terça-feira, 9 de julho de 2013
As grandes lambanças
O caminho encontrado pelos Estados Unidos para ampliar a sua espionagem no mundo pode ser definido com um vocábulo bem brasileiro: tratou-se e se trata de uma grande lambança. Dominada a República pelo fundamentalismo mercantil (a expressão é de Celso Furtado), o governo de Washington, já a partir de Bush, terceirizou a mais grave obrigação dos estados nacionais — a segurança de suas fronteiras e de seus povos. Depois de contratar mercenários para os combates, passou a contratá-los para definir a estratégia internacional do país.
Espionar os eventuais inimigos é uma prática universal, desde que se desenharam as fronteiras políticas. Os espiões têm que ser recrutados com extremo cuidado a fim de que se garanta a sua lealdade. Ainda assim, os riscos são imensos, porque não há só a espionagem; existe também a contraespionagem. Por isso mesmo, o mais famoso agente-duplo do mundo, o britânico Harold Russel Kim Philby, que chefiava uma das seções mais poderosas do M-16, era também o chefe da espionagem soviética no Reino Unido. Philby deu um sério conselho aos jovens que sonham com o romantismo e as emoções da espionagem: trabalhassem sempre por dinheiro, porque nunca saberiam a que país estariam servindo realmente.
Vejam mais no JORNAL DO BRASIL
sábado, 3 de setembro de 2011
StarOne, da Embratel, e Hughes ficam com posições de satélites por R$ 254,4 milhões
Continue lendo no Convergência Digital.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Teles estão lentas e fora de sintonia com os seus consumidores
Entre os resultados, 68% dos entrevistados indicaram que “o pensamento corporativo tradicional está fora de sincronia com as novas formas de serviço” e 81% lutam para lançar novos serviços de forma mais rápida e eficiente, mas nem sempre conseguem e acabam deixando campo aberto para novos competidores, menores e mais ágeis.
Leia mais na Convergência Digital.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Aécio Neves não pode dirigir rádio! Nem com teste de bafômetro.
A Lei Nº 4.117 (Código Brasileiro de Telecomunicações) é clara:
Art. 38. Nas concessões, permissões ou autorizações para explorar serviços de radiodifusão, serão observados, além de outros requisitos, os seguintes preceitos e cláusulas: (Redação dada pela Lei nº 10.610, de 20.12.2002)No entanto, o senador Aécio Neves (PSDB/MG) faz parte da diretoria da Rádio Arco-Íris (Jovem Pan de Belo Horizonte), detendo 44% das ações:
...
Parágrafo único. Não poderá exercer a função de diretor ou gerente de concessionária, permissionária ou autorizada de serviço de radiodifusão quem esteja no gozo de imunidade parlamentar ou de foro especial. (Redação dada pela Lei nº 10.610, de 20.12.2002)
Vejam mais detalhes no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Filmes sob demanda assombram as telecoms
O mês de setembro está sendo bom para a Netflix. A empresa, uma inovadora locadora de vídeos, está se mostrando como a primeira vencedora na briga pela televisão via internet.
No início de setembro, quando o presidente da Apple, Steve Jobs, anunciou sua nova lista de produtos, Netflix estava em vários deles: no iPhone, no iPad, na Apple TV. Das boas notícias para a empresa, é a menor.
Na semana passada, o banco Credit Suisse soltou um relatório sobre o mercado de locação de filmes. Recomendava a seus clientes que comprassem ações da Netflix e que vendessem as das empresas de telecomunicações.
Para entender o motivo é preciso, antes, perceber a guerra secreta sendo travada neste momento.
Confira mais no blog do Pedro Dória.
domingo, 12 de setembro de 2010
A ideologia e a privatização das teles
O que? A indústria automobilística já era privatizada? Hummm...
... mas e as companhias aéreas, hein? Lembra como era caro andar de avião? Só rico conseguia ir ao exterior. Depois da privatização, hoje qualquer um faz crediário e viaja a Buenos Aires, viu a matéria sobre a nova classe média viajando, na Globo?
O que? As aéreas também já eram privadas?
