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quarta-feira, 10 de julho de 2013

A INSOLÊNCIA AMERICANA

         (JB)-Nota-se uma diferença de linguagem na reação do governo brasileiro à ampla invasão do sistema de comunicações de nosso país pelos serviços secretos norte-americanos. A presidente Dilma Rousseff, ainda que ponderada, foi muito mais incisiva do que o chanceler Antonio Patriota.  

      O ministro chegou a elogiar a disposição do Departamento de Estado em nos prestar esclarecimentos, pelas vias diplomáticas – como se isso fosse uma concessão do poderoso, e não uma prática da diplomacia clássica. Não se trata de verberar sua atitude, e menos ainda, de louvá-la, mas, sim, de entendê-la: Patriota tem notória simpatia pelos Estados Unidos, onde foi embaixador, antes de assumir a Secretaria-Geral do Itamaraty, e é casado com uma cidadã norte-americana.
     
Vejam mais no blog do MAURO SANTAYANA

terça-feira, 21 de maio de 2013

Lula governou o Brasil com inteligência para não alarmar o império e receber seus golpes

Pedro Echeverría V.

1. Luiz Inácio Lula da Silva -ex-presidente do Brasil- converteu-se em figura internacional. Diz o jornal La Jornada depois de entrevistá-lo: "é um ser prático, intuitivo, que busca a resolução concreta dos problemas. Foi em boa medida graças a essa capacidade, que se desenvolveu no Brasil um complexo processo de articulação política que tornou possível a prioridade do social e a promoção de políticas igualitárias, a soberania externa e a recuperação do papel ativo do Estado na construção dos direitos dos cidadãos". No entanto, Lula teve que enfrentar as direitas e esquerdas no Brasil e no mundo pela força que teve em seu mandato. Não debochar de seu governo, nem tampouco bajulá-lo, assim pode trabalhar mais para o povo.  

Vejam uma tradução livre completa em NEBULOSA.DE.ORION

terça-feira, 16 de abril de 2013

Há 70 anos: Getúlio e a CLT


Vem aí o 1º de maio.
Há 70 anos, num 1º de maio, Getúlio Vargas consagrava a CLT.
Em meu livro “1930, águas da revolução” (Record), no capítulo 13, evoquei essa que foi uma das maiores façanhas do revolucionário gaúcho.


sábado, 15 de dezembro de 2012

O MANUAL DO GOLPE DE ESTADO

    

Cúrzio Malaparte escreveu, em 1931, seu livro político mais importante, Técnica del colpo di Stato: envenenamento da opinião pública, organização de quadros, atos de provocação, terrorismo e intimidação, e, por fim, a conquista  do poder. Malaparte escreveu sua obra quando os Estados Unidos ainda não haviam aprimorado os seus serviços especiais, como o FBI - fundado sete anos antes - nem criado a CIA,  em 1947. De lá para cá, as coisas mudaram, e muito. Já há, no Brasil, elementos para a redação de um atualizado Manual do Golpe.
               Quando o golpe parte de quem ocupa o governo, o rito é diferente de quando o golpe se desfecha contra o governo. Nos dois casos, a ação liberticida é sempre justificada como legítima defesa: contra um governo arbitrário (ou corrupto, como é mais freqüente), ou do governo contra os inimigos da pátria. Em nosso caso, e de nossos vizinhos, todos os golpes contra o governo associaram as denúncias de ligações externas (com os países comunistas) às de corrupção interna.   
 
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A virtude e o porteiro de Lula

Danuza Leão, que foi esposa de Samuel Wainer, criador do Última Hora - o principal veículo de resistência ao cerco udenista contra Vargas nos anos 50, lamenta a ascensão do consumo de massa no Brasil. Não por ter restrições ao consumo. Mas porque ficou difícil 'ser especial' nesses tempos em que 'todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais', explica na coluna que assina na Folha.

Musicais na Broadway perderam a graça, afirma, não pelo gosto duvidoso do que se oferece ali. "Por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir", lamenta-se.

"Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros - não é melhor ficar por aqui mesmo?", questiona desolada diante das cancelas decaídas.   

Vejam o texto completo no Blog das Frases (Saul Leblon)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A quem cabe o passo seguinte da história?

