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domingo, 16 de janeiro de 2011

Venenos agrícolas são... V E N E N O S !

Os venenos agrícolas destroem a vida do solo, principalmente os herbicidas, que eliminam algas, fungos, impede a formação das micorrizas. Os herbicidas bloqueiam, ainda, a atividade de enzimas deshidrogenases, específicas para decomposição da palha (resteva), impedindo, portanto, a formação de húmus. Sabe-se que bactérias existentes no solo como Rizhobium e Azospirilo, ou ainda Azollas, sintetizam nitrogênio do ar, cedendo grande quantidade deste elemento às plantas. Esta oferta gratuita é impedida pelos herbicidas, mesmo em pequenas doses, pela eliminação destas bactérias úteis. Fora isso, outros venenos agrícolas contaminam o solo e exterminam a vida.

Os venenos agrícolas estão entre os mais importantes fatores de risco para a saúde dos trabalhadores e para o meio ambiente. Utilizados em grande escala por vários setores produtivos e mais intensamente pelo setor agropecuário, são ainda utilizados na construção e manutenção de estradas, tratamentos de madeiras para construção, indústria moveleira, armazenamento de grãos e sementes, produção de flores, combate às endemias e epidemias, como domissanitários etc.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Brasil é o país que mais usa agrotóxicos no mundo


O avanço da tecnologia nesses últimos dez anos não reduziu o consumo de agrotóxicos no Brasil. Pelo contrário, a moderna tecnologia dos transgênicos, por exemplo, estimulou o consumo do produto, especialmente na soja, que teve uma variação negativa em sua área plantada (- 2,55%) e, contraditoriamente, uma variação positiva de 31,27% no consumo de agrotóxicos, entre os anos de 2004 a 2008.

Para os mais céticos é preciso afirmar que o comportamento nas demais culturas produzidas no Brasil também acompanhou a curva ascendente. Assim, levantamentos do IBGE e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindag), ambos de 2009, apresentam o crescimento de 4,59% da área cultivada no período entre 2004 e 2008. Por outro lado, as quantidades vendidas de agrotóxicos, no mesmo período, subiram aproximadamente 44,6%.

A contaminação de alimentos na mesa do brasileiro é uma realidade, segundo dados do Programa de Análise de Resíduo de Agrotóxico em Alimentos (PARA), da Anvisa. LEIA MAIS NO PORTAL ECODEBATE.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O uso indiscriminado de agrotóxicos

Agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados, no Brasil, sem levar em consideração a existência ou não de autorização do Governo Federal para o uso em determinado alimento. É o que apontam os novos dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (23), em Brasília (DF).

Em 15 das vinte culturas analisadas foram encontrados, de forma irregular, ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à Anvisa, devido aos efeitos negativos desses agrotóxicos para a saúde humana. “Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores”, afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.


Texto completo no blog do Luís Nassif.

Marcadores: "agrotóxicos", "venenos", "pesticidas"

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O MST ensinando técnica agrícolas para os haitianos

Hoje, participando de um evento com presença de técnicos e lideranças ligadas ao MST e Via Campesina, informaram que estão vindo ao Paraná 40 jovens haitianos, que ficarão por um determinado periodo em Assentamentos e escolas técnicas, para aprender técnicas de produção agroecológica e uso de ferramentos e equipamentos agricolas para pequenos agricultores.

Também houve apelo para doações de ferramentas usadas ou novas (enxadas, foices, maquinas manuais de plantios – matracas – etc), que estes jovens irão levar quando retornarem ao Haiti.


Continue lendo no blog do Luís Nassif.


terça-feira, 14 de abril de 2009

Alemanha proíbe milho transgênico

A Alemanha anunciou nesta terça-feira que suspenderá o cultivo de milho geneticamente modificado da gigante americana Monsanto (o MON810), passando a ser o sexto país europeu a aplicar a medida, apesar da posição contrária da Comissão Européia.

A ministra alemã da Agricultura, Ilse Aigner, explicou que as autoridades adotaram a decisão pela possibilidade de que o cultivo geneticamente modificado represente riscos para o meio ambiente.

Mais no Luís Nassif.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O crescimento da soja não-transgênica

Pela primeira vez desde 1996, cai a área plantada com soja transgênica nos EUA, com mais agricultores decidindo plantar soja não transgênica. O cultivo da soja modificada atingiu seu ápice em 2008, alcançando 92% da produção do país

Representantes de associações de produtores de soja, universidades e compradores de grãos relatam que a demanda por sementes de soja convencional está aumentando, o que deverá aumentar a área plantada para 10%.

Os motivos do recente interesse pela soja convencional incluem o preço baixo da commodity, prêmios atrativos pelo produto não transgênico e preços da semente transgênica só aumentando.

Mais no blog do Luís Nassif.


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Saída de fundos derruba preços agrícolas

Os fundos de investimentos, que inflaram os preços das commodities neste ano, estão saindo dos mercados agrícolas futuros. Atrás dessa saída fica um rastro de preços baixos e perspectivas ruins para os produtores, principalmente para os brasileiros, que estão prestes a iniciar o plantio de verão.

Nos últimos 30 dias, os preços dos grãos vêm despencando na Bolsa de commodities de Chicago, principal formadora dos preços internacionais dos produtos agrícolas.

Com essa queda, os produtores de soja de Mato Grosso, que tinham perspectivas de ganhar R$ 400 por hectare há 30 dias, quando o mercado atingiu preços recordes, vêem um cenário de perda de R$ 100 por hectare.

Mais na Folha Online.


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Aquecimento global vai provocar queda na produção agrícola brasileira

Rio de Janeiro - O aumento da temperatura global vai provocar crescimento menor da agricultura brasileira nos próximos anos. Essa é uma das conclusões do estudo “Aquecimento Global e Cenários Futuros da Agricultura Brasileira”, elaborado em parceria pela Universidade de Campinas (Unicamp) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).


