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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

TV aberta x TV paga - Conclusão

Entretanto, algumas coisas começaram a mudar a partir da estabilidade econômica que o Brasil vem experimentando desde 2002. As classes C e D também querem TV paga. Com esta nova demanda pela TV por assinatura, o mercado vem se agitando e novamente políticas de comunicação estão sendo forjadas para regular o setor, visto que a Lei do Cabo de 1995 encontra-se defasada. Dentre as principais questões que trata a nova lei, que ainda não foi aprovada, encontra-se a permissão para que empresas de Telecomunicações também atuem como operadoras de TV por assinatura. Isto será um duro golpe para as emissoras de TV aberta.

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 8 milhões de assinantes de TV por assinatura. Estimativa do banco BTG Pactual, apresentada no Congresso ABTA 2010, prevê que a penetração do mercado de TV paga salte dos atuais 15% para 40% até 2014, alcançando 18 milhões de assinantes. Na melhor das hipóteses, executivos do banco acreditam que esta penetração atinja 26 milhões de assinantes ou 45%. Acredita-se que haja um mercado de 26 milhões de lares entre as classes A, B e C com potencial para a TV paga.

Isto seria uma revolução no mercado de brasileiro. Estes são números que a TV Globo possui. Apesar de sua audiência estar caindo consideravelmente desde 2000, ela ainda possui 46%, em média, da audiência brasileira. Tendo que dividir essa audiência com outras operadoras, a verba publicitária também será dividida. Até que ponto uma empresa de comunicação pode perder anunciantes até que isto não comprometa sua qualidade artística e técnica?


Confira o texto completo no blog do Luís Nassif.


Clique aqui para a primeira parte deste tema.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

TV aberta x TV paga - histórico parte 1

O resultado dessa luta política foi que depois de 1997, mais nenhuma licença para exploração do serviço de TV paga foi concedida no Brasil. Já se foram 13 anos sem que novas empresas entrassem na concorrência permitindo preços menores, investimento em infra-estrutura e alternativa a TV aberta. Até que a Anatel, neste ano (2010), por força de medida cautelar, iniciasse o estudo de mais de 900 pedidos de outorga que haviam sido feitos durante este período e aceitasse que novos pedidos fossem realizados. Juntamente com esta ação o Governo Federal implementa o PNBL – Plano Nacional de Banda Larga – que irá permitir que pequenas prestadoras de TV paga ofereçam acesso a Internet a preços mais baixos que as concorrentes NET, Embratel e BrOI, que juntas detem 70% do mercado de Banda Larga no Brasil, e ainda, por meio do PL 116, pretende autorizar as empresas de Telecom a prestar o serviço de TV paga.


Confira o texto no blog do Luís Nassif.


Atualização: Clique aqui para ver a segunda parte.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Brasil entra na era do rádio digital

"BRASÍLIA - A expressão "do tempo do rádio à pilha", usada para indicar coisas antigas e ultrapassadas, terá de ser aposentada. Ainda neste ano, as transmissões radiofônicas digitais devem se transformar em realidade em cidades como Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, revolucionando este meio de comunicação. O governo, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, decide esta semana o sistema a ser utilizado para o rádio digital. O novo padrão gastará menos energia e bateria, assim como aconteceu com os telefones celulares, o que deverá levar a um novo ciclo de expansão do rádio de pilha. Porém, com maior qualidade de transmissão e mais opções para o ouvinte.

O decreto presidencial que institui o novo modelo no país deverá ser assinado no início de setembro, mês em que se comemoram os 85 anos da primeira transmissão de rádio no Brasil. A expectativa de governo, indústrias e emissoras é que a transição do atual sistema analógico para o digital seja mais veloz que a popularização da TV digital. Ainda em 2007, o consumidor poderá ouvir uma estação FM com qualidade de CD e escutar uma estação AM com qualidade de FM. Além disso, o ouvinte poderá se beneficiar da multiprogramação, uma vez que cada emissora terá quatro canais à disposição."


Com relação ao rádio digital, o Ministério das Comunicações vai tomando a mesma direção que tomou em relação à TV digital, isto é, privilegiar os atuais radio-difusores.

Via O Globo Online.