Mostrando postagens com marcador Venezuela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Venezuela. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A maior mentira do mundo

Pablo González Casanova

Rebelión

Nunca o império havia mentido tanto como que hoje ignora na relação com um poder perdido.

As ridículas e pedantes ameaças de seu Grande Chefe, como suposto defensor da democracia, são vistas como as de um demente que, ao amedrontar o mundo com seu imenso poderio, a ninguém convence com suas grosserias e mentiras. Preocupam suas declarações e decisões pela ferocidade insana que expressam e que podem terminar num holocausto que ele mesmo viveria, em seus últimos momentos, e faria viver aos seus e ao país que governa.

O problema é ainda mais grave, porque Mr. Trump, com sua ameaçadora cólera de Zeus trovejante, é somente uma expressão da crise e cegueira que padecem as classes dominantes de seu império e de outros que numa ofensiva mundial o apoiam, combinando seu silêncio cúmplice com seus meios de comunicação massiva num concerto de interesses e cobiças comuns.

As potencias dominantes e os distintos apoios financeiros, militares, políticos e midiáticos de que se servem, geralmente, deixam de lado seus distintos estilos de dominação e acumulação e arremetem em função do poderio de seus donos e senhores e dos interesses que uns e outros pretendem defender como valores respeitáveis e dos quais cada vez se burlam mais, como "a democracia", "os direitos do homem" e o "estilo de vida" civilizado, honorável e eficiente.

No caso dos EEUU, os "interesses e valores" que realmente movem os senhores das grandes corporações, os levam a apoiar, em suas zonas de influência e nas regiões que dominam -para o caso da América Latina e o Caribe-, a governos golpistas, hoje encabeçados pelos novos ricos multimilionários, como Michel Temer, no Brasil e Maurício Macri na Argentina, enquanto isso sabotam o poder dos governos e movimentos de tendência socialista, nacionalista e moderadamente patriótica, aos quais debilitam com variadas medidas de repressão, corrupção, cooptação, pressão e desestabilização, como tem feito contra a própria Cuba invicta, a cada vez mais contraditória Bolívia, a já muito desfeita Nicarágua ou o já traído Equador.

E mais, como muitos triunfos de passadas revoluções e rebeliões ou movimentos progressistas tem sofrido com o tempo, crescentes contradições, em todos eles e nas recentes lutas e vitórias democráticas e sociais, impulsionam políticas que tornam os países vítimas numa incessante desestruturação, desintegração, desorganização. Para isso se servem -com muitos outros recursos- das crescentes contradições em que caem os regimes de antigas revoluções como a mexicana ou dos governos populistas  e seus sucessores, como os do Brasil e Argentina. A todos lhe aplicam medidas de efeitos diretos e indiretos que, ao impulsionar a cultura da negociação e da globalização neoliberal privatizadora do Estado, tem promovido em muito, de um lado,  a cultura do individualismo, do enriquecimento multimilionário e da macro corrupcão, e do outro, o desmantelamento do Estado-nação ou de seus poderes, suas empresas e recursos estatais e nacionais, assim como a perda de sentido do "interesse geral" e o "bem comum" nos partidos políticos. Descartadas ideologias e programas nas lutas políticas, com alternativas que tenham alguma possibilidade de cumprir-se, seja no social ou no nacional, os projetos de futuro que se limitam a oferecer é um papo furado de terminar a corrupção ou o narco terrorismo sem explicar como o farão. Partidos e políticos profissionais do governo de plantão e da oposição nem sequer defendem um programa político que impeça o despojo dos recursos da nação ou inclusive um moderadamente patriótico que se proponha defender a educação pública das ciências, das técnicas e as humanidades a todos os formandos por brilhantes que sejam. E mais, nenhum partido político apresenta e defende um programa de controle monetário e produtivo ou de serviços que proponha as medidas necessárias para dar fim ao terror e sistemático despojo do solo e do subsolo da nação, com o conseguinte desemprego de inteligência e mão-de-obra, causa fundamental das crescentes migrações de camponeses já despojados de suas fontes de vida e de trabalho pelas grandes corporações agrícolas, mineiras, industriais, que por meio de capangas impõe o terror e o narcotráfico, os deixam sem segurança alguma, sem território nem terra, sem água, alimentação e saúde.

