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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MARIA DA CONCEIÇÃO: 'JURO NO BRASIL SÓ SERVE AO RENTISTA. PODE BAIXAR O TANTO QUE QUISER'



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Pode baixar os juros o tanto que você quiser. O juro não é para a poupança, mas para a especulação e para o rentismo. A poupança é para os pobres. Não é possível manter uma taxa de juros tão disparatada quanto a nossa.Assim é impraticável. Uma maneira de combater o déficit público é baixar os juros. Praticamente todo o déficit do Brasil é com juros. Nós temos superávit primário. O déficit nominal é todo resultante de juros. Tem que baixar" (Maria da Conceição Tavares; em entrevista a Maria Inês Nassif; nesta pág)

 
(Carta Maior; 6ª feira; 02/12/ 2011)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Treva Européia

*Daniel Ortega se reelege na Nicarágua com 66% de apoio**depois de devastarem a Grécia, mercados focam agora na Itália e Espanha** nesta manhã, credores escalpelavam o Tesouro italiano e o espanhol** para financiar a dívida pública, exigiam taxas de juros vários pontos acima daquela cobrada da Alemanha** neste domingo, milhares de manifestantes tomaram as ruas de Roma pedindo a renúncia de Berlusconi** único debate da campanha eleitoral espanhola entre o PP de Aznar e o PSOE,de Zapatero, acontece nesta noite**confiante na vitória no dia 20, direita espanhola já fala em cortes de gastos e anuncia extinção do ministério da Cultura: a ortodoxia dispensa a criatividade e o debate.
 
 

TREVA EUROPÉIA
 

Renúncia de Papandreu leva à formação de um governo ainda mais à direita na Grécia. Espanha tem a maior taxa de desemprego do euro; país se prepara para devolver o poder ao PP de Aznar nas eleições do proximo dia 20, favorecendo a direita com brutal maioria no Parlamento. Angela Merkel preconiza mais dez anos de austeridade para a Europa sair da crise. Com a palavra, Antonio Gramsci: "A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem". E Maria da Conceição Tavares: 'Vivemos o colapso do neoliberalismo sob o tacão neoliberal: é a treva!" 

(Carta Maior; 2ª feira, 07/11/ 2011)

domingo, 25 de setembro de 2011

O colapso neoliberal – Volume II

 Márcia Denser

Estreou esta semana na tevê a cabo Wall Street – o dinheiro não dorme, uma produção da Fox (argh!) dirigida por Oliver Stone. Não querendo dar release de Stone (mas já dando), um tremendo diretor com um pensamento de esquerda, cuja filmografia inclui obras antológicas como Platoon (86), o primeiro Wall Street (87), Nascido a 4 de julho (89), Assassinos por natureza (94), JFK (91), Nixon (95), Um domingo qualquer (99), inexplicavelmente pontuadas por abordagens equivocadas, como o recente W (2008) , uma biografia estupidamente “psicologizada” de George W. Bush, que deixa do lado de fora o mais importante, omitindo suas motivações e ações, cujas nefastas consequências mudaram o rumo da história recente, reduzindo-o a um “garotinho inseguro cujo único propósito seria agradar o Grande Bush Pai”. Como se em meio aos tsunamis do 11 de setembro ou a ascensão do Capitalismo do Desastre e seu cortejo de guerras limpas e sujas, Stone “optasse” pelos “laços da família Bush”.

Vejam o texto completo em CONGRESSO EM FOCO

quarta-feira, 24 de março de 2010

À mestra, com carinho

Maria da Conceição Tavares completa 80 anos no dia 24 de abril de 2010. Matemática, economista, intelectual com vasta formação histórica, filosófica e literária, professora, militante, deputada federal, torcedora fanática do Vasco e admiradora da Portela, Maria da Conceição se transformou nos últimos 50 anos, numa figura pública emblemática e numa referência decisiva na vida cultural e intelectual brasileira. Conceição nasceu num povoado, no interior de Portugal, perto de Anádia, na região de Aveiro. A família de sua mãe era católica e monarquista, mas seu pai era anarquista, e essa divisão familiar, ideológica e política marcou toda a sua infância, vivida em plena ditadura salazarista e durante a Guerra Civil espanhola.

Confira o texto, de José Luís Fiori, no blog do Luís Nassif.