LaRed21
O reconhecido linguista estadunidense Noam Chomsky afirmou nesta
sexta-feira que o ex-mandatário brasileiro Luiz Inácio Lula, deveria
ser candidato presidencial "por direito".
"Há problemas de democracia no Brasil, problemas contundentes, e não
podemos deixar de observar o tema da pessoa que seria por direito nosso
candidato do Brasil", disse Chomsky sobre Lula ao inaugurar o foro
"Ameaças à Democracia e à Ordem Multipolar", organizado pela Fundação
Perseu Abramo em São Paulo.
"Encontrei-me com Lula há alguns anos,justo antes de assumir o cargo",
disse Chomsky e acrescentou: "fiquei impressionado e mantive essa boa
impressão.
Chomsky manifestou também que há um século, o Brasil era classificado
por analistas como o "colosso do Sul" e que o país havia se convertido
"no mais respeitado do mundo, sob a liderança de Lula e de seu
ministro Celso Amorim, com seus impressionantes feitos".
“E isso é uma indicação do que pode ser alcançado pelo país.
Nunca subestime os obstáculos à frente e tampouco a capacidade do espírito
humano de superá-los e prevalecer", acrescentou ao destacar a
gestão de Lula e seu chanceler Celso Amorim, que participou do foro.
Apoio de outros líderes mundiais
Participaram também do encontro Dominique de Villepin Massimo D’Alema,
ex-primeiros ministros da França e Itália, respectivamente e o ex-chefe
do governo espanhol José Luis Rodriguez Zapatero, entre outros
políticos e diferentes acadèmicos e intelectuais.
Zapatero manifestou que o Brasil de Lula deixou "legados decisivos na
ordem internacional", pois até sua chegada à presidência do Brasil
(2003) "nunca se havia empenhado uma força como essa contra a pobreza
e a miséria".
Frente às eleições de outubro o político espanhol convidou "todo o
Brasil progressista" a votar em Fernando Haddad, sucessor de Lula como
candidato presidencial pelo Partido dos Trabalhadores (PT) após a
inabilitação do ex-mandatário por parte da justiça eleitoral.
"Sei que vão ganhar as eleições, que Fernando Haddad ganhará as
eleições e que será, além de tudo, uma vitória generosa", previu
Zapatero.
D'Alema por sua parte disse estar "muito preocupado com o que ocorre
no Brasil, porque, a seu ver, Lula "foi preso por um processo indevido
e foi ignorada a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU para que
pudesse participar das eleições".
O ex-primeiro ministro italiano visitou Lula na sede da Polícia Federal
de Curitiba na qual ele está recluso desde 7 de abril e disse que viu o
líder do PT "um pouco magro" e "magoado pelas injustiças que sofreu",
mas com a mesma visão, lucidez e determinação".
É um lutador e entende muito bem o que está em jogo, é a democracia o
que está em jogo no Brasil e não a vitória de um ou outro político",
manifestou.
Villepin por sua vez destacou que nos últimos anos o Brasil se
converteu num ator internacional de maior peso e "isso em grande parte
foi por causa do Lula e pelo ex-chanceler Celso Amorim".
Em sua opinião o país sul-americano está atualmente "num momento de
inflexão", pois ou "escolhe o caminho da democracia e continua a
respeitando" ou pelo contrário, "vai na direção da violência política,
mais ódio e mais medo".
Fontes: http://www.lr21.com.uy/mundo/1379822-brasil-chomsky-lula-candidato-derecho-foro
http://rebelion.org/noticia.php?id=246620
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Por Lula, Cristina, Correa e Maduro
O regime de Washington e as direitas locais lançaram uma contra-ofensiva integral
Ante os contínuos triunfos eleitorais das forças populares e progressistas e o êxito de seus governos no combate ao neo-liberalismo ao elevar o bem-estar de nossos povos, Washington e as direitas locais optaram pelo judicialismo. Lançaram uma contra-ofensiva integral baseada no esquema das revoluções coloridas de Eugene Sharp, fundador líder da organização direitista Open Society, cujo histórico golpista e desestabilizador ocorre em toda a geografia planetária onde queira que haja governos que não são do agrado dos EEUU.
Evidenciando uma vez mais em nossa história que somente respeitam as regras da democracia representativa quando os favorecem, o imperialismo ianque e as direitas iniciaram uma cadeia de golpes de Estado contra os governos progressistas. A primeira vítima foi a pequena Honduras, onde derrubaram Manuel Zelaya (2009) pela força das armas, e para isso contaram com o apoio judicial, parlamentar e midiático. Seguiram os golpes contra o presidente Fernando Lugo no Paraguai (2012) e contra sua homóloga Dilma Roussef (2016) no gigantesco Brasil. Mas também tem havido várias tentativas de golpe contra os governos populares. O caso paradigmático é Venezuela por ter utilizado quase a totalidade dos recursos da guerra não convencional, híbrida ou de quarta geração. Para somente mencionar algumas ações muito relevantes, se produziu o golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez em 2002, precedido de um locaute (patronal) e seguido aos poucos meses da greve petroleira, que paralisou a principal indústria do país a um custo de bilhões de dólares. O golpe chegou a tirar Chávez do governo mas durou escassas 48 horas ao reinstalar o líder venezuelano logo após um contundente contra-golpe popular-militar sem precedentes. Ali se consolidou a unidade cívico-militar que venceu as numerosas tentativas de derrubar o chavismo, encarnado nos últimos anos pelo presidente Nicolás Maduro. Entre elas, as ferozes guarimbas de 2014 e 2017, o recrudescimento sem limites da criminosa guerra econômica e midiática e a recentemente frustrada tentativa de magnicídio contra o mandatário venezuelano. Não foi por acaso, este estava para lançar uma verdadeira revolução econômico-financeira dentro da revolução, que golpeará duramente a especulação contra a economia popular e romperá com o dólar como moeda de câmbio.
Também foram objeto de graves tentativas de golpe os presidentes Evo Morales (2008) e Rafael Correa (2010), os que, dada sua essência, não podem mesmo qualificar-se senão como golpes de Estado de nova geração. Ambos requereram uma ação enérgica da Unasur, hoje em processo de liquidação pelo atual governo equatoriano e outras administrações de direita da América do Sul.
