sexta-feira, 20 de abril de 2018

Zé Dirceu: “nosso lado é o lado do povo, o lado do Brasil”

 

O cárcere

 

Por Fernando Brito*
A entrevista de José Dirceu à Folha {de São Paulo}, na iminência de ser, outra vez, recolhido ao cárcere de Curitiba, é leitura que vai muito além da narrativa simples e despojada, sem afetações heroicas ou dramáticas que faz. Remeteu-me à leitura, décadas atrás, de Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, um documento cru – e, por isso, vigoroso – narrando o processo de desconstrução do ser humano que é aprisionado e que, no único convívio que se lhe permite – o da prisão – reconstrói e mantém vivo o ser humano que é.
Não tenho – e jamais o escondi – maiores proximidades com Dirceu. É, e sempre foi, homem da máquina partidária, algo indispensável na política mas, por características pessoais, distante dos que têm natureza passional e temerária. O que não impede, e até ajuda, a admirar quem consegue, com a simplicidade que o ex-homem forte do PT revela, buscar na disciplina a escada para reerguer-se.
Quem espera encontrar nas palavras de José Dirceu um panfleto fácil, choroso, lamuriento, vai se decepcionar. Também não vai achar ali um compêndio de moral vazia. Encontrará o realismo prático de sobrevivência do militante político – nisso bem diferente do velho Graça – diante de situações e pessoas diversas, boas e ruins, num microcosmo que, afinal, reproduz, de forma concentrada, a sociedade extra-cárcere.
Dirceu exprime, o que é raro, a obstinada deliberação em seguir a caminhada política que escolheu como razão de sua vida. Uma trilha que cadeia alguma jamais conseguiu interromper.

Dirceu: “nosso lado é o lado do povo, o lado do Brasil”.

O ex-ministro José Dirceu, 72, teve seus recursos negados na quinta (19) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pode ser preso a qualquer momento por ordem do juiz Sergio Moro.
Por seus próprios cálculos, ele pode entrar na cadeia para não sair nunca mais. “É uma hipótese”, admite.
Com uma “tosse nervosa” e os olhos inchados por causa de uma operação que fez nas pálpebras —entre outras coisas, para enfrentar a fraca luz da prisão e manter o hábito da leitura—, ele recebeu a Folha um dia antes do julgamento para a seguinte entrevista.
Folha –  Como o senhor se sente hoje, prestes a ser preso de novo?
Dirceu – O país vive uma situação de insegurança e instabilidade jurídica, de violação dos direitos e garantias individuais. O aparato judicial policial se transformou em polícia política. 
Como a minha vida é o PT e o projeto que o Lula lidera, eu tenho que me preparar para continuar fazendo política. Eu não posso me render ao fato de que vou ser preso. (...)
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sexta-feira, 16 de março de 2018

Assassinato de Marielle Franco é silenciamento pelo extermínio físico, diz cientista político

 "A reação a essa morte não pode aceitar essa intimidação, tem que ser muito forte para dizer 'não vamos nos calar'", diz o professor da Universidade Federal do ABC Vitor Marchetti

 
"Estamos lidando com as mortes decorrentes de violência policial com uma naturalidade estarrecedora"

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sábado, 10 de março de 2018

Presunção de inocência X Sentença midiática

 

A disparidade do princípio constitucional e os canais de comunicação em massa

Por Denis Caramigo*

Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

  LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; (grifo nosso).

Com previsão expressa em nossa lei maior, um dos princípios processuais penais (e na minha opinião o mais importante de todos), encara, mais do que nunca nos dias de hoje, sua maior afronta. A luta declarada e desproporcional com os meios de comunicação em massa. Ressalta-se que tal “combate” é declarado de forma unilateral, onde, somente uma das partes é quem acusa, julga e sentencia. E na grande e esmagadora maioria, vemos uma sentença penal condenatória com o suspeito, apenas, configurando na condição de suspeito, sendo a ele imputado (de forma precipitada e como todos sabemos, vemos e ouvimos de forma sensacionalista em busca de audiência) todo o feito.

A Presunção de inocência, que remonta aos escritos de Trajano – no Direito Romano – que foi muito atacada durante a Idade Média com a inquisição, volta a ter o seu propósito “criador”, mais uma vez, e igualmente de forma famigerada, dilacerado pelos recentes (não tão recentes assim) passos evolutivos da sociedade. (...)

