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quarta-feira, 21 de julho de 2010

O OURO DE WASHINGTON


Sob total silêncio dos meios de comunicação conservadores brasileiros, foi divulgada a informação oficial segundo a qual veículos de imprensa e jornalistas venezuelanos receberam mais de quatro milhões de dólares nos últimos dois anos. Objetivo: desestabilizar o governo da República Bolivariana da Venezuela. A Lei de Acesso à Informação permitiu a divulgação de documentos do Departamento de Estado norte-americano. A grana foi distribuída através de três entidades públicas estadunidenses, a Fundação Panamericana para o Desenvolvimento, a Freedom House e a Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid).

Mas a documentação não foi totalmente liberada, pois o Departamento de Estado censurou a maioria dos nomes das organizações e jornalistas contemplados com o ouro de Washington. É isso aí, não tem mais ouro de Moscou, de Pequim ou de qualquer outra capital de país socialista, como “informavam” os jornalões na época da Guerra Fria. Mas o ouro de Washington continua a ser distribuído em vários quadrantes do planeta com o objetivo de desestabilizar governos que contestem a dominação da potência hegemônica.


Vejam o texto completo em DIRETO DA REDAÇÃO

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mídia oculta os crimes dos ruralistas

A Agência Câmara noticiou nesta semana que a Polícia Federal ouviu os depoimentos de três ex-diretores do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entidade vinculada aos ruralistas, suspeitos de fraudes em licitações que causaram rombo de R$ 10 milhões aos cofres públicos. A mídia hegemônica, que clamou pela instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o MST, simplesmente evitou tratar do assunto. Ela faz alarde contra as entidades ligadas à reforma agrária, mas silencia totalmente sobre as falcatruas dos barões do agronegócio.

Leitura completa na Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Brasil: MST - "Seguiremos organizando o povo para a luta"


Fizemos grandes jornadas de lutas e mobilizações que recolocaram a Reforma Agrária na pauta do governo e da sociedade. Apontamos que a democratização da terra era e é a saída para a crise e, como conseqüência, enfrentamos diversas ofensivas e tentativas de criminalização por parte do inimigo - cujas tentativas de desmoralização culminaram na instalação de uma CPMI contra a Reforma Agrária.

Joba Alves , da coordenação nacional do MST, faz um balanço político das lutas do Movimento em 2009 e elenca os desafios para 2010

Entrevista


Vejam a entrevista em KAOSENLARED.NET


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Manipulação na escolha dos parlamentares da CPI contra a Reforma Agrária

O Jornal Sem Terra, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), divulgou em sua edição deste mês uma lista com os deputados e senadores que formam a linha de frente e atuam nos bastidores da CPMI contra a Reforma Agrária.


Vejam mais em ADITAL

sábado, 7 de novembro de 2009

MST denuncia polícias militares, Judiciário, mídia e Congresso para comissão da OEA

Brasília - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) denunciou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), o que considera ser um processo de repressão e criminalização da luta dos trabalhadores rurais pela reforma agrária no país.

A denúncia foi apresentada ontem (5) pelo integrante da coordenação nacional do MST João Paulo Rodrigues, em audiência realizada em Washington, em parceria com o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) e com a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Em seu pronunciamento, Rodrigues acusou as polícias militares estaduais, setores do Judiciário, meios de comunicação e o Congresso de perseguição aos trabalhadores rurais que lutam pela reforma agrária. O Legislativo, segundo ele, age contra o movimento dos sem-terra principalmente por meio da bancada ruralista em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), “um espaço ideológico, que pretende paralisar a reforma agrária e desgastar o MST, acusado de violência até terrorismo”, afirmou.


Vejam mais na AGÊNCIA BRASIL

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cutrale e a moral do ‘sepulcro caiado’

Roberto Malvezzi, Gogó *
Adital -

Roberto Malvezzi, Gogó *
Adital -
Faço esse texto a pedido de muitos amigos. Para muitos, o meu texto "Cutrale devolve terras griladas" fez com que muita gente acreditasse na conversão da empresa. Então, dou as devidas explicações.

