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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Colômbia - Estado de Terror em Nome da Paz

James Petras*
Fonte: Pravda.ru
Introdução
A primeira vítima de um estado de terror é a corrupção da linguagem, a invenção de eufemismos, onde as palavras significam o seu oposto e os slogans ocultam crimes graves. Já não há um consenso mundial de condenação dos crimes contra a humanidade. Isto porque os crimes em massa e assassínios garantem a segurança dos «investidores», porque os índios são expropriados para que as minas possam ser exploradas, os trabalhadores do petróleo desapareçam de modo que o petróleo possa correr, e a imprensa financeira internacional louva o êxito do «el Presidente» por ter «pacificado o país».
Quando os narco-presidentes são abraçados pelos líderes da América do Norte e da Europa, é evidente que os criminosos se tornam respeitáveis e os respeitáveis passam a ser criminosos.

Vejam o texto completo em PATRIA LATINA

terça-feira, 18 de maio de 2010

Colômbia: Estado de Terror em Nome da Paz

No texto que hoje publicamos, o autor, James Petras, desmascara a política informativa de formatação das mentalidades e de inversão de valores éticos que se generalizou nos media: “A primeira vítima de um estado de terror é a corrupção da linguagem, a invenção de eufemismos, onde as palavras significam o seu oposto e os slogans ocultam crimes graves.”

Introdução

A primeira vítima de um estado de terror é a corrupção da linguagem, a invenção de eufemismos, onde as palavras significam o seu oposto e os slogans ocultam crimes graves. Já não há um consenso mundial de condenação dos crimes contra a humanidade. Isto porque os crimes em massa e assassínios garantem a segurança dos «investidores», porque os índios são expropriados para que as minas possam ser exploradas, os trabalhadores do petróleo desapareçam de modo que o petróleo possa correr, e a imprensa financeira internacional louva o êxito do «el Presidente» por ter «pacificado o país».

Quando os narco-presidentes são abraçados pelos líderes da América do Norte e da Europa, é evidente que os criminosos se tornam respeitáveis e os respeitáveis passam a ser criminosos.

Vejam o texto completo em ODIARIO.INFO

terça-feira, 5 de maio de 2009

Eduardo Galeano: a linguagem, as coisas e seus nomes

Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública. O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado. O imperialismo se chama globalização. As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões. O oportunismo se chama pragmatismo. A traição se chama realismo. Os pobres se chamam carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos. Na era vitoriana era proibido fazer menção às calças na presença de uma senhorita. Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública:

O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado;

O imperialismo se chama globalização;

As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões;

O oportunismo se chama pragmatismo;



Vejam o texto completo em Carta Maior

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Ombudsman questiona os eufemismos da Folha de SP para tortura e mercenários

"Ao maneirar nos vocábulos, distorcem-se os acontecimentos; a Folha deveria refletir e rejeitar o embrulho elegante de eufemismos O "NEW York Times", um dos melhores jornais do planeta, costuma perpetrar o eufemismo "técnicas severas de interrogatório" ao descrever a tortura de militantes e terroristas islâmicos pela Agência Central de Inteligência.

Nessa classificação se inscrevem as "simulações de afogamento" dos presos, executadas por funcionários da CIA. Não se trata de simulação ou severidade, mas de tortura.

A Folha republica textos do diário nova-iorquino, e as traduções não podem ser infiéis ao original. Deveria refletir, contudo, sobre a reprodução de relatos que adulteram fatos ao não denominá-los pelo nome certo. Pior é incorporar a impropriedade. No sábado retrasado, o jornal assumiu como sua, na primeira página, a formulação "técnicas severas de interrogatório". Associou-se ao desatino alheio.

Assim como ao nomear uma fração das tropas dos EUA que lutam no Iraque como "soldados privados". Em bom e velho português, eles são "mercenários", e não "agentes particulares de segurança", variante que igualmente já saiu.

O jornal sabe disso. Por vezes, alterna as expressões, privilegiando "soldados privados", carimbo mais simpático do que escancarar a condição dos que lutam por dinheiro. Noutras, só se lê o eufemismo.

Ao maneirar nos vocábulos, distorcem-se os acontecimentos. É direito da polícia chamar armas suas de "bombas de efeito moral". Mas a Folha deveria rejeitar o embrulho elegante -há efeitos físicos.

Acumulam-se exemplos. Um deles: insiste-se no termo "parceria" nas referências à negociata entre MSI e Corinthians. Palavras legitimam e deslegitimam. Contam verdades e as traem. Como o antigo compositor cearense dizia, "palavras são navalhas". Também no jornalismo."

Via Na Periferia do Império.