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domingo, 24 de julho de 2011

O MEDO DOS HOMENS BRANCOS

"Estamos nessa transição, os brancos vão ser minoria aqui. Não precisa ser um problema. A transição somada ao declínio econômico cria esse medo enorme, especialmente para o maior bloco tradicional de eleitores - os homens brancos trabalhadores, que são os mais prejudicados pelo sistema. Não conseguem emprego e vão botar a culpa em quem? (...) os americanos estão muito confusos porque a ideia de que somos superiores foi programada na nossa cabeça. Estava dirigindo em Ohio e passei por uma bandeira americana quase tão grande quanto o prédio que vemos aqui da janela. E pensei: isso não é um sinal de orgulho, é sinal de medo. As bandeiras estão ficando cada vez maiores." (Gary Shteyngart; autor de ‘Uma História de Amor Real e Supertriste';Lúcia Guimarães; Estadão)
(Carta Maior; Domingo, 24/07/ 2011)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Psicose em Roma por causa de um terremoto imaginário (+ Video)

A psicose reina em Roma desde o anúncio algumas semanas atrás desde que um suposto sismólogo e astrônomo autodidata previu um devastador terremoto para 11 de maio na Cidade Eterna.

Os temores de que Roma desapareça repentinamente por um terremoto apocalíptico desatou o pânico em alguns setores da capital e também é fonte de fofocas de experts, técnicos e gente comum após a profecia elaborada por Raffaele Bendandi, falecido aos 86 anos em 1979 e baseada em suas próprias teorias sobre a posição dos planetas.

Durante meses, blogs, páginas web e redes sociais debatem os prognósticos de Bendandi, que em 1923 previu com poucos dias de erro um terremoto e cujas teorias foram estudadas então por experts.


Vejam mais detalhes em CUBADEBATE (ou no espaço de comentários deste post)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Milionários de extrema direita destinam fundos secretos para manter vivo o medo nos EEUU

Pam Martens
Sin Permiso

Um fundo “libertário” [1] reservado sem objetivo de lucro, vinculado a Charles Koch, financiou os esforços destinados a criar medo, segundo informação difundida, com o propósito de inclinar a eleição presidencial a favor do senador John McCain em 2008. Até hoje, a origem do dinheiro ainda continua sendo um mistério calorosamente debatido.

Sete semanas antes das eleições presidenciais de 2008, aproximadamente 100 diários e revistas dos Estados Unidos, entre elas o New York Times, Wall Street Journal, Miami Herald, Philadelphia Inquirer, y St. Petersburg Times, distribuiram milhões de DVDs do documentário "Obsession: Radical Islam’s War Against the West”. ["Obsessão: A guerra radical do islã contra o Ocidente"]. Os DVDs foram encartados nas edições dominicais.

Em conjunto, incluindo uma campanha a parte de envios diretos pelo correio, 28 milhões de DVDs inundaram as regiões de eleitores de estados chave para decisão.

Os jornais desconheciam quem subvencionava esta campanha de propaganda massiva e ao que parece não deram qualquer importância. Inseriram o DVD em seus domínios Pulitzer [2] com a mesma naturalidade com que haviam incluído uma propaganda de detergente sem espuma. A organização sem objetivo de lucro que aparecia na capa do DVD como entidade responsável da película, Clarion Fund, Inc., não tinha histórico conhecido e tinha como diretoria um escritório virtual em Nova York sem presença física nem empregados no lugar. os documentos entregues ao IRS [Internal Revenue Service, a Receita norte-americana] para conseguir um status isento de impostos mostram que o Clarion Fund exigía um sigilo total por parte dos vendedores:

“Em qualquer época, seja enquanto presta serviços a Clarion ou depois, o Provedor de Serviços manterá o sigilo e não revelará nem fará uso, em seu benefício ou no de outros, de qualquer conhecimento, dados, material, documento ou outra informação de qualquer tipo relativa a Clarion, ou a seus filiados, diretores, membros, gestores, agentes, empregados e outros associados, ou que esse Provedor de Serviços consiga de outro modo no curso do fornecimento de serviços (coletivamente, a ‘Informação Confidencial’.).”

Vejam o texto completo em CUBADEBATE

domingo, 26 de setembro de 2010

Brasil:Quem tem medo da democracia?

















Toda a velha imprensa, que segue ai – FSP, Globo, Estadão, Veja – pregou e apoiou o golpe militar, compactuou com a destruição da democracia no Brasil e enriqueceu com isso.
O momento mais trágico da história brasileira – o do golpe de 1964 e da instauração do pior regime político que o Brasil já teve, a ditadura militar – foi o momento da verdade da democracia. O momento revelou quem estava a favor e quem estava contra a democracia. E quem pregava e apoiava a ditadura. Foi um divisor definitivo de águas. O resto são palavras que o vento leva. A posição diante da ditadura e da democracia, na hora em que não havia outra alternativa, em que a democracia estava em risco grave – como se viu depois - foi decisiva para definir que é democrata e quem é ditatorial no Brasil.

Toda a velha imprensa, que segue ai – FSP, Globo, Estadão, Veja – pregou e apoiou o golpe militar, compactuou com a destruição da democracia no Brasil e enriqueceu com isso. Compactuou inclusive com a destruição da Última Hora, o único jornal que sempre resistiu à ditadura. O mesmo aconteceu com a maior parte da elite política da época - uma parte da qual ainda anda por aí, quase todos dando continuidade ao mesmo papel de inimigos da democracia, mesmo se disfarçados de democratas.