Texto completo na Agência Brasil.

terça-feira, 3 de junho de 2008

"Un mundo nuevo ha empezado a comer y no hay para todos"

ENTREVISTA: La crisis alimentaria JOSÉ MARÍA SUMPSI Subdirector general de la FAO

M. M. / M. G. - Roma - 04/06/2008

El número dos de la FAO, el catalán José María Sumpsi, cree que el mundo será un poco menos desigual en unos pocos años. El colapso de la agricultura ha devuelto a la FAO al primer plano y Sumpsi vio ayer señales de un cambio histórico. "Francia y España ya se han despertado, la ONU también, Ban Ki-moon va a liderar este proyecto y en unos años se notará el cambio".

Entrevista no EL PAÍS.

sábado, 10 de maio de 2008

A Farm Bill e os estoques de alimentos

De repente o mundo se deu conta de que não dispunha mais de estoques reguladores. Esse foi o ponto central, ao qual se somaram o aumento da produção de etanol em detrimento de alimentos (nos EUA e Europa) e o movimento especulativo dos fundos hedge em direção ao mercado de commodities agrícolas.

Seguiu-se uma espécie de pânico, que levou a essa onda protecionista inédita, atingindo inclusive países que nunca haviam colocado entraves à exportação de alimentos. A China chegou a bloquear a venda de fertilizantes.

Texto completo numa coluna de Economia do Luis Nassif.


segunda-feira, 16 de julho de 2007

Monsanto recebe mesmo de agricultores que evitam seus produtos

Momentos antes de chegar ao cais do Porto de Paranaguá, no Paraná, maior terminal graneleiro da América Latina, os transportadores da soja brasileira exportada parecem sabotar a própria carga. Sobre os caminhões repletos lançam uma sacai de grãos geneticamente modificados, o que invariavelmente levará o carregamento a ser classificado como transgênico e obrigará o produtor a pagar royalties pelo uso da tecnologia.

A mistura proposital dos grãos tem sido, para uma parcela crescente de agricultores, um atalho perverso para o escoamento da produção. O produtor que se declara usuário de semente transgênica paga 2% de royalties, enquanto os apanhados de surpresa pelo teste na entrada do porto são taxados em 3%, mais as despesas da análise. Como mesmo quem tenta se manter no cultivo tradicional não consegue ter garantias de que as sementes usadas estão livres de contaminação, boa parte opta pelo caminho menos burocrático, o de maquiar a soja para escapar da cobrança mais agressiva do royalty.
Agência Estadual de Notícias - Manchetes - Porto de Paranaguá - Paraná ganha com restrição à exportação da soja transgênica

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sexta-feira, 29 de junho de 2007

O que é que a grama tem a ver com a minhoca, Joaninha?

Deliciosa aula de ecologia no quintal do Luiz Carlos Azenha, que metamorfoseou-se em suburbano ianque, pelo que entendi. Saca só um pedacinho:
"As trabalhadoras vão ficar tão contentes que irão se multiplicar como malucas.
Sexo selvagem no jardim do Azenha?
Se você tratar bem delas, é o que vai acontecer."

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Áreas desmatadas da Amazônia precisam de 70 anos para se recuperarem

Trechos:

A lenta recuperação da Amazônia
Áreas abandonadas pela agricultura precisam de pelo menos 70 anos para recuperar seu ciclo original do nitrogênio e voltar a crescer

Um amplo estudo realizado por pesquisadores brasileiros e norte-americanos revela a dinâmica de recuperação das áreas da Amazônia que inicialmente foram desmatadas para dar lugar a plantações, mas acabaram sendo deixadas de lado pela agricultura. Segundo o trabalho, são necessários 70 anos para uma porção abandonada de floresta tropical restabelecer o ciclo do nitrogênio, essencial para a manutenção da biodiversidade nesse tipo de ecossistema, e voltar a crescer. Estima-se que entre 30 e 50% da área desmatada na Amazônia deixou de ser explorada e está se recuperando. As florestas tropicais costumam ser ricas em nitrogênio. No entanto, a agricultura reduz muito os níveis desse nutriente no solo.


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sexta-feira, 15 de junho de 2007

Carta ao Povo Brasileiro será divulgada hoje, pelo MST

O MST, hoje, último dia do seu 5º Congresso Nacional, divulga a sua "Carta ao Povo Brasileiro", com os temas que o movimento quer discutir com a sociedade. Apresenta também o seu projeto de reforma agrária. São propostas que foram discutidas por dois anos nas bases do movimento e concluídas neste encontro. Além da reforma agrária, o MST quer debater o modelo de desenvolvimento do país.

Segundo Maria de Fátima Ribeiro, da coordenação nacional do movimento,o atual modelo agrícola do país leva à degradação ambiental e humana, privilegiando a monocultura e o agronegócio para exportação. O que, na sua opinião, fortalece os interesses latifundiários e não cumpre sua função social, ao excluir os que "vivem da terra".
Leia algumas propostas do MST para o Brasil, na Agência Brasil.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Vozes do Sul: Extinção do gabinete da reforma agrária e cooperativismo é mais um erro da governadora

A extinção do Gabinete de Reforma Agrária e Cooperativismo representa, na prática, a falta de compromisso da governadora com os pequenos agricultores assentados, com os atingidos por barragens e daquelas famílias desalojadas de áreas indígenas. [...] fica evidente que a governadora Yeda não aplicará os recursos no seu público alvo e só agravará a situação das famílias de agricultores desalojadas pelas barragens ou de terras indígenas. (Vozes do Sul: Extinção do gabinete da reforma agrária e cooperativismo é mais um erro da governadora)