Assim, enquanto nenhum partido ou movimento institucional defende um programa coerente que permita sair de tão grave situação, surge um crescente repúdio aos imigrantes que tentam refugiar-se nos países sede das corporações e do poder imperial. Desestruturadas as nações em desenvolvimento -mesmo de forma desigual- de fato, os partidos já não tem nada que oferecer que possam cumprir. Seu papel na democracia simulada, neoliberal, globalizadora, rapinante, é obter postos remunerados de eleição "popular", cujos agraciados façam negócios com a venda dos bens que o Estado ainda conserva, mesmo sabendo que se forem acusados de corrupção nada lhes acontecerá, se chegam a ser denunciados ninguém os processará, se são aprovados ninguém os perseguirá e se os perseguirem ninguém os encontrará. Tudo isso ocorre porque do início ao fim e de cima a baixo, corrupção e capitalismo tardio constituem parte do atual sistema global e seu funcionamento, como política de acumulação de despojos e exploração dos recursos humanos e naturais e já despojada de seus antigos recursos pelos capangas do grande capital e os governos subordinados. Como os benefícios da ação formal e legal cabem na ordem dos delitos para seus beneficiados principais do centro e da periferia, os grandes bancos, que dominam o sistema, tem estabelecido suas próprias redes de "paraísos fiscais", que de passagem servem para não pagar impostos ao fisco e esconder os bilhões furtados com um efeito conhecido, pelo que velhos e novos multimilionários se enriquecem mais e mais com todo tipo de alianças e apoios das corporações e bancos, feitos com os que se convertem mais e mais em estados tributários, que com uma linguagem enganosa correspondem a crescentes taxas de lucros pelas crescentes e impagáveis dívidas. Tudo isso ocorre numa recolonização financeira que conta a mais das empresas qualificadoras, como a Moody's e com as redes de "bancos vampiros", dependentes ocultos da grande banca ou de pequenos Shylocks piedosos.

Essas e muitas outras características de dominação e acumulação são as que caracterizam o sistema, e os que este segue defendendo com o aberrante pretexto de que correspondem às mais inovadoras e eficazes políticas científicas e à luta pela democracia e pela liberdade, argumentos com os quais atacam numa guerra integral, formal a informal, pacífica e violenta, a todos os movimentos e países que atentam contra seus "valores e interesses", entre os quais decidiram transformar em vítima "privilegiada" o atual governo da Venezuela.

O governo dos EEUU -com o apoio das grandes potencias do Ocidente- lança hoje a mais feroz ofensiva contra a pequena e valorosa Venezuela, a cujo, patriótico, rebelde e democrático governo acusa com indignação e sanha de oprimir e esfomear seu povo, quando na realidade é um país que com seu governo e a imensa maioria de seus cidadão está plenamente identificada com uma das maiores lutas libertadoras de nosso tempo.

Em ofensiva integral e crescente, o governo dos EEUU e o complexo empresarial, militar, político e midiático do qual ele participa mostram a mesma sanha que, desde 1959, tem mostrado contra a revolução cubana, e hoje mesmo não só esperam que a situação lhes seja favorável com o crescente peso que o mercado negro adquire, e com a eliminação de seus necessários provedores de combustíveis, que ao continuar recebendo não venham permitir que Cuba passe novamente a um maior desenvolvimento igualitário. Fomentam e toleram, por isso, o crescente mercado negro e criam eles mesmos misteriosos e reprovados ataques com "ruídos criminosos" que tornam vítimas boa parte do pessoal da embaixada dos EEUU e a ninguém mais nos arredores. Com semelhante engano pretendem renovar o medo à vizinha "ditadura comunista" com a qual "é impossível ter boas relações plenas".

Paradoxalmente -como já ocorreu em larga história do processo revolucionário em Cuba -hoje, frente ao duradouro e crescente ataque contra a Venezuela, nem o próprio povo venezuelano nem o poderoso império que com seus incontáveis enganos diz fazer "todo o possível para salvar o povo venezuelano de uma nova e feroz ditadura", nem o império nem o povo empobrecido e rebelde conseguem derrotar o "criminoso e inepto governo", por isso o império se vê obrigado a acrescentar outra grande tramoia, sustentando que a situação política da Venezuela representa sobretudo "um grande perigo para a segurança nacional dos EEUU".

