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terça-feira, 6 de setembro de 2011

José Paulo Bisol está vivo, passa bem e continua a pensar, para nosso gáudio

"E sempre que acontece um golpe de direita, a primeira força que se coloca do lado desse golpe, que é utilizada por esse golpe, é a Igreja. A segunda é a Justiça. Essas duas entidades são a coisa mais triste que existe na história da humanidade. Eu estava lá na Justiça. Meu professor de Direito Constitucional foi o Paulo Brossard. E o sujeito armou a derrubada do Jango! Ele me ensinava Direito Constitucional! Depois, durante o governo militar, ele foi, no Congresso, o “representante máximo da democracia”. Do outro lado estava um militar, o Jarbas Passarinho. Esse Brossard, um “modelo de democracia” – democracia virou brincadeira neste país, sabe? Um sujeito que armou a queda: “Não podia, Jango não pode”. Uma mera adversidade política explica qualquer ato moral. Quer dizer, o cara deixa de ser constitucional no “Jango não pode”. Não sou a favor nem contra o Jango. Não é isso. Só que ele não era comunista e todo mundo sabe disso. E, de repente, o professor de Direito Constitucional está contra a Constituição, porque ele é contra o Jango. Que valores são esses? Parece que a Constituição tem uma importância tremenda, mas o que tem a importância é o seu jogo partidário. Entende o que eu quero dizer? Decepção profunda…
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Sul21 – E o senhor ficou esperando um convite do Brizola para entrar no PTB ou já no PDT?

terça-feira, 12 de maio de 2009

O PDT morreu. Está enterrado em São Borja

Por Paulo Timm, de Olhos d’Água, Alexânia, Goiás

"(Eu) não sou nada, nunca serei nada. Aparte isso, trago em mim todo sentimento do mundo".
Fernando Pessoa

Há 30 anos um heróico grupo de adeptos do trabalhismo como o caminho brasileiro para a construção de uma sociedade democrática, reuniu-se em Lisboa com Leonel Brizola, esse e alguns dos participantes ainda no exílio, e firmaram o compromisso de reconstruir o Partido Trabalhista Brasileiro - PTB. Firmaram a Carta de Lisboa, de junho de 1979. Goiás e Brasília lá estiveram presentes pela minha assinatura. Foi um momento histórico. Inesquecível. Recomeçava naquele gesto a reconstrução do fio da história cortado pelo Golpe de 64.


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