Mas, então, o que aconteceu com as telecomunicações, hein? É consenso que graças à privatização, tudo mudou, e só a desestatização nos permite ter isso, hoje, esses telefones à disposição de todos, quando antes era coisa caríssima, declarada até no imposto de renda.
Não, neste sítio essa fábula não vinga.
Continue lendo no Sítio do Sérgio Léo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
JORNAL DA CIÊNCIA-SBPC
Estágio será realizado em sistema de rodízio, durante 10 semanas nas áreas de informática, telecomunicações, gerenciamento de redes físicas, áudio e vídeo, rádio enlace e radar, além de conhecimentos de eletrônica aplicada a telemedidas, meteorologia e lançamento
Alunos do curso de técnico em eletrônica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, campus Alcântara, iniciaram esta semana estágio curricular no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).
Cientista brasileiro descobre como coletar energia do ar
Fernando Galembeck, da Unicamp, apresentou descobertas nesta quarta-feira (25) durante a reunião da American Chemical Society (ACS), em Boston, nos Estados Unidos
Alimentar casas e fábricas com eletricidade coletada diretamente do ar pode ser possível: cientistas brasileiros resolveram um enigma científico que durava séculos sobre como a umidade na atmosfera torna-se eletricamente carregada, abrindo caminho para seu aproveitamento.
Estudo reescreve história das galáxias
Os primeiros buracos negros supermaciços surgiram relativamente pouco tempo depois do big bang, a explosão que teria dado origem ao universo, informa artigo publicado por pesquisadores suíços e norte-americanos na edição desta semana da revista científica Nature
A descoberta pode reescrever a história da formação das galáxias, apontam os especialistas.
Vejam mais no JORNAL DA CIÊNCIA-SBPC
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Banda larga 3G: MPF questiona Anatel
Agência tem 30 dias para responder ao ofício com 22 questões sobre a prestação do serviço no país.
Depois de analisar diversas reclamações de consumidores, o Ministério Público Federal em São Paulo remeteu esta semana à Anatel um ofício com 22 pedidos de informações sobre o serviço de banda larga 3G no país.
As questões foram elaboradas pelo MPF após análise das contribuições de consumidores e organizações da sociedade civil à consulta pública “Internet 3G, atendimento ao consumidor, qualidade, velocidade, continuidade do serviço, contrato e condições de oferta”, realizada entre 22 de março e 22 de maio.
Continua no IDGNow!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Telecom: por que é tão ruim?
Idec: Por que antes da privatização era tão difícil conseguir um telefone fixo? Houve época em que as linhas eram investimento, como um carro, um imóvel...
VF: Era tão difícil e caro porque assim queria o governo federal. Era do interesse do Delfim Netto, que era ministro do Planejamento na época, e de seus seguidores que isso acontecesse. Isso não acontecia porque a Telebrás e suas subsidiárias eram incompetentes e não tinham dinheiro. A Telebrás não tinha a liberdade que a Petrobrás e o Banco do Brasil tinham como estatal e foi isso que provocou seu engessamento. Enquanto os milicos governavam, as telecomunicações, por questões estratégicas militar, eram consideradas prioridade. Com a redemocratização, a Telebrás e suas subsidiárias tinham muitas linhas e recebiam muito dinheiro. Existia, inclusive, o Fundo Nacional de Telecomunicações, cujo objetivo era recolher o dinheiro de cada ligação e de cada assinatura. Tudo o que esse fundo arrecadasse deveria ir para instalações novas, que não foram feitas. Por ordem do Delfim Netto esse fundo era imediatamente roubado para o tal do Fundão, que tinha como objetivo pagar a dívida externa. Ainda assim a Telebrás chegava ao final do ano com 20 bilhões de lucro.
Uma entrevista muito interessante com Virgílio Freire, sobre porque os serviços de telecomunicações são tão ruins no Brasil, no IDEC. Via Conversa Afiada.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
FHC/Serra deu R$ 11,7 bilhões de presente à Daniel Dantas, espanhóis e companhia, para privatizar as Teles

Você não leu errado o título, e não é nenhuma piada: instigado pelo estudo do site "Contas Abertas" onde afirma que "FHC investiu R$ 22 bilhões a mais que Lula, mostra estudo"... este blog resolveu fazer um levantamento dos investimentos nas estatais de telefonia no primeiro mandato do governo demo-tucano, e demonstramos que o governo de FHC e José Serra realmente gastou, preparando a venda, quase R$ 12 bilhões a mais do que o valor arrecadado na privatização.
