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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Uma nova política é possível?


Gostei da resposta do Oded Grajew ao Lasier Martins, que perguntou o que o Forum Social tinha produzido “de resultados” até hoje. Oded pacientemente discorreu sobre as ideias que, em contraposição a Davos, passaram a ser implantadas em vários países — incluindo o Brasil, que hoje tem situação mais sólida que aqueles que seguiram as ideias de Davos.
Ideias e ações inovadoras mudam destinos. As sociedades evoluem não pelas maiorias acomodadas, mas por práticas “emergentes”, que podem vir a influenciar ou se tornar novas maiorias, no futuro. Direitos dos animais já é um assunto mais visível, por exemplo. E a acessibilidade? Falta muito, há apenas um início de compreensão da importância do problema. Há pessoas que acham que as coisas nunca vão mudar. Imagine, então, o susto daqueles ditadores quando surgiu a “primavera árabe”.

Continue lendo no Sul 21.

A crise da esquerda e a mula sem cabeça

O Fórum Social Temático 2012 se ocupa, “apenas”, de dois temas: a crise do capitalismo e a destruição do planeta. Sob o pretexto de preparar a Rio + 20, muitos que aqui estão parecem comprometidos com uma crítica radical do que chamam de “capitalismo verde” ou “econeoliberalismo”. Nessa crítica, além dos balanços e das lutas contra barragens, sobressai a atualidade do embate político e teórico entre Reforma e Revolução. O economista da Unicamp e Facamp, Luiz Gonzaga Belluzzo, disse quarta-feira, numa entrevista coletiva na Carta Maior, que esta dicotomia deveria ser revisitada (no seu caso, em defesa de um reformismo radical). 

Mais do que um debate sobre a organização dos trabalhadores frente à história, no entanto, Belluzo propõe a retomada do enfrentamento de dois dos aspectos mais fundamentais analisados por Marx: a importância histórica do mercado e o privilégio do presente.




Leia mais na Agência Carta Maior.




A Agência Carta Maior está realizando ampla cobertura do Fórum Social Temático, em Porto Alegre e cidades da região metropolitana.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Vamos discutir a pobreza?

O que o FMI quer é um sistema mais estável, no qual os seus interesses de mercado prevaleçam.

Durante os quinze a vinte anos que o Consenso de Washington dominou o discurso no sistema-mundo (cerca de 1975-1995), a pobreza era uma palavra tabu, mesmo quando estava a crescer aos pontapés. Diziam-nos que a única coisa que importava era o crescimento económico, e que o único caminho para o crescimento económico era deixar funcionar o “mercado”, sem qualquer interferência “estatista” – excepto, é claro, a do Fundo Monetário Internacional (FMI ) e do Tesouro dos EUA.

A sra. Thatcher da Grã-Bretanha lançou então o seu famoso slogan: “Não Há Alternativa (TINA, sigla em inglês), que significava que não havia alternativa para qualquer outro estado além dos Estados Unidos e, suponho, o Reino Unido. Os países ignorantes do Sul global tinham de abandonar as suas pretensões ingénuas de controlar o seu próprio destino. Se desistissem, teriam um dia (mas quem pode dizer quando?) a recompensa do crescimento. Se não, estavam condenados – ousarei dizê-lo? – à pobreza.

Os dias de glória do Consenso de Washington acabaram há muito. As coisas não melhoraram para a maioria dos povos do Sul global – pelo contrário – e a revolta estava no ar. Os neo-zapatistas levantaram-se em Chiapas em 1994. Os movimentos sociais provocaram a interrupção da reunião da Organização Mundial do Comércio de Seattle em 1999 (da qual nunca mais se recuperou). E o Fórum Social Mundial começou a sua vida expansiva em Porto Alegre, em 2001.

Vejam o texto completo em ESQUERDA.NET

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Forum Social Mundial 2009 - Socialismo ou Barbárie?

