As bactérias E.coli são utilizadas e manipuladas de forma intensiva e massiva pela indústria. Por exemplo, são um elemento importante na engenharia de transgenicos.
O surgimento de uma nova cepa letal da bactéria Escherichia coli (E. coli) nos alimentos na Europa põe em evidência, novamente, o desastre sanitário em que nos tem metido o sistema agro-alimentar industrial. Tratam-no como acidente, mas na realidade é algo cada vez mais frequente, porque é uma consequencia sistêmica. Era o esperado, igual ao surgimento da gripe porcina e da gripe aviária.
As autoridades sanitárias do governo alemão, de onde primeiro se identificou o surto, acusaram como causadores da contaminação aos pepinos orgânicos espanhóis. Tiveram que retificar porque era falso, mas já haviam causado grandes perdas. Acusam também os tomates e alfaces, especulam a respeito do leite, carnes e água engarrafada. Segundo o Instituto Robert Koch da Alemanha, trata-se de uma cepa desconhecida, produto da recombinação de outras, que deu origem à nova E. coli enterohemorrágica O104:H4. No princípio suspeitavam da E.coli O157:H7, a que foi encontrada em carne moída de grandes empresas como a Cargill e que em 2008 motivou a retirada de 64 milhões de toneladas de carne dos Estados Unidos e milhares de afetados.
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Do fundo do oceano

Bactérias encontradas em regiões pouco exploradas do Atlântico sul revelam-se potencialmente úteis a vários setores industriais. Estudo dos microrganismos, iniciado em 2009, deverá ser concluído em 2012.
Iniciada há pouco mais de um ano, pesquisa feita por microbiologistas brasileiros começa a render frutos. A equipe, que coletou cerca de 250 diferentes bactérias na porção sul do oceano Atlântico, a uma profundidade de 5 mil metros, constatou que algumas delas têm aplicação na indústria de medicamentos e na produção de biocombustíveis e de plástico biodegradável.
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sábado, 11 de outubro de 2008
Bactéria 'solitária' dá pista sobre vida fora da Terra, diz estudo

Cientistas americanos descobriram na África do Sul um minúsculo organismo que vive inteiramente isolado, sem oxigênio e na escuridão total das profundezas da Terra.
Acredita-se que a descoberta da bactéria, descrita na edição desta sexta-feira da revista científica Science, tenha revelado a criatura mais solitária do planeta e forneça pistas sobre como seria possível haver vida em outros planetas.
A bactéria foi batizada de candidatus desulforudis audaxviator, em referência a uma citação em latim contida no livro Viagem ao Centro da Terra, de Jules Verne. A referência encontrada pelo personagem-herói, um "viajante audaz" (audax viator), termina inspirando-o a empreender a jornada.
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