Quando o governo FHC assumiu em 1995, colocou José Serra (PSDB/SP) como ministro do Planejamento e resolveram planejar a privatização do sistema Telebras.
Para isso criou um "Programa de Recuperação e Ampliação do Sistema de Telecomunicações" — PASTE, tocado pelo então ministro Sérgio Motta (o "Serjão").
Esse programa investiu R$ 23,8 bilhões (sem correção) para "recuperar e ampliar" a Telebras, nos primeiros 3 anos e meio do governo demo-tucano.
Em 1997, Serjão falava que arrecadaria R$ 100 bilhões com a privatização das teles.
Um ano depois, em julho de 1998, o governo FHC/Serra vendia o sistema Telebras por R$ 22 bilhões, menos do que os R$ 23,8 bilhões investidos.
Vejam o texto completo no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
domingo, 15 de novembro de 2009
Mudanças na mídia: teles em ação
O texto continua no Blog Entrelinhas.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Provedores de internet apoiam Plano Nacional de Banda Larga contra os preços extorsivos das teles
Vejam o texto completo em PATRIA LATINA
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Sem regulação pública, Telefônica é um fracasso generalizado
Com a quarta falha, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu no dia 22 de julho a Telefônica de vender novas assinaturas de seu serviço de banda larga. A empresa, para voltar a operar normalmente, terá que apresentar à Anatel um plano de investimentos de reestruturação em suas atividades.
Texto completo na comunidade do blog do Luís Nassif.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Jogada ensaiada
Hoje, a radiodifusão dos canais abertos está sendo feita em simulcast, isto é, os canais analógicos e digitais coexistem e estão sendo emitidos pelas antenas das emissoras, só que cada um em uma faixa diferente do espectro eletromagnético. A razão disso é que é preciso que as pessoas vão se adaptando aos poucos à nova transmissão digital, comprando os set-up boxes que permitem a recepção da TV digital em seus aparelhos velhos ou comprando logo novos televisores que já têm a eletrônica para a recepção digital embutida. Esse, evidentemente, é um processo longo, que se espera termine em 2016 no Brasil, quando haverá o que se chama de switch-off _ os canais analógicos serão “apagados” e só haverá a transmissão digital.
Na grande maioria dos países que estão fazendo a transmissão para o digital, a faixa de espectro onde era transmitido o canal analógico, depois do switch-off, volta para o governo, que faz uma redistribuição desse espectro para outros usos com maior valor social. Em vários países, inclusive os EUA, esse espectro foi leiloado, trazendo um bom dinheiro para os cofres públicos.
O que as radiodifusoras brasileiras estão dizendo é que querem continuar com seu latifúndio de espectro. Não querem devolver a faixa onde hoje é transmitido o analógico. Isso, é claro, “em nome do público”.
Confira o texto completo n’O Hermenauta.
domingo, 30 de março de 2008
Conversa afiadíssima
. Fica feliz o presidente eleito José Serra.
. A Decidir.com, Inc, empresa da filha de Serra que Dantas financiou, é apenas um dos capítulos da tenebrosa relação entre Serra e Dantas.
. Ficam felizes José Dirceu (que trabalha para Dantas), o PT e sua bancada na Câmara – José Eduardo Cardozo à frente - e no Senado - porque Dantas tem eles na mão.
. E, em alguns casos, no bolso.
. Ficam felizes os tucanos na Câmara e no Senado, porque Dantas tem eles na mão.
. E, em alguns casos, no bolso.
. Ficam felizes os Fundos. [...] Leia o que mais diz o Paulo Henrique Amorim, que pelo jeito saiu do IG com a conversa mais afiada ainda.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Telefonia
As empresas de telefonia fixa e o governo preparam evento para o dia 31 de março, em Brasília, tendo como estrela a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil. Será para anunciar um acordo, costurado por ela, que permite que as companhias não precisem mais cumprir metas de universalização da telefonia, em troca de instalarem banda larga em escolas públicas do país, num investimento de R$ 800 milhões.
