quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Atropelamento coletivo de ciclistas no RS não serviu para nada, diz vítima

O programador Helton Moraes, 37, tinha motivos de sobra para aposentar as quatro bicicletas que guarda no apartamento onde mora, na região central de Porto Alegre (RS), e que usa diariamente para fazer seus deslocamentos pela cidade: em 2011, quando participava da edição de fevereiro da ação Massa Crítica, foi o primeiro ciclista a ser atropelado pelo Golf preto dirigido pelo servidor público Ricardo Neis, que avançou sobre o grupo após ter a passagem interrompida e causou ferimentos em 11 pessoas.
Moraes, que estava a menos de quatro metros do atropelador, foi arrastado em direção ao grupo, preso ao para-choque do automóvel, o que lhe causou ferimentos em uma das mãos e em um cotovelo. O servidor público Ricardo Neis responde em liberdade a processos por 11 tentativas de homicídio e não há previsão para ser julgado.
No entanto, o ativista atropelado não pensou em parar de usar a bicicleta como meio de transporte. Os cuidados com a segurança redobraram, assim como aumentou a preocupação ao sair de casa e pedalar nas ruas. "O episódio de quatro anos atrás, infelizmente, foi inútil e não serviu para nada", diz Moraes.

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Um comentário:

zealfredo disse...

Lá se vão quatro anos do atropelamento coletivo de ciclistas em Porto Alegre.