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sábado, 17 de maio de 2008

Bancada das papeleiras vai ao Chile conhecer maior deserto verde da América Latina

Os deputados que defendem os interesses das grandes empresas de celulose na Assembléia Legislativa gaúcha viajaram ao Chile, na manhã desta quarta-feira, para conhecer a “maior plantação de florestas para celulose e madeira da América Latina”. Segundo o deputado Berfran Rosado (PPS), coordenador da Frente Parlamentar Pró-Florestamento (também conhecida como bancada das papeleiras), “a intenção é antecipar soluções para as questões de preservação e de desenvolvimento que ocorrerão no Estado com a concretização das novas fábricas de celulose e do crescimento de toda a cadeia produtiva da madeira, que se instalará na Metade Sul”.

O texto continua no RS Urgente. Há ainda um linque para o Observatório Latino-Americano de Conflitos Ambientais, onde há um longo relato, em espanhol, sobre a situação do tal deserto verde no Chile.

domingo, 11 de maio de 2008

jornalista expõe o impacto dos desertos verdes: riachos estão secando no Uruguai

O jornalista Lúcio Vaz, do Correio Braziliense, publicou mais uma matéria sobre o impacto das papeleiras. Ele foi ao Uruguai e constatou: a subsistência dos agricultores está ameaçada pelas plantações de eucaliptos. A matéria relata:

“A invasão dos pampas pelos maciços de eucaliptos começou pelo Uruguai, onde atuam as multinacionais Botnia (finlandesa) e Ence (espanhola). O país conta com pelo menos 700 mil hectares ocupados com florestas de eucaliptos. A Ence ainda está implantando sua base florestal, mas a fábrica de celulose da Botnia, em Fray Bentos, na fronteira com a Argentina, já está em operação. Com investimentos de US$ 1,1 bilhão, vai produzir 1 milhão de toneladas de celulose por ano. Os espanhóis vão produzir a metade disso. O governo e os empresários locais saúdam a nova frente econômica, como acontece no Rio Grande do Sul, mas os efeitos dos "desertos verdes" de eucaliptos já são sentidos por agricultores na região de Mercedes, no departamento de Durazno”.

Texto completo no RS Urgente.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Justiça barra cultivo de eucalipto em São Luiz do Paraitinga


O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a suspensão do corte, do replantio e o plantio de novos eucaliptos no município de São Luiz do Paraitinga, a 182 quilômetros a leste de São Paulo, até a realização de um estudo de impacto ambiental e a elaboração de um relatório dos danos ao ambiente da região. A decisão é da última quinta-feira. Em novembro de 2007, a Defensoria Pública do Estado propôs ação civil pública contra expansão da monocultura de eucaliptos no município. De acordo com o órgão, as empresas responsáveis pelo cultivo do eucalipto seriam a Votorantim Celulose e Papel e Suzano Papel e Celulose. De acordo com a ação, o plantio de eucalipto causa danos graves ao ambiente e o êxodo rural na área.


Da Videversus, jornalismo de adjetivos.


terça-feira, 11 de março de 2008

Estão rindo de mim

O Subcomandante geral da Brigada militar do Rio Grande do Sul declara amor eterno a fazenda ilegal de eucaliptos da Sueco finlandesa Stora Enso. Agora a pouco no local em que mulheres e crianças da via campesina foram feridas pela BM na desocupação da fazenda, o coronel pago com o dinheiro de todos os gaúchos participou do abraço simbólico na fazenda juntamente com outras “autoridades” e mulheres da alta sociedade da Farsul. Leiam abaixo a matéria da ZH. Sinceramente não estou acreditando nisso, parece piada, brincadeira de mau gosto ou estão rindo mesmo da nossa cara.



Confira o texto completo no Blog do Gilmar da Rosa.

domingo, 9 de março de 2008

Como fica o direito à informação?



O jornalista Fritz Nunes, assessor sindical dos docentes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), escreveu artigo perguntando onde estão os editoriais da imprensa gaúcha denunciando o cerceamento ao direito de informação cometido pela Brigada Militar na ação de desocupação da fazenda Tarumã, em Rosário do Sul.


