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terça-feira, 23 de novembro de 2010

MP processa governo Aécio Neves por prender ilegamente e humilhar quilombolas, favorecendo fazendeiros

"... os quilombolas foram mantidos ilegalmente presos e algemados, de pé, na porta do quartel da Polícia Militar em Porteirinha, em pleno centro da cidade, ... ficando ali expostos por mais de 03 horas ao opróbrio público, qual escravos fujões recém-capturados pelo capitão-do-mato..."

O texto acima não é um extraído de um romance de ficção do Século XIX. Faz parte da ação civil ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Fundação Cultural Palmares, pedindo que o Estado de Minas Gerais seja condenado a pagar indenização por danos morais coletivos em virtude de arbitrariedades cometidas pela Polícia Militar mineira contra três comunidades quilombolas: Povo Gorutubano, Brejo dos Crioulos e Lapinha.
(...)
Várias testemunhas contaram que, enquanto estavam ali, os fazendeiros que disputam terras com os quilombolas, passavam por eles a todo instante, fazendo escárnio, chacotas, proferindo palavras de ofensa e humilhação.

Para o procurador da República, “o que mais choca nos relatos é que, em pleno século XXI, cidadãos brasileiros foram tratados de fato como escravos rebeldes. A única diferença é que as grossas correntes foram substituídas por algemas. Mas a exposição pública, a humilhação, o desrespeito à dignidade humana, estavam todos lá”.

Vejam o texto completo no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PT: Encontro Nacional de Negras e Negros - 16 e 18 de abril

Diante dos desafios que estão colocados para 2010, onde serão debatidos os projetos do governo com novas propostas que dêem continuidade às políticas públicas implementadas, a Secretaria Nacional e o Coletivo Nacional de Combate ao Racismo, do PT, realizam no período de 16 a 18 de abril, em Brasília, o Encontro Nacional de Negras e Negros petistas com o objetivo de promover o debate sobre a temática racial, entre partido, militância negra e governo.

Vejam mais em FPA-FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO

terça-feira, 26 de maio de 2009

TJ-RJ suspende cotas em universidades públicas

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu hoje à tarde uma liminar que suspende os efeitos da lei estadual que estabeleceu cotas em universidades públicas estaduais. A ação contra as cotas para negros e estudantes de escolas públicas foi proposta pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (filho do dputado Jair Bolsonaro) (PP), que entrou na Justiça com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade). O deputado, que também é advogado, defendeu a ação no plenário do Órgão Especial.
Para ele, a lei é demagógica, discriminatória e não atinge seus objetivos. [...]

Leia mais no blogue Os Amigos do Presidente Lula

terça-feira, 10 de março de 2009

Coisas da Política - O século das mulheres

Mauro Santayana

Meses antes de sua morte, em 1982, conversei com Alceu Amoroso Lima, em uma entrevista para a Folha de S. Paulo. Ele havia perdido, pouco antes, a sua mulher, e a lembrança de Maria Tereza intervinha, sempre, enquanto ele tratava das ideias de seu tempo e das previsões sobre o século que viria. Busquei, de sua inteligência do mundo, o que era possível no diálogo de um dia inteiro. Ele recordou sua vida e, nela, o surgimento das ideias, dos compromissos, das revisões ideológicas e políticas, das influências poderosas, como as de Jackson de Figueiredo, da admiração pelo sogro, Alberto de Faria, e pelo cunhado, o romancista Otávio de Faria. Quando chegamos à atualidade em que estávamos, e entramos no terreno das perspectivas, Alceu me disse que o século 21 seria o das mulheres e dos negros.


Vejam o texto completo no JBOnline

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Discriminação nas escolas e nos livros prejudica desempenho de alunos negros

Os negros são maioria no contingente de analfabetos do país - somando 9 milhões do total de 14 milhões – e estão mais atrasados nos estudos do que o restante da população.

Para o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB), Nelson Inocêncio, a diferença no rendimento reflete uma escola e um sistema de ensino que não acolhe a população negra.

“A escola diz que o grupo do outro [dos brancos] é a grande referência para a humanidade. Foi o grupo do outro que construiu, ele representa a civilização. E o meu grupo [negros] não representa nada. Isso é colocado de forma persistente nos livros, nas lições, e o aluno vai obter reações muito negativas em relação ao processo. Ele se pergunta: na medida em que a escola não me reconhece, que sentido faz eu estar na escola?”, aponta.

