Parece uma histórioa de terror, mas ocorreu de verdade num aeroporto da Flórida. Segundo informa o Flórida Daily News os agentes da aduana do aeroporto, encarregados da segurança no embarque para os aviões, obrigaram uma mulher de 95 anos, em cadeira de rodas, enferma de leucemia em fase terminal, com um peso menor que que 50 kg, que tirasse suas fraldas para adultos para que pudesse ser revistada adequadamente.
As cadeiras de rodas são sempre inspecionadas para certificar-se se levam explosivos e seus proprietários são revistados individualmente, assegura o diário um porta-voz da TSA, a polícia aduaneira nos EEUU. A anciã foi inspecionada inicialmente em um cubículo, para finalmente ser levada para um local privado para poder ser realizada uma busca mais extensa, descreve a filha da anciã.
Depois de um tempo, o pessoal da segurança pediu à filha que sua mãe tirasse as fraldas, já que constituia um obstáculo na inspeção. Depois da surpresa inicial, a mulher tirou as fraldas da anciã, mas pediu para escrever uma denúncia, já que não outras fraldas e todo o processo demorou quase uma hora.
A TSA assegura que em suas inspeções não faz distinção entre uns passageiros e outros, que trata igualmente a todos, algo que também tem confirmado o escritório de Segurança Nacional.
Vejam o texto original em KAOSENLARED.NET
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
O holocausto brasileiro

Publicado no blog do Luiz Weis, no Observatório da Imprensa:
Decerto para não machucar os seus leitores no momento mesmo em que batem os olhos no jornal, o Estado deste domingo preferiu chamar discretamente na primeira página, em vez de alertar em manchete, como seria mandatório, para o pacote de matérias devastadoras que ocupa o espaço útil de quatro páginas do seu caderno Metrópole.
Trabalhando com os números do Data-SUS, do Ministério da Saúde, "a mais antiga e confiável base de dados sobre mortes no Brasil", o repórter Wilson Tosta, da sucursal carioca do Estado, estima que, no período de 30 anos a se completar em 2008, o país terá contabilizado 1 milhão de homicídos. Os registros iniciais do SUS datam de 1979. Não incluem os mortos na selva do trânsito.
Naquele ano, teriam sido 11.194 os assassinados no Brasil. Em 2005 (últimos dados disponíveis), 47.578. O repórter do Estado projeta 45.553 para 2006, 43.801 para 2007, 42.068 para 2008 e ainda 40.336 para 2009.
O ano em que mais se matou foi 2003, com 51.043 vítimas. Desde então, a tendência é declinante. (Antes, só em 1985, 1991 e 1992, morreu-se menos do que nos anos imediatamente anteriores.)
Ao longo desses três decênios, ocuparam o Palácio do Planalto os milicos Ernesto Geisel e João Figueiredo, os paisanos José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e Lula da Silva. Todos tiveram ou disseram ter políticas de segurança.
Vá dizer isso para Inês Maria da Silva, de 67 anos. A sua história é contada pela correspondente do Estado no Recife, Angela Lacerda. Inês teve cinco filhos. Todos foram assassinados. O primeiro, há 20 anos. O último, em 2007.
Para mim, nada do que tenham dito, escrito e assinado as citadas excelências para combater o holocausto brasileiro vale qualquer coisa perto da afirmação de Inês:
"A gente tem que se conformar, ficar calada."
Outra repórter, Adriana Carranca, foi ouvir Tim Cahill, o homem da Anistia Internacional para o Brasil. Diz ele:
"Um milhão de mortes em 30 anos é simplesmente inaceitável."
Errou. É aceitável, sim senhor.
Fosse inaceitável, os assassinados de hoje não seriam quatro vezes mais numerosos do que os de 1979.
Fosse inaceitável, a barbárie desses números ocuparia hoje toda a primeira página de um jornal como o Estado. Fosse inaceitável, um protesto jornalístico dessa envergadura não correria o risco de ser considerado um exagero
Decerto para não machucar os seus leitores no momento mesmo em que batem os olhos no jornal, o Estado deste domingo preferiu chamar discretamente na primeira página, em vez de alertar em manchete, como seria mandatório, para o pacote de matérias devastadoras que ocupa o espaço útil de quatro páginas do seu caderno Metrópole.
Trabalhando com os números do Data-SUS, do Ministério da Saúde, "a mais antiga e confiável base de dados sobre mortes no Brasil", o repórter Wilson Tosta, da sucursal carioca do Estado, estima que, no período de 30 anos a se completar em 2008, o país terá contabilizado 1 milhão de homicídos. Os registros iniciais do SUS datam de 1979. Não incluem os mortos na selva do trânsito.
Naquele ano, teriam sido 11.194 os assassinados no Brasil. Em 2005 (últimos dados disponíveis), 47.578. O repórter do Estado projeta 45.553 para 2006, 43.801 para 2007, 42.068 para 2008 e ainda 40.336 para 2009.
O ano em que mais se matou foi 2003, com 51.043 vítimas. Desde então, a tendência é declinante. (Antes, só em 1985, 1991 e 1992, morreu-se menos do que nos anos imediatamente anteriores.)
Ao longo desses três decênios, ocuparam o Palácio do Planalto os milicos Ernesto Geisel e João Figueiredo, os paisanos José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e Lula da Silva. Todos tiveram ou disseram ter políticas de segurança.
Vá dizer isso para Inês Maria da Silva, de 67 anos. A sua história é contada pela correspondente do Estado no Recife, Angela Lacerda. Inês teve cinco filhos. Todos foram assassinados. O primeiro, há 20 anos. O último, em 2007.
Para mim, nada do que tenham dito, escrito e assinado as citadas excelências para combater o holocausto brasileiro vale qualquer coisa perto da afirmação de Inês:
"A gente tem que se conformar, ficar calada."
Outra repórter, Adriana Carranca, foi ouvir Tim Cahill, o homem da Anistia Internacional para o Brasil. Diz ele:
"Um milhão de mortes em 30 anos é simplesmente inaceitável."
Errou. É aceitável, sim senhor.
Fosse inaceitável, os assassinados de hoje não seriam quatro vezes mais numerosos do que os de 1979.
Fosse inaceitável, a barbárie desses números ocuparia hoje toda a primeira página de um jornal como o Estado. Fosse inaceitável, um protesto jornalístico dessa envergadura não correria o risco de ser considerado um exagero
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