“Por que a Brigada Militar impediu que a imprensa registrasse o momento da desocupação? Será que haveria alguma coisa que não podia ser registrada sob pena de a ação não ser vista com bons olhos pela sociedade? Esperemos vigorosos pronunciamentos da imprensa gaúcha, através de seus briosos comentaristas e opinionistas, em defesa da liberdade da imprensa, contra essa arbitrariedade cometida pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul contra o livre direito à informação”. Clique AQUI para ler mais.


Foto: Jornal A Platéia


Texto do RS Urgente.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Via Campesina ocupa fazenda de fábrica de celulose no Rio Grande do Sul

Rio de Janeiro, 4 mar (EFE).- Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam e destruíram parte da fazenda Tarumã, da empresa Stora Enso, no Rio Grande do Sul, informou hoje o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

As manifestantes cortaram eucaliptos e plantaram espécies nativas em seu lugar na propriedade de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 quilômetros de Porto Alegre.

Os integrantes da Via Campesina e do MST afirmaram que a Stora Enso mantém plantações ilegais na região.

A Constituição proíbe que empresas estrangeiras adquiram terras em uma faixa de 150 quilômetros da fronteira do Brasil com outros países, destacaram os manifestantes.

A Stora Enso comprou terras perto da fronteira com o Uruguai, onde a companhia também possui plantações e pretende formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar fábricas na região, argumentaram.

Texto completo da Agência EFE, no UOL.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Papeleiras adquirem senador para mudar a lei

O interesse da multinacional finlandesa de celulose no Rio Grande do Sul é tanto, que a estratégia para garantir que seus interesses não sejam contrariados, penetrou fundo nas estruturas públicas. Como a legislação brasileira ainda não prevê financiamento público de campanha, fica muito fácil adquirir apóio no Parlamento e no Executivo.



Leia o restante no Celeuma. Nota do editor: não estou certo se concordo com o que diz o pessoal do (da?) Celeuma, mas que o título foi muito criativo, isto foi!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Neofalaciosos

Para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, segundo a Zero Hora, "o Estado deveria se mobilizar em torno da causa" da redução da faixa de fronteira brasileira, atualmente de 150 quilômetros a partir do limite com outras nações.

Aguerridos defensores da diminuição, entre eles o deputado federal Nélson Proença (PPS) e o deputado estadual Berfran Rosado (PPS)
, parecem acreditar que "A atual dimensão limita investimentos em áreas de 197 municípios gaúchos, já que estrangeiros e companhias de fora do país não podem adquirir terras nestes locais". Para Proença, inclusive, "a dimensão das perdas que os municípios compreendidos nesta área tiveram com a atual lei só poderá ser conhecida após a alteração", referindo-se aos municípios das empobrecidas metade sul e fronteira oeste gaúchas localizados na referida faixa.

Talvez Proença, antes de incensar um ainda projeto de investimento privado, devesse ler outros depoimentos sobre perdas, como um comentário no Fazendo Média, via Dialógico, do leitor Leandro Alves, sobre a ação da Aracruz no norte do Espírito Santo:

"Só se vê por todo lado, a triste, desabitada e agourenta floresta de eucalíptos, é assustador. Conversei com nativos da região e as falas são de pura revolta e indgnação pelas terras perdidas, desemprego, miséria, fome e a total depredaçao do meio ambiente".
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Bem, mas o que de fato está por detrás de tais desprendidas motivações, afora a discutível tese de que efetivamente tal projeto possa trazer desenvolvimento para a metade sul gaúcha?


O ponto é que "O problema da faixa de fronteira ganhou força após o ingresso da sueco-finlandesa Stora Enso na Fronteira Oeste, em 2005. A indústria de celulose, que pretende instalar uma planta de mais de US$ 1 bilhão na região, previa adquirir 100 mil hectares no Rio Grande do Sul para fazer sua base florestal (...)

Por meio da Derflin, braço brasileiro da multinacional, foram comprados 46 mil hectares para o plantio de eucalipto, mas o processo foi interrompido após as dificuldades para registrar as terras no cartório, decorrentes da atual legislação. Pelo menos US$ 100 milhões em investimentos estão suspensos devido ao imbróglio jurídico" (Os grifos são meus).

