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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Churrasco forçado: mais de 80 são libertados em carvoarias


A produção de carvão vegetal é, certamente, uma das atividades mais insalubres e perigosas a que um ser humano pode se dedicar por conta das altíssimas temperaturas dos fornos que queimam os pedaços de madeira. Ou seja, já é naturalmente penosa quando as condições de trabalho oferecidas estão dentro dos patamares mínimos de dignidade. Imagine, então, o cotidiano de quem é escravizado em uma dessas sucursais no inferno.

A Superintendência Regional do Trabalho de Goiás (SRTE/GO), em parceria com o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal, resgatou 81 pessoas de 14 carvoarias em Jussara, Estado de Goiás. As vítimas, boa parte delas aliciadas em Minas Gerais, desmatavam a vegetação, retiravam a lenha e produziam carvão. Essa história foi contada na Repórter Brasil pela jornalista Bianca Pyl, da qual retiro alguns trechos:

Confira no blog do Sakamoto.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Ibama aplica multa recorde a siderúrgicas

Minc: "A mesma mão que dá a licença é a mão dura que acaba com a enrolação"

BRASÍLIA - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) autuou 60 siderúrgicas de Minas, do Espírito Santo e de Mato Grosso do Sul pelo uso ilegal de carvão. O valor da multa é recorde: R$ 414 milhões para as empresas e R$ 70 milhões, que terão de ser pagos pelas carvoarias. Na operação, a maior já realizada no Cerrado e no Pantanal, foi identificado o consumo de 800 mil metros cúbicos de carvão ilegal somente em 2007, um volume suficiente para carregar 10 mil caminhões.

Vejam na Tribuna da Imprensa.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Rio Grande do Sul poderá ter uma usina obsoleta de US$ 1,39 bilhão

Rio Grande do Sul poderá ter uma usina obsoleta de US$ 1,39 bilhão

A empresa MPX, de Eike Batista, poderá definir no próximo mês os últimos detalhes de um investimento de US$ 1,39 bilhão no Rio Grande do Sul. Ela planeja construir uma usina termelétrica a carvão em Candiota, chamada Seival 2, que terá duas unidades de 300 megawatts (MW) cada. O projeto não depende da venda de energia nos leilões promovidos pelo governo federal, porque tem foco no mercado livre de energia, portanto não depende das regras impostas para contratação coletiva da geração. Conforme os planos da MPX, a térmica deve entrar em operação em 2014. A MPX quer produzir no Rio Grande do Sul porque já é sócia da mina de carvão da Copelmi, existente no local. Com preços em ascensão no mercado livre e previsões de escassez de energia elétrica, o projeto ganhou velocidade. Essa coisa de “queimar carvão” para obter energia é coisa de troglodita sempre aceita pelos gaúchos como a quintessência da modernidade. Os botocudos gaúchos, públicos e privados, ainda não aprenderam que do carvão pode se retirar produtos muitos mais finos e mais compensadores para o Tesouro Estadual, como gasolina, óleo diesel, gás, propeno, benzeno, eteno, e quase duas dezenas mais de outros insumos indispensáveis para a indústria petroquímica. Queimar carvão é como queimar dezenas de notas de cem dólares para acender charutos em testes de fábrica.



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