Se semelhante argumentação da grande potência não de todo nova, pois se antes dizia defender-se do projeto "comunista", hoje é francamente ridícula, quando na maior parte do mundo reina o capitalismo, e o governo da Venezuela está muito longe de constituir um perigo para a segurança dos EEUU por oprimir barbaramente -segundo a acusam- a seu próprio povo. Na realidade é óbvio que o superpoder imperial esconde algo mais baixo que a suposta defesa do povo da Venezuela para livrá-lo de um governo que respeite a democracia e a liberdade do povo venezuelano, tal como entende o império, por exemplo nos casos do Brasil e Argentina, onde recentemente, com os tristemente famosos golpes brandos "triunfe a democracia", ao por na cadeira presidencial um Temer no Brasil e na Argentina um Macri, dois notórios milionários que adquiriram seus bens de formas comprovadamente ilegais.

O estranho é que semelhantes argumentos contra Temer e Macri, no caso da Venezuela, tem levado a um silêncio cúmplice e um grande apoio entre as grandes potências do mundo ocidental, de seus governos e suas mídias de comunicação massiva, que em versão uniforme da "realidade" hoje, mais que nunca, obedecem a uma subsidiada concatenação informática favorável a quem com milhões de dólares subsidiam os "meios", e que por os mesmos interesses que o governo dos EEUU se somem à luta contra "o bárbaro, cruel e inepto governo da Venezuela".

A denúncia da "barbárie" e das "barbaridades" do governo venezuelano contra seu próprio povo mostram uma estranha coincidência com os argumentos do atual governo dos EEUU e, de fato, correspondem a uma bem coordenada campanha apoiada diariamente em imagens fotográficas e vídeos de valentes aficionados, como em fotos e películas profissionais dos grandes canais de televisão, às quais se acrescentam análises críticas e respeitáveis publicadas nas páginas editoriais dos grandes diários do mundo, assim como comentários e notícias que os "pintam como são" em numerosas e não menos globais "redes sociais", e até em apoios que o governo dos EEUU recebem em amplos círculos de suas dependências, assim como nos foros econômicos e políticos que defendem "os direitos do homem", apoios que se acompanham de certa admiração e elogio a quem realizou um golpe suave, que à maneira de impeachment estavam há pouco de dar na Venezuela... quando, para o grande desagrado dos apátridas, sofreram uma acachapante  e inesperada derrota quando o governo venezuelano, tão criticado por inepto e autoritário, convocou eleições gerais para a instauração de um novo congresso constituinte que deveras represente o povo e realize eleições nas quais a máfia, supostamente "democrática", se nega a participar, com ridículos pretextos de perdedora e sabedora de que só conseguiria mostrar contar com uma minoria e impopularidade cidadã.

E aqui é o momento de esclarecer que outras medidas tem montado o império e as forças oligárquicas empresariais locais e dos países vizinhos, como Colômbia, Brasil e a pequena colônia que a Holanda conserva, todas destinadas a desestabilizar e derrubar o governo "inimigo da civilização", da "democracia", dos "direitos dos homens" e da "segurança dos Estados Unidos". A essa declaração será necessário acrescentar outras mais que o imperialismo empregou em intervenções anteriores, especialmente uma que parece ter aperfeiçoado com o auxílio das tecnociências da complexidade e da comunicação, que para o caso correspondem à construção mentirosa de fatos que comprovam as acusações feitas e outras novas mentiras  em que apareçam o ineficaz governo e suas instituições como o que não são. Também se faz necessário descobrir como não se trata só de lançar enganos e mentiras, mas de "semear provas da punível, cruel e inescrupulosa política" que cai em direito penal, e dão lugar a um processamento humanitário e judicial por juízes e tribunais que as grandes e humanitárias potências integram e dominam, e que agora é mais conhecido quando os tribunais do império e seus aliados jogam aos governos das nações recolonizadas.

À síntese desses feitos há que se acrescentar também outra circunstância significativa, e é que tamanha mentira não é só atribuível ao governo Trump e às oligarquias creoulas, senão que pelo menos começou durante o governo neoliberal e globalizador de Barack Obama, o que nos obriga a repetir esses feitos para não seguir estendendo a crença de que se trata da política de um presidente mentalmente insano, senão de uma medida acostumada pelo império, falsamente atribuída ao governo de um paciente mental metropolitano, e quando na realidade é uma a mais das tradicionais e renovadas intervenções do império e seus aliados e subordinados locais e regionais.


