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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

 https://actualidad.rt.com/opinion/oleg-yasinsky/443889-neoliberalismo-privatizo-agenda-izquierda

 

Como o neoliberalismo privatizou a agenda da esquerda

Publicado:

  • "Se não é possível vencer teu inimigo, una-te a ele", diz um refrão herdado pelo poder desde os tempos antigos. Dentro do grande retrocesso histórico, que será lembrado pelos antropólogos do futuro, como o neoliberalismo, há poucas coisas resgatáveis. Quando o sistema mundial capitalista conseguiu a destruição de seu principal inimigo, à União Soviética, e a seus povos com toda sua beleza humana e uma total ingenuidade política, foi vendida a eles a falácia da "economia social do mercado" e o brutal laboratório pinochetista chileno, graças aos contos de fadas midiáticos se converteu para os governos no principal modelo a seguir, o grande projeto humanista de esquerda mundial que foi praticamente nocauteado.

    Mais além de uma outra resistência heróica aqui ou ali, o neoliberalismo se apoderou de tudo, e mais alem do crime econômico, converteu-se na única lógica do desenvolvimento, para assegurar a irreversibilidade de seu triunfo, ele se dedicou a acabar com as culturas e as memórias dos povos, convertendo a educação, a arte e o pensamento primeiro numa mercadoria e logo após eliminá-los porque desnecessários.

    Para poder nos dominar bem e sem riscos, havia que idiotizar-nos.

    Mas no umbral entre nossos séculos sucedeu algo mais. Se nas décadas anteriores, dentro da competência ideológica de dois sistemas, que não foi outra coisa que uma guerra mundial de uma cambiante intensidade, híbrida, como diriam agora, o capitalismo todavia era produtivo, ainda gerava uma aceitável distribuição dos recuros nos países metropolitanos, e apesar da costumeira e brutal exploração dos recursos de sua enorme periferia, mantinha um atrativo para uma boa parte da população, por níveis de bem estar material e liberdades individuais, pelo menos nos países mais ricos. As pessoas minimamente, em teoria, podia optar pelas vantagens e desvantagens de ambos os sistemas.

    Com o desaparecimento dos "socialismos reais" na Europa, perdeu-se um dos principais estímulos da lógica capitalista que é a competição, e como a opção socialista deixou de aparecer como uma possibilidade histórica e ameaça para os poderes do Ocidente, é lógico que as conquistas sociais até nos países mais ricos foram se reduzindo, abrindo o caminho para uma exploração sem limites como o sonho dos defensores do "fim da história". Ao mesmo tempo, junto à revolução digital, as especulações financeiras internacionais de longe ganharam a competição com os capitais nacionais produtivos.

    Gerar bens reais se tornou cada vez menos rentável e com o desenvolvimento do manejo da imagem e da psicologia humana, a televisão, internet e redes sociais em mãos dos de sempre, só num par de décadas serviram a nossas mesas um mundo paralelo, uma fuga perfeita da realidade insuportável, com uma promessa de mundo feliz para os que se comportarem bem.

    Os políticos tradicionais, os homens de Estado, rapidamente foram trocados pelos gerentes tecnocratas a serviço das grandes corporações e cujo único requisito é não saber distinguir entre uma empresa e um país, que além disso já não é praticamente o mesmo. Para assegurar seu triunfo, ao neolibealismo restavam somente as últimas quatro tarefas: a primeira, a destruição da educação pública, de onde no mundo anterior os cidadãos aprendiam as coisas básicas acerca deste mundo e que tradicionalmente foram os focos da dissidência social e do pensamento crítico; a segunda, acabar com a comunicação direta entre os seres humanos, rompendo o tecido social tradicional, uma função que nas grandes cidades cumpriram as redes sociais, com essa ilusão de unir, desunindo e viciados; a terceira,  muito relacionada com a anterior, que é a destruição de nossas culturas locais, gerando uma nuvem mundial cosmopolita de onde consumiremos somente um tipo de produção cultural criada e controlada por eles, algo que define os valores, os modelos e os hábitos sociais das gerações que virão, permitindo assim manipular-nos de uma forma simplificada e uniforme. E a última,  quarta tarefa, era tal vez a mais delicada: O que fazer com os que dizem ser da esquerda,  supondo que, com suas lutas, organizações, conhecimentos e olhar crítico desde os tempos imemoráveis poderiam impedir o cumprimento desses planos?