Ou seja, uma multinacional tentou bancar a espertinha e se ralou, pois o processo de compra de terras por ela através de laranjas e de registro em cartório foi interrompido graças à legislação nacional, e não após as dificuldades para registrar as terras no cartório decorrentes da legislação nacional, como eufemiza ZH, uma vez que não é que seja difícil registrar terras nesse caso, mas sim que é impossível, desde que provada a relação de triangulação.

Mas que bom para ela que seus interesses no Brasil contam com a simpatia de deputados federais e estaduais, muito embora La Vieja acredite que se uma empresa brasileira tentasse passar a perna no estado finlandês ou sueco nenhum de seus deputados sairia em seu socorro ou defenderia qualquer de seus interesses.
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Por sua vez, José Antônio Alonso, economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE-RS), não concorda nem com Proença e nem com Rosado.

Alonso teria dito, segundo ZH, que "a modificação pode até ajudar no desenvolvimento de algumas localidades, mas não será determinante na alteração do panorama geral da Metade Sul. A base do empobrecimento estaria em outros fatores, como estrutura fundiária e matriz produtiva pouco diversificada".

Ou seja, latifúndio e monocultura ou pecuária extensiva, como qualquer pessoa que tenha estudado minimamente a história econômica do RS sabe, e até mesmo alguns analfabetos.

Que pena que eles sejam inelegíveis.
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Finalizando, como La Vieja já havia dito ao comentar matéria veiculada em ZH por Lucia Ritzel, que viajou a São Paulo a fim de escrevê-la a convite da Aracruz e da Votorantim Celulose e Papel, é uma falácia se supor que a Aracruz, a Stora Enso e a Votorantim Celulose e Papel tenham projetos de desenvolvimento para a metade sul gaúcha. Empresas privadas só têm projetos de desenvolvimento para si próprias, e acidentalmente tais projetos podem ou não promover determinado ganho social. Empresas, como todo e qualquer almofadinha com MBA sabe, têm como objetivo final o lucro, e não os interesses das comunidades das quais exploram os recursos naturais.

O fato é que, escrevia La Vieja acerca do também falacioso comentário de Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) entrevistada pela jornalista de ZH, segundo o qual "Os escandinavos deixaram de investir em seus países para investir no Brasil. Então, é nosso papel assegurar esses projeto",

"(...) está esgotada a capacidade de expansão territorial das papeleiras na escandinávia, e somente por isso, além dos preços da terra e da mão-de-obra, eles estão aqui, para não mencionar a peculiar simpatia que alguns novos jeitos de governar lhes devotam por conta do afrouxamento da legislação ambiental. E o fato dos escandinavos terem deixado 'de investir em seus países para investir no Brasil' não é condição suficiente, e sequer necessária, para que seja 'nosso papel assegurar esses projetos', pois mais essencial do que empresas multinacionais terem deixado de expandir suas matrizes seja lá por qual motivo é saber se realmente é do interesse e importante para o RS assegurá-los. Tais projetos é que precisam se submeter ao nosso crivo, e não o contrário. Eles é que podem não ser bons o suficiente para nossos interesses de desenvolvimento".

Também da Vieja Bruja, que, por sinal, gerou acalorada discussão.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Sobre regras, decretos e variáveis, segundo um certo ponto de vista


O porta-voz oficial dos interesses patronais de hoje dá voz à Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).

Para Elizabeth,
"a falta de regras claras e a tomada de decisões por meio de decretos, que mudam de uma hora para outra as variáveis envolvidas na escolha de uma área de instalação, ameaçam a concretização de projetos como os que a Aracruz, Stora Enso e Votorantim Celulose e Papel (VCP) têm para a Metade Sul gaúcha. Outro foco de estresse, disse, são o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), os quilombolas e os povos indígenas", segundo o jornaleco da Azenha (Os grifos são de La Vieja).

Caramba. É possível tal falação distorcer mais a verdade?

