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sábado, 17 de setembro de 2011

A Águia da barbárie

Desde sua origem, o Império tem recorrido à mentira e à auto-agressão para "justificar" suas guerras de extermínio. Maine, Lusitânia, Tonkín e 11 de Setembro foram só várias, dentre muitas.

1-. 257 anos de mentiras e auto-atentados (1754-2011)

Quem se enfurece quando se diz que o 11 de Setembro foi um auto-atentado do Império, não conhece nem quer conhecer a história do governo dos Estados Unidos.

Tenho dedicado dezenas de artigos apresentando essa história desde a época em que esse país era só um projeto de império, submetido ainda à Grã Bretanha. O tema é inesgotável e devemos voltar a ele, cinco dias após o décimo aniversário da mais famosa das mentiras e auto-agressões.



Texto original em KAOSENLARED.NET e tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A guerra é um latrocínio

Por Amy Goodman

"Cada guerra que os ianques travaram ou travarão no futuro fora de seus limites continentais, foi ou será um latrocínio. Um mesquinho, cruel e asqueroso latrocínio. "Assim dizia em 1935 o Major Smedley Butler. Esta afirmação, "a guerra é um latrocínio", que é além disso o título de seu breve livro sobre o negócio da guerra, soa igual ao que ocorre hoje dia. Recentemente, uma valente funcionária civil do exército ganhou uma batalha para fazer com que os que lucram com a guerra sejam responsabilizados por seus atos. Seu nome é Bunnatine "Bunny" Greenhouse. Quando seu empregador, o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, concedeu, sem licitação, um contrato de sete bilhões de dólares à filial da Halliburton Kellogg, Brown and Root, mais conhecida como KBR, pouco antes dos Estados Unidos invadir o Iraque, Bunny fez a denúncia. Era parte de seu trabalho: tentava garantir que procedimentos de licitação poupassem dinheiro do governo dos Estados Unidos. Pelo trabalho que fez foi obrigada a abandonar seu cargo, foi rebaixada e hostilizada.

Vejam o texto original em DEMOCRACY NOW ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

sábado, 27 de agosto de 2011

Destruindo o mundo

O arsenal de guerra montado pelos Estados Unidos após o 11 de setembro, prestes a completar 10 anos, move números assustadores, não só em termos financeiros, mas também em vidas destruídas. Relatório recente com as cifras dos custos da guerra é tema da ‘Mundo de ciência’ na CH deste mês. 


4.000.000.000.000. Ponha um ‘US’ e um cifrão na frente desse número (sem dúvida, astronômico). É o quanto devem custar, ao governo dos Estados Unidos, as guerras que vieram depois do dia em que o mundo mudou para sempre: 11/09/2001.
Apesar da quantidade de zeros, aquele é um número frio – afinal, é só dinheiro. O pior está neste: 225.000. Representa as mortes causadas pelos conflitos desde então – 31 mil deles de militares e civis norte-americanos. Cerca de 140 mil desse total são civis iraquianos e afegãos – como sempre, as maiores vítimas das guerras são civis que delas não participam.
No caso, as guerras são as três conhecidas: Afeganistão, Iraque e Paquistão, respostas militares dos EUA aos ataques terroristas de 10 anos atrás ao seu território. Em tempo: some aos números acima quase 8 milhões de refugiados nesses três países. 

Vejam o texto completo em CIÊNCIA HOJE-SBPC

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Washington declara guerra a seu povo

Alejandro Nadal · · ·07/08/11

Em 1961 o presidente Dwight Eisenhower pronunciou um discurso de despedida e uma famosa advertência. Naquela ocasião preveniu sobre o poder desmedido do complexo industrial-militar. Segundo um de seus mais importantes biógrafos, Geoffrey Perret, o rascunho do discurso preparado por Eisenhower continha a frase complexo industrial-militar-congressional para evidenciar o papel negativo que desempenhava o Congresso como correia de transmissão do poder da indústria militar. No último instante, o presidente preferiu eliminar a referência ao Poder Legislativo para não irritar demais.

Hoje Eisenhower teria deixado a referência ao Congresso em seu discurso. E finalmente o Congresso ianque declarou abertamente uma guerra contra o povo desse país, obedecendo os desígnios dos 5 por cento mais rico de sua população. Ainda que, pensando bem, a guerra começou há muito.