     

    O grande computador que é o coração e o cérebro tecnocrata do sistema neoliberal deu uma resposta muito simples: o roubo, que é a especialidade e a expertise do sistema, que a estas alturas não pode oferecer ao ser humano absolutamente nada novo, nem sequer uma ilusão. E enquanto nossos dogmáticos permaneciam em sua eterna e cada vez mais estéril discussão sobre Trotsky, Stalin e Mao, o sistema neoliberal se apropriou da agenda da esquerda, de uma vez, privatizando todo o pacote de absolutamente todas as lutas de gerações e gerações.

    Nos últimos anos de sua vida, Fidel Castro nos advertia que a única coisa que poderia fazer fracassar a humanidade em sua luta contra o capitalismo seria a lumpenização que esta produz em todas as camadas sociais. Uma lumpenização que nos desumaniza e nos impede de compreender o sentido desta luta.

    Esta lumpenização foi o objetivo das políticas educativas e culturais das últimas décadas, quando desde a escola as matérias como história e filosofia foram declaradas supérfluas e a televisão nos acostumava ao "fast food" intelectual, sempre alinhado com certas doses de veneno ideológico anticomunista.

    Como o adversário é muito profissional, não vimos o momento do roubo. Só amanhecemos dando-nos conta que nossas bandeiras há muito tempo já estavam em mãos inimigas. Nossa luta histórica, pelos direitos das mulheres é convertida em feminismo agressivo, ameaçando o mundo com a guerra dos sexos, a defesa da dignidade e dos direitos das minorias sexuais se converteu num show indigno e autoritário que poderia ser a cátedra da hipocrisia e desrespeito, a luta vital por defender nosso planeta da voracidade do sistema é encabeçada e promovida por corporações verdes, dispostas a investir milhões em salvação de qualquer baratinha ou girino, menos na do ser humano.

    A imposição de oxímoros tipo "economia social do mercado", "desenvolvimento capitalista sustentável" ou "as guerras humanitárias" continuam decompondo o cérebro dos estimados espectadores, que já não tem sequer os elementos mais básicos para armar a realidade fragmentada dentro da enorme cratera gerada pelo cometa neoliberal que  chocou-se com nosso planeta. As verdadeiras lutas pelos direitos, antes sempre uniam as pessoas. As lutas atuais, manipuladas pelo sistema, nos desunem. Declarando a tolerância, se promove a hipocrisia, a desconfiança e o ódio.

    Agora dá risos recordar nossa crítica das sociedades socialistas por seus duplos padrões, que alguma vez nos indignaram tanto. Os padrões de agora montados sobre a areia movediça do relativismo, a ignorância e sobretudo a arrogância, promovidos pelo sistema ocidental, são múltiplos. Estão cheios de contradições que ninguém vê, já que não sabemos olhar com nossos próprios olhos. 

    Neste grande reinicio nada está oculto, a manipulação, o manejo e o autoritarismo estão totalmente abertos, só que ninguém quer ver, por medo, por desconforto ou simplesmente porque não sabe distinguir as formas e as cores.

    As massas indignadas dispostas a sair às ruas em diferentes lugares do planeta, milhares de jovens com valor e sacrifício dispostos a lutar por um mundo mais justo não sabem que o sistema em seu cálculo maquiavélico já tem preparado novos Boric ou Zelenski, para trocando-os nada mude, porque todas as lutas "por tudo que é do bem contra todo o mal" promovidas pelo sistema e seus porta-vozes, sempre são uma armadilha para abrir a tampa,, retirar algum vapor e devolver aos povos deixando-os dentro da mesma panela.

