sexta-feira, 1 de março de 2019

Mentirosos e criminosos - quadrilha de sete estadunidenses ataca a Venezuela

x John Catalinotto


Manifestação nacional em Washington, DC, em 16 de março e outra em 30 de março.

A princípios da década de 1960, um grupo de altos funcionários da administração John Kennedy, conhecidos como os "gênios" por seu suposto desempenho na universidade, como executivos industriais ou como funcionários dos EEUU, intensificaram a guerra de agressão de Washington contra o Vietnã.

O repórter do New York Times David Halberstam em seu livro de 1972, "O melhor e o mais brilhante", um título que pretendia ser irônico, descreveu como os gênios superestimaram a capacidade dos EEUU ao mesmo tempo que subestimaram os vietnamitas e sua liderança.

Agora, quase 60 anos depois, outro grupo de alto funcionários dos EEUU está liderando uma nova cruzada reacionária. Ninguém os chamaria os melhores e mais brilhantes inclusive ironicamente.

Estes sete funcionários estão liberando uma agressão mais abertamente do que o habitual. Tem declarado publicamente seu objetivo: conquistar a Venezuela e aproveitar-se de seus recurso, especialmente suas reservas de petróleo e ouro, e também restabelecer a dominação completa dos EEUU sobre o hemisfério ocidental mediante a derrubada dos governos de Cuba e Nicarágua.

Veja mais em  https://josejustino.blogspot.com/2019/02/mentirosos-e-criminosos-quadrilha-de.html

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Xadrez do fim do governo Bolsonaro
















Por Luiz Nassif*
 
“A verdade iniciou sua marcha, e nada poderá detê-la”. Émile Zola, analisando os movimentos da opinião pública no caso Dreyffus. Há uma certeza e uma incógnita no quadro político atual. A certeza é que o governo Bolsonaro acabou. Dificilmente escapará de um processo de impeachment. A incógnita é o que virá, após ele. Nossa hipótese parte das seguintes peças. 

Peça 1 – a dinâmica dos escândalos políticos
Flávio Bolsonaro entrou definitivamente na alça de mira da cobertura midiática relevante com as trapalhadas que cercaram o caso do motorista Queiroz. Não bastou a falta de explicações. Teve que agravar o quadro fugindo dos depoimentos ao Ministério Público Estadual do Rio, internando Queiroz no mais caro hospital do país, e, finalmente, recorrendo ao STF (Supremo Tribunal Federal) para trancar a Operação Furna da Onça, que investiga a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Nas próximas semanas haverá uma caçada implacável aos negócios dos Bolsonaro. A revelação, pelo Jornal Nacional, de uma operação de R$ 1 milhão – ainda sem se saber quem é o beneficiário – muda drasticamente a escala das suspeitas. (...)

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

2018: O ano em que a Justiça de exceção virou regra no Brasil



Julgamentos de exceção, decisões inovadoras e de ocasião, uso de pesos e medidas diferentes a depender da capa do processo. O ano de 2018, na Justiça brasileira, não deixou de surpreender até o fim. O Estado Democrático e de Direito vivou sob constantes ataques e ameaças ao longo de todos os 365 dias deste ano que assistiu a uma eleição presidencial com o candidato líder das pesquisas proibido de concorrer e encarcerado, e toda a ordem jurídica sendo constantemente reescrita para que assim fosse até o fim do processo eleitoral.

Veja, aqui, o caminho à margem da lei seguido pelo sistema judicial brasileiro ao longo de 2018. 

-via https://www.cartacapital.com.br

terça-feira, 20 de novembro de 2018

EEUU: 6 trilhões de dólares em conflitos bélicos em 19 anos (*)

Por Canarias Semanal


Um país que substitui a manteiga pelos canhões.

