sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Comunicação: uma semana, duas derrotas da desregulamentação
No primeiro caso, o problema da veiculação do programa Voz do Brasil em horários inadequados para os estados amazônicos com fuso horário poderia ter sido perfeitamente resolvido com uma medida administrativa no âmbito da EBC. Uma portaria, uma orientação, que determinasse a gravação do programa para sua exibição às 19 horas, de acordo com o fuso horário local. Ou seja, não era necessário punir a esmagadora maioria do público ouvinte para atender uma necessidade do público minoritário amazônico, situação que poderia ter sido contornada sem a necessidade de lei que ameaça concretamente o futuro da Voz do Brasil.
Vejam o texto completo em AMÉRICA LATINA EM MOVIMENTO
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Salário máximo
Em uma realidade social de generalização mundial das situações de desigualdade extrema -outra face daquilo que certos sociólogos chamam de "brasialinização"-, propostas como essa têm a força de trazer, para o debate político, a necessidade de institucionalização de políticas contra a desigualdade.
Confira a reflexão do professor Vladimir Safatle, comentando a atuação do "Die Linke" (A Esquerda) na Alemanha, original da Folha de São Paulo, disponível nas Colagens do Umbigo e da Mosca Azul.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Ser de esquerda não o exime necessariamente do machismo
Dunia MOkrani Chávez é analista política, integrante do Grupo Comuna, constituído por intelectuais que apoiam criticamente o governo, investigadora do Centro de Estudos Andinos Amazonicos e Mesoamericanos (CEAM), e coordenadora do Comitê de Acompanhamento a Conflitos do Observatório Social da América Latina (OSAL-CLACSO). É uma das fundadoras do coletivo de mulheres Samka Sawuri (Tecedoras de Sonhos), promotora de variadas ações relativas à visibilização da mulher e debates do gênero. Com este e outros grupos Mokrani em compartilhado distintas etapas do processo de mudança política boliviana, incluindo a elaboração da nova Constituição.
Vejam mais em LA HAINE.ORG
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Revolução?
Pelo andar da carruagem, parece que a campanha de 2010 voltará a assistir baixarias da pior espécie. Talvez a utilização do caso Lurian-Mirian Cordeiro, em 1989, se torne brincadeira infantil diante do tipo de acusação assacada por Folha de São Paulo-César Benjamin contra Lula. Sem bandeira, a direita parece disposta a ultrapassar todos os limites, na mesma suposição de Goebbels de que uma mentira, repetida mil vezes, se transforme em verdade.
Enquanto uma parte da esquerda flerta com essa aventura de viés fascista, outra amacia a crítica ao período FHC, caracterizando-o como revolução silenciosa. Para compreender o caráter do que chama de nova revolução silenciosa do governo Lula, essa parte da esquerda considera essencial entender os anos dourados do neoliberalismo, que tiveram por base as políticas de liberalização, privatização e desregulação, propugnadas pelo Consenso de Washington e aplicadas pelo FMI e Banco Mundial. Segundo ela, para combater a crise de recessão e desemprego, que se espraiara pelo mundo nos anos 1980.
Vejam o texto completo em CORREIO DA CIDADANIA
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A Polícia Federal já investiga o esquema entre dirigente do PPS e empreiteiras mineiras
“A historia é caprichosa, não existem fatos novos”. “Pé de manga só vai dar manga” - Ditados populares.Nas últimas décadas, Minas Gerais deixou de ser um Estado conhecido pela austeridade para transformar-se em celeiro de malfeitores. Não por outro motivo, alguns opositores do governador Aécio Neves já denominaram o Centro Administrativo de “Gotham City”.
Quase a totalidade da nova geração mineira, nascida após a década de 80, pouco sabe do que ocorreu no País e no mundo no século passado. Não por desinteresse dessa geração, mas pela ausência total de informação a esse respeito no currículo das escolas e até mesmo das universidades brasileiras.
Assim como na França, os colaboracionistas da Segunda Guerra Mundial foram apagados da história pelos intelectuais franceses.
No Brasil, setores da intelectualidade negam-se a admitir a existência de uma esquerda profissional e remunerada, que esteve e está ativa no País através de estrutura partidária por quase um século. Estes intelectuais insistem em não querer acordar do sonho que para o mundo inteiro já acabou.
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