenas 90 dias, muito do que alertei ao longo do processo de impeachment tornou-se real. As contradições se acentuaram e conturbaram o cenário político, econômico e social. As ações para estancar a “sangria” da Operação Lava Jato têm se mostrado ineficazes. Movimentos sociais, estudantes, professores e cidadãos sofrem com a repressão às suas manifestações.
Assistimos, estarrecidos, ocupações de escolas e universidades por jovens em defesa de seu futuro serem coibidas com violência, enquanto manifestantes que invadem o Congresso, pregando a volta da ditadura, são tratados com complacência. Os sinais de deterioração dos direitos sociais estão evidentes.
Reconheço, ainda assim, que nenhum de meus mais pessimistas prognósticos previa o escândalo gerado pelo episódio do apartamento de luxo em área histórica de Salvador. E que isso merecesse do ocupante da Presidência da República mais atenção do que os problemas reais do nosso povo, como o desemprego crescente ou a paralisação das obras de integração do São Francisco, para citar apenas dois exemplos.
A democracia tem sido corroída pelo Estado de Exceção. A interrupção ilegal do mandato de uma presidenta é o mais destruidor dos elementos desse processo, pois contamina as demais instituições.
Daí a distorção dos fatos por setores da mídia oligopolista, ou a decisão do Tribunal Federal da 4ª Região que autorizou medidas excepcionais, como a suspensão da lei e da Constituição em nome do caráter excepcional da Lava Jato.
Outro sinal é a perseguição implacável ao presidente Lula, submetido à “justiça do inimigo”, na qual a regra é destroçar a vítima. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo o artigo assinado pela Presidenta Dilma na Revista Carta Capital.
locarconio.com

Por que se chama FEMInismo e não Igualitarismo?

About Heidy Simons

Autora: June Leeloo
Autora: June Leeloo
Às vezes, quando se tenta desprestigiar o movimento de alguma maneira ou pelo menos por em dúvida sua validade, sempre surge a mesma questão...
“Se o que se busca é a igualdade por que não se chama algo assim como igualitarismo? A palavra FEMInismo discrimina os homens porque não os inclui, só nomeia as mulheres"
Em primeiro lugar, antes de opinar sobre um tema é bom pelo menos se saber algo sobre ele... assim se surge um debate construtivo e se estabelece um contexto comum.
A mim pessoalmente me incomoda esta pergunta, já que tenho a sensação de que qualquer termo que comece com Fem- parece que incomoda. Que incita a que se inicie uma guerra de sexos ou um debate pelo menos. É curioso que nos digam que a palavra "feminismo" exclui os homens porque não os nomeia quando sempre a história da humanidade tem sido a história "do homem" e quando nos queixamos nos dizem que somos umas exageradas... O socialismo também busca a igualdade entre todos os seres humanos, e não os vejo queixarem-se tanto do nome.
recuerda_igualitarismofeminismo

Iniciaremos sempre com definições de nossa quiçá tão querida e não tão feminista RAE: 

igualdade
Do lat. aequalĭtas, -ātis.
  1. f. Conformidade de algo com outra coisa na natureza, forma, qualidade ou quantidade.
  2. f. Princípio que reconhece a equiparação de todos os cidadãos em direitos e obrigações. 
Bem, como vemos, igualdade é equiparação, isto é que algo NO é igual, que não tem as mesmas características se se compara com outro ou outros. E quer possuir essas mesmas características. Uma vez que se fazem as ações oportunas são IGUAIS/SEMELHANTES/EQUIVALENTES.
Por tanto o igualitarismo pediria a semelhança e equivalência de direitos e obrigações em todas as situações da vida.
O problema e a genialidade de gênero, é que NÃO somos iguais. Não temos nem as mesmas características físicas, nem biológicas, nem as mesmas necessidades, nem as malditas vontades de ser iguais aos homens...

Uma coisa é igualdade, e outra coisa é EQUIDADE:
equidade
nome feminino
  1. Qualidade que consiste em dar a cada um o que se merece em função de seus méritos e condições.
“é um país de desigualdade aquele onde não há equidade na distribuição da riqueza e da cultura"
  1. Qualidade que consiste em não favorecer no trato a uma pessoa prejudicando a outra.
O termo "feminismo" não busca excluir, nem muito menos rechaçar o homem. Simplesmente, visibiliza os 50% da população sistematicamente ignorada até recentemente.  E dar visibilidade como mínimo com o termo é básico, porque pretender denominar "igualitarismo" ao feminismo anula o que realmente se pretende (e não, não é estar por cima dos homens) e invisibiliza novamente, negando a causa, negando a submissão e a opressão, negando a necessidade de reconhecer a mulher socialmente como tal, não "igualaria" ao homem.
O feminismo busca a equidade, isto é, segundo as características de cada pessoa, que tenha seus direitos sem que isto seja desconsideração de outra pessoa.
Um exemplo muito fácil de entender seria sobre o tema das regras. Ainda que para muitas pessoas seja um tema tabu, as mulheres a cada mês durante alguns dias sangramos pela vagina. Não é algo do que escandalizar-se, nem estamos doentes, é algo natural. Para algumas pessoas é extremamente doloroso e incômodo, para não mencionar que é bastante caro: o material higiênico (compressas e tampões) tem um imposto de luxo. É justo? Não é razoável que se pedir que se rebaixe o preço de algo que é de primeira necessidade ainda que seja para UM gênero?  (isto é, a metade da população mundial). Uma política feminista seria tirar o imposto de luxo dos tampões e compressas: não menosprezar os direitos de ninguém ainda que beneficie a um só gênero. Porém, se um Estado que se supõe que vela pelos direitos e liberdades de seus cidadãos não pensa nisto, está sendo discriminatório e injusto.

O feminismo não pode se chamar igualitarismo porque não busca que TUDO seja igual, que a mulher se adapte às normas e regras masculinas da sociedade, senão que cada um tenha seus próprios direitos e liberdades segundo suas características.
O feminismo não se chama humanismo e nem igualitarismo porque feminismo, humanismo, e igualitarismo são três teorias distintas. Houve algo antes do feminismo que promovesse e exigisse igualdade de direitos para todas as pessoas independentemente  de seu sexo? Pois não, não houve.
O humanismo é um ramo da filosofia (e da ética) que advoga pela igualdade, tolerância e laicidade (o que se conhece comumente como "a separação da igreja e Estado"). O humanismo reconhece que os seres humanos não "necessitam" da religião para desenvolver sistemas morais ou estabelecer um comportamento moral. Os humanistas advogam pela educação, a tolerância, a política representativa (em contraposição à monarquia) e a liberdade de pensamento (em contraposição ao dogma religioso). Muitos humanistas eram também grandes misóginos e sua concepção da igualdade se limitava à igualdade entre os varões.
O igualitarismo é uma forma de filosofia política que defende que todos os seres humanos são iguais em essência e por tanto tem o mesmo direito a iguais recursos como os alimentos, a moradia, o respeito, o status social). Pode-se facilitar a todo mundo os mesmos elementos e perpetuar a desigualdade e/ou a iniquidade. O igualitarismo, ainda sendo um conceito ético fundamental, não tem geralmente em conta as desigualdades através de uma perspectiva interseccional.
Como registro histórico da necessidade de que se chame feminismo: o termo procede de uma palavra inventada para designar de forma depreciativa aqueles homens que apoiavam a causa das cidadãs. O adjetivo "feminista" foi utilizado pela primeira vez com fins políticos e jornalísticos por Alexandre Dumas filho em seu panfleto 'O homem-mulher' de 1872, texto antifeminista que debate entre outros temas, a questão do adultério e se posiciona contra o divórcio.
Para assumir que é necessário o feminismo, há que ser consciente primeiramente que não vivemos num mundo nem "igualitário" e nem equitativo. Que historicamente a mulher tem vivido numa situação de submissão, subjugação e ocultamento. Assim como temos assumido que existe o racismo, pode-se ser consciente de que existe a misoginia sem que isto seja uma ataque a ninguém.
Da mesma maneira gostaria de esclarecer ainda que seja muito óbvio que o Feminismo não é contrário ao machismo.  O Feminismo NÃO busca a superioridade em todos os aspectos da vida da mulher sobre o homem, nem existe hoje sistema hembrista (*) algum que faculte poder às mulheres para discriminar sistematicamente os homens. A definição é: machismo.
  1. nome masculino
Atitude ou maneira de pensar de quem sustenta que o homem é por natureza superior à mulher.
E o feminismo é:
feminismo
nome masculino
Doutrina e movimento social que pede para a mulher o reconhecimento de algumas capacidades e alguns direitos que tradicionalmente estiveram reservados para os homens.



(*) hembrista  - Hembrismo é um neologismo em espanhol usado para referir-se à misandria ou desprezo aos homens.


http://www.locarconio.com/2017/01/por-que-se-llama-feminismo-y-no-igualitarismo/

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Fórum Social das Resistências será realizado em Porto Alegre de 17 a 21 de Janeiro de 2017



Clique Aqui para saber mais.

Vitrines do inferno à céu aberto



Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho*
Quanto mais o Brasil produza legiões de miseráveis, mais terá necessidade de penitenciárias pavorosas. O caos nas prisões não é uma falha, mas uma obra de arte. É uma máquina de tortura que obriga o miserável comum, mas em liberdade, a agradecer a deus por estar ainda do lado de fora. As penitenciárias do Brasil são vitrines do inferno à céu aberto, e são muito úteis. E serão mais ainda no futuro que se aproxima. Quanto mais se morra e se mate lá dentro, quanto mais horror produza, mais a máquina estará funcionando azeitada.
Sobrevindos em sequência, o monstruoso acontecimento de Manaus e o feminicídio serial de Campinas deixam a sensação de pesadelo. O ano de 2017 começa sob a égide do horror. Não apenas pelos fatos, mas também pelo comportamento das elites responsáveis. Hoje, dia 06 de janeiro, novo contingente de 33 presos foi assassinado em Roraima. O ministro da Justiça correu para as câmeras para dizer que “a situação não saiu do controle”. (...)
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domingo, 18 de dezembro de 2016

'Delenda Globo’: a carta de Zé Dirceu para Fernando Morais escrita na prisão


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*Do Nocaute, blog de Fernando Morais:
Da prisão em que cumpre pena, em Curitiba, José Dirceu escreve ao jornalista Fernando Morais, editor do Nocaute. Na carta, Dirceu conclama a todos pela volta à democracia: “Stédile, Boulos e Vagner Freitas agora têm a missão de ir às ruas e exigir justiça para todos, a renúncia de Temer e caterva e eleições gerais.” Leia a íntegra da carta:
“Mestre Fernando
Fiquei feliz pela foto em Havana com Raul e os companheiros, além da Mônica, unicamente senti não estar com vocês, mas me senti representado por você e o Breno.
Não vi Rafael Correa, enviou algum representante? Vice-Presidente?
Lá estavam João Pedro, Boulos e Vagner que agora tem a missão de ir ‘as ruas e exigir justiça para todos, a renúncia de Temer et caterva, eleições gerais, constituinte, antes que façam um acordão, como já vem sendo pensado por Gilmar Mendes, a falada “operação contenção” para salvar o tucanato e o usurpador Temer.
É hora de ação, de pressão, de ir às ruas, de exigir, liderar e apontar rumos. É agora ou nunca. Sem conciliações e acordos, é hora de um programa de mudanças radicais, na política e na economia. (...)
-Para ler na íntegra, clique AQUI

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A República inaugurada em 1988 está de joelhos


Carmen Lucia e Celso de Mello: Renan foi mantido de forma
 pouco ortodoxa

O caso Renan Calheiros escancara o protagonismo do Judiciário, que não encontra freios na esfera da legalidade