O fetichismo reacionário conseguiu impor como verdade a idéia de que a causa do descalabro fiscal nos Estados Unidos está nos programas sociais, especialmente no sistema de seguridade social. Conseguiu que o povo norte-americano considere que os titulares de direitos do seguro social sejam considerados parasitas sociais, apesar de que uma parte importante de suas prestações esteja coberta com suas contribuições ao longo de sua vida laboral. Isso não importa: a ideologia reacionária insiste em que os pensionistas são como sanguessugas que consomem mais do que podem pagar e deixam de poupar para enfrentar a velhice. Essa é a maior mentira que o povo norte-americando acabaram de aceitar.   

Vejam o texto original em SINPERMISO ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Líbia: Perguntas que é preciso colocar em cada guerra

Desde 1945, os Estados Unidos já bombardearam algum país vinte e sete vezes. E, a cada vez, afirmaram que estes atos de guerra eram "justos" e "humanitários". Hoje, dizem-nos que a guerra na Líbia é diferente das precedentes. O mesmo que foi dito da anterior. E da anterior. E de todas as outras vezes. Não estamos já na hora de pôr a preto e branco as perguntas que é preciso colocar em cada guerra para não deixar-se manipular? O artigo é de Michael Collon.

Michael Collon já publicou vários livros sobre as estratégias da guerra dos EUA e da mídia nos conflitos precedentes, apresenta uma análise global do caso líbio, em três partes: I: Perguntas que é preciso colocar em cada guerra; II: Os verdadeiros objetivos dos EUA vão mais além do petróleo; III: Pistas para atuar. Publicamos, a seguir, a primeira parte deste ensaio:

Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

domingo, 24 de abril de 2011

O declínio do capitalismo e o fim do crescimento global

O início do século XXI assinala um paradoxo crucial: o capitalismo assumiu claramente uma dimensão global, mas iniciou igualmente o seu declínio. As turbulências de 2007-2008 podem ser consideradas como o ponto de partida para o crepúsculo do sistema; a multiplicidade de crises que explodiram nesse período (financeira, produtiva, alimentaria, energética) convergiram com outras como a ambiental ou a do Complexo Industrial Militar do Império, atolado nas suas guerras asiáticas. Esse somatório de crises não resolvidas travam, impedem, a reprodução ampliada do sistema. O artigo é de Jorge Beinstein.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

segunda-feira, 21 de março de 2011

El bazar de armas Obama

El complejo militar-industrial estadounidense es un gobierno aparte y el mandatario norteamericano ha decidido ser su presidente. No se trata sólo de continuar guerras, preparar otras, crear constantemente armamento más avanzado para reemplazar al “viejo”: Obama es su gran vendedor.


Vejam mais detalhes em CUBADEBATE

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O orçamento de Obama congelará os pobres

Na proposta de orçamento que entregou semana passado ao Congresso dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama propôs o congelamento de gastos do governo nos próximos cinco anos. Prestem atenção à palavra “congelar”. Isso é precisamente o que pode acontecer a muita gente se este orçamento for aprovado tal como proposto. Enquanto o gasto com defesa aumenta, uma vez que o Pentágono realizará seu maior pedido de financiamento desde a Segunda Guerra, o orçamento propõe cortar a metade do programa denominado Programa de Assistência Energética para Lares de Baixa Renda. O artigo é de Amy Goodman.
(...)
Se Obama vai se referir a seu predecessor, deveria aprender com a advertência profética de Eisenhower, pronunciada em seu discurso de despedida de 1961: “Fomos obrigados a criar uma indústria armamentista permanente de enormes proporções. Três milhões e meio de homens e mulheres participam diretamente do estabelecimento da defesa. A influência total – econômica, política e inclusive espiritual – se sente em cada cidade, em cada capitólio estadual, em cada escritório do governo federal. Reconhecemos a necessidade fundamental deste desenvolvimento.
No entanto, devemos entender suas graves repercussões. Nos conselhos do governo devemos tratar de evitar que o complexo militar-industrial adquira influência injustificada, seja ela buscada ou não. Existe e seguirá existindo potencial para que haja um aumento desastroso do poder em mãos inadequadas”.

Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quem governa os EE.UU.?

Bob Woodward, o jornalista que desencadeou o Watergate em companhia de Carl Bernstein, formula uma resposta a essa pergunta em seu livro mais recente, Obama's War (Simon & Schuster, Nueva York, 2010): nem o Poder Executivo, nem o Poder Legislativo e muito menos o Judiciário, diz Woodward, é o complexo industrial-militar, isto é o Pentágono e as grandes empresas produtoras de armamentos, a cujas diretorias costumam ingressar não poucos chefes militares ianques quando se aposentam. Lido o libro, Michael Moore espetou: "O título de 'Comandante em Chefe' (que o presidente detem) é tão cerimonial como o de 'Empregado do Mês' do Burger King do bairro".