MOSCAS
Um dos argumentos das empresas é que a universalização se tornou obsoleta - mais de 60% dos postos de telefonia pública da Br Telecom, por exemplo, não receberam um único cliente em 2007, diz a empresa.
terça-feira, 4 de março de 2008
Posto Telefônico VoIP chega a POA
A instalação do posto VoIP foi iniciativa da empresa ARC Tecnologia e Serviços, que já contava com um POP da Tellfree na cidade. “Escolhemos a operadora devido à infra-estrutura que ela oferece. Apostamos na qualidade do serviço, no suporte técnico e no seu sistema de gestão, com tarifas bem mais em conta”, explica José Carlos Gomes, diretor comercial do Posto.
Equipado com oito cabines telefônicas, as chamadas interurbanas para telefones fixos custam R$ 0,50, o minuto e as ligações internacionais, R$ 0,80. O serviço está em funcionamento na Rua Voluntários da Pátria, 650, de segunda a sábado, das 9h às 19h.
Do Baguete Diário. Ou seja, é a telefonia sobre IP ("Internet Protocol") substituindo a telefonia convencional.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Fusão BrT/Oi será lesiva ao usuário de telefonia
ZH, conseqüente com o mau jornalismo que pratica, distorce o pensamento do ouvidor. Todo o texto do relatório aponta duras críticas às privatizações das telecomunicações e ao fatiamento do antigo Sistema Telebrás, chegando a propor uma empresa nacional robusta (ele não chega a afirmar que essa empresa seria estatal, mas também não afirma que seja o resultado da fusão Oi/BrT) para reacomodar o setor em bases que convirjam mais com os interesses nacionais, com a pesquisa e a tecnologia brasileira. Se Aristóteles dos Santos passa o relatório inteiro criticando o monopólio regional das teles, como irá aceitar a fusão BrT/Oi, que constituirá não mais um monopólio regional, mas nacional?
Brasil Telecom - OI: A inépcia do Globo e do Estadão
"BrOi": A INÉPCIA DO GLOBO E DO ESTADÃO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 877
. O Conversa Afiada insiste em que o PIG é um conjunto de jornais e revistas de baixíssima qualidade técnica.
. É um partido político e, como órgãos de imprensa, não passa de um ajuntamento que se deposita abaixo do pré-sal.
. Só serve como partido político.
. Para informar, mesmo que para defender seus interesses (frequentemente subalternos), não presta.
. Veja o episódio da “BrOi”.
. O editorial do Globo de ontem, “Passo em falso” (clique aqui para ler na página 6), e do Estadão de hoje, quinta-feira, dia 17, “Retrocesso na telefonia” (clique aqui para ler), são dois exemplos exuberantes de inépcia.
. Diz o Globo: “Pratica-se assim (com a ‘BrOi’) uma política de reserva de mercado inspirada no modelo intervencionista estatal da ditadura militar (que os Marinho defenderam com unhas, dentes e verba publicitária das empresas estatais da ditadura militar - PHA)...”
. Diz ainda o Globo, esse paladino das nobres causas: “Há quem vislumbre (quem ? – PHA) por trás da operação a tentativa de criação de uma paraestatal...”
. Diz o Estadão de hoje: “O que as declarações das autoridades mostram (quais ? nenhuma autoridade falou até agora – PHA) é que o Governo está intervindo na questão por razões (olha a cacofonia, amigo editorialista ! – PHA) ideológicas...”
. “Tudo indica que o que move o Governo” – continua o Estadão – “é o desejo de ampliar a participação estatal ... Isso é um retrocesso”.
. O mais interessante na argumentação do Estadão é que, à falta absoluta de informações confiáveis, o Estadão recorre à Folha - o jornal com que concorre em São Paulo: “Fortalece a tese de que as razões são ideológicas a notícia publicada pela Folha de S. Paulo (!!! – PHA) segundo a qual, no acordo dos três principais futuros acionistas ... o Governo terá uma cláusula de proteção para garantir o controle nacional sobre ela.”
. Ou seja, a Folha se transformou de pleno direito no órgão oficial da “BrOi”.
Este texto continua no Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim.