terça-feira, 16 de setembro de 2014
Na ditadura, Exército torturava recrutas em treinamento no Pará, diz ex-soldado
"Eles me colocaram em um tambor de metal e me trancaram ali pelado. E soltaram o tambor de um morro, machuca muito, bate em pedra e tudo o que é coisa. Eles falavam que era treinamento, mas queriam mesmo era brutalizar a gente, mas não conseguiram", conta.
Guido, 60, atuou como soldado entre 1974 e 1980 e é testemunha de violações aos direitos humanos cometidas pelo Exército para reprimir a guerrilha. Ele era um soldado conscrito, ou seja, um civil convocado pelos militares para prestar serviços às Forças Armadas por um tempo determinado. Seu depoimento ocorreu durante uma visita de pesquisa à "Casa Azul", atual sede do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que era usada pelo Exército como prisão ilegal e centro clandestino de tortura durante o regime militar.
Leia mais no UOL Notícias.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Repressão começou antes da luta armada, reforça Comissão da Verdade
Em evento de balanço, CNV revelou documentos que comprovariam que a tortura era praticada pelo regime militar desde seu início, antes de existirem as organizações armadas de oposição; que ministros tinham o comando direto do aparato de repressão; e que a Marinha ocultou da presidência da República, já no período democrático, as informações que tinha sobre mortos pela repressão.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Família de Herzog recebe nova certidão de óbito
Repórter da Agência Brasil
Vejam mais na AGÊNCIA BRASIL
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
"Me transformaram num marginal", diz sargento que assumiu ser gay
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Para Exército, família de recruta deveria ter informado sobre retardo mental
Questionada por Terra Magazine sobre como aprovou o ingresso de um rapaz com deficiência mental, a instituição se limitou a responder, por meio de nota, que as "inspeções de saúde dos conscritos são reguladas pelo Decreto nº 60.822, de 7 de junho de 1967, atualizado pelos Decreto nº 63.078, de 5 de agosto de 1968 e Decreto nº 703, de 22 de dezembro de 1992".
Leia mais no Terra Magazine.
Mais sobre o mesmo assunto, neste outro "post", aqui mesmo no Blogoleone.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Recruta que denunciou estupro em quartel tem deficiência mental, diz psiquiatra
Em entrevista a Terra Magazine, o parlamentar chamou ainda de "absurda" a postura do Ministério Público Militar (MPM), que concluiu ausência de violência sexual no episódio, que envolveu, além da suposta vítima, quatro colegas de farda dela. O promotor Jorge César de Assis, da Procuradoria da Justiça Militar em Santa Maria, ofereceu denúncia contra os 5, incluindo o recruta que teria sido molestado, por "prática de atos de libidinagem", conduta enquadrada no artigo 235 do Código Penal Militar. Um sexto soldado, que estava de serviço no alojamento, foi denunciado também, já que teria visto parte dos atos e não tomou nenhuma iniciativa.
- É uma atrelamento total ao inquérito (instaurado pelo Exército). O inquérito, por si só, é uma peça parcial. Todo inquérito não ouve, muitas vezes, a tese do ofendido. Ele parte na maioria dos casos de uma opinião que aquela instituição tem sobre o que aconteceu. Eu não me surpreendi que o inquérito não apurasse nos detalhes o estupro. Agora, o Ministério Público, convenhamos. Ele tem plena liberdade de questionar, inclusive, os elementos do inquérito, de pedir novas diligências - criticou o deputado.
Continue lendo no Terra Magazine.
Ainda sobre este assunto, leia também: - MPM afirma desconhecer laudo que atesta retardo de recruta.
Sobre este mesmo assunto, o Blogoleone já havia publicado:
15/07/2011: - Para militares, estupro em quartel de Santa Maria, foi "brincadeira" entre colegas;
27/08/2011: - Deputado aponta falhas na apuração de estupro em quartel.
sábado, 27 de agosto de 2011
RS: Deputado aponta falhas na apuração de estupro em quartel
Nesta sexta-feira (26), o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), membro da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, acrescentou que o Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado pelo Exército, foi encaminhado ao Ministério Público Militar, "que devolveu a peça porque ela não apresentava o exame de corpo de delito" feito pelo Instituto Médico Legal, exame realizado apenas após a solicitação da família do recruta.
Confira o restante do texto e a entrevista no Terra Magazine.
Leia também: - RS: Exército nega que tentou abafar denúncia de estupro.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Para militares, estupro em quartel de Santa Maria foi ‘brincadeira’ entre colegas
(...)
O soldado de 19 anos teria sido abusado sexualmente por outros quatro colegas na noite do dia 17 de maio, enquanto cumpria pena administrativa no Parque Regional de Manutenção de Santa Maria. O jovem ficou internado durante os oito dias seguintes no Hospital de Guarnição do município – em segredo e incomunicável, segundo familiares e advogados da vítima. De acordo com o general Sérgio Westphalen Etchegoyen, um dos responsáveis pelo inquérito militar, o soldado foi mantido isolado e sob guarda para preservar sua própria segurança, já que havia o temor de que tentasse suicídio.