Por sua vez, Lula está preso depois de um processo armado cujo único objetivo é impedir o político mais popular do país que participe das eleições para presidência em outubro deste ano. Submetido a um descomunal linchamento midiático internacional o governo golpista lhe proíbe manifestar-se nos meios, participar nos debates e sequer ter acesso livre ao telefone ou às redes sociais. Não obstante, continua sendo o líder em todas as pesquisas e já alcança uma intenção de voto de 39 por cento, muito acima de seus eventuais rivais. Apesar dos sonoros protestos e questionamento dentro e fora do Brasil busca-se a ilegalização de sua candidatura.
Algo parecido ocorre com o ex-presidente Correa, contra quem se desenrola um processo judicial espúrio e que, após meses de guerra midiática, pretende-se detê-lo pelo governo reconvertido a neo-liberal por Lenín Moreno mediante uma ordem internacional de captura. A direita teme que Correa seja o vitorioso de uma futura eleição.
Logo após numerosas montagens midiáticas e judiciais continua a perseguição contra Cristina Fernández de Kirchner, principal referencia do campo popular argentino, cujas propriedades estão ameaçadas de invasão, que, segundo o plano direitista, seria seguido da perda de foro parlamentar. Apesar disso, lidera as pesquisas para as eleições de 2019 e se as eleições fossem hoje derrotaria claramente o presidente Mauricio Macri, motivo principal de um maior enfurecimento contra ela. Necessitamos uma contra-ofensiva popular muito inteligente e criativamente organizada para derrotar aqueles que pretendem manter a ditadura oligárquica sobre os povos latino-americanos.
@aguerraguerra
Texto completo en: https://www.lahaine.org/por-lula-cristina-correa-y
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quarta-feira, 9 de maio de 2018
Lula: as classes sociais existem
Alejandro Gómez
No Brasil chegou-se a uma situação que desmente categoricamente a tese do fim das ideologias
Em 5 de abril, logo após a negação por parte do Supremo Tribunal Federal do habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, o juiz Moro ordenou sua detenção. Chega-se assim ao desenlace de uma obra dantesca iniciada há vários anos atrás, com a apertada vitória de Dilma Roussef nas eleições para seu segundo mandato. Chega-se assim a uma situação que desmente categoricamente a tese do fim das ideologias, e que nossas direitas regionais hasteiam ante cada microfone que se lhes apresente.
Eterno retorno da luta de classes
"Querido Lula: as classes sociais existem"[1], começa a breve mas contundente carta que Pepe Mujica, ex-presidente uruguaio, escreveu a Lula nestas horas agitadas, ridículas e trágicas. Ante a onda de restauração conservadora e neoliberal, e o ressurgir da teoria de que não existem esquerdas e nem direitas, e de que os problemas sociais são somente fruto da corrupção ou se reduzem a questões de gestão empresarial, esta afirmação de Mujica se torna essencial e necessária.
O que coloca claramente de manifesto no caso brasileiro é a existência das classes sociais, e a presença de antagonismos irreconciliáveis. O que reflete por trás da campanha encarniçada contra Lula é a aliança das classes dominantes em seguida cortar pela raiz a possibilidade, clara, do retorno ao poder do ex-presidente. Nestes últimos anos viu-se como no Brasil os meios de comunicação monopolizados pela Rede Globo, o setor industrial, o financeiro e o partido militar, cerraram fileiras em torno deste objetivo. A destituição de Dilma e a queda de seu governo, vítima também de numerosos erros internos, não eram o fim deste projeto, mas sim um elo a mais. A meta da direita brasileira sempre foi cassar Lula.
Por que? Porque na figura de Lula se encarna o projeto que começou a reverter a história do país mais injusto e desigual da América Latina, projeto que tirou quase 40 milhões de brasileiros e brasileiras da pobreza, que permitiu processos de mobilidade social, que democratizou o acesso à educação, possibilitando o ingresso pela primeira vez de setores excluídos e historicamente discriminados, às universidades. Como assinala Alejandro Grimson em seu artigo de Anfibia[2], Lula foi o responsável de tirar o Brasil do Mapa da Fome da ONU.
As classes existem, como encabeça a carta Mujica, talvez com a clareza que outorga toda uma vida de luta e andar por essa rota. E no Brasil, a classe dominante faz sentir seu peso nestas horas ao proclamar em cada ato que o governo do PT foi um acidente na longa história de desigualdade do país irmão, e que esse acidente deve corrigir-se e apagar-se da memória. Os privilégios não podem voltar a serem questionados, a riqueza não pode voltar a ser redistribuída de forma um pouco mais justa (um pouco, porque esses setores nunca perderam recursos nem muito menos); os dominados devem voltar a seu lugar de subalternidade. E neste afã, as classes dominantes brasileiras demonstraram que estão dispostas a tudo, inclusive a tirar de si mesmas o último e gasto disfarce de democratas.
A pergunta pela Democracia
Porque estes momentos do Brasil levam a perguntar-se pelo conceito de democracia e que é o que define um governo ou classe social como tal. Alcança em chegar ao poder mediante o voto popular? Em manter as "formas" republicanas? É um estado que uma vez conseguido se mantém no tempo, ou é o acaso da democracia algo distinto, uma prática e que como toda prática deve exercitar-se diariamente, ante cada situação ou ato de governo?
Caracterizar a situação do Brasil pode ajudar a responder estas interrogações. Quem hoje governa não chegou através do voto, mas mediante o recurso "constitucional" de destituir Dilma Roussef via processo judicial político. Mas até ali o institucional, já que o processo se desenvolveu sem provas e sob pressão constante dos meios de comunicação. Temer parece então com um presidente sem legitimidade e sem apoio social. Uma vez conseguido esse primeiro objetivo, se lançou a campanha judicial contra Lula. O poder judicial, uma casta senhorial herdeira de outros tempos históricos, se põe a serviço da perseguição de opositores apenas pelo fato de serem opositores; as provas e os fatos não tem vez nessa encenação. Assim, Lula é condenado num processo sem provas. E encerra a saga o voto e a alegação da juíza Rosa Weber que rechaçou o habeas-corpus, desempatando a votação em 6 a 5. Ali se liquidou a doutrina da presunção de inocência, substituindo-a pela presunção da culpalidade, ao votar por "convicções", esclarecendo que poderia rever sua posição se chegassem provas da inocência do ex-presidente. Assim, não é já a culpalidade a que deve ser demonstrada, mas sim a inocência: todo adversário político é culpado até que se demonstre o contrário, pareceria ser a máxima.