De acordo com uma informação publicada pelo  Instituto Watson de Assuntos Internacionais y Públicos da Universidade de Brown a soma total investida pelos Estados Unidos no que suas autoridades denominam “guerra contra o terror” é muito maior do que foi sugerido anteriormente.
Segundo Neta C. Crawford, a autora do estudo, o governo dos EE.UU estará disposto a gastar 6 trilhões de dólares nas guerras posteriores ao 11/9 até o encerramento do ano fiscal de 2019.
Em março passado, o Departamento de Defesa publicou um informe no qual se indicava que os Estados Unidos havia investido 1.5 trilhões em conflitos bélicos. No entanto, o informe da  Brown University assinala que esses valores foram uma estimativa muito conservadora, porque não se teve em conta o gasto em outros departamento federais. A nova estimativa não só inclui os gastos do  Departamento de Segurança Nacional (DHS), os aumentos do orçamento e os custos médicos para os veteranos, mas também os juros sobre o dinheiro emprestado para pagar as guerras.
O montante total do gasto assinado desde 2001 será de $ 4,6 trilhões para fins de 2019. O informe estima que o governo estará obrigado a gastar em torno de $ 1 trilhão para a atenção futura dos veteranos pós 9/11 até 2059. A soma total ascenderia ao incrível valor de $ 5,993 quatrilhões ('la increíble suma de $ 5.993 trillones').
O estudo adverte que se continuar o grande número de guerras e intervenções dos EE. UU. durante outros quatro anos custaria 808 bilhões de dólares adicionais. Inclusive se os Estados Unidos pararem essas ações para o ano 2023, os custos acumulados provavelmente excederiam os 6,7 trilhões de dólares estimados devido a que os veteranos continuarão multiplicando-se, enquanto os Estados Unidos continuem suas operações militares.

(*) Nota da tradução:  'No Brasil, na França e nos Estados Unidos o bilhão equivale a mil milhões, diferentemente do valor de um milhão de milhões atribuído à palavra billón na Espanha, em Portugal e outros países.' ( http://www.wordreference.com/espt/bill%C3%B3n )

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Resolução da Comissão Executiva Nacional do PT

Por uma frente de resistência pela democracia e pelos direitos do povo


A candidatura de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, representantes da democracia e do projeto de desenvolvimento com inclusão social inaugurado no governo do ex-presidente Lula, recebeu a votação de mais de 47 milhões de eleitores. Elegemos a maior bancada na Câmara dos Deputados e uma das maiores representações nas Assembleias Legislativas, quatro governadores do PT e muitos de partidos aliados.
Agradecemos a todos os militantes do PT, do PCdoB, do PSB, do PROS, do PSOL, do PCO e de todos de outros partidos que votaram em Haddad em defesa da democracia e dos direitos do povo. Neste segundo turno, formou-se uma verdadeira frente democrática, em defesa do estado de direito e da civilização, ameaçados pela candidatura fascista de Jair Bolsonaro; uma frente que contribuiu para manter acesa a luta pelo progresso e pela justiça social.
O processo eleitoral foi marcado, desde o início, pela violência e pelo ódio político, a começar pela cassação da candidatura do ex-presidente Lula. A cúpula do Judiciário ignorou uma determinação da ONU sobre o direito de Lula ser candidato. E foi incapaz de conter a indústria de mentiras nas redes sociais financiadas pelo caixa 2 de Jair Bolsonaro. Pela primeira vez desde a redemocratização tivemos uma eleição sem debates no segundo turno.
Diante da sociedade brasileira e dos observadores internacionais, que testemunharam os desvios e violência desta campanha, a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal têm o dever de investigar as ocorrências denunciadas pela população, pela imprensa e pelo PT na campanha de Jair Bolsonaro.
O PT e Fernando Haddad continuarão ao lado dos trabalhadores, do povo sofrido, da soberania do Brasil e da democracia, como sempre esteve há quase 40 anos. Vamos defender os movimentos sociais, como o MST e o MTST, e as pessoas que pensam ou são diferentes de Bolsonaro: os negros, os indígenas, o povo LGBTI. Contra a violência que já se mostrou por agressões e até assassinatos de quem se opôs à candidatura Bolsonaro.
Vamos resistir à reforma da Previdência que Michel Temer e Jair Bolsonaro querem fazer, contra os aposentados e os trabalhadores. Resistir à entrega do patrimônio nacional, das empresas estratégicas, das riquezas naturais do Brasil aos interesses estrangeiros. Vamos resistir à submissão do país aos Estados Unidos. Nossa bandeira é a do Brasil. Nunca beijaremos a bandeira dos Estados Unidos como fez Bolsonaro.
Vamos resistir à extinção do Ministério do Meio Ambiente e a todos os retrocessos que atingem a agriculturafamiliar, os direitos de negros e mulheres, a valorização da Cultura e dos direitos humanos
Diante das ameaças às organizações e à integridade física de quem defende a democracia, inclusive com um ataque organizado às universidades, vamos construir uma frente de resistência pelas liberdades democráticas, de organização e de expressão.
Vamos criar uma Rede Democrática de Proteção Solidária, com o lema “Você não está só”, reunindo advogados voluntários para reagir aos casos de violação dos direitos humanos e direitos civis, de violação às liberdades de organização, de imprensa e de expressão.
Vamos reforçar a campanha Lula Livre no Brasil e no exterior, não só para fazer justiça a quem foi condenado e preso arbitrariamente, mas porque esta campanha simboliza a defesa da liberdade, da democracia e dos direitos humanos.
Convocamos os diretórios regionais e municipais a se integrar com os movimentos sociais, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, organizando plenárias de articulação da resistência a partir de amanhã.
A eleição de um aventureiro fascista é fruto de uma campanha de ódio e de mentiras, que nos últimos anos manipulou o desespero e a insegurança da população.
Vamos resistir numa grande frente pela democracia e pelos direitos do povo.
São Paulo, 30 de outubro de 2018

