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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CARNICEIROS DA TRAGÉDIA

Recife (PE) - Os jornais de hoje revelam, de passagem, que a causa decisiva do desastre da TAM em julho de 2007, em São Paulo, foi a posição incorreta do manete direito, que controla a potência da turbina direita do avião. Agora. Mas enquanto houve sangue fresco e restos de pessoas, o comportamento da mídia não foi assim.

Na época, houve um circo de horrores maior que o número de mortos. Na televisão, nos periódicos, nas revistas, pulavam de alegria diante de mais uma desgraça onde o culpado seria o governo brasileiro. Repórteres obedientes à orientação da pauta, articulistas que viraram autoridades, mais pareciam papa-defuntos. Na Folha de São Paulo, por exemplo, em 19 de julho se publicou:


Vejam o texto completo em DIRETO DA REDAÇÃO

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

As causas do acidente da TAM

OS OITO FATORES CONTRIBUINTES

Instrução: A formação teórica dos pilotos usava exclusivamente simulações em computador, o que não garantia a boa formação individual de cada um. Além disso, a formação do copiloto, Henrique Stefanini di Sacco, contemplou apenas um determinado tipo de certificação, que se mostrou insuficiente para enfrentar a situação. Havia a percepção entre os tripulantes, aliás, que o treinamento vinha sendo abreviado

Coordenação de cabine: O monitoramento do voo não se mostrou adequado, uma vez que a tripulação não percebia o que acontecia, o que impediu correções.

Pouca experiência do piloto: Apesar de sua larga experiência em grandes jatos comerciais, Di Sacco tinha apenas 200 horas de voo em jatos A320

Supervisão gerencial: A companhia aérea permitiu que a tripulação fosse composta por dois comandantes, mas Di Sacco havia realizado só um treinamento específico. A falta de coordenação entre os setores da empresa – especialmente Operações e Treinamento – levou a falhas na formação dos pilotos

Falta de percepção: A configuração e o funcionamento dos manetes não ajudaram os pilotos na identificação de dificuldades. E essa situação foi agravada pela falta de um alarme para indicar o erro na posição do instrumento

Perda de consciência situacional: Surgiu como consequência da falta de percepção dos pilotos. A automação da aeronave também não ofereceu aos tripulantes sinais de perigo

Regulação: Embora a Anac proibisse a operação com reverso (freio aerodinâmico) inoperante, a exigência só foi normatizada em 2008. Isso impediria o pouso com pista molhada

Projeto: Ficou constatado que é possível possível pousar com os manetes do A320 em posições distintas, sem que nenhum dispositivo alerte os pilotos.

Confira o longo texto completo no blog do Luís Nassif.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

MPF investiga possíveis atos anticoncorrencial praticados pela TAM e GOL

O Ministério Público Federal em Caxias do Sul está apurando a possível prática de ato anticoncorrencial praticados pelas empresas aéreas TAM e GOL. A informação é do Procurador da República no município Fabiano de Moraes que instaurou um Inquérito Civil Público que visa levantar informações sobre esse fato.

Leia a ÍNTEGRA.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Transportes Aéreos Mortais

A funcionária da TAM sofreu acidente ...

Uma funcionária da TAM teve morte cerebral na tarde desta terça-feira devido às conseqüências dos ferimentos causados após cair de um Airbus-A 340, que estava estacionado no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo). Deonice Santana trabalhava na limpeza da aeronave e caiu porque a escada teria sido retirada quando a funcionária iria descer do avião.

O acidente ocorreu por volta das 14h de segunda-feira (7), segundo o Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos.

Orisson de Souza Melo, vice-presidente do sindicato, afirma que uma fita deve ser colocada na porta do avião em caso de ausência da escada. Ele, no entanto, não soube informar se havia a sinalização.

Texto completo na Folha Online.

... E veio a falecer.

A funcionária da TAM Deonice Santana, que caiu de um avião da companhia que estava estacionado no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), morreu na tarde desta quarta-feira. O acidente ocorreu na segunda (7), e Deonice teve morte cerebral decretada pelos médicos ontem (8).