No sábado 28 de novembro de 2009 Obama se reune com membros do Conselho Nacional de Segurança com a finaliade de desenhar sua nova estratégia para o Afeganistão. Os militares apresentam a êle uma só opção: mandar mais efetivos. O mandatário assinala que não está fechada a outra, a de estabelecer um plano de retirada, e o coronel do exército John Tien expressa: "Sr. Presidente, não vejo como você pode desafiar a seus comandantes militares. Porque se disser ao general McChrystal (então ao comando das tropas invasoras) 'que já conta com recursos, mas que decidiu fazer outra coisa', provavelmente terá que substitui-lo. Você não pode dizer 'faça-o a minha maneira, graças a seu grande trabalho. Onde acabaria isto?".

O coronel Tien - El coronel Tien - acrescenta Woodward - não teve necessidade de explicar mais. "Suas palavras implicavam que não somente McChrystal mas também todo o alto comando militar poderia rebelar-se, Gates, o almirante Mike Mullen, o president edo Estado Maior e o general Petraeus, então chefe do comando central ianque. Talvez nenhum presidente poderia resistir ao embate, especialmente um de 48 anos de idade com quatro anos de senador e 10 meses de comandante-em-chefe." Sabe-se o final da história: três dias depois Obama anunciou o envio de mais tropas ao país asiático.


Vejam mais detalhes em CUBADEBATE

terça-feira, 29 de junho de 2010

O MUNDO GIRA, APESAR DA COPA

Enquanto nós, mortais, estamos com os olhos e corações voltados para a Copa do Mundo na África do Sul, a situação no Oriente Médio vai se deteriorando, com os meios de comunicação conservadores sonegando informações. São poucas as agências internacionais que informam, por exemplo, que navios de guerra dos Estados Unidos, com foguetes e submarinos nucleares e a colaboração militar israelense, estão navegando através do Canal de Suez rumo ao litoral do Irã.

É possível que essa movimentação seja manobra intimidatória contra o Irã, mas não é impossível que essas forças belicosas decidam agir de alguma forma ou, quem sabe, orquestrar uma ação interna contra o regime dos aiatolás e desestabilizar o governo de Mahmoud Ahmadinejad. O Irã se declarou em estado de guerra para fazer frente a qualquer eventualidade.

Concomitante ao deslocamento, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos, seguindo a trilha do Senado, aprovava mais sanções contra o Irã, além daquelas decididas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.


Vejam o texto completo em DIRETO DA REDAÇÃO

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A arte negra da "administração de notícias"

John Pilger

"Os mestres do ilusionismo, que concebem a propaganda negra e arranjam falsos pretextos para a chicana política e para guerras e atrocidades, tais como o Iraque e o assalto israelense à flotilha da paz de Gaza. Como começam as guerras? Com um "ilusionista mestre", segundo Ralph McGehee, um dos pioneiros da CIA em "propaganda negra", hoje conhecida como "administração de notícias". Em 1983, ele descreveu-me como a CIA havia forjado um "incidente" que se tornou a "prova conclusiva da agressão do Vietnã do Norte". Isto se seguia a uma afirmação, também forjada, de que navios com torpedos haviam atacado um vaso de guerra americano no Golfo de Tonquim em Agosto de 1964.

"A CIA", disse ele, "carregou um junco, um junco norte-vietnamita, com armas comunistas – a Agência mantém arsenais comunistas nos Estados Unidos e por todo o mundo. Eles rebocaram este junco ao longo da costa do Vietnã central. Então dispararam sobre ele e fizeram aparentar que tinha havido um incêndio, e levaram isto à imprensa americana. Com base nesta evidência, duas equipes de Marines aterraram em Danang e uma semana depois disso a força aérea americana começou o bombardeio regular do Vietnã do Norte". Uma invasão que ia custar três milhões de vida estava a iniciar.

Vejam o texto completo em PATRIA LATINA

sexta-feira, 28 de maio de 2010

EUA: Empresas lucram com a guerra permanente

Neste Memorial Day, lembremo-nos que, enquanto milhares de pessoas morreram e centenas de milhares ficaram feridas, os fornecedores de defesa militar privados estão a prosperar com o negócio da guerra. Por Bill Quigley

A lei dos EUA proclama oficialmente o Memorial Day1 “como um dia de oração pela paz permanente”.