    Devemos recordar que as lutas culturais e éticas não podem não ser parte de um projeto de mudança política muito mais profundo. E este projeto é impossível sem uma organização cidadã com seu pensamento próprio, crítico, autônomo e respeituoso com o conhecimento humano acumulado. Este conhecimento crítico não pode ser trocado por memes, por 'hashtags' e pelos slogans radicais. Em caso contrário, constantemente estaremos devolvendo-nos ao mesmo ponto da ressaca social, de onde os donos do mundo sempre terão seus diferentes gerentes, segundo o gosto do cliente, sejam conservadores, liberais, socialistas ou capitalistas.

    quarta-feira, 20 de novembro de 2013

    Prisões revelam caráter 'nefasto e desonesto' de Joaquim Barbosa, diz Berzoini

    Berzoini: 'Joaquim Barbosa desonra o Poder Judiciário brasileiro'
    ricardo berzoini tribunaSão Paulo – O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) ocupou a tribuna da Câmara ontem (19) para criticar duramente o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, a quem chamou de “nefasto” e “desonesto” por ter transformado em “patrimônio pessoal” a decisão de mandar prender de forma ilegal os condenados na Ação Penal 470 no feriado de 15 de Novembro, sem consultar seus pares na Corte.
    “Ele tomou esta ação como se fosse um patrimônio pessoal para fazer propaganda política, para fazer marketing político de si próprio”, afirmou o deputado. Com isso, segundo Berzoini, Barbosa “confessou a sua intenção nefasta e inconstitucional, a sua intenção desonesta com esse processo”.
    Na avaliação do petista, o presidente do STF usou a data da Proclamação da República para “fazer manipulação política, para tentar criar fato político”, com o que teria cometido mais uma ilegalidade: “trouxe para Brasília pessoas que tinham o direito de cumprir suas penas — penas injustas, diga-se de passagem — no seu local de moradia”.
     

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    quarta-feira, 21 de agosto de 2013

    As 10 técnicas do kit semiótico de manipulação das multidões



    Chamado de “século das multidões”, o século XX nos deixou como legado um verdadeiro kit semiótico completo de ferramentas de gestão do comportamento de grupos e multidões. Esse kit composto por 10 ferramentas é aplicado na sua totalidade ou em fragmentos por políticos, agências governamentais, líderes de seitas, jornalistas e publicitários. Desde as manifestações de rua anti-globalização de Seattle em 1999, observa-se uma crescente importância na manipulação das multidões. A sequência atual de manifestações em diversos países como Brasil, Egito e Turquia nos faria questionar se estariam sendo aplicados nestes eventos ferramentas desse kit. Por isso, vamos entender cada uma dessas dez ferramentas para que possamos reconhecê-las nas ruas ou nas mídias.

    O poder das multidões para determinar mudanças políticas é um dos temas mais significativos da História. Mas certamente as manifestações anti-globalização em Seattle em 1999 e em Londres em 2001 foram o ponto de viragem na maneira como os poderes estabelecidos viam os protestos. Os manifestantes utilizaram novas tecnologias de comunicação como laptops, Internet e mensagens em SMS por dispositivos móveis. A partir de então as agências governamentais responderam com suas próprias tecnologia invasivas: redes de monitoramento através de câmeras e sistemas de gestão das multidões.  
     
    Vejam mais em CINEGNOSE

    sexta-feira, 3 de maio de 2013

    Uma imagem mente mais do que mil palavras


    Dizem que uma imagem pode ser mais explícita que qualquer texto que se publique sobre um fato qualquer. Sim, é certo. Mas isso só vale se a imagem é verídica, se ela retrata um fato real. Editor da BBC relata como muitos dos seguidores da página da agência britânica no Facebook compartilharam (e cobraram a publicação) fotos de urnas de votação sendo queimadas que comprovariam a fraude eleitoral na Venezuela. Descobriu-se, porém, que tais fotos eram de eleições anteriores.

    quinta-feira, 15 de março de 2012

    Fenômeno Kony: redes, manipulação e resposta

    Fundadores do grupo Invisible Children
     com rebeldes Sudaneses  eles próprios
     acusados de graves crimes de guerra contra civis

