sábado, 13 de outubro de 2018

Bolsonaro se entrega no primeiro programa eleitoral do 2º turno



Por Pedro Breier*

A candidatura Fernando Haddad abriu seu primeiro programa eleitoral do 2º turno denunciando a onda de violência fascista dos últimos dias. Foi acertada a exibição do vídeo de Bolsonaro falando em “metralhar a petralhada” [foto]. Tornou evidente a conexão do discurso de ódio do candidato com o surto de ataques.

Depois da denúncia, o programa focou-se nas realizações de Haddad no Ministério da Educação e na prefeitura, bem como nas propostas. A aparição pontual de Lula indica que a campanha deve mesmo focar mais em Haddad, embora não deixando Lula de lado.
Haddad ainda mencionou as fake news do Whatsapp, além de fazer a defesa da democracia em mais de um momento.

Foi um bom programa o da candidatura do PT. É provável – e recomendável – que o PT explore, nos próximos dias, a fuga de Bolsonaro dos debates.

O programa de Jair Bolsonaro iniciou de forma grotesca: “denunciando” o Foro de São Paulo. As teorias malucas do Olavo de Carvalho atingiram um público inédito, hoje.

Logo no começo do programa, uma fala de Lula é reproduzida como se fosse algo extremamente grave. O ex-presidente diz que a esquerda de todos os países que participaram do Foro chegou ao poder. Só isso. Uma simples constatação de Lula é pintada como algo perverso. Bizarro.

Logo na sequência, o locutor manda um “Cuba é o país mais atrasado do mundo”, o que é uma evidente mentira descarada, vide, para ficar apenas em um exemplo, na medicina avançadíssima do país.

O programa explorou as prisões de petistas feitas pela Lava Jato e, logo após, mergulhou num anticomunismo alucinado, criticando até a cor vermelha. É positivamente ridículo dizer que o PT, um partido de centro esquerda moderado, tem alguma coisa a ver com comunismo. O triste – e trágico – é que muita gente acredita nessa baboseira.

Não faltou o momento família, uma tentativa de humanizar o candidato. Ele falou bastante sobre a relação com sua filha. O alvo é o voto feminino, grande dificuldade de Bolsonaro.

Sobraram referências ao combo Deus, família e pátria, típico de movimentos autoritários de direita.

No final, Bolsonaro simplesmente se entrega:

'Precisamos sim de políticos honestos e patriotas. E, mais do que tudo, um governo que saia do cangote da classe produtora.'

O candidato fala em “classe produtora” se referindo aos empresários.

Repararam no mais do que tudo?

O governo “sair do cangote dos empresários” significa a retirada de direitos trabalhistas para que a taxa de lucro dos empresários se mantenha ou cresça, mesmo durante a crise. Essa é a receita da direita para ajudar os (grandes) empresários: rebaixar as condições de vida dos trabalhadores.

Sobre o drama dos trabalhadores brasileiros, que sofrem com o desemprego e a queda na renda por causa da crise, Bolsonaro não deu uma palavra. Zero.

O PT propõe aumentar o poder de compra da população e fazer a roda da economia girar, o que ajuda os pequenos e médios empresários ao mesmo tempo em que melhora a vida dos trabalhadores.

Não é evidente qual é a melhor proposta para o país?

*Advogado e midioativista - via  Blog do Júlio Garcia

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

O “racismo” anti-PT


 Por Flavio Koutzii (*)

Tenho acompanhado sistematicamente os programas eleitorais, especialmente os dedicados à campanha presidencial. Uma característica extraordinariamente marcante no discurso dos candidatos da direita é a referência obsessiva – politicamente interessada – ao PT.

Destaco isto porque o caráter cotidiano deste comportamento vai naturalizando o inaceitável, o “racismo” anti-PT. Não é mais só a diferença com adversários políticos como nós somos, é a busca da estigmatização absoluta. Da sinonimização do PT com o mal. Da tentativa do nosso extermínio.

E isto não é vitimização, nem mimimi. O centro da política é óbvio. Mas igual me pareceu importante esta nota, porque na verdade esta brutal intensidade é uma expressão aguda do bolsonarismo da sociedade brasileira e um reducionismo e “boçalização” do pensamento.

Lembro bem que Sartre explicava em ‘O que é racismo’ que a existência ‘de um inferior’ garantia automaticamente a ideia de superior ao outro. Mas, mais violento se transforma o comportamento opressor dos anti-petistas, na medida em que essa tentativa de reduzir o valor “dos PT” é bloqueada por um enorme passado, quase 30 anos – com erros e acertos – voltados ao povo brasileiro. Por isto não basta atacarem a sigla, teriam – como tentam – de anular o passado e extinguir a memória. Mas não vão levar.

