"A Espanha caminha desastrosamente para figurar nesta crise como um caso patético de rendição do Estado aos ditames dos mercados. O premiê José Luis Zapatero, a exemplo de outros líderes da social-democracia europeia, renega a origem política a apenas três meses da sua sucessão enfraquecendo-se ainda mais dentro do próprio partido e junto à opinião pública progressista. Zapatero lidera um acordo com a direita do Partido Popular para promover uma reforma constitucional a toque de caixa. A intenção é inscrever a ortodoxia fiscal na Carta espanhola, obrigando governantes a perseguir um déficit próximo a zero. Em plena desordem gerada pela crise das finanças desreguladas, renuncia-se à indução estatal quando mais que nunca ela se faz necessária. Além do mal-estar criado nas fileiras do PSOE, sindicatos rechaçaram a idéia, abraçada entusiasticamente pela direita do PP. Zapatero promove a eutanásia do Estado do bem-estar social baseado num cálculo político ingênuo. Seu governo termina espremido pelo mais elevado nível de desemprego da zona do euro. A taxa média de desocupação é de de 20%, mas salta para 45% entre os jovens. O sistema bancário verga sob dívidas privadas e ativos podres de futuro insondável. A bolha imobiliária espanhola estourou deixando um encalhe de 700 mil imóveis e mais de 20 bilhões de euros em ativos imobiliários micados nas carteiras dos bancos. Outros 30 bilhões de euros em terrenos estocados sufocam a contabilidade bancária e as caixas previdenciárias. O conjunto repercute no risco-país e se cristaliza em custos elevados para a colocação de títulos da dívida pública junto a fundos e investidores ariscos. Para ‘acalmá-los' Zapatero se propõe a tornar o arrocho fiscal algo tão importante na Constituição quanto o direito à vida e à dignidade - algo como designar o diabo para guardar a chave do céu. Que isso parta de um líder socialista apenas confirma a profundidade da colonização mental exercida pelo neoliberalismo na esquerda europeia. Não por acaso o continente representa hoje o epicentro da crise. Dificilmente sairá dela para algo melhor, a menos que a resposta venha das ruas." |
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
A EUTANÁSIA DO ESTADO DO BEM-ESTAR SOCIAL
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Morre na Espanha preso em greve de fome... mas não era cubano
Neste 25 de julho de 2011 faleceu em Teruel (Espanha) um preso que ficou cinco meses em greve de fome, quatro deles com alimentação forçada (1). O falecido, Tohuami Hamdaoui, era um imigrante marroquino de 41 anos que denunciava ser vítima de um êrro judicial após ser condenado a 16 anos por agressão sexual. A notícia foi apenas refletida pela grande mídia espanhola, enquanto para as cadeias internacionais, sequer havia existido.
Um tratamento que constrata radicalmente com o que as mídias espanholas deram ao falecimento, após uma greve de fome, do preso cubano Orlando Zapata, em fevereiro de 2010 (2). Sua morte ocupou, durante semanas, lugar destacado no noticiário de televisão e rádio, e encheu páginas inteiras dos grandes diários. Provocou declarações ameaçadoras contra o governo cubano por parte do presidente José Luis Rodríguez Zapatero (3), a condenação do Parlamento europeu (4), novas iniciativas de sanções econômicas contra Cuba, e inclusive o protesto de intelectuais e artistas espanhois (5).
Vejam o texto original em REBELION.ORG e uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Greve geral tem adesão de 70% na Espanha, dizem sindicatos
O protesto é a resposta dos sindicatos ao pacote de reformas trabalhistas, aprovado pelo governo socialista do primeiro-ministro, José Luis Rodriguez Zapatero, no passado mês de junho.
(...)
O pacote de Zapatero, anunciado para combater a crise econômica, prevê, entre outros pontos, a redução dos direitos dos trabalhadores em novos contratos, mudanças para permitir aos empregadores realizar demissões mais facilmente e a reforma da previdência, alterando a idade mínima de aposentadoria dos atuais 65 anos para 67 anos.
Confira a notícia completa, da BBC Brasil, reproduzida no UOL.
sábado, 10 de julho de 2010
Neoliberalismo obrigatório
Vejam o artigo completo em ESQUERDA.NET
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
El hombre que asombra al mundo
El presidente de Brasil se ha convertido en el líder indiscutible de América Latina y una referencia para todos los políticos. Brasil ha pagado este año toda su deuda, crece a buen ritmo y se ha llevado los Juegos de 2016EL PAÍS SEMANAL ofrece este domingo su número especial 'LOS CIEN DEL AÑO'. Hombres y mujeres iberoamericanos que han marcado 2009. Retratados por Mariano Rajoy, Javier Solana, Lydia Cacho, Bigas Luna, Tom Ford, Vicente del Bosque y 91 firmas más. Como adelanto, el perfil del presidente de Brasil, Lula Da Silva, personaje del año 2009, trazado por el presidente del Gobierno, José Luis Rodriguez Zapatero
Este es un hombre cabal y tenaz, por el que siento una profunda admiración. Lo conocí en septiembre de 2004, tras la incorporación de España a la Alianza contra el Hambre que él lideraba, en una cumbre organizada por Naciones Unidas en Nueva York. No podía haber sido mejor la ocasión.
(...)
En ese empeño sigue este hombre honesto, íntegro, voluntarioso y admirable, convertido en una referencia inexcusable para la izquierda del continente americano al sur de Río Grande. Tiene una visión del socialismo democrático que pone el acento en la inclusión social y en la justicia medioambiental para hacer posible una sociedad más justa, decente, fraterna y solidaria.
Brasil ocupará pronto un lugar en el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas, está a punto de convertirse en toda una potencia energética y en 2014 albergará el Campeonato Mundial de Fútbol. Cuando nos vimos en octubre en Copenhague, Lula lloraba de felicidad, como un niño grande, porque Río de Janeiro acababa de ser elegida ciudad organizadora de los Juegos Olímpicos de 2016. La euforia que le inundaba no le impidió tener el temple necesario para venir a consolarme porque Madrid no había sido elegida y fundirnos en un abrazo.
A mí no me extraña nada que este hombre asombre al mundo.
José Luis Rodríguez Zapatero es presidente del Gobierno español.
Vejam o texto completo do líder espanhol em EL PAÍS.COM
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Espanha corta acesso gratuito a saúde e educação para ilegais
O governo espanhol aprovou nesta sexta-feira uma reforma da lei de imigração que endurece as condições para os estrangeiros que queiram morar na Espanha e para os que já estão no país.
A legislação, a quarta do tipo em oito anos, provocou críticas de organizações de ajuda humanitária, que consideram alguns pontos inconstitucionais.
Entre os pontos mais polêmicos da reforma, aprovada pelo Parlamento e depois ratificada pelo governo, estão o fim do acesso gratuito a saúde e educação para imigrantes em situação ilegal e o aumento das punições para quem contratar estrangeiros sem documentos.
Notícia completa na BBC Brasil.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Por que não te calas?
Continue lendo na Bodega Cultural.