     Como um documentário oportunista tornou-se maior viral da História. Que ele revela sobre ingenuidade na rede e antídotos da colaboração
    Por Marina Barros
    O ineditismo de um vídeo de 29 minutos não é o único fator que faz de KONY2012 um fenômeno da internet. Com mais de 100 milhões de “views” em menos de uma semana, o documentário produzido pela organização humanitária californiana Invisible Children tornou-se o “viral” de difusão mais rápida desde o surgimento da internet, e a campanha de captação de recursos mais bem sucedida dos últimos anos. 

    Vejam o texto completo em OUTRASPALAVRAS

    sábado, 10 de dezembro de 2011

    A onda que destrói a democracia

    A ascensão do fascismo na Europa e nos EUA, assim como a reprodução de comportamentos autoritários pelos governos que pretendem impor às populações medidas de austeridade, são sinais de alerta.

     Quem já se pôs a refletir sobre a ascensão do fascismo na Europa certamente já se indagou sobre como foi possível tantos milhões de pessoas na Europa terem apoiado o fascismo numa altura em que a democracia ainda dava os seus primeiros passos. Longe de ter sido um fenómeno isolado causado por meia dúzia de loucos que por mero acaso caíram do céu para a cadeira do poder, o fascismo foi um movimento com uma forte implementação popular. Por isso interessa tanto perceber como pode ser destruída a democracia, num momento em que está de novo a retroceder face ao “austeritarismo” neoliberal.

    Vejam o texto completo em ESQUERDA.NET

    quinta-feira, 29 de setembro de 2011

    A estratégia da distração

    Noam Chomsky

    O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decisivas pelas elites políticas e economicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativadas por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à fazenda como os outros animais (citação do texto Armas silenciosas para guerras tranquilas)".

    Vejam o texto original em RED LATINA SIN FRONTERAS ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ORION

    sábado, 15 de janeiro de 2011

    Nenhuma solidariedade a quem envia pacotes-bombas "anarquistas"


    [Nota: este comunicado omite deliberadamente a referencia aos recentes ataques produzidos em 23 de dezembro em Roma. Duvidamos que haja anarquistas envolvidos, dado que (como sucedeu em 2003) a execrável "Federazione Anarchica Informale” (FAI) atribuiu a si a responsabilidade. É uma coincidência curiosa que este grupo compartilhe o acrônimo com a Federazione Anarchica Italiana, que se distanciou claramente dos fatos de 2003 e sugeriu que essa “FAI” poderia ser uma organização marionete. Há vários exemplos desse tipo de operações na história recente da Itália. Uma delas foi o massacre da Piazza Fontana de Milão em 1969, que foi cometida pelo Estado e atribuida aos anarquistas locais. No comunicado da “FAI” a respeito dos fatos de 23 de dezembro, as palavras finais (“viva la FAI, viva la anarquía”) não são próprias de uma organização que se define como “informal”]

    Vejam o texto completo em A-Infos

    sexta-feira, 22 de outubro de 2010

    CENSURADO SITE QUE APONTOU MANIPULAÇÃO DA GLOBO

    Serra e a fita crepe: questionada autenticidade de vídeo da Globo

    Professor de jornalismo gráfico desmonta vídeo quadro a quadro e aponta truque de compressão de imagens
    —-
    (CENSURADO SITE QUE APONTOU MANIPULAÇÃO DA GLOBO)

    Urgente (22/10, 12h16): Desde o final da manha desta sexta (22/10), o site do professor José Antonio Meira da Rocha (http://meiradarocha.jor.br) foi bloqueado pela empresa que o hospeda — no que pode ser um caso grave de censura na internet. Em decorrência, as imagens que sustentavam a hipótese levantada por ele desapareceram, em dezenas de blogs que reproduziam suas informações.
    O material foi republicado, em seguida, no blog Marxismo On-Line, de Leonardo Arnt — de onde foi reproduzido por Outras Palavras


    Vejam mais detalhes (e a sequência de "fotogramas") em GRUPO BEATRICE

    sexta-feira, 15 de outubro de 2010

    A propósito das "dez estratégias de manipulação de massa", atribuída a Noam Chomsky

    Por Jean Bricmont [*]

    Um texto intitulado "As dez estratégias de manipulação de massas" (http://www.pressenza.com/npermalink...) atribuído a Noam Chomsky circula amplamente na net nestes últimos dias [NR]. Já se vê, igualmente, na "grande" imprensa, em resposta a este texto, críticas a Chomsky como "adepto da teoria da conspiração" [1].