A gente se abraça no domingo.

(*) Flavio Koutzii foi deputado estadual [pelo PT] por várias legislaturas e chefe da Casa Civil do governo Olívio Dutra.

**Postado originalmente no Sul21 - Via Blog do Júlio Garcia

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Chomsky afirma que Lula deveria ser candidato "por direito". O intelectual estadunidense considerou que o "Brasil foi o país mais respeitado com Lula e o ex-chanceler Amorim".

LaRed21


O reconhecido linguista estadunidense Noam Chomsky afirmou nesta
sexta-feira que o ex-mandatário brasileiro Luiz Inácio Lula, deveria
ser candidato presidencial "por direito".
"Há problemas de democracia no Brasil, problemas contundentes, e não
podemos deixar de observar o tema da pessoa que seria por direito nosso
 candidato do Brasil", disse Chomsky sobre Lula ao inaugurar o foro
 "Ameaças à Democracia e à Ordem Multipolar", organizado pela Fundação
  Perseu Abramo em São Paulo.
"Encontrei-me com Lula há alguns anos,justo antes de assumir o cargo",
 disse Chomsky e acrescentou: "fiquei impressionado e mantive essa boa
 impressão.
Chomsky manifestou também que há um século, o Brasil era classificado
por analistas como o "colosso do Sul" e que o  país havia se convertido
 "no mais respeitado do mundo, sob a liderança de Lula e de seu
 ministro Celso Amorim, com seus impressionantes feitos".

“E isso é uma indicação do que pode ser alcançado pelo país.
Nunca subestime os obstáculos à frente e tampouco a capacidade do espírito
 humano de superá-los e prevalecer", acrescentou ao destacar a
gestão de Lula e seu chanceler Celso Amorim, que participou do foro.

Apoio de outros líderes mundiais

Participaram também do encontro Dominique de Villepin Massimo D’Alema,
ex-primeiros ministros da França e Itália, respectivamente e o ex-chefe
 do governo espanhol José Luis Rodriguez Zapatero, entre outros
 políticos e diferentes acadèmicos e intelectuais.

 Zapatero manifestou que o Brasil de Lula deixou "legados decisivos na
 ordem internacional", pois até sua chegada à presidência do Brasil
 (2003) "nunca se havia empenhado uma força como essa contra a pobreza
 e a miséria".

Frente às eleições de outubro o político espanhol convidou  "todo o
Brasil progressista" a votar em Fernando Haddad, sucessor de Lula como
candidato presidencial pelo Partido dos Trabalhadores (PT) após a
inabilitação do ex-mandatário por parte da justiça eleitoral.
"Sei que vão ganhar as eleições, que Fernando Haddad ganhará as
eleições e que será, além de tudo, uma vitória generosa", previu
Zapatero.

D'Alema por sua parte disse estar "muito preocupado com o que ocorre
no Brasil, porque, a seu ver, Lula "foi preso por um processo indevido
e foi ignorada a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU para que
pudesse participar das eleições".

O ex-primeiro ministro italiano visitou Lula na sede da Polícia Federal
de Curitiba na qual ele está recluso desde 7 de abril e disse que viu o
líder do PT "um pouco magro" e "magoado pelas injustiças que sofreu",
mas com a mesma visão, lucidez e determinação".

É um lutador e entende muito bem o que está em jogo, é a democracia o
que está em jogo no Brasil e não a vitória de um ou outro político",
manifestou.

Villepin  por sua vez destacou que nos últimos anos o Brasil se
converteu num ator internacional de maior peso e "isso em grande parte
foi por causa do Lula e pelo ex-chanceler Celso Amorim".

Em sua opinião o país sul-americano está atualmente "num momento de
inflexão", pois ou "escolhe o caminho da democracia e continua a
respeitando" ou pelo contrário, "vai na direção da violência política,
mais ódio e mais medo".


Fontes: http://www.lr21.com.uy/mundo/1379822-brasil-chomsky-lula-candidato-derecho-foro

http://rebelion.org/noticia.php?id=246620

quarta-feira, 12 de setembro de 2018


A utopia anarco-feminista alcançada?


El desconcierto

As mulheres kurdas, tentam destruir o menosprezo colonial com sua cultura e ter a responsabilidade de suas próprias vidas e decisões. Se juntam e discutem a forma em que a dominação do sistema patriarcal mantém seu poder através da separação entre uma mulher e outra. Não só estão lutando por sua libertação, mas também pela de todas as mulheres do mundo.