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sexta-feira, 18 de março de 2011

Ativistas na vida e na rede

Mulheres que trazem em sua trajetória a luta pelo reconhecimento de sua voz e seu valor dão o ar da graça na blogosfera

“Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às 6 horas da manhã...” O verso de Cotidiano, de Chico Buarque, retrata a rotina de um casal nos anos 1970 e poderia traduzir a vida dessas mulheres. Elas acordam cedinho, algumas levam filhos à escola e, depois, mãos à obra. Passividade, porém, não é com elas. São ativistas, feministas, femininas, blogueiras. As novas tecnologias abrem portas. Basta haver conexão, computador, ou celular, e boas ideias. E essas mulheres têm muitas. Para elas, a educação e o acesso à informação vão além das paredes da escola e do papel da família – o espaço para o “embate” é ilimitado.

Vejam o texto completo na REVISTA DO BRASIL

sábado, 11 de setembro de 2010

A poesia de Jacinta Passos

Este texto de Gil Francisco sobre a poesia de Jacinta Passos escrito em 2004 vem enriquecer o nosso conhecimento sobre esta mulher, escritora, professora e militante comunista, juntamente com a obra Jacinta Passos: Coração Militante de Janaina Amado, sua filha, de alguma forma resgatam a memória desta querida brasileira.

GILFRANCISCO *

Em novembro do ano passado, a poeta baiana Jacinta Passos (1914-1973), completaria 90 anos de idade. E mais uma vez esta data passou despercebida dos estudiosos baianos. Apesar de ter sido uma das pioneiras na luta conta às injustiças sociais, estamilitante do Partido Comunista, que atuou em vários estados da federação brasileira, continua desconhecida entre as novas gerações. Jacinta Passos possui uma obra quantitativamente pequena, mas constituída de força e vigor, que deverá merecer em toda evidência as melhores referências críticas.

Poeta de alma popular, Jacinta Passos lutava entre a tempestade e o sentimento, para salientar a força da imagem e a originalidade poética dos seus textos. Por isso produziu uma obra em plena consciência crítica da condição/realidade humana, uma poesia para a vista, poesia para o ouvido.



Vejam o texto e alguns poemas de Jacinta em KAOSENLARED.NET

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Legalização do aborto é questão de saúde pública e direito individual da mulher

Debate na 62ª Reunião Anual da SBPC mostra consenso dos pesquisadores em torno da polêmica.

À esteira do 3º Programa de Direitos Humanos do Brasil, pesquisadores recolocaram nesta terça, 27/07, na agenda política o tema do aborto como questão de saúde pública e direito individual da mulher.

A mesa redonda, realizada no auditório da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), produziu um consenso de opiniões dos palestrantes Jefferson Drezett Ferreira, Thomaz Rafael Gollop e Estela Aquino.

Apresentados pela pesquisadora Rute M. G. Andrade, da SBPC, eles ofereceram dados e conceitos demonstrando a necessidade urgente da legalização do aborto para que as mulheres brasileiras possam receber um tratamento humanizado na rede hospitalar e fiquem livres da discriminação social a que continuam sendo vítimas por parte da sociedade brasileira. Os pesquisadores consideram inadmissível a interferência das igrejas numa questão que diz respeito "unicamente à individualidade das pessoas".

Vejam o texto completo em JORNAL DA CIÊNCIA-SBPC

sábado, 17 de julho de 2010

Pré-eclâmpsia mata ao menos duas gestantes por dia no Brasil

Poucos casais que planejam ter filhos já ouviram falar em pré-eclâmpsia. Mas a doença, que acomete 5% das gestações em todo o mundo, é a principal causa de mortalidade materna no Brasil – ao menos duas mulheres morrem a cada dia por causa do problema, segundo o professor do departamento de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Nelson Sass. O médico preside o 1º Simpósio Internacional de Pré-Eclâmpsia, realizado neste fim de semana em São Paulo.

“Identificar precocemente a doença é fundamental para proteger a mãe e o bebê”, diz o médico. As consequências graves da pré-eclâmpsia para a mulher fazem dessa condição a principal causa de partos prematuros no país, com risco de danos neurológicos para a criança.


Continua no UOL Ciência e Saúde.

domingo, 6 de junho de 2010

Semana das Mulheres no Poder

Curso de Capacitação

Acontece entre os meses de junho e julho o 2º Curso de Capacitação Político-Feminista para Lideranças Mulheres - LIDFEM 2010. O objetivo é qualificar e aperfeiçoar os conhecimentos de mulheres líderes, no sentido da construção do protagonismo,
capacitando-as para fazer o enfrentamento político necessário nos espaços sociais de articulação para as eleições de 2008, sobretudo nos espaços institucionalizados e formais da política, em especial do âmbito do Poder Legislativo. Pretende-se realizar tal capacitação sob um viés crítico-feminista, em áreas consideradas relevantes, como Direitos Humanos, Movimentos Sociais e Cidadania, Relações de Gênero, Sistema político e Partidário Brasileiro, Leis Eleitorais etc, para que possam atuar como agentes multiplicadoras de Justiça e de promoção e combate às desigualdades sociais, e em especial às desigualdades de gênero, informando e orientando os setores mais empobrecidos e menos informados em questões da cidadania, Justiça e do controle democrático e participativo. O curso acontece entre os dias 29/06 e 04/07, no Balneário Rio de Pedras (Itabirito, RMBH), e oferece 130 vagas para mulheres filiadas a todos os partidos políticos e também oriundas de movimentos sociais do Estado. As vagas serão preenchidas a partir de um processo seletivo. É uma promoção do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre as Mulheres (NEPEM), o Centro do Interesse Feminista e de Gênero (CIFG) e o Departamento de Ciência Política (DCP) da UFMG, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

Confira todas as informações para inscrições LIDFEM 2010

Vejam mais (muito mais) em MAIS MULHERES NO PODER

domingo, 2 de maio de 2010

Sexismo na política digital do twitter

[...]

Ao analisar a campanha, aliás pré-campanha, na medida em que oficialmente ela ainda não começou, fiz um exercício que não tem nenhum valor científico, mas que pode me ajudar a exemplificar a percepção que tive. Em pouquíssimos minutos com duas janelas abertas no TweetDeck (um programa para gerenciar a conta da rede social do twitter) eu li microposts (é assim que chamamos as mensagens postadas no twitter) que recorrem ao sexismo para fazer campanha eleitoral difamatória.

A condição do gênero feminino, percepções sobre critérios de beleza ou feiúra, sobre sensualidade, ou supostos padrões de comportamento adequados às mulheres/damas foram recursos para diferentes twitteiros desqualificarem as candidatas. Selecionei alguns exemplos. [...]

Leitura completa do artigo de Conceição Oliveira no Viomundo AQUI.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Matéria publicada em jornal de circulação nacional reproduz estereótipos de gênero e não contribui para um debate político qualificado

[...] No subtítulo apareceu a seguinte frase: “Analistas avaliam rejeição à pré-candidata e também resistência ao pré-candidato”. A palavra “rejeição”, usada para a mulher, é um termo mais pejorativo que a palavra “resistência”, usada para o homem. E, na própria matéria, esta informação foi desmentida, pois afirma que o pré-candidato “é o pré-candidato mais rejeitado, segundo o Datafolha”. Além disso, segundo a notícia, este percentual de rejeição a ele tem aumentado entre o eleitorado em geral - de 19% em dezembro de 2009 para 25% em março deste ano - enquanto a dela permanece estável, com 21%. Portanto, o subtítulo ficou contraditório com o texto e pode levar a uma avaliação errada de quem leu apenas as chamadas, pois precisamos partir da informação que os 24% de mulheres não “rejeitam” a pré-candidata. Os 24% têm intenção de votar nela, e este percentual é apenas menor que o de mulheres que pretendem votar no pré-candidato, 33%. [...]

Artigo completo na página Mais Mulheres no Poder.

terça-feira, 9 de março de 2010

Pesquisadora gerencia projeto para levar outro robô a Marte

Engenheira mecânica, Jaqueline Lyra gerencia equipe de profissionais envolvida no projeto de espaçonave que levará robô a Marte

As brasileiras ocupam, cada vez mais, posição de destaque no Brasil e no exterior na área de ciência e tecnologia. Para isso, driblam diversos desafios e mostram que podem contribuir de forma significativa para novas descobertas e para a evolução do planeta.

É o caso da engenheira mecânica Jaqueline Lyra, que gerencia uma equipe de profissionais envolvida no projeto de uma espaçonave que levará um outro robô a Marte.