    O 10º princípio reflete bem os fantasmas, freqüentes na extrema esquerda, sobre o conhecimento que o "sistema" teria do indivíduo médio graças "à biologia, a neurobiologia e a psicologia aplicada", o que é muito diferente do que pensa Chomsky, o qual sabe que o conhecimento (verdadeiramente) científico do ser humano é extremamente limitado.

    Como este texto me parecia ser uma simplificação e uma deformação do seu pensamento, e como não encontrei o seu equivalente em inglês, perguntei-lhe para tirar a limpo. Eis a sua resposta: "Não tenho nenhuma idéia de onde surge isso. Não fiz esta compilação, não a escrevi, não a coloquei na web. Suponho que aquele que o fez poderia pretender que são interpretações daquilo que escrevi aqui e ali mas certamente não sob esta forma nem como lista".

    Vejam o texto completo em PATRIA LATINA

    quarta-feira, 13 de outubro de 2010

    Não deixe o spam ser um grande eleitor neste segundo turno

    Paulo Sakamoto

    http://blogdosakamoto.uol.com.br

    Caro(a) amigo(a), se você decide seu voto por conta de uma das dezenas de correntes apócrifas que circulam pela internet, pró-Dilma e pró-Serra (ou anti-Dilma e anti-Serra), parabéns. Você é, oficialmente, uma pessoa manipulável.

    Nunca entendi muito bem porque as pessoas acreditam piamente naquilo que recebem em suas caixas de e-mail. Será que o anonimato das mensagens apócrifas é entendido como uma espécie de “sinal”? Do tipo: “Senhor, me dê os números vencedores do jogo do bicho” e, dias depois, você interpreta uma propaganda de um haras, que chegou acidentalmente por e-mail, como resposta para apostar no “cavalo”?! Vai que, da mesma forma que o Altíssimo escreve certo por linhas tortas, ele também “emeia” justo por internet frouxa, não é?

    O mais interessante é que algumas dessas mensagens contam com mentiras tão bem construídas que tem mais gente acreditando nelas do que em boas matérias, com dezenas de fontes, feitas por jornalistas com décadas de credibilidade, que desmentem ou explicam o caso.

    - Pô, o texto é super bem escrito. Não deve ser falso.
    - O e-mail trouxe vários números. Ou seja, não pode ser mentira.
    - Ele tem fotos. É mais difícil manipular fotos.
    - Recebi isso do Ronaldo, irmão da Ritinha, casada com o Roberval, filho do seu Romeu, lembra? É, Ro-meu. Ele repassou um e-mail que recebeu do Rui, que é chefe dele na Ramos e Ramos, aquela empresa de retroescavadeiras. Homem decente o Ronaldo… então é coisa séria.

    Vejam mais detalhes no BLOG DO SAKAMOTO

    sexta-feira, 21 de maio de 2010

    Ficha limpa – de quem e pra quem?

    Alfredo Bessow

    jornalista e escritor

    O Senado aprovou, sob incontido frenesi e êxtase de uma parcela docilmente manipulada pela mídia, o projeto chamado de ‘ficha limpa’. Trata-se do mais deslavado farisaísmo, porque não leva em conta a realidade: de repente, aqueles estudantes que invadiram a Câmara Legislativa do DF para protestar contra a bandalheira que é aquela ‘casa’ podem ficar com a ‘ficha suja’, mas os distritais que ganharam dinheiro para votar o Pdot e que recebiam um mensalinho de R$ 30 mil a R$ 50 mil – desde 1999 -, continuarão com a ‘ficha limpa’.