Texto completo também na Folha Online.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

TAM e RBS, RBS e TAM

Leio que o Grupo RBS, que arrendou a Usina do Gasômetro, inaugurou uma árvore de Natal que rivaliza em tamanho com a chaminé. A iniciativa é patrocinada pelas Casas Bahia e pela companhia aérea TAM. O Natal está no ar, diz um anúncio da TAM veiculado nos meios de comunicação do Grupo.

Para refazer sua imagem após a tragédia-crime com o vôo jj 3054, em 17 de julho de 2007, a TAM não anunciou reforço nas medidas de segurança, mas despejou dinheiro na imprensa, anunciando novos vôos internacionais e patrocinando toda a sorte de eventos e campanhas, de futebol a árvore de Natal. A imprensa, que deveria cobrar por maior segurança no setor aéreo, voltou a exigir menos filas e maior rapidez nos aeroportos. Tudo ao gosto do anunciante.

No entanto, o caso do Grupo RBS é mais grave. Porque o seu executivo mais influente – Pedro Parente – ocupa uma cadeira no Conselho de Administração da TAM desde abril deste ano.

Ele entrou no lugar antes ocupado por Henri Philippe Reichstul. Na época, uma notícia do O Globo afirmava que a indicação se devia, segundo o então presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, ao “currículo impressionante” e ao “histórico de eficiência” de Parente, que foi ministro no governo FHC, consultor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, depois, passou a ocupar o cargo de vice-presidente-executivo do Grupo RBS.

No site da TAM, está escrito que Pedro Parente integra o Conselho de Administração da empresa desde abril de 2007, tendo sido indicado pela TEP (TAM Empreendimentos e Participações).

Convocado por Lasier Martins, também estou aqui denunciando este caso, para cobrar transparência na coisa pública. Pois tanto a RBS como a TAM operam concessões públicas, compartilham um importante diretor e estão escancarando uma relação antes feita na esfera dos andares superiores das diretorias corporativas.

Por que motivo Pedro Parente está na TAM e na RBS? Qual é a influência disso na cobertura jornalística sobre a queda do Airbus da TAM pelos veículos do Grupo RBS? O patrocínio à arvore de Natal foi decidido no Conselho de Administração da TAM ou na diretoria do Grupo RBS? É possível acreditar no que a RBS fala sobre a tragédia com o avião da TAM?

Naquele terrível final de tarde de 17 de julho, 199 pessoas morreram vítimas da imperícia, da negligência, da omissão, da irresponsabilidade de agentes públicos e privados. A mídia colocou seus jornalistas para cobrir a tragédia e eles até ganharam prêmio com isso. Em seguida, foi a vez dos anúncios, gordos anúncios que encheram as páginas dos jornais e calaram a boca de quem deveria cobrar, exigir, fiscalizar.

Do Garambombo, via RS Urgente

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Após Cansei, parentes de vítimas da TAM evitam protestos

Familiares alegaram que foram usados em manifestação do Cansei.
Poucos deles participaram de ato ocorrido esta tarde no Obelisco.


Após se dizeram usados durante uma manifestação do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, o Cansei, que aconteceu na sexta-feira (17) em São Paulo, parentes de vítimas do acidente com o vôo 3054 da TAM evitaram aparecer em um novo protesto ocorrido na tarde deste sábado (18), no Obelisco do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo.

“Não vai ninguém nesses movimentos que estão criando em nosso nome. A gente está fora. O Cansei foi a gota d’água. Estão tentando dar legitimidade a movimentos nos usando. Nós cansamos deles”, afirmou Luis Moyses, marido de Nádia Moyses, que morreu no acidente.

