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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Educação: os acertos dos livros de português do MEC

Amigos do blog Psicologia Racional,

fiquei em silêncio desde que surgiram as "notícias" dos erros dos livros do MEC, esperando baixar a emoção do debate. Um deles, em especial, me chamou atenção. Mas, primeiro, vamos falar de política.

A desgraça da política no Brasil é que ela é muito negativa. Vejam vocês, é um querendo destruir o outro. Destruir significa negativizar, mentir, manipular informação. Desde que o ministro da educação resolveu ser candidato a candidato a prefeito de São Paulo, não param de inventar escândalos meia-boca para tentar destruí-lo. Isto é o nosso país!

O caso que vou relatar é sobre um livro que a imprensa (cujos donos fazem política) anunciou em manchetes escandalosas como ensinando os alunos a falarem e escreverem errado.  E o pior, cidadãos apressadinhos, reproduziram estas enganações em emails, aumentando o poder da difamação.

Vejam o texto completo no blog PSICOLOGIA RACIONAL

domingo, 3 de julho de 2011

É possível fabricar ódio midiático?

Fernando Buen Abad Domínguez
Rebelión/ Universidad de la Filosofía

O "ódio de classe" sim será televisado. Virtualmente não há discurso nas mass media oligarcas, nem explícito nem implícito, que não contenha, direta ou indiretamente, alguma forma, caduca ou rejuvenescida, do ódio burguês contra o proletariado. Trata-se de uma espécie de obsessão patológica que, consciente ou inconscientemente, inocula-se como moral histórica desqualificadora, persecutória, repressora ou francamente criminosa. Trata-se de um ódio maleável e rentável que serve tanto para satanizar como para invisibilizar o proletariado e suas lutas emancipadoras. Alguns tem feito disto uma "arte", inclusive publicitária.

Cada vez que se denunciam as ofensivas midiáticas da direita, consegue-se caracterizar o comportamento de um grupo, geralmente destabilizador e golpista, ao mesmo tempo que se evidenciam as mil e uma debilidades com que os povos assistem a uma batalha assimétrica e descomunal mas ao mesmo tempo indispensável. Com as advertencias não alcança. A guerra midiática é um cenário de luta de classes que, também, reproduz todos os problemas gerais da guerra histórica pela emancipação dos povos. É um cenário que evidencia agudamente as necessidades de programa revolucionário, de formação de quadros, de liberação das vanguardas e retaguardas e de transformação revolucionária das linguagens. Mas é principalmente mais um cenário da guerra ideológica na qual se trava uma luta de morte contra o modo burguês na produção de símbolos.

Vejam o texto original (castelhano) em REBELIÓN.ORG e uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

terça-feira, 14 de junho de 2011

Variante linguística é cobrada no vestibular

Principais universidades exigem que candidato diferencie forma oral e culta.


Praticamente todos os anos, os vestibulandos encontram em suas provas ao menos uma questão que, a partir de uma tirinha em quadrinhos, de um poema ou de um trecho de um texto, aborda um tema que vem provocando polêmica há um mês: as variantes linguísticas.

Em maio, um livro de língua portuguesa adotado pelo Ministério da Educação (MEC) causou polêmica por defender o uso da linguagem coloquial (leia mais nesta página) e suscitou um debate em torno do chamado preconceito linguístico.


Vejam mais detalhes no JORNAL DA CIÊNCIA-SBPC


quinta-feira, 26 de maio de 2011

RODOLFO GAETA, FILÓSOFO DA CIÊNCIA

O que é o que existe?

Em meio à indubitável e demasiada lenta decadência das teorias pós-modernas que questionaram (infrutiferamente) a validade do conhecimento científico, a filosofia da ciência, uma área algo relegada no campo intelectual, pode dizer muito não somente sobre a ciência, mas sôbre visão-de-mundo. Rodolfo Gaeta ocupa-se em assinalar alguns dos pontos principais.

Por Leonardo Moledo

–Você se dedica à filosofia da ciência.