Com esta cadeia de fatos, pode-se questionar a qualidade democrática do governo e das instituições brasileiras. Não alcança com a aparência dos lugares comuns, a "separação" de poderes, a imprensa "livre". Há que se questionar as práticas nas quais essa democracia se desenrola. E neste caso o resultado desse questionamento mostra um sistema opressivo e repressivo, que persegue os opositores através dos meios de comunicação e os juízes, enquanto aplica um brutal ajuste sobre os setores médios e populares, enquanto se ataca o trabalho através da instauração das leis mais retrógradas de toda a região. A Democracia deve ser articulada com práticas democráticas reais e não só de nome.
Pode sustentar-se que este sistema é o que busca consolidar-se através da perseguição a Lula, cerceando com o cárcere a possibilidade de apresentar-se às eleições. Mas o banimento que se busca é mais amplo, as classes dominantes brasileiras buscam banir através da figura de Lula a imensa população humilde, popular, aos setores subalternos que a princípios do século XXI viram melhoras reais em sua qualidade de vida e em seus espaços de participação e representação; essa experiência é a que se busca banir ao perseguir Lula.
Neste contexto trágico e de extrema complexidade, restar ver qual será a reação dessas classes populares, com suas matizes, diferenças e complexidades. Resta ver que capacidade de articular-se em torno de seus pontos comuns, a sua posição de classe oprimida, poderão desenvolver para fazer frente a uma aliança dominante que aparece como um bloco em proveito de seu objetivo central. Um primeiro vislumbre pode ser percebido nas multidões que começam a se mobilizar não reconhecer, junto a seu líder, um erro injusto, produto de um processo sem provas, que agrega uma ferida a mais à convalescente democracia brasileira.
----
[1] Evo y Maduro rompen el mutismo regional con apoyos a Lula. (jueves 5 de abril de 2018). Tiempo Argentino: https://www.tiempoar.com.ar/articulo/view/75732/evo-y-maduro-rompen-el-mutismo-regional-con-apoyos-a-lula
[2] GRIMSSON, Alejandro. “La autodestrucción de Brasil”. Revista Anfibia: http://www.revistaanfibia.com/ensayo/la-autodestruccion-de-brasil/
Texto completo en: https://www.lahaine.org/lula-las-clases-sociales-existen
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Moro e a "guerra judicial" (lawfare)
O termo lawfare, composto pelas palavras law (lei) e warfare (guerra), foi inventado em Harvard nos anos 90 por intermédio dos programas de empréstimos dos EEUU, em especial do BID, com títulos tão impecáveis como "modernização judicial" ou "fortalecimento do estado de direito". O lawfare se estende pela região e hoje chega até a prisão federal de Curitiba, Brasil, onde o juiz Sério Moro, que em pleno mau uso e abuso do sistema judicial do Brasil já pôs em marcha a reclusão de Lula, para tirá-lo das disputa eleitoral tratando de evitar qualquer reclamação de soberania ante as conquistas oligárquicas-imperiais dos EEUU, em especial do BID
Moro
estudou em Harvard, berço do lawfare, e como observou o diplomata
Samuel Pinheiro Guimarães, em entrevista a Dario Pignotti (Página/12,
14/02/2017), não deve perder-se de vista "que estamos falando de um
membro do Poder Judiciário que foi adestrado no Departamento de Estado,
que viaja permanentemente aos EEUU (...) Moro sabe como ganhar a
aprovação de Washington". O faz coordenando e ajustando sua função
judicial ao golpismo judicial que derrubou Dilma para implantar e agora
manter a brutal guerra de classe chamada neo-liberalismo.
Antes de ir para a prisão, Lula ofereceu na semana passada uma histórica reflexão ante dezenas de milhares que encheram as ruas de São Paulo que levam ao Sindicato dos Metalúrgicos. Transmitida pela Telesur da vasta mobilização escutou-se fortemente a voz pública contra a reclusão enquanto Moro, em plena ofensiva judicial, guarda silêncio ante indícios graves de generalizada corrupção de Michel Temer, o ocupante da presidência e informante do Comando Sul. A Europa Press informou que a Procuradoria havia denunciado Temer por subornos da maior processadora de carne através de um de seus assessores. Outros informes oficiais completam um pacote de denúncias do procurador que incluem a obstrução de justiça e suposta associação criminosa. Com suficientes votos, a parte do congresso favorável a Temer rechaçou a iniciativa de processo que terá que esperar janeiro de 2019, quando termina o mandato deste.
A judicialização da política e/ou a politização do sistema judicial, se realiza a partir de processos vinculados a programas de empréstimos que aumenta o poder do sistema judicial nos estados e na federação a tempo que o penetram. O BID, por exemplo,maneja os empréstimos ao judiciário sob protocolos de funcionamento operacional similares aos aplicados aos programas de "ajuste estrutural", isto é, incluindo as "generosas" e legais comissões para aqueles , sejam altos funcionários ou juízes, operam empréstimos destinados à "modernização judicial", isto é, virtuais "aparatos de suborno" que neste caso fomentam vínculos que alimentam a função judicial com dados selecionados pela espionagem sobre fortalezas e debilidades das elites.
Num estudo de alta qualidade Silvina Romano et al, Lawfare: la vía ‘justa’ al neoliberalismo, detalham o uso político da justiça. Um dos objetivos a curto e médio prazo do lawfare "é conseguir a restauração do neo-liberalismo também por via judicial". Os e as autoras planejam que "se recorra a um estado de exceção por meio de ferramentas (supostamente) legais (assim definidas por um aparato judicial que se elevou por cima dos demais poderes), que nos feitos conduzem à omissão da lei a favor da imposição vi0olenta de uma nova ordem".
Sobre Lula dizem que "na sentença condenatória e durante todo o período de instrução e tramitação que leva o expediente, foram deformados: 1) o estado de inocência; 2) a imparcialidade do juiz; 3) as motivações (doutrinárias) nas decisões jurídicas; 4) a proibição de provas ilícitas; 5) o princípio da igualdade ante a lei; 6) a publicidade dos atos processuais; 7) a ampla defesa; 8) a exigência de jurisdição natural".