O economista Carlos Lessa costuma dizer que o Estado brasileiro inventou o keynesianismo em 1930, antes de Keynes, com Getúlio Vargas. O Brasil é uma criação do Estado, ironizava Celso Furtado sobre a esquálida capacidade de iniciativa da sempre festejada 'iniciativa privada'. A verdade é que em praticamente todo os ciclos de crescimento coube ao Estado brasileiro determinar o nível de investimento, fixar prioridades, induzir e financiar a participação privada no arranjo macroeconômico. Por que seria diferente agora? Ou melhor, porque é tão difícil agora reproduzir a mesma alavanca, quando seu papel contracíclico mais que nunca é necessário face ao colapso da ordem neoliberal?

A interrogação perpassa o pacote de concessões de infraestrutura lançado pelo governo Dilma nesta 4ª feira. Nele alguns enxergaram 'a rendição à lógica das privatizações'; mas há uma novidade importante.
 

Vejam o texto completo em CARTA MAIOR-Blog das Frases-Saul Leblon

sábado, 4 de setembro de 2010

O vento das eleições

Eneas de Souza, professor e Escritor

Na História existem momentos em que diversos episódios passam a ter um sentido, diferente do que a propaganda e os próprios contemporâneos pensavam. Isto ocorre quando acontecem eventos importantes e que marcam uma nação, eles permitem que esta tome consciência do valor de governos, personalidades, períodos históricos ou opções políticas. Por exemplo, o governo de JK foi muito combatido, por causa de Brasília, durante o seu mandato. Tempos depois, sobretudo no período da ditadura, a sua grandeza ficou evidenciada. De igual modo, a campanha e as atuais eleições descortinam algumas convicções para a maioria da população.

Assim acredito que a evolução do presente está trazendo alguns fatos significativos. Eis alguns pontos.


Vejam o texto completo em SUL 21

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quem perde com a eleição

Três de outubro se aproxima e a se confirmarem os resultados das pesquisas indicando uma vitória avassaladora de Dilma Roussef já no primeiro turno, as análises a serem feitas devem transcender o aspecto político partidário propriamente dito e o significado do fenômeno Lula na história brasileira.

O Presidente da República, segundo indicam as pesquisas, em termos de popularidade ultrapassou Getúlio Vargas em sua época. O então líder trabalhista, além de se eleger em 1950 enfrentando os ancestrais do PSDB e Demo, poucos anos antes elegeu quem parecia inelegível, ou seja, o seu ex-ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, que acabou se tornando um dos piores presidentes que o Brasil já teve, comparável a FHC, inclusive traindo compromissos assumidos durante a campanha.

Tais fatos pertencem à história, mas o principal neste momento é analisar a derrota acachapante que vem sofrendo a mídia de mercado tipo Veja, O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, TV Globo e outros veículos de imprensa que diariamente se opõem a Lula e a sua candidata. Ou seja, apesar disso, Lula está transferindo praticamente cem por cento dos seus votos para Dilma Roussef, o que os analistas de plantão diziam que jamais aconteceria.

Vejam o texto completo em DIRETO DA REDAÇÃO

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Getúlio e Lula: o mesmo combate

Há pouco mais de meio século – em 1954 -, em um dia 24 de agosto, morria Getúlio Vargas, o mais importante personagem da história brasileira no século passado. Ele havia sido antecedido na presidência do país por Washington Luis (como FHC, carioca recrutado pela elite paulista), que se notabilizou pela afirmação de que “A questão social é questão de polícia”, que erigiu como brasão de seu governo, produto da aliança “café com leite”, das elites paulista e mineira (essa que FHC queria reviver).

Getúlio liderou o processo popular mais importante do século passado no Brasil, dando inicio à construção do Estado nacional, rompendo com o Estado das oligarquias regionais primário-exportadoras, e começando a imprimir um caráter popular e nacional ao Estado brasileiro.


Vejam o texto completo no Blog do EMIR

sábado, 24 de julho de 2010

Brasil, de Getúlio a Lula

O governo Lula representa uma nova expressão do campo popular, que teve nos governos de Getúlio e de Jango, seus antecedentes mais próximos. Governos de coalizão de classes, pluriclassistas, que assumem projetos de unidade e desenvolvimento nacional, com forte peso das políticas sociais. De Getúlio a Lula transcorreram décadas fundamentais, com elementos progressivos e regressivos, contraditórios, que chegam até o começo do século XXI vivendo uma circunstância nova, que pode se fechar, como um marcante parênteses ou como ponte para a ruptura definitiva do modelo herdado e a continuidade em um novo patamar da construção de um país justo, democrático, soberano. A análise é de Emir Sader.

