terça-feira, 7 de maio de 2013

Por que os médicos cubanos assustam

A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha,  que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.


Confira no blog do Porfírio.

4 comentários:

Vários Editores disse...

Ótima e oportuna postagem. Parabéns!
Júlio Garcia

Eduardo Martinez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo Martinez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo Martinez disse...

Brilhante estratégia essa de mostrar cara a cara, na prática, dois conceitos de saúde pública: o capitalista e o socialista.

E revelar a diferença entre o preço e o valor da saúde pública para um e outro, respectivamente.

É isso que provoca essa reação corporativista.

Até agora era possível culpar o SUS e o preço pago pelos serviços para não atender a saúde pública que fica longe demais das capitais.

Os médicos cubanos vêm fazer o que os médicos brasileiros, ao que parece, não foram educados para fazer, não têm interesse em fazer e não estão dispostos a fazer: cuidar da saúde pública em todo o país de todos.

Para os "doutores" brasileiros tudo é uma questão de preço.

Para os cubanos, de valor.

O valor da saúde pública para a sociedade brasileira não tem preço.

Para o Conselho Federal de Medicina o preço da saúde pública da população brasileira é o seu valor.