    Sou contra estas medidas supostamente higienizadoras da vida pública, porque elas sempre me lembram a conduta da igreja Católica c om sua malfadada e silenciada Inquisição – que durante séculos matou em nome da ‘ficha limpa’. Do rito sumário. Da idéia de que eles eram os donos do mundo. É um misto de hipocrisia e cinismo, mas nada é feito de modo ‘aleatório’: tudo é cuidadosamente montado para atender a um viés ideológico.

    Vejam o texto completo em PATRIA LATINA

    sábado, 30 de janeiro de 2010

    Pesquisam na Venezuela uso de estudantes para distúrbios opositores

    Caracas, 29 jan (Prensa Latina) O ministério Público venezuelano pesquisa hoje a utilização de estudantes como ponta de lança para gerar distúrbios, prática promovida por setores radicais da oposição.

    A pesquisa começa a partir de uma denúncia apresentada pela Juventude do Partido Socialista Unido da Venezuela (JPSUV) ante a Promotoria, depois de fatos violentos que deixaram dois estudantes mortos no estado de Mérida, além de incidentes em outros pontos do país.

    Vejam mais em PRENSA LATINA-Agencia Informativa Latinoamericana

    segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

    Elites & estratégias de manipulação

    "Manter uma sociedade dividida – em grupos minoritários que não conseguem constituir-se em maioria capaz de questionar a hegemonia em vigor – é a melhor forma para a reprodução do sistema"

    Usadas pelas elites para controlar a opinião pública, sistematizadas por Noam Chomsky**, as estratégias de manipulação da mídia estão, mais do que nunca, na ordem do dia. Segundo a ensaísta Marta Harnecker (Tornar possível o impossível. Rio, Paz e Terra, 2000), o neoliberalismo também tem um projeto social: promover a máxima fragmentação da sociedade, o que nos autoriza a formular:

    A Estratégia da Fragmentação
    Este é o grande projeto social do neoliberalismo. Porque manter uma sociedade dividida – em grupos minoritários que não conseguem constituir-se em maioria capaz de questionar a hegemonia em vigor – é a melhor forma para a reprodução do sistema. A base para manter estes grupos isolados entre si, ou sujeitos a relações contraditórias, é procurar desorientá-los quanto aos seus objetivos comuns, impossibilitando que assumam lutas coletivas. A sociedade fragmentada implica uma maioria – até o povo inteiro – que perdeu o rumo da própria causa nacional. Essa política de desorientação social atua em três níveis:
    a) a atomização da sociedade em grupos com escasso poder; b) a orientação desses grupos para fins parciais; c) anulação da capacidade negociadora para celebrar pactos, impedindo-se que se crie espaços que possibilitam projetar objetivos compartilhados por todos, dando lugar a acordos e alianças, d) donde que o fim das ideologias se torna “fato histórico” e não mais “decorrência duma estratégia de manipulação”.
    Por outro lado, fomenta-se a cultura do naufrágio, do “salve-se quem puder”, que rejeita qualquer solução coletiva.

    Vejam o texto completo em CONGRESSO EM FOCO

    segunda-feira, 17 de agosto de 2009

    Para Lula, Lina Vieira tem que provar conversa com Dilma

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta segunda-feira que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira comprove que se reuniu com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para tratar de uma investigação que o órgão estaria fazendo sobre as empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

    Segundo Lula, a atitude poderia dar fim à mais recente polêmica envolvendo a ministra. De acordo com Lina, Dilma teria lhe pedido para agilizar as apurações, o que a então secretária interpretou como uma pressão para arquivar as investigações.

    (...)

    "Sinceramente, acho que o país tem coisa mais séria para discutir. Acho uma pobreza muito grande um assunto como esse estar na pauta da política brasileira", acrescentou.

    "Esse processo de manipulação da política brasileira até agora tem mostrado que quem perde com isso é o Brasil."

    Vejam mais na REUTERS BRASIL