terça-feira, 9 de agosto de 2011

Há algo de novo no governo Dilma


Dilma foi a "mãe" que Lula, esse gênio político, encontrou para nos vender a continuidade. O PT e os aliados aceitaram a aposta até porque não tinham uma alternativa a oferecer. Mas, no fundo, devem ter pensado: "Deixa estar. Logo, a gente continua com os nossos joguinhos. A mãe cuida da casa, e a gente vai tomar conta das estradas, pontes e de todos os bons negócios. Ela estará ocupada cuidando dos adereços e decorações". Tudo caminhava nessa direção. Até um irmão mais velho, o Tio Palocci, foi chamado para representar a família e gerir a relação com a filharada. Era o "homem" da casa. É assim em algumas sociedades matrilineares: o irmão da mãe toma conta dos filhos (sobrinhos).
Mas o imprevisível aconteceu. Para desgraça dos filhos, especialmente dos rebentos agrupados no PR, o irmão da mãe teve que sair de casa, defenestrado pelos motivos que todos nós sabemos. Nesse momento, começou a virada do jogo dentro da casa. E Dilma deixou de ser a mãe para ser uma mulher jogando no meio dos homens.

Confira o texto do Terra Magazine

2 comentários:

José Elesbán disse...

Outro trecho:

"Trazer para o centro das decisões a Senadora Gleisi Hoffman e a ex-Senadora Ideli Salvati foi uma jogada de risco, incompreendida por não poucos, mas coerente com algo com o que vai se configurando como o jeito Dilma de gestão. Não por acaso o machismo pátrio acusou o golpe. As nada elegantes avaliações do ex-ministro Nelson Jobim sobre suas colegas de ministério, em matéria publicada na revista Piauí, expressam o inconformismo do mundo masculino com a revolução silenciosa que as mulheres estão fazendo no Palácio do Planalto."

Anônimo disse...

Embora a maior parte dos políticos e dos próprios jornalistas não tenham pecebido, o ex-ministro da Justiça, Nelson Jobim, resolveu passar a usar o deboche para se referir aos petistas que circulam fora e dentro do governo e que estejam alinhados com a presidente Dilma Rousseff. 'Os medíocres perderam a modéstia e botaram a cabeça de fora", foi a primeira estocada de Jobim, ao falar na festa dos 80 anos de FHC. Os petistas vestiram a carapuça e pediram a cabeça do ministro, mas Dilma Roussef fez de conta que não era com ela e ficou calada. Depois disto, disse que a ministra Ideli Salvatti "é muito fraquinha", numa entrevista para a revista Piauí.

. Ele voltou a debochar do governo nesta segunda-feira, ao se negar a passar o cargo ao seu sucessor, Celso Amorim, que assumiu em meio a grande pompa e circunstância no Palácio do Planalto. O deboche não foi a ausência, mas a desculpa usada para não participar da solenidade comandada pela própria Dilma Roussef e na qual ele discursaria:
- Acho que estou com dengue.