segunda-feira, 12 de junho de 2017

Partido da mídia segue unido e quer saída da crise ao seu modo

Temer, é uma forma de serem fiadoras de um novo governo que parece se anunciar para breve
por Lalo Leal*
             COLETIVO DIRETAS JÁ
Rede Golpe
Manifestantes por Diretas Já, em São Paulo: a mídia ajudou no golpe para botar Temer lá; agora quer trocá-lo pôr outro igual
RBA- A Globo interrompe sua programação, pouco antes do Jornal Nacional, para dar uma notícia extraordinária. Gravação mostrava relações promíscuas entre Michel Temer e o dono da empresa JBS. A partir dai o conglomerado de mídia líder do movimento golpista que derrubou a presidenta Dilma Rousseff e apoiadora fiel do governo ilegítimo passou a atacá-lo duramente. Outras empresas de comunicação não adotaram a mesma linha, caso dos jornais Folha de S.Paulo, o Estado de S. Paulo e da Rede Bandeirantes. Ao contrário, seguiram apoiando o governo ilegítimo. (...)
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sexta-feira, 9 de junho de 2017

"Café com Marx"



Por Marcelo Pires Mendonça*

“A história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, burgueses de corporação e oficiais, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante oposição uns aos outros, travaram uma luta ininterrupta, ora oculta ora aberta, uma luta que de cada vez acabou por uma reconfiguração revolucionária de toda a sociedade ou pelo declínio comum das classes em luta.

Nas anteriores épocas da história encontramos quase por toda a parte uma articulação completa da sociedade em diversos estados [ou ordens sociais], uma múltipla gradação das posições sociais.

Na Roma antiga temos patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos; na Idade Média: senhores feudais, vassalos, burgueses de corporação, oficiais, servos, e ainda por cima, quase em cada uma destas classes, de novo gradações particulares.

A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão, novas configurações de luta, no lugar das antigas.

A nossa época, a época da burguesia, distingue-se, contudo, por ter simplificado as oposições de classes. A sociedade toda cinde-se, cada vez mais, em dois grandes campos inimigos, em duas grandes classes que diretamente se enfrentam: burguesia e proletariado.” (Karl Marx, Manifesto do Partido Comunista)
*** 
*Professor, trabalha na Secretaria de Educação do Distrito Federal. Foi Coordenador-Geral de Instâncias e Mecanismos de Participação Social da Presidência da República. É filiado ao Partido dos Trabalhadores.

**Nota do Editor do Blog: O companheiro Marcelo Pires Mendonça (foto), com suas qualificadíssimas - e sempre oportunas - 'tiras'' denominadas "Café com Marx" (Engels, Lenin, Rosa, Kollontai e outras/os) que posta regularmente em seu face e demais redes sociais, é o mais novo colaborador deste Blog, o que muito nos honra. 

-Seja muito bem-vindo, companheiro Marcelo! (Júlio Garcia) 

Via  https://jcsgarcia.blogspot.com.br/

domingo, 4 de junho de 2017

O legado e a atualidade de Che Guevara: “ele acreditava no melhor do humano”