LEIA O TEXTO COMPLETO

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Famílias prestam homenagem às vítimas do acidente da TAM

Familiares das vítimas do acidente com o Airbus da TAM fazem uma homenagem na tarde desta sexta-feira, dia 17, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. (clique aqui para ver o vídeo).
Cerca de 150 pessoas devem percorrer o balcão de check in da companhia aérea em Congonhas e seguir até o local onde o Airbus se chocou com o prédio da TAM Express.
Um mês depois do acidente, familiares ainda reclamam da falta de assistência prestada pela companhia aérea. “Nunca ninguém da TAM me procurou para nada. Tudo o que a TAM falou para a CPI e um documento que ela mandou para o ministro dizendo que estava atendendo em várias coisas, em partes sim, mas não é tudo aquilo que eles anunciam. A TAM está fazendo o mínimo necessário”, disse Luiz Fernando Moisés, empresário que perdeu a esposa no acidente aéreo.
Em nota divulgada pela assessoria de imprensa da TAM, a companhia aérea informa que dá toda a assistência necessária e cumpre com todas as obrigações.

FONTE: CONVERSA AFIADA

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

'É muita arrogância ir ao Congresso afirmar que vai comprar todo mundo'

Acompanhamos ontem uma aula de estratégia de administraçao de crise oferecida pelo presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, na CPI do Congresso. Pena a qualidade da estratégia apresentada pelo presidente da TAM ser tao rasa".
Tudo o que ele fez foi dizer que a TAM está sentada em um colchao de 1 bilhao e meio de dólares do seguro e que será generosa. Prometeu dinheiro pra todo mundo, parentes das vítimas, advogados, vizinhos do acidente. Citou o dono do posto de gasolina, o taxista. Disse que vai doar o terreno para a prefeitura".

Para ler este texto na íntegra, clique no título.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Vaias

O que parece ocorrer é uma catarse coletiva, que se teve algum sentido no início parece ter ficado sem controle e sem propósito. Esta atitude hostil não é característica dos brasileiros, sempre receptivos a outros povos e ao espetáculo que o esporte proporciona. Gostamos de conhecer e conversar com gente de outros países e gostamos de esporte em geral. Então, por quê a vaia generalizada a qualquer atleta que não seja brasileiro? (Mair Pena Neto)

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O que importa é comemorar e vaiar. Aliás esse Pan-Americano vai ficar marcado pela vaia institucionalizada. Começou com a vaia ao presidente na cerimônia de abertura, até hoje comemorada por boa parte da mídia, pelos adversários políticos e pelas centenas de textos e charges que circulam na internet, e continuou com a vaia sistemática a todos os adversários dos atletas brasileiros. Espírito olímpico? Nem pensar.

Curioso momento vive o Brasil. Enquanto alguns comemoram, outros enterram seus mortos. Ou o que restou de seus corpos. No episódio da tragédia com o avião da TAM, a mídia enlouqueceu. Nunca tanta desinformação foi transmitida ao consumidor de notícias. Especulou-se à vontade na busca do sensacionalismo barato. A cada dia descobria-se um culpado. Ora a pista, ora o piloto. Ora o defeito no avião, ora o governo. Todo mundo virou especialista em aviação. Palpiteiros de ocasião, isto sim. (Eliakim Araujo)


Fonte: Direto da Redação

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Caja negra: el piloto de TAM actuó bien, pero una turbina falló

El jefe del Centro de Investigación y Prevención de Accidentes Aéreos, brigadier Jorge Kersul, admitió ayer que el avión tocó la pista de la Terminal en el lugar correcto y que lo hizo a la velocidad normal. "Sólo que no consiguió frenar", subrayó en una conferencia de prensa para ofrecer los primeros datos que surgen de la caja negra del avión y de la pista de Congonhas. Según indicaron los especialistas, el Airbus iba con su capacidad de pasajeros colmada y una carga muy próxima al límite permitido (98%). A eso se le sumó la falla del sistema de reversión que una vez accionado contribuye sustancialmente a frenar las máquinas, ya que estaba desactivado en la turbina derecha por defectos.

Do Clarín.
Visto no Diário Gauche.

terça-feira, 24 de julho de 2007

No dia do acidente, Airbus pousou 3 vezes em Congonhas

O histórico de vôos do Airbus A320 da TAM diminui a possibilidade de que a chuva e a pista do Aeroporto de Congonhas tenham sido decisivas na tragédia que matou ao menos 199 pessoas. Isso porque, no dia do acidente, o avião de prefixo MBK já havia pousado duas vezes na pista principal do aeroporto, uma delas enquanto chovia quase três vezes mais do que no momento do desastre. Em nenhuma das aterrissagens houve queixas de pista escorregadia ou problemas mecânicos.