(*) Primeiro texto do livro "Brasil, entre o Passado e o Futuro", organizado por Emir Sader e por Marco Aurélio Garcia, publicado pelas Editoras Boitempo e Perseu Abramo.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Por que o governo FHC deu errado

FHC teve a audácia de assumir o modelo neoliberal adotado por François Mitterrand, a partir do seu segundo ano de governo, e por Felipe Gonzalez, desde o começo. Acreditou no Consenso de Washington, de que qualquer governo “sério” teria que adotar as suas recomendações, não apenas cuidando dos desequilíbrios fiscais, mas centrando seu governo na estabilidade monetária.

A passagem dos governos Thatcher e Reagan aos de Blair e Clinton dava a impressão a um observador superficial que, qualquer que fosse o governo, o ajuste fiscal seria o seu eixo. Que haveria que terminar com os direitos sociais sem contrapartidas – como tinha feito Clinton, ao dar por terminado o Estado de bem estar social, instalado por Roosevelt.

Para isso, no Brasil, seria preciso atacar o Estado herdado de Getúlio e os movimentos sociais, que certamente defenderiam os direitos sociais a serem atacados, para recompor as contas públicas. Até ali, os tucanos tinham dado passos tímidos primeiro nessa direção, com o “choque de capitalismo” do Covas em 1989, passaram a atitudes mais audazes, como a entrada de uma avançada do partido no governo Collor – entre eles, Celso Lafer, Sergio Rouanet -, preparando o desembarque oficial, de que se salvaram pelo veto do Covas e pela queda do Collor.


Vejam o texto completo no BLOG DO EMIR

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O sub-udenismo


Por mais diferentes que possam parecer as condições históricas, a polarização política atual se parece incrivelmente àquela de décadas atrás entre Getúlio e a oligarquia paulista. Alguns personagens são os mesmos – os Mesquitas, por exemplo -, outros se agregam a eles – os Frias, os Civitas -, os partidos tem outros nomes – PSDB no lugar da UDN; PSOL, no lugar da Esquerda Democrática; FHC no lugar de um udenista carioca, mas o xodó da direita paulista de então, Carlos Lacerda; intelectuais acadêmicos mudam de nome, mas repetem o mesmo papel.


Vejam o texto completo do professor Emir Sader aqui

domingo, 5 de abril de 2009

GETÚLIO E A REVOLUÇÃO CUBANA

Muitas vezes para se entender melhor os dias de hoje é importante mergulhar em fatos da história. No caso brasileiro, o início dos anos 50 é sintomático. Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cuja gestão foi uma das maiores tragédias da história republicana, voltou-se contra a Era Vargas. Cardoso queria a todo custo acabar com os resquícios desse período, não só privatizando estatais a preço de banana, como também flexibilizando a legislação trabalhista. Neste caso, não teve força política. Hoje, alguns empresários que se consideram modernos e têm muito espaço na mídia continuam a pressionar no sentido de alcançar o objetivo contra os trabalhadores.

Vargas, mesmo não sendo de esquerda, teve um destacado posicionamento antiimperialista, como demonstra a sua carta-testamento divulgada logo após o suicídio em 24 da agosto de 1954, provocado pela direita então conhecida como entreguista. Getúlio na ocasião não foi entendido por alguns setores que se consideravam revolucionários.

Vejam o texto completo do Direto da Redação

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

História. Getúlio Vargas iniciou a construção de Brasília

2005, O ano dos cinqüentenários

No ano que se finda, Getúlio Dornelles Vargas foi reverenciado pelo cinqüentenário do seu suicídio e pelo que fez pelo Brasil, emulando as bases sociais e econômicas de um Estado Nacional moderno, que rompeu com a estrutura agrária de uma dependente monocultura. No entanto, não se fez justiça à participação do seu governo no cumprimento do primado constitucional da localização, demarcação e transferência da capital federal para o Planalto Central brasileiro.

No dia 8 de junho de 1953, o presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto nº 32.976 criando a Comissão de Localização da Nova Capital Federal para proceder os estudos definitivos para a escolha do sítio e da área da nova capital e, por conseqüência, do Distrito Federal.[...]. Leia no Jornal Opção.