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Um repasse pela história recente da Colômbia com o ex-presidente, investigado pela Corte Suprema por manipulação de testemunhas e vínculos com o para-militarismo, como protagonista.

JORGE ENRIQUE FORERO


17 DE OUTUBRO DE 2018
A conjuntura política colombiana está cheia de nós críticos. Mas entre todos eles, o das investigações da Corte Suprema contra o ex-presidente Álvaro Uribe por manipulação de testemunhas e vínculos com o paramilitarismo parece decisivo.
E agora que a menção das ligações entre o ex-presidente e os paras lhe tem valido duas denúncias por calúnia e injúria ao ex-candidato presidencial e senador Gustavo Petro, convém fazer um exercício de memória para recordar o que sabemos de tais vínculos, repassando assim este episódio da história recente de nosso país, tão maltratada por produções televisivas nacionais e internacionais.

Há que voltar então aos anos sessenta. Naquela época, missões militares dos EEUU promoveram na Colômbia a criação de grupos de autodefesa constituídos por civis, como estratégia para combater a subversão em zonas rurais.
A proposta realizou-se no decreto 3398 e a na lei 48 de 1968, que autorizava o exército a organizar patrulhas de civis, dotando-a com armas de uso privativo das forças militares. O que mudou a história do país de maneira radical foi que a implementação de tal decreto alguns anos mais tarde coincidiu com a crescente presença de narcotraficantes naquelas mesmas zonas. Grandes latifundiários, espantados ante a ameça de sequestro por parte das guerrilhas, decidiram vender suas fazendas aos narcos em troca de depósitos no exterior: uma forma popular de lavagem de ativos naquela época. Os capos, outrora tolerados pelo Estado e agora cada vez mais visíveis, tiveram então a possibilidade de constituir ali o que Gustavo Duncan chamou de "santuários rurais": espaços isolados do controle do Estado, onde exercem com tranquilidade suas atividades ilegais. Como extensivamente documento Carlos Medina Gallego, esta coincidência levou a que os grupos de autodefesa fossem rapidamente cooptados pelos recém chegados, gerando esse casamento entre narcotráfico e contra-insurgência que caracterizará os anos vindouros: o "modelo Porto Boyacá". A partir de então os recém chegados narco-paramilitares se expandiram ao longo em todo país, tendo uma ação fundamental no genocídio político da União Patriótica -UP-, o partido que surgiu das negociações de paz com as FARC na década de 1980.

Texto completo em  https://josejustino.blogspot.com/2018/10/de-uribes-narcos-e-paramilitares.html