Mas inclusive  até aqui não teremos conseguido fazer a síntese da maior mentira do mundo se não esclarecermos que outra grande razão se esconde sob a "nobre luta", mas para perguntar-nos: por que tão grandes batalhas e tão poderosas forças, com tamanhas técnicas e políticas antigas e modernas agora renovadas e enriquecidas com as novas ciências e tecnociências, não tem conseguido derrotar o suposto governo ditatorial e bárbaro da Venezuela, que destrói, desgoverna, empobrece e esfomeia a seu próprio país? Por que?

Numa análise mínima das intenções de derrubar o atual governo da Venezuela podem ser destacadas além de algumas das múltiplas razões e políticas pelas que a resistência venezuelana tem triunfado e seguirá triunfando.

A capacidade exponencial de resistência começou desde que o comandante Hugo Chávez Frias mostrou, nas palavras e nos feitos, que a revolução venezuelana tem força apoiada pelo exército bolivariano venezuelano e a cargo de um crescente sistema de poder baseado na estruturação de comunas e de redes de comunas, seus conselhos e comissões promotoras e coordenadoras.

Na Venezuela construiu-se uma resistência invencível, que o presidente Chávez formulou e seu sucessor Nicolás Maduro continua, enriquece, apoia e explica, tanto em cada um de seus atos de governo como em seus discursos e entrevistas. Em todos eles aparece com força a coincidência de que suas palavras tem, tanto nos feitos como na estruturação da "realidade ética" de Chávez Frias foi precursor com um novo projeto de revolução, não somente venezuelana, mas bolivariana, não somente original pelo fato de que foi apoiada desde o princípio e até agora com êxito e crescente poder, após o erro da intenção de golpe de alguns militares traidores dominados e encarcerados pelo seu próprio exército, apoiado por uma imensa multidão de pessoas que desceram as colinas circundantes de Caracas para libertá-lo e protege-lo, convencidos de que era o mais valioso defensor do povo com os do próprio povo. Chávez  pode continuar assim  com mais força, firmeza e apoio um caminho que, entre variações concretas, tem e terá efetividade universal com aqueles exércitos que se unam por convicção ética e política aos empobrecidos povos do mundo. Povos e exércitos que façam seu o interesse geral poderão construir e construirão outro mundo sem dúvida possível, em que a organização da vida e o trabalho sejam capazes de alcançar a prática concreta da liberdade, a justiça e uma genuína democracia estruturada como poder dos cidadãos, em tudo diferente ao que deixa fora e até sem direito formal  de serem considerados cidadãos como cidadãos os pobres da terra, servos, meeiros ou assalariados e outros. que sendo "desaparecidos" em número crescente tenham sido reduzidos à escravidão.

Se nas alternativas ao mundo atual, o movimento de 26 de julho em Cuba e do EZLN no México, tem aberto caminhos de vida, liberdade, justiça e democracia que são referencias universais, a eles se acrescenta hoje que na Venezuela iniciou o general revolucionário Chávez, não só ao expressar formas éticas e ideológicas das quais Nicolás Maduro é fiel e irrepreensível herdeiro, mas também de formações de luta em que a moral fundamenta ou pratica com a estruturação nos feitos e vai muito mais além das palavras sobre uma sociedade "libre, democrática y socialista". Vai das palavras aos feitos.

Assim, quando queremos esclarecer o porque da grande mentira não derrubar o governo revolucionário da Venezuela temos que explorar tanto o novo nos ideais e valores dos insubmissos, como os que se fazem realidade na variada organização da resistência militar, à qual se soma a forte e estruturada resistência intelectual e moral, que fortalece os valores com palavras e feitos.

A tamanha união se acrescentam outras forças não menos importantes, que de um lado incluem o poder defensivo nessa guerra integral -chamada de quarta geração-, cujo campo de luta abarca todas as atividades materiais e intelectuais, financeiras, econômicas, políticas e bélicas, articuladas entre si, e nas de não menor importância, que não só respeitam e fazem respeitar as diferenças religiosas e filosóficas, senão com as que no caso da Venezuela identificam sua maneira de pensar com as de crer e fazer de dirigentes, como o fez reiteradamente Chávez, com o catolicismo no religioso, com o marxismo no científico e revolucionário e com o liberalismo ilustrado e radical, como o que Bolívar -pai da Pátria- representa na Venezuela, com as ideias que vieram da ilustração e da revolução francesa e que na América hispânica se reformularam por Bolívar ao propor como meta alcançar um governo em que se estruture "a soberania do povo, única autoridade legítima das nações", e por isso, capaz de impor, com seu poder organizado, "a máxima felicidade possível possível de todos os habitantes", e capaz de conseguir como realidade a união de nossos países numa grande nação que os inclua.