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

CARNAVAL 2018 - Chamado de Vampiro do Neoliberalismo, Temer é criticado pela escola Paraíso do Tuiuti



Para Marco Maia o desfile da escola Tuiuti representa o sentimento do povo brasileiro, "indignação, desaprovação e medo". O carro alegórico da escola foi muito aplaudido em todos os setores da Sapucaí.

O carnaval deste ano além do colorido no sambódromo, foi motivo de protesto. Michel Temer foi representado durante desfile da escola Paraíso do Tuiuti (Rio de Janeiro), pela fantasia de vampiro trajando a faixa presidencial e nomeado como "Vampiro do Neoliberalismo". (...)

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domingo, 4 de fevereiro de 2018

Carmen Lúcia e o STF como guardião do golpe

 

Por Jeferson Miola*
O Jornal Nacional da Rede Globo informou que “numa cerimônia sem-cerimônia” e “sem mencionar diretamente o Partido dos Trabalhadores, a presidente do Supremo deu uma resposta ao comando do PT, que tem atacado a justiça”.
No entendimento da Globo e de Cármen Lúcia, o PT “ataca a justiça” porque denuncia a vergonhosa farsa judicial ocorrida na sessão do tribunal de exceção da Lava Jato de 24 de janeiro de 2018 que condenou Lula sem provas, escandalizando o mundo inteiro.
Acompanhada na “sem-cerimônia” por um chefe de quadrilha e 2 denunciados [donos das alcunhas índio e botafogo], Cármen Lúcia sinalizou, para tranquilidade geral da bandidagem que assaltou o poder no Brasil, que o ano do judiciário será de ataque a Lula e ao PT e de garantias para o golpe e para a ditadura jurídico-midiática:
É inaceitável agredir a Justiça. Pode-se ser favorável ou desfavorável à decisão judicial. Pode-se procurar reformar a decisão judicial pelos meios legais e nos juízos competentes. O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la. Justiça individual, fora do direito, não é justiça, senão vingança ou ato de força pessoal”.
Cármen Lúcia antecipou, desse modo, juízo de valor favorável ao processo farsesco da Lava Jato antes mesmo de conhecer os autos do processo e os eventuais recursos que a defesa do ex-presidente poderá apresentar ao STF.
Apesar de ainda não conhecer as alegações da defesa do Lula, ela validou de antemão os abusos que causariam a nulidade de um processo totalmente manipulado, se fosse observado o devido processo legal e a Constituição do Brasil.
O ataque da Cármen Lúcia a Lula e ao PT, embora “sem mencionar diretamente o Partido dos Trabalhadores”, antecipa uma decisão prévia, desfavorável a qualquer recurso de Lula na Suprema Corte.
A militância anti-Lula se intensificou nas últimas semanas. Cármen Lúcia declarou-se contrária à revisão, pelo STF, da condenação sem trânsito em julgado. Para ela, o princípio da presunção de inocência representaria o apequenamento da suprema corte.
Esta “Justiça individual, fora do direito, [que] não é justiça, senão vingança ou ato de força pessoal [contra Lula]” atende ao único propósito de permitir a prisão do Lula em seguida à recusa dos embargos de declaração pelo tribunal de exceção da Lava Jato.
A pregação deplorável da presidente do STF, pronunciada ao lado de personagens abjetos do golpe, mostra que a instância máxima do judiciário não examinará com isenção e imparcialidade os direitos do ex-presidente Lula.
O STF pede o que não merece: o menor respeito e o acatamento de decisões viciadas. O STF é o guardião do golpe.
*Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial
Fonte: Brasil247 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

José Dirceu estreia no Nocaute propondo mobilização nacional em defesa de Lula no dia 24



O ex-guerrilheiro, ex-deputado e ex-ministro José Dirceu estreia hoje sua coluna semanal no Nocaute. Na primeira colaboração, Dirceu convoca uma mobilização nacional no próximo dia 24 de janeiro, em defesa dos direitos do ex-presidente Lula. Seja diante do TRF-4, em Porto Alegre, seja nas sedes regionais do Tribunal Regional Federal.

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