Em primeiro lugar, nunca faltaram regras claras de licenciamento ambiental para a silvicultura extensiva aqui no RS. Os resultados do estudo de Zoneamento Ambiental para a atividade de Silvicultura no RS, iniciado ainda no governo de Germano Rigotto, o Meigo (2003-2006), está à disposição de Elisabeth e das empresas que ela representa no sítio da Fepam (
Fundação Estadual de Proteção Ambiental) já há um bom tempo. O que Elisabeth esqueceu de dizer ao jornaleco foi que tais regras não estavam suficientemente claras para os interesses das empresas que ela representa, tanto que somente em função disso, e a fim de atender tais interesses, foi que os novos jeitos de governar transferiram, da Fepam para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), um órgão de governo sob controle e longe dos olhos do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA), atribuições antes exclusivas da referida Fundação.

Para conferir, basta se acessar o sítio da Fepam, aqui. Ver-se-á, então, que as resoluções do CONSEMA foram transferidas para o sítio da SEMA. Entre tais resoluções encontraremos, por exemplo, a que "
Dispõe sobre a qualificação dos Municípios para o exercício da competência do Licenciamento Ambiental dos empreendimentos e atividades considerados como impacto local, no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul" (167/2007) e a que "Altera a Resolução CONSEMA nº 102, de 24 de maio de 2005, que 'Dispõe sobre os critérios para o exercício do Licenciamento Ambiental Municipal, no âmbito do Rio Grande do Sul' e dá outras providências" (168/2007), bem como inúmeras que habilitam "Municípios para realização do Licenciamento Ambiental das Atividades de Impacto Local", uma das estratégias encontradas pelo novo jeito de governar a fim de flexibilizar a interpretação e a aplicação das regras do referido zoneamento.

Ou seja, as regras sempre foram claras. O que houve foi que nem o novo jeito de governar atual e nem as papeleiras gostaram das referidas regras, estabelecidas a partir dos resultados do estudo de Zoneamento Ambiental para a Atividade de Silvicultura no RS realizado pela Fepam, estudo esse realizado por técnicos competentes que deixaram claro que, ao contrário do que afirmou Elizabeth, não mudariam "de uma hora para outra as variáveis envolvidas na escolha de uma área de instalação".

E foi somente por isso, e por nenhum outro motivo, que decisões foram tomadas por meio de decretos, como afirmou Elizabeth de Carvalhaes. Ou seja, a Bracelpa está reclamando de barriga cheia, pois as únicas decisões tomadas por meio de decreto aqui no RS assim o foram com o único objetivo de beneficiar a atividade de silvicultura, eufemismo para fabricantes de celulose e papel, e não para prejudicá-la. Foi por tal motivo, e por nenhum outro, que a Rainha das Pantalhas passou por cima das atribuições da Fepam e do CONSEMA, concentrando todo o poder de decisão sobre a atividade de silvicultura no RS sob a SEMA.

O texto continua em La Vieja Bruja.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

"O eucalipto é uma praga"

Porto Alegre, RS – A governadora Yeda Crusius não compareceu à abertura do seminário “O Rio Grande do Sul no Contexto das Mudanças Climáticas”, ontem à noite, na Assembléia Legislativa, como estava previsto no programa distribuido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a promotora do evento. Mas estavam presentes o secretário da pasta, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, com outras autoridades e parlamentares que puderam ouvir a opinião franca e clara do cientista José Antonio Marengo Orsini, pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de São Paulo. (...)
Provocados pela pergunta de uma bióloga, sobre possíveis impactos climáticos das florestas plantadas, Marengo foi direto: “Eucalipto, para mim, sinceramente, é uma praga”, afirmou, tendo como ouvinte privilegiada, na primeira fila da platéia, a ex-secretária estadual do Meio-Ambiente Vera Callegaro. (...)
Segundo Marengo, a Mata Atlântica que já foi quase toda derrubada no país não pode ser substituida por outra espécie qualquer, “o verde não se substitui com verde, simplesmente”. Além disso, destacou, o eucalipto empobrece o solo, pega fogo rapidamente e afeta o microclima. (...)
O texto na íntegra? Leia AQUI. (Fonte: Ecoagência - Informações em Rede)
N.E.: Tenho certeza de que o Mendelski não lerá este texto.