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terça-feira, 16 de junho de 2009

Jogada ensaiada

Hoje, a radiodifusão dos canais abertos está sendo feita em simulcast, isto é, os canais analógicos e digitais coexistem e estão sendo emitidos pelas antenas das emissoras, só que cada um em uma faixa diferente do espectro eletromagnético. A razão disso é que é preciso que as pessoas vão se adaptando aos poucos à nova transmissão digital, comprando os set-up boxes que permitem a recepção da TV digital em seus aparelhos velhos ou comprando logo novos televisores que já têm a eletrônica para a recepção digital embutida. Esse, evidentemente, é um processo longo, que se espera termine em 2016 no Brasil, quando haverá o que se chama de switch-off _ os canais analógicos serão “apagados” e só haverá a transmissão digital.

Na grande maioria dos países que estão fazendo a transmissão para o digital, a faixa de espectro onde era transmitido o canal analógico, depois do switch-off, volta para o governo, que faz uma redistribuição desse espectro para outros usos com maior valor social. Em vários países, inclusive os EUA, esse espectro foi leiloado, trazendo um bom dinheiro para os cofres públicos.

O que as radiodifusoras brasileiras estão dizendo é que querem continuar com seu latifúndio de espectro. Não querem devolver a faixa onde hoje é transmitido o analógico. Isso, é claro, “em nome do público”.

Confira o texto completo n’O Hermenauta.


sábado, 1 de dezembro de 2007

41% da televisão privada é garantido por dinheiro público

Esta informação você jamais verá na chamada "mídia democrática" brasileira. Uma pesquisa recente do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom) mostrou que 1.604 prefeituras municipais de vários Estados brasileiros detêm outorga de retransmissão de canais de TV privados. A informação é da Agência Pulsar Brasil.

Ao todo, estas prefeituras detêm 3.270 retransmissoras, das quais 95% estão conectadas às empresas privadas de mídia televisiva do País, especialmente a TV Globo. As retransmissoras são estações de TV de abrangência local que reproduzem a programação das grandes empresas nacionais de mídia. Na prática, o que ocorre com isso é que os poderes públicos municipais estão usando infra-estrutura e dinheiro da sociedade para uma atividade empresarial privada.

Alguns exemplos encontrados pela pesquisa mostram como as grandes cadeias de mídia dependem das prefeituras para chegar ao país inteiro. Globo, Record, Bandeirantes, SBT e Rede TV! têm 41% em média de sua abrangência nacional garantidos por esta estrutura pública. A pesquisa fez uma comparação com as empresas públicas de comunicação. A TV Cultura de São Paulo e a Radiobrás têm 10% de sua abrangência nacional garantidos por prefeituras.

Para James Göergen, da Epcom, trata-se de uma situação de “exploração semi-privada das estruturas públicas”.

Continue lendo no Diário Gauche.

domingo, 5 de agosto de 2007

TV por assinatura cresce 19% em 6 meses

..."as empresas de TV por assinatura comemoram um aumento de 19% no faturamento neste semestre em relação ao mesmo período do ano passado. O número de clientes já esbarra nos 5 milhões de assinantes. As cifras animadoras se devem à crescente procura pelos serviços de banda larga de acesso a internet oferecidos pelas operadoras, principalmente em pacotes casados com a venda de canais. De acordo com dados da Associação Brasileira de TV por assinatura (ABTA), as emissoras viram o caixa engordar em R$ 1,6 bilhão só em abril, maio e junho."... Leia mais no JB.

N. E.: deve ser por causa do caos no Brasil, da pobreza e miséria crescentes, da pauperização da classe média, do crescimento das oligarquias midáticas... Algum PSTU ou PSOL da vida dirá que é porque Lula está privilegiando os ricos operadores de TV por assinatura. E la nave vá...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

EUA em Cuba: AP divulga relatório do governo americano

A Associated Press teve acesso a um relatório do Departamento de Estado americano, ainda não divulgado oficialmente, sobre o Office of Cuba Broadcasting, órgão que administra a TV e rádio Martí. Os veículos transmitem da Flórida programação voltada à população cubana. O objetivo do documento é avaliar as operações de propaganda dos EUA em Cuba e servir de base para o debate no Congresso sobre o financiamento de programas relacionados ao país.
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