Vejam o texto completo em KAOSENLARED.NET

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A geopolítica do crepúsculo

A política externa multilateralista do governo Lula, por afirmar interesses nacionais, amplia áreas de atrito com grandes potências. Por isso mesmo é alvo da "retórica do medo", por parte dos que advogam o retorno do alinhamento incondicional com os Estados Unidos, Europa e Japão.

Fala-se que a política externa de um país é a expressão de sua política interna, da dinâmica de forças sociais que expressam um projeto de inserção no cenário mundial. Se for assim, como devem ser vistas as críticas de setores neoliberais que, em sintonia com a retórica de britânicos e estadunidenses, classificam-na como desastrosa, “sem uma avaliação adequada de nossas possibilidades e reais interesses"? A questão é importante, pois revela que, em uma eventual vitória da oposição na eleição de outubro, o Brasil sofrerá um processo de continuidade nessa área. Um lamentável retorno a teses e conceitos de uma geopolítica de vice-reinado.

As declarações de ex-chanceleres do governo FHC denunciam, com toda a clareza possível, a natureza e orientação da subalternidade planejada. Seríamos reduzidos a uma máquina de segurança mercadológica dos produtos exportáveis, relegando a meras cerimônias aspectos substantivos que, nos últimos oito anos, passaram a refletir um país democrático e maduro.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

terça-feira, 6 de julho de 2010

O Globo cria fantasmas

Com sua histórica tradição golpista o jornal carioca oferece de bandeja à oposição os elementos necessários para que, nos programas eleitorais, ela possa assustar os eleitores, como tentou, sem sucesso, a atriz global em 2002.

O programa da oposição para o horário eleitoral obrigatório no rádio e na TV que vai ao ar de 17 de agosto até 30 de setembro já tem os ingredientes necessários para criar a versão Regina Duarte 2010. Quem os criou foi O Globo, em seu editorial do dia 1º de julho. O medo difuso da atriz em relação a um possível governo Lula é, na nova versão, mais concreto: a candidata da situação, se eleita, importaria para o Brasil o “modelo chavista” de governo.

O Globo não consegue nem ser original ao levantar essa hipótese. Há pouco mais de um ano esses mesmos argumentos foram usados para derrubar, com um golpe de Estado, o presidente Manoel Zelaya de Honduras. Com sua histórica tradição golpista o jornal carioca oferece de bandeja à oposição os elementos necessários para que, nos programas eleitorais, ela possa assustar os eleitores, como tentou, sem sucesso, a atriz global em 2002.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

terça-feira, 20 de abril de 2010

A esperança e o preconceito: as três batalhas de 2010

Simone de Beauvoir disse que "a ideologia da direita é o medo". O medo foi o grande adversário de todas as campanhas de Lula. Desta vez, o fato de Lula ser governo desfaz grande parte das ameaças que antes insuflavam o temor entre os setores populares. O grande adversário dessa campanha não é mais o medo; tampouco é Serra, candidato de poucas alianças, sem programa e que esconde seu oposicionismo no armário. O grande adversário são os que estão por trás do tucanato e o utilizam como recurso político de uma guerra elitista, preconceituosa, autoritária e desigual. O artigo é de Arlete Sampaio.

sábado, 28 de novembro de 2009

La tele nunca miente. La televisiòn. Fabricante de miedos.

Tengo miedo y son demasiadas las razones para tenerlo.

Tengo miedo a los extranjeros, pero no a todos, a los moros, a los sudacas, a los rumanos, a los negros.

Tengo miedo al terrorismo,

a perder el trabajo,

a que me quiten la casa,

a que se distraigan mis ahorros en los laberintos financieros,

a las enfermedades,

al cambio climático.

Tengo miedo a los delincuentes, a los vàndalos, a los que husmean las basuras, a los que se drogan, tengo miedo a salir de noche, a utilizar el coche, tengo miedo a envejecer, a comer, a gastar, a fumar.

Texto completo em KAOSENLARED.NET


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

La presidencia del miedo

JOSÉ IGNACIO TORREBLANCA

Si algo ha caracterizado a la Administración de George W. Bush es su disposición a utilizar el miedo como resorte para gobernar. Cuarenta y cinco días después de los atentados del 11 de septiembre de 2001, sin apenas debate, el presidente Bush obtuvo del Congreso la aprobación de la Ley Patriótica (Patriot Act). En esa ley y en subsiguientes medidas ejecutivas, muchas de ellas secretas, la Casa Blanca se llevó por delante el sistema de garantías judiciales que protegen a sus ciudadanos de los abusos del Gobierno y puso en suspenso el derecho internacional.



Vejam o texto completo no EL PAÍS

sábado, 20 de setembro de 2008

Opção política pode ter base biológica, diz estudo

Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que a opção política em cada indivíduo pode estar relacionada com a sensibilidade ao medo.

Publicada na edição dessa semana da revista Science, a pesquisa afirma que pessoas com atitudes sociais radicalmente diferentes também diferem na sua reação fisiológica ao medo.

Segundo os resultados, as pessoas mais sensíveis ao medo e a ameaças tendem a ter opiniões políticas geralmente associadas às idéias dos partidos conservadores – como o apoio à pena de morte, aos gastos em defesa nacional, à Guerra no Iraque e a oposição ao aborto.

Em contrapartida, o estudo sugere que as pessoas menos afetadas pelo medo e que demonstram respostas fisiológicas mais contidas são mais propensas a apoiar políticas mais liberais de imigração, pacifismo, controle de armas e ajuda internacional – fatores normalmente relacionados com a opção de esquerda.


Vejam o texto completo na BBCBrasil.com