Da Agência Estado, via UOL.

Brasileiro com muito orgulho? Quadro de medalhas: 200 mortos.

Em torno do Pan, a omissão é medalha de diamantes. Thiago Pereira, que é um nadador digno de todo respeito e não tem a menor culpa do que se omite, é tratado como quem superou Mark Spitz. E, friamente, é verdade. Mas meia verdade, muitas vezes pior que a mentira pura, por mais difícil de ser desmascarada.
Ora, Spitz, ao ganhar cinco ouros no Pan de Winnipeg, em 1967, simplesmente bateu três recordes mundiais, como bateu outros sete ao ganhar mais sete medalhas de ouro em Munique, nos Jogos Olímpicos de 1972. Compará-lo a Pereira não honra nenhum dos dois.
Fiquemos por aqui, para falar do que é mais chocante, porque sempre com a cumplicidade da mídia. A tragédia da TAM, que obscureceu o Pan, é rica em ensinamentos. Começou não é de hoje, com o escândalo do Sivam, no governo anterior, e continuou impávida e colossal de lá para cá.
(...) Somos todos responsáveis, ou quase todos, que continuamos a voar como voamos, a votar como votamos, a festejar como festejamos e a reclamar mais dos que são rigorosos do que daqueles que são complacentes. Dar ao Pan-2007 sua verdadeira dimensão é, para muitos, sintoma ou de bairrismo ou de mau humor. E a crise aérea vira exploração política. Mas o que se vê na TV no Pan, e o que se viu e ainda se verá na TV sobre o avião da TAM, é de dar vergonha de como se faz jornalismo/sensacionalismo no Brasil.
Juca Kfoury na FSP, transcrito no blog do Marcelo F. Carvalho. A íntegra está aqui no Resumo da Chuva

TAM - A tripulação salta de paraquedas

O medo de voar depois da tragédia do Airbus já causou as primeiras baixas no quadro de profissionais da TAM.

Segundo relatos de profissionais da empresa, desde terça-feira cerca de 70 tripulantes, entre pilotos e comissários de bordo, pediram demissão. O departamento de recursos humanos da TAM registrou, segundo os relatos, mais de 100 pedidos de dispensa por licença médica para tratamento psicológico.

"- Já tem tanta gente trabalhando regulamentado (acima da jornada determinada por lei), agora com falta de pessoal, então, vai ficar bem mais complicado".

Ontem, no site da TAM, na seção "Trabalhe Conosco", eram oferecidas vagas de comissário de bordo e co-piloto de Airbus. Leia mais no Jornal do Brasil.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

TAM - Transportes Altamente Mortais - Uma longa e terrível lista

"Até então, ninguém sabia que o engenheiro Campos havia sido lançado para o ar. A própria direção da TAM só ficou sabendo às 9h50, pela Polícia Militar. Segundo os peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo, durante a queda o corpo do engenheiro atingiu uma velocidade aproximada de 200 km/h. Quando chegou ao chão, em uma área rural do município de Suzano (SP), sofreu um impacto semelhante ao de um automóvel que a 100 km/h choca-se contra uma barreira de concreto. "Ouvi duas explosões, olhei para cima e não vi nada. De repente, alguma coisa passou na minha frente feito um foguete. Nunca imaginei que fosse uma pessoa", afirma a agricultora Maria Aparecida da Costa, a primeira a encontrar o corpo de Campos, próximo a uma plantação de nabos."

Este é um dos fatos dentre as centenas que foram cuidadosamente reunidos AQUI, NESTA LISTA, por jorge Tadeu da Silva, jornalista, uma das vítimas da TAM, que felizmente sobreviveu para contar parte da horrível, triste, vergonhosa, hedionda história dessa companhia.
Companhia? Antes só, já dizia o ditado.