Mais na Agência Brasil.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido

Na noite do dia 25 de setembro de 1956, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a peça Orfeu da Conceição, do poeta brasileiro Vinícius de Morais (1913-1980). Esta peça é uma adaptação do mito grego do lendário cantor Orfeu, cuja lira, dotada de sons melodiosos, amansava as feras que vinham deitar-se-lhe aos pés. Filho da musa Calíope, ele resgatou a sua esposa Eurídice do Inferno, após ela ter sido picada por serpente. A história de Vinícius decorre numa favela carioca, durante os três dias de carnaval. Por Fernando Jorge. Leia no blog Em Defesa do Brasil. (Dica do Heitor Reis)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Negros sofrem mais com saúde, diz ministério

Cento e vinte anos depois da libertação dos escravos negros no Brasil, a situação dos afrodescendentes do país ainda é desigual em várias áreas. Na saúde, ela pode ser percebida em várias etapas da vida. De acordo com o Ministério da Saúde, os problemas começam com a mortalidade infantil, que é cinco vezes maior entre as crianças negras do que entre as brancas. As mulheres grávidas têm menos acesso ao pré-natal e na velhice os negros têm menos cuidados e menos acesso a remédios.
Continue AQUI.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Negro ainda vive em região de porto, diz IBGE

Reportagem de Eduardo Scolese e Angela Pinho, da Folha de S.Paulo, publicada na edição desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL) revela que a distribuição da população negra no Brasil reflete ainda hoje a ocupação do país durante o período da escravidão. Os dados são de um estudo feito pelo IBGE a pedido da Secretaria Especial da Igualdade Racial da Presidência da República.

De acordo com a reportagem, "a partir dos dados do Censo de 2000, os pesquisadores apontaram uma coincidência entre a alta concentração de população negra [pretos e pardos autodeclarados ao IBGE] e os portos que atuaram como receptores de escravos: São Luís [MA], Salvador [BA], Recife [PE] e Rio de Janeiro [RJ]".

Mais na Folha Online.


terça-feira, 20 de novembro de 2007

Escravos haitianos constituíram primeira república negra da história

Em 1789, os ecos dos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade chegam à colônia, dando esperança aos escravos mais rebeldes -especialmente aqueles foragidos nas montanhas do interior, conhecidos como cimarróns, não só no Haiti, mas em outras ilhas do Caribe-, que começam a se rebelar contra seus senhores. Sua população é dez vezes maior que a de seus senhores. Em agosto de 1791, inicia-se a rebelião que, em 13 anos tornaria o país independente, sob o comando do negro Toussaint Louverture, que joga com a rivalidade entre Espanha, França e Inglaterra conquistando o domínio sobre todo o Haiti e botando para correr o temido exército de Napoleão Bonaparte.
O que acontece no Haiti? (Gabriel Rocha Gaspar, Cinthia Reis)

Dois anos após a Revolução Francesa, com seus reflexos em Santo Domingo [hoje, Haiti], os escravos se revoltaram. Numa luta que se estendeu por 12 anos, eles derrotaram os brancos locais e os soldados da monarquia francesa, debelando também uma invasão espanhola, uma tentativa de invasão britânica com cerca de 60 mil homens e uma expedição francesa de tamanho similar comandada pelo cunhado de Napoleão. A derrota dessa expedição resultou no estabelecimento do Estado negro do Haiti...
A grande revolução negra (Emir Sader)

O que acontece hoje no país passa pela conquista da independência no Haiti, em 1804. Foi algo particular, fomos a única revolução vitoriosa negra e o primeiro país latino-americano a deixar de ser colônia. Isso nos deixou isolados pelos impérios, pelas potências econômicas da época, porque nos tornamos uma república independente e a favor da luta de libertação dos escravos. Isso de alguma forma também nos isolou da América Latina, um continente que ainda vivia no sistema colonial e onde a escravidão era permitida.
Desde aquela época, o Haiti de certa maneira vive isolado e as pessoas não têm uma informação correta do país, sempre o vêem como um país miserável, violento, com muitos enfrentamentos, caótico. A opinião pública mundial ou conhece muito mal ou desconhece o Haiti. Isso se deve a um serviço de desinformação da grande imprensa mundial.

O Haiti precisa ser entendido pela América Latina (Camille Chambers, entrevistado por Renato Rovai)

domingo, 10 de junho de 2007

Que a classe média não ouça, mas os jovens negros e pobres enriquecem o português

Estudo mostra que as contribuições à língua portuguesa apresentadas pelos jovens pobres e negros, as quais não são bem-vistas pela classe média brasileira, trazem valor e versatilidade à língua, não merecendo ser depreciadas.

This article draws on an ethnographic study of the stigmatized speech style of poor black male youth in Rio de Janeiro, Brazil. These youth are said to speak gíria (‘slang’), and their speech is often described as incomprehensible to the Brazilian middle class. Speakers and listeners point to a wide range of pragmatic expressions as some of the most salient linguistic features associated with this speech style. This article presents examples from Brazilian Portuguese slang, in which youth draw on sound words, obscenities, address forms, and addressee-oriented tags to create new pragmatic markers and forms of indefinite reference. It is argued that these pragmatic expressions offer multiple opportunities for speakers to convey stance, novelty, and style, social goals long associated with slang. This data suggests that we broaden the purview of slang beyond the lexicon to investigate the ways in which speakers actively innovate within the area of pragmatics.


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