Chegados a este ponto, podemos traçar um esboço mínimo de uma visita real a uma pequena cidade que já se encontra no seio da nação venezuelana. Trata-se de uma cidade na qual o poder político e todas as atividades da mesma estão sob a responsabilidade de uma comuna de comunas. Vemos assim que nela cada comuna ou grupo de comunas e sua atividade coordenadora acordada tem construído suas casas e seus lares onde dormem, se asseiam e trabalham, com materiais e instrumentos que sai do cérebro e os braços de seus habitantes. As distintas comunas cultivam seus alimentos necessários como o pão, as verduras, as frutas, as carnes de gado menor, mais abundantes do aquelas do gado maior e as que obtém de algumas aves como as galinhas, ou a água que bebem e extraem dos poços que cavaram e purificaram, em que atendendo a útil divisão de trabalho os leva a completar o necessário com a troca e seus mercados, nos quais além da troca usam a criptomoeda chamada petro, que o Estado venezuelano emite e já é aceita no mercado internacional por alguns países do oriente. À organização do mercado acrescente-se a de várias comissões destinadas a atender os problemas de saúde, creche e educação de crianças ou de jovens e adultos, e nesse terreno destaca-se um incrível projeto, o da formação de quadros revolucionários e de uma força defensiva que está preparada para coordenar-se com o exército nacional bolivariano. O número dos contingentes preparados e armados alcança a cifra de 400 mil jovens de ambos os sexos, adestrados pelas comissões dos comuneiros da nação venezuelana. Deles, 200 mil estão adestrados e armados para a luta; outros 200 mil estão adestrados, ainda que carecem de armas, vitalmente participam na defesa da Pátria, para que, conforme aqueles que já estejam armados percam suas vidas na batalha heroica, eles façam uso de suas armas. E ali não acaba o projeto, mas segundo o que sabemos tem como meta alcançar um contingente de aproximadamente um milhão de habitantes.

Muito se poderia contar de nossa visita a esta cidade das comunas, mas não resta dúvida de suas capacidades concretas para enfrentar as políticas com que ontem o imperialismo derrotou Salvador Allende e com que ameaça destruir a Venezuela: já nem uma pode funcionar, nem a desvalorização da moeda, nem o ocultamento de víveres e nem muito menos o exército bolivariano nas antípodas do pobre diabo do Pinochet.

Já pode a maior mentira do mundo seguir armando crescentes formas de ataque, como a que busca com os países que mandam a seus seguros e servis chefes de Estado à reunião do Ministério das Colônias e apoiem na realidade a maior mentira do mundo para apoderar-se da maior reserva de petróleo do mundo. Agora sim, nos feitos, não passarão!


México, 12 de abril de 2018

http://www.jornada.unam.mx/2018/04/14/opinion/002a1pol

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Maduro diz que indultará opositor López se EUA libertarem porto-riquenho López Rivera

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse no domingo que concordaria em oferecer um indulto ao oposicionista Leopoldo López, preso há quase um ano, se os Estados Unidos aceitarem libertar o porto-riquenho Óscar López Rivera, condenado por conspiração sediciosa.


Continue lendo no Terra. 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Manipulación de fotos de Venezuela

pedroalvarez-torturadofalso
Arriba a la izquierda: Tuitero opositor divulga foto de supuesto estudiante venezolano golpeado por “fascistas asesinos” del PSUV. Derecha: La foto corresponde a Unai Romano, joven retenido, golpeado y torturado en 2005 por la policía española.
Decenas de imágenes circulan en estos momentos en redes sociales y medios de comunicación de diferentes países, como forma de alegar que existe una “cruel represión” por parte de los cuerpos de seguridad venezolanos contra los manifestantes opositores.  Alba Ciudad recopila algunas de estas imágenes como forma de ayudar a desmontar esta campaña de mentiras contra Venezuela. Todas las imágenes pueden ampliarse y descargarse haciéndoles click.


Vejam mais em REBELIÓN.ORG

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Protestos deixam três mortos e Maduro denuncia tentativa de golpe na Venezuela

A inteligência venezuelana recebeu ordem para prender um líder opositor na madrugada desta quinta-feira, depois que o presidente Nicolás Maduro chamou de tentativa de "golpe de Estado" os incidentes que deixaram três mortos durante protestos estudantis na quarta-feira. A juíza Ralenys Tovar ordenou ao Serviço Bolivariano de Inteligência a detenção de Leopoldo López, acusado de homicídio, lesões graves e associação para delinquir, informa o site do jornal El Universal, que publicou uma imagem da ordem apreensão. 