Em síntese: a sentença de 238 folhas do juiz Sérgio Moro que como se sugere neste estudo, "mostra o modo em que se constrói uma condenação de 'exceção' no contexto de um estado de exceção". (Ibid) Um Lula sob vingança de Moro, isolado da convivência humana.
O contexto que permite apreciar o fundo deste acontecimento histórico foi oferecido ao público pela maestria jornalística de Stella Calloni no "Brasil: o assassinato da justiça: um golpe no golpe" (La Jornada, 9/04/2018). Antes da decisão do Tribunal Superior Federal o general Luiz Gonzaga Schroeder Lessa disse ameaçador que o tribunal "induziria a violência no país se Lula não fosse preso e ameaçou com um golpe de Estado".
Fuente: http://www.jornada.unam.mx/2018/04/12/opinion/022a1eco
Antes de ir para a prisão, Lula ofereceu na semana passada uma histórica reflexão ante dezenas de milhares que encheram as ruas de São Paulo que levam ao Sindicato dos Metalúrgicos. Transmitida pela Telesur da vasta mobilização escutou-se fortemente a voz pública contra a reclusão enquanto Moro, em plena ofensiva judicial, guarda silêncio ante indícios graves de generalizada corrupção de Michel Temer, o ocupante da presidência e informante do Comando Sul. A Europa Press informou que a Procuradoria havia denunciado Temer por subornos da maior processadora de carne através de um de seus assessores. Outros informes oficiais completam um pacote de denúncias do procurador que incluem a obstrução de justiça e suposta associação criminosa. Com suficientes votos, a parte do congresso favorável a Temer rechaçou a iniciativa de processo que terá que esperar janeiro de 2019, quando termina o mandato deste.
A judicialização da política e/ou a politização do sistema judicial, se realiza a partir de processos vinculados a programas de empréstimos que aumenta o poder do sistema judicial nos estados e na federação a tempo que o penetram. O BID, por exemplo,maneja os empréstimos ao judiciário sob protocolos de funcionamento operacional similares aos aplicados aos programas de "ajuste estrutural", isto é, incluindo as "generosas" e legais comissões para aqueles , sejam altos funcionários ou juízes, operam empréstimos destinados à "modernização judicial", isto é, virtuais "aparatos de suborno" que neste caso fomentam vínculos que alimentam a função judicial com dados selecionados pela espionagem sobre fortalezas e debilidades das elites.
Num estudo de alta qualidade Silvina Romano et al, Lawfare: la vía ‘justa’ al neoliberalismo, detalham o uso político da justiça. Um dos objetivos a curto e médio prazo do lawfare "é conseguir a restauração do neo-liberalismo também por via judicial". Os e as autoras planejam que "se recorra a um estado de exceção por meio de ferramentas (supostamente) legais (assim definidas por um aparato judicial que se elevou por cima dos demais poderes), que nos feitos conduzem à omissão da lei a favor da imposição vi0olenta de uma nova ordem".
Sobre Lula dizem que "na sentença condenatória e durante todo o período de instrução e tramitação que leva o expediente, foram deformados: 1) o estado de inocência; 2) a imparcialidade do juiz; 3) as motivações (doutrinárias) nas decisões jurídicas; 4) a proibição de provas ilícitas; 5) o princípio da igualdade ante a lei; 6) a publicidade dos atos processuais; 7) a ampla defesa; 8) a exigência de jurisdição natural".
Em síntese: a sentença de 238 folhas do juiz Sérgio Moro que como se sugere neste estudo, "mostra o modo em que se constrói uma condenação de 'exceção' no contexto de um estado de exceção". (Ibid) Um Lula sob vingança de Moro, isolado da convivência humana.
O contexto que permite apreciar o fundo deste acontecimento histórico foi oferecido ao público pela maestria jornalística de Stella Calloni no "Brasil: o assassinato da justiça: um golpe no golpe" (La Jornada, 9/04/2018). Antes da decisão do Tribunal Superior Federal o general Luiz Gonzaga Schroeder Lessa disse ameaçador que o tribunal "induziria a violência no país se Lula não fosse preso e ameaçou com um golpe de Estado".
Fuente: http://www.jornada.unam.mx/2018/04/12/opinion/022a1eco
Da guerra anticomunista à guerra anti-corrupção
Ollantay Itzamná
A guerra contra a corrupção é tão falsa como foi a guerra contra o comunismo.
Durante o século XX, em especial em sua segunda metade, a América Latina foi um campo sangrento da falsa guerra anticomunista jamais vista no mundo ocidental.
Somente na Guatemala, os projéteis 'made in USA', assassinaram mais de 200 mil pessoas inocentes (cerca de 90% indígenas). O Plano Condor, na América do Sul, deixou cenários dantescos similares perseguindo comunistas inexistentes.
Nesse período, o defensor da democracia derrubou presidentes constitucionais, e promoveu ingentes golpes de Estado. Cooptou os órgãos executivos dos estados centenários com militares servis para aniquilar as legítimas expressões políticas de emancipação.
Décadas depois, os povos sobreviventes daquele holocausto constatamos que a Doutrina de Segurança Nacional e sua guerra anti-comunista, não só era falsa, mas também uma efetiva dose de veneno social que paralisou sócio-politicamente por várias décadas. Enquanto isso, a desigualdade, a miséria, e o saque violentos de nossos bens comuns fizeram gemer até os próprios deuses e demônios insensíveis do céu longínquo.
A aurora do século XXI nos encontrou, a muitos povos latino-americanos, com brios de liberdade e vontade para prosseguir com nossos processos emancipatórios truncados. E, em menos de duas décadas, nossos governos progressistas (com políticas de investimento social e redistribuição direta de renda) conseguiram tirar da condição de pobreza mais de 60 milhões de latino-americanos.
Assim, estes governos dignos fizeram retroceder as porcentagens de pobreza e desigualdade a nível global na região. Enquanto isso, em países como os EEUU, México, Guatemala, Honduras, Colômbia, Peru e outros, no mesmo período, milhões de pessoas da classe média ingressaram nos nichos de pobreza, com descomunais dívidas públicas.
Neste contexto, e ante os soberanos acordos de integração latino-americana sem a presença norte-americana, aparece a farsante e midiática guerra anticorrupção. Com o argumento de: a corrupção pública é a causa do atraso dos povos latino-americanos.
Ninguém duvida que a corrupção pública seja um mal a superar. Mas, este mal é apenas um lubrificante do mal maior. Isto é, o mal fundamental da desgraça de nossos povos é o sistema hegemônico vigente que nos saqueia, explora e subordina. A corrupção pública é só um óleo que lubrifica o saque que sofremos.
Mas, a hegemonia midiática (aceita pela corrupção) conseguiu instalar no vulnerável imaginário coletivo de muitos povos da América Latina a ideia sobre a corrupção como pecado original de suas desgraças. E, em consequência, esquecer-se do crescente saqueio multidimensional que sofremos.
A guerra anticorrupção é para aniquilar e escaldar incômodos governos progressistas na região.
Uma vez configurado os sentimentos "pátrios" contra a corrupção, os gringos, mediante os órgãos judiciais dos países sob seu controle, sentaram no banco dos acusados todos os governantes latino-americanos que defenestraram o projeto de anexação comercial denominado Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), EM 2005.
Hugo Chávez, Néstor Kirchner, foram demonizados na alma latino-americana antes de serem linchados judicialmente. Ao legendário Lula do Brasil, que tirou da pobreza cerca de 50 milhões de pessoas, o lincharam judicialmente, sem respeitar o devido processo. Com a evidente intenção de prevenir um terceiro governo dele.
Evo Morales,, da Bolívia, Daniel Ortega da Nicarágua, Rafael Correa do Equador, Nicolás Maduro da Venezuela, e outras/os, não participaram do IV Encontro das Américas no Rio da Prata. Mas a ordem para o linchamento judicial já estava em movimento.
O ridículo desta falsa guerra contra a corrupção é seu caráter de duas medidas. Enquanto isso os sistemas judiciais, operacionados pela cooperação técnica e financeira gringa (USAID), são ágeis para sentenciar/encarcerar funcionários ou ex-funcionários de governos progressistas, mas com os corruptos neo-liberais são lentos e permissivos.
Fizeram crer aos guatemaltecos e latino-americanos sobre a eficiência da luta contra a corrupção na Guatemala. Inclusive encarceraram a dois ex-presidentes, envolvidos em atos de corrupção. Mas a três anos da apoteótica inauguração desse teatro, não existe sentença judicial condenatória alguma contra os ex mandatários. E mais, estes ex-governantes vivem num quartel militar exclusivo, com todos os serviços necessários que milhões de guatemaltecos "livres" não tem. Esperando o descumprimento oportuno. Enquanto isso, são bodes expiatórios no teatro gringo da luta anticorrupção.
O Peru, é outro caso de sociedade teledirigida enganada com o vulgar teatro da luta contra a corrupção. Aplaudem e festejam as momentâneas detenções judiciais de seus ex-governantes corruptos e neo-liberais. Mas, este saem livres dos cárceres e são recebidos como heróis pelos gringos nos EEUU.
Por que o presidente Macri da Argentina, ou Temer do Brasil, com denúncias e evidência de atos de corrupção, não são destituídos e encarcerados? Por que os ex-presidentes Fujimori, Garcia, Toledo, Humala, Kuczynski... andam soltos pelo mundo?
O peruano ou o guatemalteco médio acredita que os agentes e ex-agentes dos governos progressistas latino-americanos são os mais corruptos. Mas, enquanto se distraem crédulos no teatro de mau gosto da luta contra a corrupção, consórcios norte-americanos, canadenses e outros rapinam e saqueiam as riquezas comuns que ainda restam nestes povos.
Em outras palavras, a guerra contra a corrupção é tão falsa como foi a guerra contra o comunismo. Os gringos, nestas duas últimas décadas ocuparam mediante a USAID e outras agências de cooperação os órgãos judiciais para operacionalizá-las para seus interesses e vingar-se dos governantes latino-americanos "mal educados" que abortaram a ALCA.
Neste sentido, a ditadura ianque jamais terminou na América Latina. Só mudou de uniforme. Antes operaram os órgãos executivos, com homens de uniforme militar. Agora, operam a partir de órgãos judiciais, com civis de toga e terno. O objetivo é o mesmo: castigar e sabotar qualquer processo de emancipação dos povos. Mesmo eles sabendo mais que ninguém que a corrupção pública é para o sistema neo-liberal o que o óleo é para o motor.
CALPU
Texto completo em: https://www.lahaine.org/de-la-guerra-anticomunista-a
A guerra contra a corrupção é tão falsa como foi a guerra contra o comunismo.
Durante o século XX, em especial em sua segunda metade, a América Latina foi um campo sangrento da falsa guerra anticomunista jamais vista no mundo ocidental.
Somente na Guatemala, os projéteis 'made in USA', assassinaram mais de 200 mil pessoas inocentes (cerca de 90% indígenas). O Plano Condor, na América do Sul, deixou cenários dantescos similares perseguindo comunistas inexistentes.
Nesse período, o defensor da democracia derrubou presidentes constitucionais, e promoveu ingentes golpes de Estado. Cooptou os órgãos executivos dos estados centenários com militares servis para aniquilar as legítimas expressões políticas de emancipação.
Décadas depois, os povos sobreviventes daquele holocausto constatamos que a Doutrina de Segurança Nacional e sua guerra anti-comunista, não só era falsa, mas também uma efetiva dose de veneno social que paralisou sócio-politicamente por várias décadas. Enquanto isso, a desigualdade, a miséria, e o saque violentos de nossos bens comuns fizeram gemer até os próprios deuses e demônios insensíveis do céu longínquo.
A aurora do século XXI nos encontrou, a muitos povos latino-americanos, com brios de liberdade e vontade para prosseguir com nossos processos emancipatórios truncados. E, em menos de duas décadas, nossos governos progressistas (com políticas de investimento social e redistribuição direta de renda) conseguiram tirar da condição de pobreza mais de 60 milhões de latino-americanos.
Assim, estes governos dignos fizeram retroceder as porcentagens de pobreza e desigualdade a nível global na região. Enquanto isso, em países como os EEUU, México, Guatemala, Honduras, Colômbia, Peru e outros, no mesmo período, milhões de pessoas da classe média ingressaram nos nichos de pobreza, com descomunais dívidas públicas.
Neste contexto, e ante os soberanos acordos de integração latino-americana sem a presença norte-americana, aparece a farsante e midiática guerra anticorrupção. Com o argumento de: a corrupção pública é a causa do atraso dos povos latino-americanos.
Ninguém duvida que a corrupção pública seja um mal a superar. Mas, este mal é apenas um lubrificante do mal maior. Isto é, o mal fundamental da desgraça de nossos povos é o sistema hegemônico vigente que nos saqueia, explora e subordina. A corrupção pública é só um óleo que lubrifica o saque que sofremos.
Mas, a hegemonia midiática (aceita pela corrupção) conseguiu instalar no vulnerável imaginário coletivo de muitos povos da América Latina a ideia sobre a corrupção como pecado original de suas desgraças. E, em consequência, esquecer-se do crescente saqueio multidimensional que sofremos.
A guerra anticorrupção é para aniquilar e escaldar incômodos governos progressistas na região.
Uma vez configurado os sentimentos "pátrios" contra a corrupção, os gringos, mediante os órgãos judiciais dos países sob seu controle, sentaram no banco dos acusados todos os governantes latino-americanos que defenestraram o projeto de anexação comercial denominado Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), EM 2005.
Hugo Chávez, Néstor Kirchner, foram demonizados na alma latino-americana antes de serem linchados judicialmente. Ao legendário Lula do Brasil, que tirou da pobreza cerca de 50 milhões de pessoas, o lincharam judicialmente, sem respeitar o devido processo. Com a evidente intenção de prevenir um terceiro governo dele.
Evo Morales,, da Bolívia, Daniel Ortega da Nicarágua, Rafael Correa do Equador, Nicolás Maduro da Venezuela, e outras/os, não participaram do IV Encontro das Américas no Rio da Prata. Mas a ordem para o linchamento judicial já estava em movimento.
O ridículo desta falsa guerra contra a corrupção é seu caráter de duas medidas. Enquanto isso os sistemas judiciais, operacionados pela cooperação técnica e financeira gringa (USAID), são ágeis para sentenciar/encarcerar funcionários ou ex-funcionários de governos progressistas, mas com os corruptos neo-liberais são lentos e permissivos.
Fizeram crer aos guatemaltecos e latino-americanos sobre a eficiência da luta contra a corrupção na Guatemala. Inclusive encarceraram a dois ex-presidentes, envolvidos em atos de corrupção. Mas a três anos da apoteótica inauguração desse teatro, não existe sentença judicial condenatória alguma contra os ex mandatários. E mais, estes ex-governantes vivem num quartel militar exclusivo, com todos os serviços necessários que milhões de guatemaltecos "livres" não tem. Esperando o descumprimento oportuno. Enquanto isso, são bodes expiatórios no teatro gringo da luta anticorrupção.
O Peru, é outro caso de sociedade teledirigida enganada com o vulgar teatro da luta contra a corrupção. Aplaudem e festejam as momentâneas detenções judiciais de seus ex-governantes corruptos e neo-liberais. Mas, este saem livres dos cárceres e são recebidos como heróis pelos gringos nos EEUU.
Por que o presidente Macri da Argentina, ou Temer do Brasil, com denúncias e evidência de atos de corrupção, não são destituídos e encarcerados? Por que os ex-presidentes Fujimori, Garcia, Toledo, Humala, Kuczynski... andam soltos pelo mundo?
O peruano ou o guatemalteco médio acredita que os agentes e ex-agentes dos governos progressistas latino-americanos são os mais corruptos. Mas, enquanto se distraem crédulos no teatro de mau gosto da luta contra a corrupção, consórcios norte-americanos, canadenses e outros rapinam e saqueiam as riquezas comuns que ainda restam nestes povos.
Em outras palavras, a guerra contra a corrupção é tão falsa como foi a guerra contra o comunismo. Os gringos, nestas duas últimas décadas ocuparam mediante a USAID e outras agências de cooperação os órgãos judiciais para operacionalizá-las para seus interesses e vingar-se dos governantes latino-americanos "mal educados" que abortaram a ALCA.
Neste sentido, a ditadura ianque jamais terminou na América Latina. Só mudou de uniforme. Antes operaram os órgãos executivos, com homens de uniforme militar. Agora, operam a partir de órgãos judiciais, com civis de toga e terno. O objetivo é o mesmo: castigar e sabotar qualquer processo de emancipação dos povos. Mesmo eles sabendo mais que ninguém que a corrupção pública é para o sistema neo-liberal o que o óleo é para o motor.
CALPU
Texto completo em: https://www.lahaine.org/de-la-guerra-anticomunista-a
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terça-feira, 21 de maio de 2013
Lula governou o Brasil com inteligência para não alarmar o império e receber seus golpes
1. Luiz Inácio Lula da Silva -ex-presidente do Brasil- converteu-se em figura internacional. Diz o jornal La Jornada depois de entrevistá-lo: "é um ser prático, intuitivo, que busca a resolução concreta dos problemas. Foi em boa medida graças a essa capacidade, que se desenvolveu no Brasil um complexo processo de articulação política que tornou possível a prioridade do social e a promoção de políticas igualitárias, a soberania externa e a recuperação do papel ativo do Estado na construção dos direitos dos cidadãos". No entanto, Lula teve que enfrentar as direitas e esquerdas no Brasil e no mundo pela força que teve em seu mandato. Não debochar de seu governo, nem tampouco bajulá-lo, assim pode trabalhar mais para o povo.
Vejam uma tradução livre completa em NEBULOSA.DE.ORION
terça-feira, 23 de abril de 2013
Lula terá coluna mensal distribuída por agência do New York Times
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma coluna mensal que será distribuída pela agência do New York Times. O contrato foi fechado na segunda-feira nos Estados Unidos durante encontro com Michael Greenspon, diretor-geral do serviço de notícias do jornal.
Confira no Terra.
Confira no Terra.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Brasil: O ódio da mídia conservadora
Os textos de Demétrio Magnoli, Ricardo Noblat, Merval Pereira,
Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Eliane Catanhede, entre outros, são
fontes para as futuras gerações de jornalistas e estudiosos da
comunicação entenderem o que Perseu Abramo chamou de “Padrões de
Manipulação” na mídia brasileira.
Nunca houve tanto ódio na mídia conservadora do Brasil
Os brasileiros no exterior que
acompanham o noticiário brasileiro pela internet têm a impressão de que o
país nunca esteve tão mal. Explodem os casos de corrupção, a crise
ronda a economia, a inflação está de volta, e o país vive imerso no caos
moral. Isso é o que querem nos fazer crer as redações jornalísticas do
eixo Rio – São Paulo. Com seus gatekeepers escolhidos a dedo, Folha de
S. Paulo, Estadão, Veja e O Globo investem pesadamente no caos com duas
intenções: inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e
destruir a imagem pública do ex-presidente Lula da Silva. Até aí nada
novo.
Tanto Lula quanto Dilma sabem que a
mídia não lhes dará trégua, embora não tenham – nem terão – a coragem de
uma Cristina Kirchner de levar a cabo uma nova legislação que
democratize os meios de comunicação e redistribua as verbas para o
setor. Pelo contrário, a Polícia Federal segue perseguindo as rádios
comunitárias e os conglomerados de mídia Globo/Veja celebram os recordes
de cotas de publicidade governamentais. O PT sofre da síndrome de
Estocolmo (aquela na qual o sequestrado se apaixona pelo sequestrador) e
o exemplo mais emblemático disso é a posição de Marta Suplicy como
colunista de um jornal cuja marca tem sido o linchamento e a
inviabilização política das duas administrações petistas em São Paulo.
Vejam o texto completo em KAOSENLARED.NET
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Feliz Ano Novo: Lula reabre o calendário das ruas
Autoridades e forças políticas muitas vezes se comportam também como peças de uma inexorável mecânica de desfecho datado e irreversível.
O milenarismo tem origem numa contabilidade religiosa fatídica: um milênio sob Cristo; depois, o Diabo.
Às vezes o fatalismo pega carona em 'sinais' correlatos, como agora. Interpretações apocalípticas, ou apenas oportunistas, anunciaram o fim do mundo neste dia 21 de dezembro de 2012, ao término do 13º giro, de 393 anos cada, do calendário maia.
Vejam mais no Blog das Frases (Carta Maior)
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Os canhões midiáticos atiram contra Lula
Brasilia – Últimas notícias, extra, extra! “Lula viaja para a
Europa, fugindo das denúncias de corrupção que o têm preocupado”;
“Revelações do empresário Marcos Valério confirmam a vinculação de Lula
com o mensalão”; “Golpeado pelas denúncias, o ex-presidente ameaça
voltar a ser candidato”; “Lula ataca a imprensa”.
As manchetes acima são dos canais de televisão, sites da internet e alguns jornais brasileiros, nos últimos quinze dias.
Como se sabe, noticiar não é informar: a narração dos dias que correm, especialmente aquela divulgada em tempo real, busca, por definição, impactar o telespectador, mesmo que o preço a pagar seja mutilar os fatos e escamotear dados indispensáveis para que o público saiba o que está ocorrendo.
Contar de maneira anômala os acontecimentos é característico do espetáculo midiático global, nem sempre responde a motivações ideológicas. O que o distingue, no caso brasileiro, é a deformação seletiva sobre praticamente tudo o que diz respeito a Lula. O ex governante e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) é um personagem crucial no panorama político do país e o dirigente brasileiro de maior estatura mundial – sua influência externa só se equipara à de Dilma Rousseff – e aquilo que se conta/inventa sobre ele, aqui em Brasília, às vezes sofre uma segunda distorção, ao chegar aos jornais de Washington, Buenos Aires ou Madri.
Vejam mais em CARTA MAIOR
As manchetes acima são dos canais de televisão, sites da internet e alguns jornais brasileiros, nos últimos quinze dias.
Como se sabe, noticiar não é informar: a narração dos dias que correm, especialmente aquela divulgada em tempo real, busca, por definição, impactar o telespectador, mesmo que o preço a pagar seja mutilar os fatos e escamotear dados indispensáveis para que o público saiba o que está ocorrendo.
Contar de maneira anômala os acontecimentos é característico do espetáculo midiático global, nem sempre responde a motivações ideológicas. O que o distingue, no caso brasileiro, é a deformação seletiva sobre praticamente tudo o que diz respeito a Lula. O ex governante e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) é um personagem crucial no panorama político do país e o dirigente brasileiro de maior estatura mundial – sua influência externa só se equipara à de Dilma Rousseff – e aquilo que se conta/inventa sobre ele, aqui em Brasília, às vezes sofre uma segunda distorção, ao chegar aos jornais de Washington, Buenos Aires ou Madri.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
A virtude e o porteiro de Lula
Musicais na Broadway perderam a graça, afirma, não pelo gosto duvidoso do que se oferece ali. "Por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir", lamenta-se.
"Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros - não é melhor ficar por aqui mesmo?", questiona desolada diante das cancelas decaídas.
Vejam o texto completo no Blog das Frases (Saul Leblon)
terça-feira, 6 de novembro de 2012
No Supremo há quem não esconda: Lula é o alvo
É claro como o dia que partidos de oposição também têm seus escândalos. Mas, para ter autoridade ao abordar escândalos alheios, o PT deve, antes, tratar dos seus. E, ao contrário do que sempre fizeram os demais partidos, tratar disso também publicamente.
Como já informado aqui em outros comentários, além dos que estão em julgamento do mensalão havia, e há, um outro grande alvo. Esse alvo é Lula. No Supremo há quem não esconda isso em conversas reservadas. Da mesma forma, na mídia.
Em comentário do dia 3 de outubro (Julgamento & eleições: a Justiça na balança),informávamos o que está nas linhas abaixo:
- Esse, de Minas, (o do "mensalão" do PSDB) não é o único grande julgamento de políticos germinando. Com poder e influência no Supremo, há quem aposte e já insinue um outro grande alvo. Alvo decorrente desse julgamento agora em andamento… É anotar e aguardar…
Confira o texto no Terra Magazine.
domingo, 23 de setembro de 2012
O 'mensalão' é a 'Miriam Cordeiro' do Serra
Ao fazê-lo, o relator abastece a cartucheira conservadora com mais uma daquelas balas de prata de que se vale frequentemente a direita brasileira quando parte para o tudo ou nada, sem deixar tempo ao adversário ou ao eleitor para reagir.
O conservadorismo sempre teve um aliado canino nesses botes. Agora pelo jeito tem dois.