Confira a notícia completa no Sul 21.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Exército deixa de anunciar em publicação de ultradireita
Os repórteres Rodrigo Vizeu e Raphael Veleda, da Folha.com, informam que o Exército anunciou o fim da publicação de anúncios da Fundação Habitacional do Exército (FHE) no Jornal Inconfidência. O significado disso é o seguinte: a Força Terrestre não mais apoiará financeiramente um panfleto de extrema direita, controlado por militares da reserva, cuja “missão” é combater a esquerda (ou, no caso do PT, um partido que um dia já foi de esquerda).
Editado em Belo Horizonte, o Jornal Inconfidência é a voz do Grupo Inconfidência, um “grupo cívico”, como ele se autodenomina, “que luta contra o comunismo e a corrupção” e a favor do “fortalecimento das Forças Armadas”. São militares da reserva, associados a civis, que utilizam variados meios para fazer proselitismo contra a esquerda. Ao lado do Grupo Guararapes, do Ceará, o Grupo Inconfidência é o mais importante canal de expressão dos militares de extrema direita (da ativa, veladamente, e da reserva, escancaradamente).Vejam mais detalhes no PORTAL VERMELHO
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Comandante do Exército confirma morte de 11 militares no Haiti
Segundo ele, dois dos feridos estão em estado grave e foram transferidos para a República Dominicana. O centro de comunicação do Exército divulgou os nomes dos 11 mortos, todos eles da Força de Paz da ONU (ver lista).
Vejam mais na AGÊNCIA BRASIL
segunda-feira, 13 de abril de 2009
“Tiraram meu tempo, e vão querer mais”

Por Chico Villela
Desarquivar para não esquecer que a elite retrógrada de hoje foi aliada, irmã e sócia do mais triste período da história do Brasil. Confira o depoimento honesto e tocante do escritor, ativista e colunista da Novae, Chico Villela, sobre a sua prisão pela ditadura em 1973, e sua vida nos cárceres do DOI-CODI. Um período que não criou heróis, mas lembranças e exemplos. Ou como diz Chico: "Santos não freqüentam guerras".
No dia 5 de setembro de 1973, fui preso por membros do conhecido órgão do sistema de repressão política governamental Doi-Codi, do II Exército, cidade de São Paulo, e levado à sede desse órgão, na rua Tutóia.
(...)
Os gritos de Oswaldo Rocha, que foi torturado diariamente, várias horas por dia, durante mais de um mês, e que mereceram registro num pequeno livro de poemas de memórias da prisão, editado por amigo jornalista preso no mesmo período, em que se dizia: “Os gritos de Oswaldo Rocha ainda estão em meus ouvidos”. Com o passar do tempo, os gritos de Oswaldo Rocha foram perdendo a força, parecendo cada vez mais lamentos de bois distantes e tristes, tão fraco ele foi ficando com as sistemáticas sessões de aberrações a que era submetido. Acho impossível tentar traduzir o significado de tudo isso. Receávamos que um dia ele não mais gritasse, e, ao lado da dor e da gigantesca raiva diária, mesmo assim nos aliviávamos por um átimo quando o ouvíamos pela primeira vez todo dia. “Ele está vivo!”
Vejam o texto completo em NOVAE
domingo, 14 de setembro de 2008
Ex-militares confirmam torturas no Araguaia
Segundo depoimento de dez ex-soldados do Exército que participaram de ações, não só guerrilheiros foram torturados, mas também civis.
Ex-recrutas do Exército que participaram da Guerrilha do Araguaia entre 1972 e 1975 confirmaram, em depoimentos à Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a execução de guerrilheiros pelos militares, assim como a prática de tortura não apenas contra os inimigos, mas também de civis. Nos depoimentos, esses ex-soldados denunciaram ter sofrido maus-tratos e sevícias nos treinamentos recebidos.
Falaram ainda da cooptação de índios pelas Forças Armadas para localizar membros do PC do B na selva. Mas não esclareceram o maior mistério do caso: a localização dos corpos dos guerrilheiros mortos.
"Trata-se de um fato diferenciado, que é a confissão de agentes do próprio Estado", diz o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, sobre os documentos que a Ordem encaminhou, em março passado, ao Superior Tribunal Militar (STM). "Não são depoimentos de vítimas do ato, mas de quem confessa ter praticado, ainda que sob ordens, fatos graves. É uma diferença substancial. Daí porque a OAB reivindica que se apure a veracidade das declarações que, se verdadeiras, dão certo cunho de oficialidade ao que era negado."
Vejam o texto completo no Estadão