Vejam mais no JORNAL DA CIÊNCIA-SBPC


terça-feira, 17 de março de 2009

Desmistificar a imagem da mulher na mídia é nosso desafio

Do Seminário Nacional o Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia
SP, 12 a 15 de março de 2009

"[...] Diariamente, a televisão, que detém grande influência na população, transmite e reafirma a existência de um único “padrão” de mulher brasileira, esquecendo a diversidade racial e cultural de nosso país. As grades de programação estão repletas de conteúdos que banalizam o sexo a violência, a fragilidade e subalternidade reforçadas como coisa natural. Colocando a maternidade e o casamento como única fonte de realização pessoal. Onde estão as mulheres de diferentes raças e culturas onde está a diversidade e pluralidade que compõem o nosso país, ou seja, as mulheres de “verdade” que acordam todo dia para enfrentar duplas jornadas de trabalho e na maioria das vezes nem tão bem sucedidas e nem tão bem remuneradas como as da novela das oito.

Precisamos ter a clareza do valor que a democratização dos meios de comunicação e a participação em políticas públicas como saúde, educação, cultura tem nesse processo. Por ela perpassam avanços em temas fundamentais como o combate à violência e toda forma de discriminação da mulher. [...]"

Leitura completa AQUI.

Painel discute cenário das comunicações no Brasil

Do Seminário Nacional o Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia
SP, 12 a 15 de março de 2009

“Um tema complexo”. Foi assim que muitas das participantes do seminário “O Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia” definiram o assunto discutido em um dos debates do evento, realizado nesta sexta-feira (13). A idéia do painel era compartilhar experiências, informações e referências sobre o quadro do atual cenário da mídia no país. Entre os temas abordados estavam o direito humano à comunicação, o marco regulatório e a atuação dos grandes conglomerados de mídia; os desafios colocados para TVs e rádios comunitárias e a I Conferência Nacional de Comunicação.

A coordenadora da mesa, Rejanne Soares, do Coletivo de Mulheres Negras da Amazônia, abriu os trabalhos destacando que comunicação é poder, e é também um direito de todos e todas: “Fiscalizar é tarefa da sociedade, mas precisa conhecer para fiscalizar”, afirmou, ressaltando que o objetivo do painel que começava era exatamente instrumentalizar as mulheres para esse enfrentamento.

Continue AQUI.

Controle social da mídia: um diálogo necessário

Do Seminário Nacional o Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia
SP, 12 a 15 de março de 2009


O conceito de controle social, seus mecanismos e sua construção histórica foram o tema do último painel do seminário “O controle social da imagem da mulher na mídia”, realizado neste sábado (14). As cinco palestrantes abordaram questões variadas em torno do tema e apontaram possibilidades de intervenção para I Conferência Nacional de Comunicação, prevista para o início de dezembro.

Primeira a falar, Lurdinha Rodrigues, da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), fez uma explanação acerca do histórico recente dos instrumentos de controle social já existentes. “Controle social pressupõe participação da sociedade”, disse ela. “Nesse processo, as pessoas se descobrem enquanto sujeitos políticos e a própria qualidade da participação muda”, completou. Para ela, transparência é um princípio norteador das ações que buscam o controle social do Estado. No caso do debate da comunicação, isso inclui conhecer bem o que é público e o que é privado.

Continue a leitura AQUI.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A ELITE BRANCA: RICA E INTOCÁVEL

Rui Martins

Berna (Suiça) - Vocês podem me contar quantas mulheres negras, mulatas, mestiças, pobres (são palavras quase sinônimas) são assassinadas por ano no Brasil ? Quantas mulheres brasileiras voluntariamente ou enganadas deixam o Brasil para viverem da prostituição no estrangeiro, sofrendo violências e mesmo sendo assassinadas por cafetões, fechadas sem documentos em bordéis, sujeitas a todas as humilhações ?

E quantas mulheres brasileiras estão, neste momento, fechadas num aeroporto europeu, Madri, Lisboa, Roma, por exemplo, impedidas de desembarcar mesmo se cumpriram com as exigências legais, mas consideradas pelos policiais como possíveis prostitutas ? Ou quantas mulheres brasileiras, indocumentadas, emigrantes clandestinas grávidas ou com bebês vivem um pesadêlo inimaginável neste rigoroso inverno europeu ?

Quantas mulheres emigrantes no Japão, despedidas de seus empregos nestas últimas semanas com seus maridos, estão comendo uma sopa por dia num dos refugios criados por entidades assistenciais geralmente religiosas, depois de terem deixado tudo que possuíam num apartamento que não podem mais pagar ?

Vejam o texto completo no Direto da Redação