–E particularmente de um problema muito importante dentro da filosofia da ciência, que é o realismo e o anti-realismo científico. Vejamos o que é isto. As teorias geralmente postulam a existência de certas entidades (como por exemplo os átomos, as moléculas, as classes sociais). Há um debate entre realistas e anti-realistas, que a despeito de ter muitos matizes pode sintetizar-se em dois problemas principais: o problema da verdade e o problema da existência de entidades teóricas.

Vejam o texto completo (em tradução livre) no blog NEBULOSA DE ÓRION (alternativo)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Réquiem para os caça-Haddad

Por Rildo Ferreira dos Santos

Diálogo 1

Duas amigas* trabalham no Conversa Afiada, um dos mais importantes blogues políticos de conteúdo democrático da blogosfera, ao fim do expediente se preparam para deixar o trabalho:

Zabete - Isa, vamo passar lá no sujinho pra tomar uma gelada?

Isa - Dá não amiga. Tô dura! Durinha da silva.

Zabete - 'Xa comigo. Hoje eu pago a sua.

Isa - Já é!


Vejam o texto completo no blog MULHERES DE FIBRA

quarta-feira, 9 de março de 2011

Como a Linguagem Modela o Pensamento

Diferentes idiomas afetam de maneiras distintas a percepção do mundo

por Lera Boroditsky Estou diante de uma menina de 5 anos em pormpuraaw, uma pequena comunidade aborígene na borda oeste do Cabo York, no norte da Austrália Quando peço para ela me mostrar o norte, ela aponta com precisão e sem hesitação. A bússola confirma que ela está certa. Mais tarde, de volta a uma sala de conferências na Stanford University, faço o mesmo pedido a um público de ilustres acadêmicos, ganhadores de medalhas de ciência e prêmios de gênios. Peço-lhes para fechar os olhos (para que não nos enganem) e apontem o norte. Muitos se recusam por não saberem a resposta. Aqueles que fazem questão de se demorar um pouco para refletir sobre o assunto, em seguida apontam em todas as direções possíveis. Venho repetindo esse exercício em Harvard e Princeton e em Moscou, Londres e Pequim, sempre com os mesmos resultados.

Vejam mais SCIENTIFIC AMERICAN-Brasil

terça-feira, 22 de junho de 2010

Falando em bom brasileiro

Eu vi ela. Assim se fala, assim não se escreve. No Estúdio CH desta semana, o linguista Mário Perini explica por que considera a língua falada como o verdadeiro português ‘brasileiro’ e conta sobre a gramática que escreveu, dedicada ao linguajar que está na boca do povo.

Professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mário Alberto Perini acaba de lançar a Gramática do português brasileiro (Parábola Editorial). O livro é dedicado a um tema que fica à margem das gramáticas da língua portuguesa, tão atentas às regras da escrita: a língua falada.


Vejam mais em CIÊNCIA HOJE

terça-feira, 18 de maio de 2010

Colômbia: Estado de Terror em Nome da Paz

No texto que hoje publicamos, o autor, James Petras, desmascara a política informativa de formatação das mentalidades e de inversão de valores éticos que se generalizou nos media: “A primeira vítima de um estado de terror é a corrupção da linguagem, a invenção de eufemismos, onde as palavras significam o seu oposto e os slogans ocultam crimes graves.”

Introdução

A primeira vítima de um estado de terror é a corrupção da linguagem, a invenção de eufemismos, onde as palavras significam o seu oposto e os slogans ocultam crimes graves. Já não há um consenso mundial de condenação dos crimes contra a humanidade. Isto porque os crimes em massa e assassínios garantem a segurança dos «investidores», porque os índios são expropriados para que as minas possam ser exploradas, os trabalhadores do petróleo desapareçam de modo que o petróleo possa correr, e a imprensa financeira internacional louva o êxito do «el Presidente» por ter «pacificado o país».

Quando os narco-presidentes são abraçados pelos líderes da América do Norte e da Europa, é evidente que os criminosos se tornam respeitáveis e os respeitáveis passam a ser criminosos.