No entanto, os EUA estão muito mais próximos da guerra permanente do que da paz permanente. As empresas estão a obter lucros com as guerras e a fazer lóbi sobre os políticos para obter mais. Os EUA, e o resto do mundo, não têm dinheiro para arcar os crescentes custos humanos e financeiros da guerra permanente.


Vejam o texto completo em ESQUERDA.NET


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

El papel del Pentágono en la catástrofe global: estragos climáticos más crímenes de guerra

El Pentágono es el mayor utilizador institucional de productos de petróleo y de energía. Y, no obstante, no se le toca en todos los acuerdos climáticos internacionales

Al evaluar la conferencia de las Naciones Unidas sobre el cambio climático en Copenhague – con más de 15.000 participantes de 192 países, y más de 100 jefes de Estado, así como 100.000 manifestantes en las calles – es importante preguntar: ¿Cómo es posible que el peor contaminador de dióxido de carbono y otras emisiones tóxicas en el planeta no sea objeto de ninguna discusión en la conferencia o de propuestas de restricciones?

En todo caso, el Pentágono es el mayor utilizador institucional de productos de petróleo y de energía. Y, no obstante, el Pentágono tiene una exención general en todos los acuerdos climáticos internacionales.

Las guerras del Pentágono en Iraq y Afganistán; sus operaciones secretas en Pakistán; su equipamiento en más de 1.000 bases estadounidenses en todo el mundo; sus 6.000 instalaciones en EE.UU.; todas las operaciones de la OTAN; sus portaaviones, aviones jet, ensayos, entrenamiento y ventas de y con armas, no serán tomados en cuenta respecto a los límites de gases invernadero de EE.UU. o incluidos en algún cómputo.

Vejam o texto completo em LA HAINE.ORG

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O golpe em Honduras e os neoconservadores dos EUA

Os militares hondurenhos não dariam um golpe de Estado se não contassem com respaldo de alguns setores, nos Estados Unidos, que se opõem à política exterior do presidente Barack Obama, sobretudo com respeito à Venezuela, Cuba e à América Latina, e querem criar-lhe dificuldades. A análise é do cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, em entrevista ao jornal A Tarde. Para ele, é provável que setores da CIA e do Pentágono, que se alinham com os neo-conservadores, tenham dado o sinal verde para a derrubada do presidente Manuel Zelaya.

Entrevista publicada no jornal A Tarde, de Salvador.

Vejam a entrevista completa em Carta Maior


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A popularidade de Obama e o complexo militar industrial


Certamente, Obama tem um popularidade tão grande quanto o volume de problemas sócio-econômicos acumulados pelo capitalismo norte-americano ao longo de décadas, mas agudizados fortemente pela nefasta administração delinquencial de George W Bush.
Esta popularidade, em fase de crescimento, é não apenas resultado de um jogo midiático cevado pelo poder econômico que o apoiou, cujo leque de participantes vai de segmentos ligados ao complexo militar industrial, a poder sionista composto pela ditadura financeira, a indústria bélica e mídia pré-paga. Afinal, eleição presidencial nos EUA é sempre um palco de bilionárias movimentações financeiras em busca de espaço no jogo do poder. E este poder econômico busca influenciar toda a cena política, os dois grandes partidos, e também controlar por meio das finanças o funcionamento do Congresso. Há idiotas que chamam isto de democracia. Os sindicatos estão sempre reprimidos, ou marginalizados, ou corrompidos. O controle midiático é fortíssimo.

Vejam o texto completo na Patria Latina

domingo, 23 de novembro de 2008

GEORGE BUSH SE DESPIDE CON UN MAL CONSEJO

La administración de George Bush recomendó al electo presidente de EEUU, Barack Obama, que continúe incrementando los gastos militares, por lo menos, unos cinco años mas. Así lo manifestó a la prensa en Washington el subsecretario de Defensa John Young. A continuación el comentario sobre el particular de nuestro analista Víctor Enikeiev.
La gente de a pie, y mucho mas los dirigentes públicos, toman muy mal los sermones baratos. De ahí que no se sabe si el nuevo líder de EEUU entenderá la recomendación de despedida de la impopular administración saliente. El presupuesto del Pentágono ya ha alcanzado ya dimensiones astronómicas, superando los 600 mil millones de dólares en 2009.


Vejam o texto completo na Voice of Russia