Na quarta-feira, milhares de estudantes, acompanhados por líderes da oposição, protestaram nas ruas de Caracas e de outras cidades contra a insegurança, a inflação e a falta de produtos básicos, em uma nova etapa da mobilização dos jovens registrada há 10 dias. A manifestação provocou incidentes durante várias horas. Três pessoas morreram, dezenas ficaram feridas e quase 80 foram detidas. 


Confira no Correio do Povo. 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Em Miami, o opositor Ledezma foi consultar a CIA e o Mossad

Sob o pretexto de um convite do prefeito mafioso de Doral, Luigi Boria, o opositor venezuelano Antonio Ledezma, acaba de viajar a Miami para "consultas" com os elementos mais violentos da oposição de seu país, vários deles vinculados aos mecanismos de inteligência ianque.  
Assim interpretam o último périplo deste colaborador de Henrique Capriles Radonski, analistas que assemelham esta viagem a outra realizada por Ledezma, a Israel, em maio de 2012, sob o pretexto de uma convenção internacional de prefeitos. Ledezma terminou no escritório do primeiro ministro Israel, Benjamin Netanyahu com o qual estabeleceram acordos que ficaram secretos.  
Nessa oportunidade, o até agora prefeito de Caracas, sustentou além de encontros com o diretor do Mossad e do Tzáhal, assim como com deputados de extrema direita e altos oficiais do complexo militar israelense. 
"Em Miami, sabe-se que os encontros não se realizaram exclusivamente com os líderes de grupos como Orvex e Vepexx, mas também com ex-militares venezuelanos e grupos terroristas de origem cubana, dos quais bucas encontrar apoio financeiro, logística e preparar condições para o adestramento militar de um numeroso grupo de pessoas", assegura Percy Alvarado, expert guatemalteco e ex-agente dos órgãos cubanos de inteligência.  
 

Vejam o texto original em  KAOSENLARED.NET ou uma tradução livre em NEBULOSA.DE.ÓRION 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Uma imagem mente mais do que mil palavras


Dizem que uma imagem pode ser mais explícita que qualquer texto que se publique sobre um fato qualquer. Sim, é certo. Mas isso só vale se a imagem é verídica, se ela retrata um fato real. Editor da BBC relata como muitos dos seguidores da página da agência britânica no Facebook compartilharam (e cobraram a publicação) fotos de urnas de votação sendo queimadas que comprovariam a fraude eleitoral na Venezuela. Descobriu-se, porém, que tais fotos eram de eleições anteriores.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Governo venezuelano acusa jovem americano de conspiração


O governo venezuelano anunciou nesta quinta-feira (25) a detenção de um cidadão americano acusado de ser um agente secreto financiado por ONGs estrangeiras para semear o caos na Venezuela e gerar uma guerra civil.
"Identificamos um norte-americano que começou a manter relações estreitas com os jovens da 'Operação Soberania'", anunciou em coletiva de imprensa o novo ministro do Interior, Miguel Rodriguez Torres.
"Operação Soberania" é um grupo de estudantes que há meses organiza protestos para exigir informações sobre o estado de saúde do presidente Hugo Chávez - morto em 5 de março -, para pedir eleições justas e transparentes e contra os resultados eleitorais de 14 de abril.

Leia mais no G1.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Os EEUU pretendem controlar a América Latina




A analista internacional argentina Stella Calloni adverte nesta terça-feira que os incidentes ocorridos em Caracas, e o fato de que os EEUU não tenham reconhecido a vitória de Nicolás Maduro, o candidato vencedor nas eleições presidenciais de 14 de abril, demonstram que os ianques tentam controlar as democracias da América Latina.   


Visto em Hispan.TV

Apátridas sem limites. Caprilistas em Londres: "A Venezuela tem petróleo, merece também uma invasão"

22 abril 2013 - Quando alguém acredita que já viu de tudo aparecem estas "manifestações" de ódio à pátria, ocorreu neste fim de semana em Londres, em frente à embaixada da Venezuela, um grupo de "venezuelanos" seguidores de Henrique Capriles quiseram mostrar seu descontentamento com o triunfo do candidato chavista e agora presidente da República Bolivariana da Venezuela Nicolás Maduro.
Alguns levavam pequenos letreiros e a câmera do coletivo amigo "Hands of Venezuela" pode captar uma mensagem que dizia "Venezuela tem petróleo, merece também uma invasão". 

