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quinta-feira, 7 de março de 2013

Maduro expulsa funcionário da embaixada dos EUA para evitar golpe




O adido militar dos Estados Unidos, David del Mónaco, foi expulso da Venezuela por atentar contra a estabilidade militar e política do país. Ele tinha a função de buscar militares ativos para articular atos com o objetivo de desestabilizar a democracia no país bolivariano. O anúncio da expulsão foi feito pelo vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em pronunciamento oficial realizado na tarde desta terça-feira (5).
“Tomamos a decisão como governo bolivariano do presidente Chávez, porque conhecemos e seguimos a atividade ilegal que fere os convênios internacionais”, disse.  


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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Documento levanta suspeita de relação da Fiesp e consulado dos EUA com repressão

Ivan Seixas: “Quando torturavam no terceiro andar, o prédio inteiro ouvia e a redondeza também” (Foto: Fora do Eixo/Lino Bocchini)
Documento levanta suspeita de relação da Fiesp e consulado dos EUA com repressão São Paulo – Como qualquer repartição pública, o prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), no centro de São Paulo, conservava seu registro de entrada e saída de funcionários e pessoas de fora. Mas o entra-e-sai nos anos 1970, período agudo da ditadura, tinha peculiaridades. Algumas pessoas chegavam no final do dia e só saíam na manhã seguinte. O fato é particularmente preocupante quando se lembra das atividades noturnas do local: interrogatórios e torturas. No próximo dia 18, a Comissão da Verdade de São Paulo realizará uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, para tratar de “indícios de relações” entre membros da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do consulado dos Estados Unidos com órgãos de repressão. A Rede Brasil Atual teve acesso a alguns dos documentos obtidos pela comissão, encontrados no Arquivo Público do Estado.  

Vejam mais em REDE BRASIL ATUAL

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Libia, Viagra e a propaganda de guerra

Tanto Anistía Internacional como Human Rights Watch tem investigado a denúncia e não tem encontrado provas

A embaixadora dos EEUU na ONU acusou o governo líbio de estar fornecendo Viagra a seus soldados para realizar violações. Ela o fez em uma sessão a portas fechadas do Conselho de Segurança. Se o tema não fosse tão sério, daria para algumas anedotas (más). Na história da guerra, os soldados são geralmente jovens e eles não precisam de ajuda química para cometer esses atos.

Pelo menos, Susan Rice não fez como Colin Powell antes da invasão do Iraque. Não mostrou nem uma gravura e nem um pote de Viagra para sustentar suas afirmações. Se tivesse feito daria uma boa foto.

Antes dessa intervenção, e também depois, muitos meios de comunicação incluiram em suas informações essa denúncia. Desgraçadamente, cabe supor que tenha ocorrido violações, mas é algo muito diferente saber que tenham sido feitas de forma deliberada como parte de uma estratégia de guerra.

A denúncia concreta apareceu pela primeira vez numa entrevista a Al Jazeera com um médico. Não nenhuma prova que a sustentasse.

Tanto a Anistia Internacional como a Human Rights Watch tem feito investigações desta denúnicas e não tem encontrado provas. Suspeitam com razão que muitas delas procedem dos rebeldes, muito interessados em forçar a intervenção da OTAN a seu favor sem a qual não tinham muitas possibilidades de derrotar as tropas do governo.

Vejam o texto original (castelhano) em GUERRA ETERNA ou uma tradução livre em NEBULOSA.DE.ÓRION

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Wikileaks: golpistas hondurenhos confessaram à embaixada que a deportação de Zelaya era ilegal

RED MORAZÁNICA DE INFORMACIÓN – Nas comunicações vazadas por Wikileaks, aparecem vários políticos, empresários e funcionários da justiça ligados ao golpe de Estado, citados pelo embaixador Hugo Llorens, confessando a ilegalidade da ação promovida contra Zelaya e contradizendo o relato oficial da "sucessão constitucional".

Vejam o texto completo (castelhano) em CONTRAINJERENCIA

Outro Wikilicaso

Por Juan Gelman

A “nacionalização” dos cables do Wikileaks, isto é, sua publicação majoritária apenas em jornais dos paises interessados, acaba apagando a dimensão de suas revelações. Os semanários Haïti Liberté e The Nation estão revelando a análise de 1918 documentos sobre a nação caribeña. E oh surpresa: os EE.UU. se preocupam muito com os salários dos trabalhadores haitianos. Surprende menos a forma com que o faz.

O Haití, sabe-se, é o país mais pobre do hemisfério. A renda per capita é uma décima parte da de seus vizinhos do Caribe. Foi uma das colonias mais rentáveis para a Europa e constituiu em boa medida a fonte de riqueda da França no século. Não tem mudado sua sorte, somente seu senhor.