(...)
Decidi fazer um texto ironizando o caso. A grande mídia rodeou o texto, telefonou, mandou e-mails, mas não mordeu a isca. Não iria repercutir um texto como esse. Muitos amigos riram na hora, até elogiaram a peça de marketing ou disseram que era mais fácil acreditar em "saci, ET de Varginha, Papai Noel, etc.". Porém, talvez por ingenuidade, ou por querer ver algo de sério acontecer nesse país, muitos acreditaram, embora seja a essência do absurdo. Quem já viu grileiro devolver terras, respeitar sem terra, reconhecer os problemas históricos dos índios, etc.?

Então, afirmo que o texto "Cutrale devolve terras griladas" é uma ficção e não podia ser outra coisa, tamanho o absurdo do conteúdo.

Vejam o texto completo em ADITAL


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cutrale devolve terras griladas

Roberto Malvezzi, Gogó *
Adital -
Num gesto único na história brasileira, a Cutrale vai devolver as terras públicas que grilou para plantar laranja. Segundo uma pessoa que ocupa cargo decisivo, "mais importante que sete mil pés de laranja derrubados, são as cem mil famílias de brasileiros que estão na beira das estradas". O único condicionante da empresa é que as terras sejam destinadas à reforma agrária, dando preferência às famílias que ocuparam o lugar dias atrás.

Para maior surpresa, admitiu que é inconcebível que, "num país de 8,5 milhões de Km2, haja tantas pessoas sem um lugar para trabalhar e até mesmo para morar".

Com esse gesto, continuou, "contribuiremos para fazer uma justiça histórica nesse país, já que desde a chegada dos portugueses, a terra tornou-se um pesadelo para nossos índios, negros e pequenos camponeses. Queremos, de uma vez por todas, superar essa injustiça histórica, criar a paz no campo e que essa paz se estenda também por nossas cidades".

Vejam mais em ADITAL


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Gilson Caroni: A fria lâmina de uma CPI anunciada

O campo ideológico das entidades que representam os proprietários de terra está unido em torno de um ponto: barrar a revisão dos índices de produtividade rural, mantendo os dados defasados do IBGE, que datam de 1975, como parâmetro para as desapropriações. A iniciativa é tão clara que só uma cobertura midiática enviesada pode ocultar sua real intenção: bloquear qualquer possibilidade de reforma agrária.

por Gilson Caroni Filho
para a Carta Maior

A CPI do MST no Congresso é a resposta dos setores mais reacionários da sociedade brasileira a uma conjuntura política que, ao contrário das anteriores, facilita o processo de emancipação dos trabalhadores rurais da tutela do proprietário da terra, permitindo-se pensar em projetos de democracia moderna no Brasil.

Vejam o texto completo no Portal Vermelho

sábado, 24 de outubro de 2009

Intelectuais fazem manifesto contra CPI do MST

Intelectuais do Brasil e do exterior divulgaram nesta sexta-feira, 23, um manifesto em defesa dos Movimento dos Sem-Terra (MST) e contra a CPI.De acordo com o documento, está em curso no Brasil "um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST". No fundo, diz o texto, "prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira".

Entre os signatários do manifesto aparecem os escritores Eduardo Galeano, do Uruguai, e Luiz Fernando Veríssimo. Também estão na lista o crítico literário e professor aposentado Antonio Candido, o cientista político Chico de Oliveira e o filósofo Paulo Arantes. Até o final da tarde de desta sexta-feira, cerca de cem pessoas já haviam assinado o manifesto, que está circulando por diversos países. Em Portugal ele ganhou a adesão do sociólogo Boaventura de Souza Santos, um dos ideólogos do Fórum Social Mundial.

O manifesto critica a cobertura dada pela mídia. "A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo. Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça", diz o texto. E mais adiante acrescenta: "Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários, desejando produzir alimentos."