Com os olhos voltados para a humanidade, o FSM de Belém buscava fazer história, tal como os que o precederam. O de 2001 foi um marco, conseguindo reunir movimentos e entidades do mundo todo, fazendo o contraponto ao neoliberalismo e ao pensamento único. O segundo, em 2002, se amplia e mostra seu potencial de critica ao modelo neoliberal, mesmo tendo ocorrido logo após os atentados de 11 de setembro e de toda a repressão desencadeada pelo governo Bush sobre os que se lhe opunham. Em 2003, enfrenta uma grande discussão, a partir da carta de princípios: a participação dos governantes. Lula, acabava de ser eleito e, indo para Davos, passa em Porto Alegre e é recebido em uma grande manifestação. Conta também com a presença de Chavez. Organiza também a maior mobilização desde a Guerra do Vietnã, contra a Invasão do Iraque. Em 2004, vai para a Índia se internacionalizando e se popularizando. Em 2005, com 155 mil inscrições e em torno de 180 mil participantes é o maior evento mundial contra o neoliberalismo. 2006 é o fórum policentrico (Américas, Ásia e África). Nas Américas ocorre em Caracas, fortalecendo Chavez no enfrentamento ao Império, contando com uma participação de 80.000 pessoas. Em 2007, é a vez do continente Africano, indo para o Quênia.

Em termos numéricos, seu sucesso é absoluto. No FSM da Amazônia os números são também expressivos: 133 mil pessoas inscritas de 142 países, sendo 15 mil no acampamento da juventude, e em torno de 150 mil pessoas envolvidas. Teve 5.808 entidades e organizações inscritas. A América do Sul contou com 4.193, a África com 489 organizações, a Europa com 491. A Ásia teve 334, a América do Norte 155, América Central 119 e a Oceania 27.

Mas, os números não conseguem refletir a grandiosidade do evento. Como descrever a multiplicidade de cores, de representação cultural, diversidade nos debates, riqueza de etnias? Andar pelos espaços do Fórum é deparar com barracas de exposição de artesanato da Economia Popular Solidária, com mesas de publicação de diferentes movimentos, jornais de todas as tendências, barracas com livros novos e usados. E ver as barracas dos acampamentos cobrindo grandes áreas. E, de repente, nos deparamos com o belíssimo painel da luta da Anistia alem de outros diferentes painéis. Imensas tendas das entidades sindicais. Palcos com apresentações ininterruptas. Continuando a caminhar, debaixo de um calor de 40 graus e/ou de uma intensa chuva, aparece um desfile indígena. Quando achamos ter terminado o desfile, nos defrontamos com o das mulheres, com suas coloridas cabeleiras e seus tambores. São tantas as pessoas andando pelo espaço do Fórum que parece uma permanente caminhada ou marcha ou manifestação. Em todos os espaços, as denuncias, lutas e propostas organizativas.

Texto completo em O Pensador Selvagem.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Abertas as inscrições para FSM 2009


Já estão abertas as inscrições para atividades e organizações que desejem participar do Fórum Social Mundial 2009, que será realizado de 27 de janeiro a 1° de fevereiro, em Belém, no Pará. As inscrições podem ser feitas pelo site do FSM 2009. Numa segunda etapa, serão abertas as inscrições individuais, para atividades culturais e imprensa. Apenas organizações poderão inscrever atividades que farão parte da programação do Fórum. Todas as atividades inscritas serão autogestionadas, ou seja, as organizações proponentes devem se encarregar de definir o formato das mesmas, nomes de palestrantes e outras questões. A organização do FSM garantirá o local para a realização da atividade e também se responsabiliza pela divulgação da mesma no site do fórum.

O território onde serão realizadas as atividades do Fórum é composto pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), uma área verde margeada pelo rio Guamá e pela floresta. Alguns pontos da programação já estão definidos. A marcha de abertura ocorrerá na tarde do dia 27 de janeiro. O dia 28 será o Dia da Pan-Amazônia: 500 anos de resistência, conquistas e perspectivas afro-indígena e popular. Essa data será dedicada a levar ao mundo as vozes da Amazônia, por meio de diversas atividades, como testemunhos, conferências, celebrações e mostras culturais. De 29 a 31 de janeiro serão realizadas as demais atividades auto-gestionadas. Por fim, no dia 1° de fevereiro, ocorrerá o encerramento do FSM 2009, com ações descentralizadas e auto-gestionadas, onde devem ser apresentados os acordos, declarações e alianças construídos no decorrer do evento. Para maiores informações clique AQUI.

Reproduzido do RS Urgente.