Vejam o texto completo em ODIARIO.INFO

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ecos do Brasil profundo

Eu não quero saber se o prefeito de São Luís é do PSDB,se o outro é do PFL ou se é do PT.Eu quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda que ele se encontra" Presidente Lula
Lula pode realizar um governo como jamais o Brasil viu. Pode ao fim do mandato dizer que foi pé quente, que trouxe para o Brasil a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 para o Rio de Janeiro. Pode dizer que deixa como legado a Consolidação das Leis Sociais (CLS) e o marco regulatório para a exploração de petróleo na camada do Pré-Sal. Pode recordar que o país emprestou ao FMI encerrando longas décadas de humilhante dependência. E pode bater no peito afirmando que no Brasil uma Colômbia saiu da classe pobre para ingressar na classe média. Sem cerimônia, como lhe é peculiar, Lula pode até dizer que conseguiu escandalizar tanto a esquerda quanto a direita.


Vejam o texto completo em KAOSENLARED.NET

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Lançada a campanha "Morte ao Coponês" (a linguagem das atas do COPOM, ora pois!)

Com a licença do colunista Zé Simão, o autodenominado esculhambador-geral da República, criador e líder da eterna campanha “Morte ao Tucanês”, estamos lançando a campanha “Morte ao Coponês”.

Começamos, gloriosamente, pelo parágrafo 24 da última ata:

“O Comitê entende que a continuidade do processo de flexibilização monetária torna premente a atualização de aspectos, resultantes do longo período de inflação elevada, que subsistem no arcabouço institucional do sistema financeiro nacional.”

Coponaram a mexida na poupança!


Texto completo no blog de José Paulo Kupfer, via Luís Nassif.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Eduardo Galeano: a linguagem, as coisas e seus nomes

Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública. O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado. O imperialismo se chama globalização. As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões. O oportunismo se chama pragmatismo. A traição se chama realismo. Os pobres se chamam carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos. Na era vitoriana era proibido fazer menção às calças na presença de uma senhorita. Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública:

O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado;

O imperialismo se chama globalização;

As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões;

O oportunismo se chama pragmatismo;



Vejam o texto completo em Carta Maior

domingo, 10 de junho de 2007

Que a classe média não ouça, mas os jovens negros e pobres enriquecem o português

Estudo mostra que as contribuições à língua portuguesa apresentadas pelos jovens pobres e negros, as quais não são bem-vistas pela classe média brasileira, trazem valor e versatilidade à língua, não merecendo ser depreciadas.

This article draws on an ethnographic study of the stigmatized speech style of poor black male youth in Rio de Janeiro, Brazil. These youth are said to speak gíria (‘slang’), and their speech is often described as incomprehensible to the Brazilian middle class. Speakers and listeners point to a wide range of pragmatic expressions as some of the most salient linguistic features associated with this speech style. This article presents examples from Brazilian Portuguese slang, in which youth draw on sound words, obscenities, address forms, and addressee-oriented tags to create new pragmatic markers and forms of indefinite reference. It is argued that these pragmatic expressions offer multiple opportunities for speakers to convey stance, novelty, and style, social goals long associated with slang. This data suggests that we broaden the purview of slang beyond the lexicon to investigate the ways in which speakers actively innovate within the area of pragmatics.


blog it

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Sobre os beiços e melindres da mídia livre

Não costuma ser fácil descobrir o que alguém quer dizer quando fala em nome da democracia, da ética, da liberdade de expressão; a dificuldade é, justamente, a de compreender a quais eventos, atitudes e ações expressões como 'democrático', 'ético', 'bom', se referem em um determinado discurso. E os proferidores de discursos, por certo, aproveitam-se dessa zona de imprecisão, sobretudo quando pretendem convencer o maior número de pessoas possível de que falam em seu nome; em nome de todos e de cada um.
Se ainda assim queremos alcançar alguma clareza a respeito do que 'democrático' significa em uma fala específica, será de grande utilidade observar quais coisas são reputadas por seu proferidor como 'anti-democráticas'. Por esse exame indireto, pode-se descobrir que um termo pode variar de significado até às raias do contraditório, dependendo do que está em jogo em situações específicas. Afinal, ninguém disse que proferidores são coerentes; os ocos das palavras admitem mais de um forro, quer saiam da boca de adversários, quer saiam da boca de um único indivíduo. Veja-se, por exemplo, o comentário de Alberto Dines ... (Ler mais.)