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segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Operação Abafa do PT

Chama a atenção, nesse processo, duas circunstâncias distintas, mas convergentes. A primeira, diz respeito à posição do ministro Tarso Genro e, por extensão, do secretário especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi. Ambos defendem a punição dos torturadores que operaram nos porões da ditadura militar (1964-1985). Para tal, contam, basicamente, com os depoimentos dos torturados, exatamente como no caso de Ivone da Cruz. Mas a semelhança do caso não para por aí. Assim como ocorreu com a empregada, as vítimas da ditadura também foram neutralizadas por processos legais. Talvez, no entanto, não tenham passado pelo vexame de, como Ivone, já totalmente cega, serem chamadas para fazer o reconhecimento visual dos possíveis algozes.

Confira o texto completo, de como a bancada do PT impediu um depoimento do delegado suposto espancador e superintendente da Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa na Comissão de Direitos Humanos na Câmara, está no saite da CartaCapital.


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Deputado acusou diretor-geral da PF de ser torturador

O deputado José Edmar (PR-DF) causou constrangimento entre os deputados e senadores na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.

O parlamentar acusou o diretor geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, de torturador.

Em 2003, José Edmar foi preso pela Polícia Federal em uma operação comandada pelo hoje diretor geral sob a acusação de envolvimento com grilagem de terras no Distrito Federal.

- Luiz Fernando é um torturador, disse, digo, e reafirmo, e tenho como provar - afirmou José Edmar.

Mais no Vi o Mundo.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Escândalo: Seria o Dr. Luis Fernando Correa, superintendente da Polícia Federal um torturador?

O policial e a doméstica

O máquina de moer reputações acionada dentro da Polícia Federal para punir o delegado Protógenes Queiroz tem funções seletivas. Desde a prisão do banqueiro Daniel Dantas, em julho de 2008, a cúpula da PF dedica-se integralmente a tentar indiciar criminalmente Queiroz, acusado de vazamentos e práticas ilegais durante a Operação Satiagraha. Mas nem todo mundo recebe o mesmo tratamento. A Corregedoria-Geral da PF, órgão responsável por investigar os crimes cometidos por policiais federais, arquivou, sem publicidade nem vazamentos, em 29 de janeiro, um processo de tortura supostamente praticada por ninguém menos que o delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da instituição.

Corrêa foi acusado de deter ilegalmente e torturar, à base de chutes, pauladas, socos e eletrochoques, a empregada doméstica Ivone da Cruz, em 21 de março de 2001, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Ivone, então com 39 anos, trabalhava na casa de uma mulher identificada apenas como Ocacilda, também conhecida pelo apelido de “Vó Chininha”, avó da mulher do delegado, Rejane Bergonsi. Presente durante um assalto à casa da patroa, Ivone acabou apontada como suspeita de cumplicidade com os criminosos, embora nenhuma prova ou evidência tenha sido levantada contra ela até hoje. Corrêa era, então, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em terras gaúchas.

A notícia completa na CartaCapital, via Luís Nassif.

É UM ACINTE! UM ESCÂNDALO!