Um bom exemplo de traição à pátria.
  
Visto em APORREA

terça-feira, 19 de março de 2013

UM ESPIÃO INDISCRETO CONTRA CHÁVEZ


Eduardo Fernandez é um nome comum. Tão comum que é impossível encontrar informações sobre um determinado Eduardo dentre milhares deles em dezenas de países da América Latina. Mas o argentino-americano Eduardo Fernandez não é um homem nada comum. Entre 2004 e 2009, era ele quem dirigia o Development Alternatives (DAI) em Caracas, que recebia milhões de dólares da Usaid para seguir o plano estabelecido pelo Departamento de Estado dos EUA para a Venezuela: fortalecer grupos de oposição, dividir o chavismo e isolar Hugo Chávez internacionalmente. (Leia mais sobre a estratégia da USAID)
O papel de Fernandez talvez passasse despercebido como o nome comum, não fosse o seu temperamento explosivo, desbragadamente machista e indiscreto – o que o levou a ser investigado por comportamento impróprio na empresa em que trabalhava – e que desapareceu da noite para o dia da Venezuela.
Como relataram seus ex-funcionários, ele era do tipo que se referia às mulheres colocando as mãos sobre os próprios peitos, para sugerir seios fartos, e chegou a dizer que o escritório da DAI em El Rosal, Caracas, era “ineficiente como um bordel”. Diante do caso de uma funcionária grávida, reagiu: “Se vocês conseguissem segurar uma pílula entre os joelhos, eu não teria que gastar dinheiro pagando por licença-maternidade”. Outra funcionária ficou tão desconcertada com os olhares sedentos do chefe à sua saia, que resolveu fechar a fenda com um clipes de papel. Dias depois Fernandez perguntou quando ela iria usar “aquela saia com o clipes” de novo.


Continue lendo na Agência Pública.

PASSO A PASSO, O PLANO DA USAID PARA ACABAR COM O GOVERNO DE CHÁVEZ


Após o fracasso do golpe contra Hugo Chávez em 2002, a embaixada americana em Caracas resolveu tomar para si a tarefa de reorganizar a oposição venezuelana, apostando em uma estratégia de longo prazo que minaria o poder do governo. Em agosto de 2004, mesmo mês do referendo revocatório promovido pela oposição com amplo apoio da missão americana, o texano William Brownfield chegou a Caracas, nomeado por George W. Bush, para assumir o posto de embaixador no país. Pragmático e sucinto, William Brownfield elaborou um plano de 5 pontos para acabar com o chavismo em médio prazo, como revela um documento do WikiLeaks analisado pela Agência Pública.
O documento secreto, enviado por Brownfield a Washington em 9 de novembro de 2006, relembra as diretrizes traçadas dois anos antes. “O foco da estratégia é: 1) Fortalecer instituições democráticas, 2) Infiltrar-se na base política de Chávez, 3) Dividir o Chavismo, 4) Proteger negócios vitais para os EUA, e 5) Isolar Chávez internacionalmente”, escreveu Brownfield, hoje secretário anti-narcóticos do Departamento de Estado – órgão que cuida do treinamento de forças policiais estrangeiras pelos EUA, incluindo em dezenas de países latinoamericanos.


Leia mais na Agência Pública.

terça-feira, 12 de março de 2013

Fidel diz que Cuba perdeu o seu melhor amigo com a morte de Chávez

Em um artigo no jornal Granma, Fidel descreveu Chávez como o melhor amigo de Cuba ao longo de sua história e afirmou que a notícia de sua morte "golpeou com força" os cubanos.


Mais na BBC Brasil.

O desafio de compreender Hugo Chávez

Hugo Chávez ha empezado en Venezuela un cambio que genera dificultades para la interpretación de los científicos sociales acostumbrados a teorías importadas de EE.UU. y Europa: el ejercicio del poder en una democracia no tiene que ser hecho a partir de élites preparadas, sino que puede se basar en la participación de las masas organizadas.
Habíamos leído en las Facultades de Ciencias Sociales que el poder es ejercido por élites que compiten en el sistema electoral. Habíamos aprendido que las masas sólo pueden existir como objeto (jamás sujetos) del poder y en teoría sería bueno que sea así en beneficio de la salud democrática: para las teorías de las élites, por ejemplo, una minoría debe ocupar el poder y ejercerlo de manera a responder demandas de la sociedad. Este sería el clásico sistema de inputs y outputs. Para esta línea de pensamiento, mucha gente participando de la política puede generar un “exceso de democracia” que amenaza a la propia democracia, como suele decir el pensador norteamericano Samuel Huntington. Es decir, hay demasiada gente; gente que no debía estar ahí.