Vejam o texto completo(castelhano) em PÁGINA/12 e uma tradução livre no blog NEBULOSA DE ÓRION

sábado, 2 de outubro de 2010

Informe confirmado: Inteligência dos EEUU se infiltrou na polícia equatoriana

JEAN-GUY ALLARD

A insubordinação de elementos golpistas da polícia equatoriana contra o Presidente Rafael Correa confirma um informe alarmante sobre a infiltração na polícia equatoriana por serviços de inteligência ianques difundido em 2008, no qual se assinalava como muitos membros dos corpos policiais desenvolviam uma "dependência" da embaixada dos Estados Unidos nesse país sul-americano.

O informe precisava que unidades da Polícia "mantém uma dependência econômica informal com os Estados Unidos, para o pagamento de informantes, capacitação, equipamentos e operações."

O uso sistemático de técnicas de corrupção da parte da CIA para adquirir a "boa vontade" de oficiais da polícia foi descrito e denunciado em numerosas oportunidades pelo ex-agente da CIA Philip Agee, quem, antes de abandonar as fileiras da agência, esteve designado para a embaixada dos Estados Unidos em Quito.

Em seu informe oficial, difundido em finais de outubro de 2008, o ministro equatoriano da Defesa, Javier Ponce, revelou como diplomatas ianques se dedicavam a corromper a polícia e também a oficiais das Forças Armadas.


Vejam o texto completo em DIGITAL GRAMNA INTERNACIONAL

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

EMBAIXADAS DOS EUA ACUMULAM DIVISAS LOCAIS


"Algumas embaixadas dos EUA no mundo todo estão a ser aconselhadas a comprar quantias maciças de divisas locais, o suficiente para perdurarem pelo menos um ano. Para algumas delas estão a ser enviadas enormes quantias de cash a fim de comprarem discretamente outras divisas — excepto libras esterlinas. No interior do Departamento de Estado há um sentimento de tristeza e pressentimento de que "alguma coisa" está prestes a acontecer ... dentro de 180 dias, que poderiam ser 120-150 dias", afirmou o boletim financeiro "Harry Schultz Letter".
A notícia está em Marketwatch
. Os prenúncios de uma enorme desvalorização do dólar estado-unidense acumulam-se. Bob Chapman, conselheiro de investimentos, corrobora a notícia e prevê um feriado bancário no fim de Agosto ou princípio de Setembro.


Vejam em resistir.info

terça-feira, 4 de agosto de 2009

LIÇÕES DE HONDURAS

O golpe de estado que derrubou o presidente constitucional de Honduras tem analogias com o golpe de 1964 no Brasil. Tanto Zelaya como João Goulart eram bons homens, democratas, que ensaivam tímidas reformas a fim de tornar menos injustos os seus países. Nenhum dos dois punha em causa o capitalismo pois as suas pretensões eram modestas. Zelaya queria comprar petróleo mais barato através do ALBA, Goulart queria uma tímida Reforma Agrária (com indemnização pelas terras expropriadas) e uma lei que limitasse as remessas de lucros das transnacionais. Ambos foram derrubados por campanhas de acordo com o figurino da CIA, por militares doutrinados nos EUA, com o apoio activo das Embaixadas Americanas locais, financiadas por transnacionais que operavam nos seus países. Ambos eram homens ricos e não revolucionários. Nenhum dos dois entendia a lei da bicicleta (a estabilidade é dada pela velocidade do avanço). Queriam apenas dar pequenos passos. Ambos foram derrubados pela truculência ultramontana das classes dominantes locais, organizadas pelas embaixadas americanas em campanhas financiadas por transnacionais, tudo com a benção da alta hierarquia da igreja católica.
O novo golpe em Honduras, já sob a presidência Obama, encerra lições. A primeira é que o imperialismo continua na ofensiva (como se vê também em outros lados do mundo: Colômbia, Paquistão, Afeganistão, Iraque, etc). A segunda é que a máscara sorridente do novo presidente Obama não passa disso mesmo: de uma máscara – o imperialismo não mudou a sua natureza brutal. A terceira é que o presidente Obama está à margem dos mecanismos decisórios da política externa dos EUA, que estão a outros níveis (seria impensável que os gorilas de Honduras avançassem sem o sinal verde da Embaixada Americana). A quarta é que a reacção hesitante do presidente Zelaya, que após o golpe procurou um entendimento com o imperialismo aceitando a mediação proposta pela secretária de Estado Hillary Clinton, está fadada ao fracasso. A quinta é que o povo hondurenho mostra mais combatividade e disposição de luta do que Zelaya. A sexta é que, paradoxalmente, a insurreição nacional em Honduras pode definhar devido às vacilações do próprio Zelaya. A sétima é que a OEA é uma espécie de Ministério das Colónias dos Estados Unidos pois a pedido de Washington prestou-se a intervir militarmente no Haiti e agora em relação a Honduras nem sequer fala em semelhante hipótese.
O povo hondurenho precisa da solidariedade activa dos democratas de todo o mundo.


Vejam em RESISTIR.INFO