No ano do cinquentenário de sua morte, a figura de Ernesto Che Guevara segue influenciando jovens no mundo inteiro, seja como inspiração política, seja como um símbolo pop de rebeldia. Mas qual é o mesmo legado e a atualidade desse jovem argentino que, após ser um dos líderes da Revolução Cubana junto com Fidel Castro, trocou os postos que ocupava em ministérios do governo revolucionário, para se engajar na luta antiimperialista no Congo e, mais tarde, na Bolívia, onde acabaria por ser morto aos 39 anos de idade?
Pesquisador da vida de Che, o jornalista e professor cubano Santiago Feliú vem reunindo desde a década de 90 canções compostas em homenagem à memória do jovem médico argentino que virou revolucionário. Mais do que simples homenagem, a preocupação central de Feliú é resgatar o que chama de face ética de Che Guevara, da exemplaridade com que este exerceu a sua luta política. Em entrevista ao Sul21, Feliú fala sobre a atualidade da figura de Che e de seu legado. “Essa atualidade tem a ver, não com o Che heróico e guerrilheiro da luta armada, mas sim o Che ético, que foi ministro em várias pastas no início da Revolução Cubana e que acreditava em determinados valores e, em especial, no melhor do humano”.
Santiago Feliú veio a Porto Alegre a convite da Associação Cultural José Martí para o lançamento da segunda edição do seu livro “Canto épico a la ternura” em homenagem à obra e ao pensamento de Che Guevara. Na entrevista, ele também fala sobre o presente de Cuba e sobre os desafios colocados para o país após a morte de Fidel Castro e aposentadoria de Raúl Castro. 
Sul21Você pesquisou e reuniu canções escritas e compostas em vários países da América Latina para homenagear a vida e a trajetória política de Che Guevara. Como nasceu esse trabalho? Como é que você definiria o legado de Che hoje? Ele segue presente e representa uma figura forte e inspiradora politicamente na América Latina?
Santiago Feliú: A primeira edição foi lançada em 1993 no Uruguai, com 40 canções. Depois, o livro foi lançado em sete outros países e hoje reúne 158 canções para o Che, de 100 autores, de 17 países. A figura do Che está mais presente que nunca. Muitas das coisas que ele disse hoje tem muita vigência. Essa atualidade tem a ver, não com o Che heróico e guerrilheiro da luta armada, mas sim o Che ético, que foi ministro em várias pastas no início da Revolução Cubana e que acreditava em determinados valores e, em especial, no melhor do humano. Houve uma manipulação da figura dele, como se a sua trajetória se resumisse à luta armada. Ele, de fato, defendeu que, nos anos 60, a luta armada era a via para a libertação da América Latina, mas não era o único caminho. Uma prova disso é uma dedicatória que ele escreveu para o presidente chileno Salvador Allende ao dar a ele um exemplar do único livro que realmente escreveu, “A guerra de guerrilhas”. Nesta dedicatória, ele escreveu: Para Salvador que, por outros meios, quer o mesmo que nós”. (...)
-Para continuar lendo a {excelente} entrevista realizada pelo jornalista Marco Weissheimer no SUL21 com o grande Santiago Feliúclique AQUI

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Nota oficial da Frente Brasil Popular

A Frente Brasil Popular repudia veementemente o uso de repressão policial e das Forças Armadas que agrediu milhares de brasileiros e brasileiras dentre os 200 mil que participaram da Marcha em BSB




Frente Brasil Popular repudia veementemente o uso de repressão policial e das Forças Armadas que agrediu milhares de brasileiros e brasileiras dentre os 200 mil que participaram da Marcha da classe Trabalhadora, organizada com unidade de todas as centrais sindicais e com a participação das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

O uso das Forças Armadas, de bombas de gás lacrimogêneo e bala de borracha demonstra a atual fraqueza do governo de Michel Temer e seus aliados, ainda mais instável após as inúmeras denúncias de corrupção que envolvem o próprio presidente.

As Forças Armadas rebaixaram o seu papel ao servir instrumento político de um governo moribundo. Atacou indiscriminadamente dezenas de milhares de brasileiros/as, quando alguns poucos se infiltram em nosso movimento pacífico para promover o enfrentamento.

Sem forças, sem apoio popular e vendo sua base golpista pular do barco, Temer criminaliza e persegue os movimentos sociais. 

Fomos às ruas hoje para exigir a saída do presidente, eleições diretas e a retirada das reformas da previdência e trabalhista e serão as ruas os nossos espaços sociais de luta até a derrubada de Temer e sua pauta de retirada de direitos.


http://www.frentebrasilpopular.org.br

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O poder está nas ruas. E a legitimidade também: Diretas, já!

Reordenar a sociedade a partir de agora é uma tarefa que só a rua poderá exercer integralmente, devolvendo-lhe a prerrogativa das urnas

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Por Saul Leblon, na Carta Maior*

O Brasil adormeceu nesta quarta-feira, 17 de maio de 2017, sem saber as respostas para muitas das perguntas essenciais cobradas pelo passo seguinte de sua história.

Mas a principal delas para ir direto ao ponto --dispensando-se o retrospecto da implosão da frente golpista, com as gravações de pedidos de propinas feitas aos donos do JBS por Aécio Neves e Michel Temer— é saber se a mobilização popular será capaz de pr...eencher o vazio vertiginoso que se abriu agora não apenas na cúpula política, mas na estrutura do poder na sociedade.

As instituições que dão coesão a uma sociedade fundada em conflitos de interesses agudos, como é o caso da brasileira, cujos abismos de desigualdade são sabidos, estão no chão.

Não há legitimidade no parlamento.
O judiciário tornou-se a armadura desfrutável do assalto das elites contra as urnas, na farsa de um impeachment – confirma-se agora-- arquitetado com uma escória a soldo.
A mídia foi a voz da exortação e da institucionalização desse esbulho. (...)

CLIQUE AQUI para ler na íntegra.

sábado, 25 de março de 2017

Lava Jato e cobertura da imprensa foram “alavancas para o golpe”, dizem jornalistas


Durante o seminário “O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil”, Fernando Morais e Mino Carta falaram a respeito das relações de causalidade e parceria entre cobertura midiática.


Em palestras realizadas nesta sexta-feira (24), durante o seminário “O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil”, os jornalistas Fernando Morais e Mino Carta falaram a respeito das relações de causalidade e parceria entre cobertura midiática, órgãos de imprensa, procuradores e membros do Poder Judiciário que encampam a Operação Lava Jato e políticos brasileiros para que tivesse lugar no Brasil o golpe que tirou a presidenta eleita Dilma Rousseff do cargo a que tinha sido eleita.
Para Fernando Morais, jornalista responsável pelo blog Nocaute e autor de aclamados livros-reportagem, como “Olga” e “Chatô - Rei do Brasil”, o presidente içado ao poder, Michel Temer, junto com as forças policiais e judiciárias que comandam a Operação Lava Jato, uma perseguição a setores da imprensa não-alinhados ao governo de turno que faz lembrar os tempos mais decadentes da Ditadura Militar (1964-87).
“O que está sendo atacado é o direito da sociedade de se informar da maneira mais plural possível. Logo ao entrar no governo, o atual presidente já cortou a zero toda a publicidade de empresas estatais em todos os veículos que não fossem alinhados com ele”, lembrou Morais. 
Depois, o jornalista recordou que a Polícia Federal invadiu a casa de jornalistas como Breno Altman e Eduardo Guimarães, de onde levou computadores, celulares, agendas, só para depois inocentá-los de quaisquer acusações, porque nada havia contra eles, a não ser o desejo de intimidá-los e, no caso de Guimarães, procurar uma forma de perseguir ainda mais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Jornalista Mino Carta fala durante o seminário do PT. Foto: Ricardo Stuckert
Jornalista Mino Carta fala durante o seminário "O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil". Foto: Ricardo Stuckert 

O jornalista Mino Carta falou a respeito do mesmo tema. Para ele, o juiz Sérgio Moro é uma figura narcisista obcecada com uma só ideia: prender ou condenar Lula. “Por isso, Moro e a Lava Jato o perseguem há anos, sem nada encontrar contra ele”. Daí, explicaram os dois jornalistas, a ideia de dizer que o blogueiro Eduardo Guimarães teria informado Lula previamente sobre a operação da Polícia Federal que devassou sua casa, as casas de seus filhos e ambientes de trabalho. Seria uma boa explicação para o fato de que nenhuma prova foi encontrada em lugar nenhum contra Lula.
Neste processo, o único vazamento de informação que levou a alguma reação de Moro - dentre as centenas que vazamentos que já ocorreram na Lava Jato, inclusive um deles, de grampos ilegais, protagonizado pelo próprio juiz de primeira instância - foi este de Eduardo Guimarães. “Mas não vejo Moro fazer nada contra aquele blog de extrema-direita, nem com os três patetas que o escrevem, que acaba de vazar, por exemplo, a delação de Marcelo Odebrecht”, finalizou Morais.

*Via http://lula.com.br

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Governo Temer em crise: contradições no campo golpista aumentam espaço para resistência

Temer golpistas 2
Por Julian Rodrigues, especial para o Viomundo*
“Nos filmes policiais é fácil você arrumar aventureiro para assaltar um banco, mas a coisa começa a esquentar quando você vai dividir o saque. É exatamente o que está acontecendo efetivamente. Você assalta a soberania popular, e na hora de dividir o saque acontece o conflito” Jessé de Souza, ex-presidente IPEA
No finalzinho do ano passado, escrevi aqui no Viomundo que havia a possibilidade de as classes dominantes se livrarem de Temer em 2017, avançando no processo golpista com eleições indiretas.
O clima mudou no início do ano. A Globo aliviou para o golpista. FHC mandou seus sinais de apoio. O PSDB ganhou mais espaço no governo, Moro impediu que Cunha “constrangesse” o presidente enquanto o Senado aprovou, sem piscar, a indicação do troglodita tucano Alexandre Moraes para o STF.
A articulação golpista envolveu muitos atores:
– a burguesia nacional, descontente com a melhoria das condições dos trabalhadores e com as políticas sociais;
– a mídia falida, Globo à frente, que vive de subsídios governamentais e juros altos
– setores do governo dos EUA e grandes empresas de petróleo, de olho no pré-sal, preocupadas com a política externa dos governos do PT;
– a classe média tradicional, que não melhorou de vida nos nossos governos e foi manipulada pela mídia por meio do discurso anti-corrupção.
Acontece que a desgraceira é muito grande. A política ultra-recessiva tocada por Meireles resultou em recorde de desemprego de 13%.
As empresas não investem, não há crédito, não há perspectiva de melhora. São milhões e milhões de brasileiros regredindo, voltando à situação de pobreza e miséria da qual haviam sido retirados na era Lula-Dilma. O país está parado , mal-humorado e sem esperança.
O governo golpista adotou uma estratégia de choque para implementar seu programa autoritário e neoliberal. Em poucos meses tem executado com sucesso uma agenda radical de mudanças regressivas.
São tantos e tão rápidos os ataques que ficamos perplexos e sem condições de organizar uma reação efetiva. Desmonte da Petrobras, congelamento dos gastos sociais, reforma do ensino médio, privatização das terras, das florestas, das águas, retirada dos direitos trabalhistas.
Até aqui o usurpador tem obtido sucesso e garantido sua permanência na presidência, entregando o pacote de maldades.
Só que a aliança golpista é ampla e heterogênea. Os interesses e objetivos da Globo, dos tucanos, da maioria picareta do Congresso, da Fiesp, dos banqueiros (e do Ministério Público, do STF, da Polícia Federal e da turminha da Lava-Jato) não necessariamente se sincronizam e convergem totalmente.
Há uma disputa em curso. Os coxinhas moralistas de Curitiba querem não só destruir mas também o PMDB e o centrão fisiológico. (São tucanos de coração). Sonham em ser um pilar poderoso do bloco que dirige o país no pós-golpe.
O STF idem. Sócio do golpe, os ministros do Supremo descartaram qualquer disfarce. Alinharam-se a Temer e buscam mais influência e poder. Disputam com o Congresso Nacional a condição de definidores dos destinos do país. Colocam-se como fiadores da presidência e de todo sistema político. (...)
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