Confira o texto do sociólogo Felippe Ramos, na América Economia (em espanhol).

Ou na tradução do Google.

sábado, 9 de março de 2013

50 razões para chorar por Hugo Chávez

1. Jamais, na história da América Latina, um líder político alcançou uma legitimidade democrática tão incontestável. Desde sua chegada ao poder em 1999, houve 16 eleições na Venezuela. Hugo Chávez ganhou 15, entre as quais a última, no dia 7 de outubro de 2012. Sempre derrotou seus rivais com uma diferença de 10 a 20 pontos percentuais.
2. Todas as instâncias internacionais, desde a União Europeia até a Organização dos Estados Americanos, passando pela União de Nações Sul-Americanas e pelo Centro Carter, mostraram-se unânimes ao reconhecer a transparência das eleições.
3. Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos, inclusive declarou que o sistema eleitoral da Venezuela era “o melhor do mundo”.



Os três primeiros estão entre os mais fracos dos 50 motivos para chorar por Chávez. Confira o texto, originalmente publicado no Opera Mundi, mas visto no blog do Juremir Machado da Silva.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Funeral de Chávez reúne 54 chefes de Estado

O funeral de Estado do presidente Hugo Chávez aconteceu nesta sexta-feira 8 na Academia Militar de Caracas na presença de delegações de 54 países, incluindo a maioria dos líderes da América Latina e do Caribe, em uma homenagem solene ao presidente que governou a Venezuela por 14 anos.



Confira a notícia da AFP, disponível no sítio da CartaCapital.

CHÁVEZ E A NOSSA AMÉRICA



(HD) - Oficial das Forças Armadas da Venezuela, Hugo Chávez conhecia a história de seu país, e se fez intransigente devoto cívico de Bolívar. Seu sonho, como o dele, era o de unir a América Latina sob uma só bandeira. Essa tem sido a utopia de muitos líderes continentais: juntos, os nossos países seriam capazes de resistir a qualquer tentativa de domínio estrangeiro.  


Visto no blog do SANTAYANA

quinta-feira, 7 de março de 2013

Maduro expulsa funcionário da embaixada dos EUA para evitar golpe




O adido militar dos Estados Unidos, David del Mónaco, foi expulso da Venezuela por atentar contra a estabilidade militar e política do país. Ele tinha a função de buscar militares ativos para articular atos com o objetivo de desestabilizar a democracia no país bolivariano. O anúncio da expulsão foi feito pelo vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em pronunciamento oficial realizado na tarde desta terça-feira (5).
“Tomamos a decisão como governo bolivariano do presidente Chávez, porque conhecemos e seguimos a atividade ilegal que fere os convênios internacionais”, disse.  


Vejam mais em PATRIA LATINA

quarta-feira, 6 de março de 2013

O legado de Chávez

Hugo Chávez passará à história como a manifestação mais inconfundível da afirmação de um ator político novo na América Latina: as periferias das metrópoles nascidas da urbanização explosiva das últimas décadas. Ele foi um dos primeiros a intuir que essas periferias não se sentiam representadas pelos partidos tradicionais dado o fracasso destes em melhorar a vida das maiorias. Preenchendo esse vácuo, seu gênio foi tentar dar às periferias expressão própria, canalizando assim o descrédito desses partidos e instituições para um movimento de redistribuição imediata de benefícios tangíveis aos mais carentes: saúde, educação pública, moradia, alimentos.


Confira o texto de Rubens Ricupero, do Valor Econômico, disponível no "clipping" do Ministério do Planejamento.

terça-feira, 5 de março de 2013

Hugo Chávez morre aos 58 anos em Caracas

Após um tratamento de dois anos e quatro cirurgias contra um câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, faleceu nesta terça-feira (05/03), aos 58 anos. Militar e político, Chávez nasceu em 28 de julho de 1954, em Sabaneta, Estado de Barinas.


Leia no Opera Mundi, e mais em todo lugar na Internet neste momento.