O parceiro tradicional é a cobertura esperta da mídia 'isenta', que nunca sonegou a essa tocaia o amparo 'factual' que a legitima, e mais que isso, inocenta o capanga e criminaliza o alvo.
O rito sumário na boca da urna é uma das especialidades eleitorais desse jornalismo. À s vezes só há tempo para um jogo de fotos. Nisso também eles são bons .
Quem não se lembra de um clássico do gênero, a edição da Folha de 30 de setembro de 2006, véspera do 1º turno da eleição presidencial daquele ano?
Um jato da Gol havia se chocado com outro avião no ar. Morreriam 155 pessoas. A tragédia, de longe, era o destaque do dia. Mas a Folha, a mesma que agora coloca na boca de Haddad a frase que ele nunca disse ('é degradante me associar a Dirceu..'), montou também uma 'pegadinha' nesse dia sombrio.
Virou um 'case' do jornalismo meliante.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Seis partidos reagem ao golpe hondurenho contra Lula
Nota de 6 partidos políticos (PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB) em
defesa do presidente Lula diante dos ataques da revista Veja e do PSDB,
DEM e PPS:
O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação.
As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.
O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.
Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.
Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula .
A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.
Rui Falcão, PT
Eduardo Campos, PSB
Valdir Raupp, PMDB
Renato Rabelo, PCdoB
Carlos Lupi, PDT
Marcos Pereira, PRB.
Brasília, 20 de setembro de 2012.
O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação.
As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.
O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.
Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.
Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula .
A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.
Rui Falcão, PT
Eduardo Campos, PSB
Valdir Raupp, PMDB
Renato Rabelo, PCdoB
Carlos Lupi, PDT
Marcos Pereira, PRB.
Brasília, 20 de setembro de 2012.
Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
Ato condena ataque de revista a Lula
Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, reportagem de “Veja” foi “tentativa da mídia de enfraquecer a classe trabalhadora”
São Paulo – O presidente da CUT, Vagner Freitas, criticou duramente a reportagem de capa publicada nesta semana pela revista Veja, a qual associa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao mensalão com base em "supostas" declarações de "pessoas próximas" ao publicitário Marcos Valério. A crítica foi feita durante o ato unificado das categorias em campanha salarial, realizado na Avenida Paulista. Segundo Freitas, a reportagem foi uma “tentativa da mídia de enfraquecer a classe trabalhadora”.
Vejam mais em Brasil Atual
São Paulo – O presidente da CUT, Vagner Freitas, criticou duramente a reportagem de capa publicada nesta semana pela revista Veja, a qual associa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao mensalão com base em "supostas" declarações de "pessoas próximas" ao publicitário Marcos Valério. A crítica foi feita durante o ato unificado das categorias em campanha salarial, realizado na Avenida Paulista. Segundo Freitas, a reportagem foi uma “tentativa da mídia de enfraquecer a classe trabalhadora”.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
A defesa de Lula por Jorge Viana
Jorge Viana faz defesa de Lula
“Eu venho à tribuna do Senado para tratar de um assunto que, de
alguma maneira, se não está na ordem do dia do conjunto dos brasileiros,
está na ordem do dia de uma parte importante da imprensa brasileira.Neste final de semana, vimos uma reportagem que tenta trazer a figura do Presidente Lula para o debate das eleições municipais de 2012. Estou frisando, porque não tem nenhum sentido desprezarmos esta preliminar. Tem eleição e tem uma ação deliberada da elite brasileira contra o PT. Essa intolerância da elite brasileira com o PT está institucionalizada, é real. Eles não aceitaram o Governo do Presidente Lula por oito anos; eles engoliram, mal e porcamente.
Eu sempre tive um diálogo muito franco, aberto, com setores que cumpriram o papel de governar o Brasil durante muito tempo. Sempre tive uma ótima relação com o Governo do PSDB e com o Presidente Fernando Henrique especificamente, que é uma pessoa que tenho na melhor conta. Mas eu começaria dizendo que, se tenho o Presidente Fernando Henrique na melhor conta, o PSDB não tem. O PSDB do Brasil inteiro, depois de oito anos do Governo do Presidente Fernando Henrique, o escondeu, tentou apagar um dos Líderes do PSDB.
Vejam o texto completo no blog NASSIF ONLINE
terça-feira, 18 de setembro de 2012
GOLPISMO AGE COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ
"Carlinhos Cachoeira e seu ubíquo braço-direito, o araponga Dadá, não estão mais à solta para emprestar artes e ofício às reportagens' e 'denúncias' programadas por 'Veja'. Quase não se nota. Se o plantel perdeu talento específico, o engajamento na meliancia política ganhou em arrojo e sofreguidão. A constelação de colunistas que orbita em torno daquilo que 'Veja' excreta arregaçou mangas e redobra esforços. A afinação do jogral não deixa dúvida sobre o alvo mais cobiçado. O troféu da vez é Lula, não a pessoa, mas o símbolo de uma barragem que reordenou a política brasileira abrindo espaço às águas do campo popular. O conservadorismo age como se não houvesse amanhã. A crise econômica não destruiu o governo do PT e o país retoma o crescimento neste 4º trimestre. Então, é agora ou nunca. Com a ajuda das togas que atiçam o linchamento contra o partido no STF, a mídia demotucana arranca uma escalada preventiva vertiginosa." (LEIA MAIS AQUI)
(Carta Maior; 3ª feira/18/09/2012)
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Lula abortou golpe de Demóstenes contra Dilma
Lula aborta o golpe
Cai a mais audaz e ambiciosa conspiração política do Brasil
Cai a mais audaz e ambiciosa conspiração política do Brasil
Lula teve visão política para evitar novo golpe da direita
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Jornal britânico diz que Brasil é modelo de diplomacia e compara Lula a Franklin Roosevelt
O
Brasil “não apenas deve ter um assento permanente no Conselho de
Segurança das Nações Unidas, como também é a melhor razão para uma
reforma do órgão e para uma tentativa de tornar o sistema internacional
mais representativo”. É o que diz um elogioso editorial publicado nesta
segunda-feira (11/06), no qual o jornal britânico The Guardian sugere
uma maior valorização da diplomacia de Brasília e destaca a ascensão
econômica vivenciada pelo país ao longo dos últimos anos.
Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
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