Vejam também em seguida a lista com algumas das personalidades no blog Os Amigos da Presidente Dilma

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Só deputados da direita assinaram pedido de CPI do Campo

Das 185 assinaturas de deputados que constam no requerimento para criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Campo protocolado nesta terça-feira (20), pela oposição, na Secretaria da Mesa do Congresso - 117 são de parlamentares que pertencem a partidos da oposição e 68 são de outros partidos, como o PMDB (22) e o PR (16), que integram a base de apoio ao governo, mas se enquadram no perfil de parlamentares da direita.

Até mesmo os dois deputados do PDT que assinaram o requerimento são deputados ligados à bancada ruralista.
(...)
Abaixo, a lista com o número de assinaturas por partido:

DEM - 49
PSDB - 55
PPS - 13
PMDB - 22
PR - 16
PP -14
PDT - 2
PHS - 1
PRB -1
PSC - 4
PTB - 4
PTC - 1
PV - 2
PTdoB - 1



Vejam mais no PORTAL VERMELHO

sábado, 17 de outubro de 2009

Depredações são falsas, diz movimento

Luís Brasilino e Renato Godoy de Toledo,
Da redação


O MST admite ter destruído 2 hectares de plantações de laranja da empresa Cutrale. No entanto, foram imputados ao movimento outras atitudes que ele nega, tais como a destruição de tratores, roubo de combustíveis e furto de pertences pessoais de trabalhadores da fazenda.

"A gente fica bastante sentido da imprensa ter dito isso. Estamos atrás de terra e não de outra coisa. Teve gente que não era do movimento, gente da cidade, que não sabíamos nem quem era. E falavam que estavam 'só dando uma olhada...'", conta Cristina, do acampamento Rosa Luxemburgo, que participou da ocupação na Cutrale, mas prefere não revelar o sobrenome.

O MST cobra das autoridades uma investigação independente sobre o que aconteceu na área. A assentada Andréa do Carmo Pio, que também participou da ação, reforça que não sabe o que ocorreu depois que as famílias deixaram a ocupação. "Eles [polícia e funcionários da Cutrale] forjaram isso para queimar a imagem do movimento, não são burros. Nós deveríamos ter um advogado para vistoriar", lamenta.


Vejam mais em BRASIL DE FATO

Deputado quer que CPI também investigue entidades ruralistas

Por Camila Souza Ramos [Sexta-Feira, 16 de Outubro de 2009 às 18:08hs]

Caso a CPMI para investigar as acusações de repasse de verbas para órgãos ligados ao MST seja instalada, o deputado Dr. Rosinha (PT) pedirá que a comissão investigue também as denúncias de uso indevido de verbas públicas repassadas para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e para o Serviço Nacional de Aprendizagem do Coooperativismo (Sescoop). As entidades são ligadas aos grandes fazendeiros e integram o “Sistema S”, formado por pessoas de direito privado.

A mesa da Câmara aprovou no dia 30 de setembro um pedido do deputado ao Ministério da Fazenda pedindo esclarecimentos sobre a movimentação financeira das duas entidades. O ministério deve responder ao pedido até o dia 30 de outubro. O Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou relatórios que apontam indícios de desvio de finalidade de função na aplicação de recursos.

No documento consta que, ao invés de aplicarem as verbas em educação, elas foram utilizadas para pagamento de funcionários, despesa com transporte de pessoal, contratação irregular e transferências para entidades privadas. O deputado quer que o ministério divulgue todos os repasses ao Senar e à Sescoop desde janeiro de 2006 até agosto de 2009.



Vejam mais na REVISTA FÓRUM

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Kátia perdeu!

Depois de ter seu requerimento de instalação lido nesta quarta-feira, 30, a CPI do MST foi cancelada por falta de assinaturas. Até ontem, a bancada ruralista, da senadora Kátia Abreu responsável pela proposta de investigar os sem-terra, contava com cerca de 190 assinaturas na Câmara; ao todo, são necessárias 171 para instalar a comissão mista de inquérito.Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que está triste com a retirada de assinaturas, mas que não vai desistir.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), está inconsolável. Ele atribui o cancelamento à postura de alguns colegas. "Membros da bancada pecuária e ruralista se portaram de maneira indigna, porque retiraram a assinatura, disse. Os Sem Terra, comemora.


Vejam no blog dos Amigos do Presidente Lula