Por Roberto Amaral*
A crise institucional está instalada, e o País à beira do caos. Crise alimentada por um STF irresponsável, um Congresso sem representatividade e impopular, e a presidência da República chefiada por um presidente ilegítimo, frágil e tíbio. Todas as condições estão dadas para o impasse em que afinal nos metemos.
A economia se deteriora a olhos vistos. A recessão transmuda-se em depressão e não há perspectiva de restauração no curto prazo. A promessa de recuperação econômica realizou-se como fraude: informa o IBGE que o PIB encolheu 2,9% no terceiro trimestre, dando continuidade a uma sequência de dez meses de queda.
Pela sétima vez são reduzidas as projeções do PIB. Devemos chegar ao final do ano com uma retração de 3,43%. Nenhum setor da economia está respondendo aos paliativos governamentais. Os investimentos privados, cuja atração era o passaporte para todas as maldades, caíram 29%. O BNDES reduziu seu desembolso em 35%. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo.

domingo, 4 de dezembro de 2016

"Avanços democráticos se fazem defendendo a Constituição, não agindo contra ela"



O que o ministério público federal entende de "avanço democrático"?

Por Eugênio Aragão - Advogado, ex-Ministro da Justiça*
Chega a ser uma pilhéria ler-se na Folha de São Paulo, ontem, artigo subscrito pelo Senhor Procurador-Geral da República a defender as famigeradas "10 Medidas", difundidas em estrondosa campanha institucional pelo ministério público federal. Foram as propostas qualificadas por S. Exª como "avanço democrático", pois seriam "fruto de uma longa e bem-sucedida iniciativa que angariou amplo apoio popular, já que mais de 2 milhões de brasileiros o subscreveram”.
Nunca é demais reafirmar que as chamadas "10 medidas" são objeto de intensa publicidade feita com recursos públicos. Nada têm de iniciativa popular, mas, sim de iniciativa corporativa vendida como remédio necessário para o "combate à corrupção" e, em verdade, não passa de um grande engodo para que a sociedade venha a aceitar restrições a garantias fundamentais.
Assinaram-na 2 milhões de incautos ou desinformados, havendo, antes, a opinião pública, sido bombardeada com notícias e editoriais que vendiam a corrupção como o maior mal do País. Uma autêntica campanha de argumentos ad terrorem. (...)
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domingo, 27 de novembro de 2016

Um sorriso para Fidel Castro, líder da independência na América Latina



Por Rodrigo Vianna*
A hora de Fidel Castro chegou. A hora de entrar para a História.
Hum… Essas duas frases fariam sentido se fosse ele um líder político comum. Mas não! Fidel Castro não precisou sair da vida pra entrar na História. Ele já a havia escrito: com os fuzis e a caneta. Com balas e palavras.
Ninguém teve tanta influência na América Latina do pós-Segunda Guerra. Tudo o que se fez, pela esquerda ou pela direita em nosso continente, ao longo de quase 60 anos, foi para apoiar ou derrotar o exemplo de Fidel.
As ditaduras militares, a propaganda anticomunista: eram ferramentas para deixar claro que outras cubas não seriam toleradas por aqui.
As guerrilhas de esquerda, a resistência de trabalhadores e estudantes: eram as ferramentas para deixar claro que (pelas armas ou pelo voto) uma parte deste continente seguia a linha de Fidel.
Qual a linha?
Ninguém pense que a lanterna de Fidel iluminava um caminho que apontava para o socialismo apenas. O legado de Fidel, a meu ver, é outro. É o legado de que podemos ser independentes, de que não nascemos para ser colônias agrícolas dos Estados Unidos. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo (via Escrevinhador*).

sábado, 19 de novembro de 2016

Açular o ódio é o caminho do fascismo




Por Fernando Brito*
Sérgio Cabral e Anthony Garotinho não me merecem respeito como políticos, até porque nenhum dos dois exerce, hoje, mandato eletivo, o que me daria motivos para ter respeito por seus eleitores.
Mas merecem como cidadãos e seres humanos.
Nenhum dos dois está condenado.
São presos provisórios, em tese para a garantia do processo judicial.
Como, em tese, pode ser libertados a qualquer momento por um habeas corpus.
Mas estão sendo escandalosamente utilizados como carne para açular a matilha em que desejam que se transforme a sociedade brasileira. (...)
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