Mostrando postagens com marcador Cisjordânia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cisjordânia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Israel desmantela o acampamento palestino de Bab o Shams

As autoridades israelenses desmantelaram na noite de ontem (16) o acampamento palestino de Bab el Shams, de onde no domingo passado expulsaram aos acampados e que tinha sido levantado há uma semana no lugar onde Israel pretende construir a polêmica colônia judaica E1.

Segundo o porta-voz da polícia israelense, Miki Rosenfeld, declarou à Agência de Notícias Efe, "foram retiradas todas as tendas do local, em uma operação rápida, que durou uma hora e meia e na qual não houve incidentes relevantes".

O desmantelamento do acampamento, levantado pelos Comitês de Coordenação de Resistência Popular (PSCC), acontece um dia depois que mais de 50 ativistas palestinos tentaram se instalar de novo nele.


Notícia da EFE, disponível no UOL

sábado, 12 de janeiro de 2013

A grande virada da resistência palestina

A resistência palestina acaba de entrar em nova fase. Com a fundação da vila de Bab Al Shams, em 11 de janeiro, ela mostra que a partir de agora vai criar fatos consumados para retomar, na prática, aquilo que é seu por direito

Logo depois que a maioria dos países presentes à Assembleia Geral da ONU de 29 de novembro de 2012 reconheceram o Estado da Palestina nos limites anteriores à ocupação militar israelense de 1967, com Jerusalém oriental como capital, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyhau, decidiu desafiar a decisão. Em represália às Nações Unidas, anunciou a construção de três mil unidades habitacionais para colonos judeus, duas mil delas, além de centro comercial e educacional, em al-Tur, área próxima a Jerusalém oriental que Israel denomina E1.

Al-Tur fica no Estado da Palestina. E é importantíssima do ponto de vista geoestratégico. Construir ali uma extensão da colônia judaica de Ma’ale Adumin – ela também erigida ilegalmente em território palestino –, como quer o governo israelense, significaria dividir a Cisjordânia em duas partes. 

A Palestina ficaria, então, com três blocos geograficamente separados: Cisjordânia do norte, Cisjordânia do sul e Gaza. Todas elas sem nenhum tipo de comunicação umas com as outras. E sem acesso a Jerusalém.



Confira na Agência Carta Maior

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Belém festejará primeiro natal como Estado palestino


Belém se prepara na segunda-feira 24 para celebrar o Natal, o primeiro desde que a cidade berço do cristianismo se tornou Patrimônio Mundial e após o reconhecimento da Palestina como Estado observador não-membro na ONU.
O patriarca de Jerusalém, bispo Fouad Twal, a mais alta autoridade católica romana na Terra Santa, fará sua entrada triunfal em Belém, uma região autônoma da Cisjordânia, no início da tarde.
Enquanto isso, tropas de escoteiros palestinos com suas cornetas herdadas do colonialismo britânico (1920-1948) marcharam sob o olhar atento de centenas de turistas em frente à Basílica da Natividade, local do nascimento de Cristo, segundo a tradição.
O cortejo colorido é a oportunidade para a realização de uma grande festa popular palestina na Praça da Manjedoura, no coração de Belém, onde as festividades são a principal atração turística anual da Cisjordânia.
Os palestinos conquistaram uma vitória histórica em junho, com a obtenção do registro da Igreja da Natividade e da rota de peregrinação de Belém como Patrimônio Mundial da Unesco, apesar da oposição de Israel e dos Estados Unidos.
Outra grande conquista diplomática chegou no final de novembro, ao se tornarem um Estado observador não-membro na ONU, em uma votação esmagadora na Assembleia Geral chamada pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, de “ato de nascimento”.


Leia mais na CartaCapital.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Forças de Defesa de Israel invadem ONGs palestinas na Cisjordânia

Soldados israelenses invadiram nesta terça-feira (11/12) os escritórios de três organizações civis que defendem os direitos humanos do povo palestino, localizados no centro de Ramallah, a capital oficial da Cisjordânia, em plena área A (sob total controle da administração palestina, segundo os Acordos de Oslo). Antes mesmo do amanhecer, os oficiais arrombaram as portas da União dos Comitês das Mulheres Palestinas, da Rede de ONGs Palestinas e da Addameer e confiscaram diversos itens.


Confira no Opera Mundi. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Palestinos lançam campanha oficial para obter reconhecimento na ONU


A ANP (Autoridade Nacional Palestina) iniciou oficialmente nesta quinta-feira (08/09) sua campanha para obter reconhecimento na ONU como Estado membro de pleno direito, pedido que apresentará na Assembleia Geral da organização no final de setembro.
Em carta entregue no escritório do secretário-geral da ONU em Ramala, a ANP anunciou o início da campanha e conclamou os líderes da comunidade internacional a fazerem esforços "para que o povo palestino alcance suas justas reivindicações".
A carta menciona que, entre as medidas previstas com o fim de obter o respaldo internacional, estão uma série de atos pacíficos marcados para antes de 21 de setembro, quando será inaugurado o período de sessões da Assembleia Geral da ONU em Nova York. 


Continue lendo no Opera Mundi

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Colonos na Cisjordânia recebem treinamento e armas do exército de Israel

O exército israelense começou a armar e treinar colonos judeus na Cisjordânia para possíveis distúrbios com palestinos em setembro, quando membros da ANP (Autoridade Nacional Palestina) deverão comparecer à ONU (Organização das Nações Unidas) em busca de reconhecimento internacional do Estado. As informações são do jornal israelense Haaretz.

De acordo com a reportagem, as forças armadas israelenses estão fornecendo gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral aos responsáveis pela segurança dos assentamentos e fixando "linhas vermelhas" ao redor de cada colônia, a partir das quais as tropas poderão disparar contra os manifestantes palestinos. 



Continue lendo no Opera Mundi

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Supremo israelense ordena dissolvição de colônia judaica na Cisjordânia

A Corte Suprema israelense ordenou nesta terça-feira (02/08) o desmanche da colônia de Migron, nas Cisjordânia. O assentamento judeu é maior localizado em território palestino entre os considerados ilegais por Israel – embora a legislação internacional considere todas as colônias na Cisjordânia e na Faixa de Gaza ilegais.

A Corte exigiu do Exército que a colônia, localizada próxima a Ramallah e composta por aproximadamente 70 casas, seja dissolvida até março do ano que vem. Segundo Yariv Oppenheimer, diretor da ONG israelense "Peace Now", ela abriga 250 colonos.





Continue lendo no Opera Mundi

terça-feira, 19 de julho de 2011

Israel abre licitação para construção de 6,9 mil casas, muitas na Cisjordânia

O governo israelense anunciou nesta segunda-feira (18/07) a abertura de uma série de licitações para a construção de 6,9 mil casas, 336 em assentamentos judaicos na Cisjordânia, dentro de um plano para tentar reduzir os preços das moradias.

O plano prevê a construção de 294 habitações na colônia de Beitar Illit, no sul da Cisjordânia, e de 42 casas na de Karnei Shomron, no norte, informa nesta segunda-feira o site do jornal Yedioth Ahronoth.





Continua no Opera Mundi

ONG denuncia condenação de menores palestinos que atacam israelenses

Só um menor palestino, dos 853 processados por lançar pedras contra israelenses, foi absolvido no período 2005-2010, denunciou a ONG B'Tselem, uma organização israelense que vela pelos direitos humanos dos palestinos nos territórios ocupados.

Segundo um relatório publicado nesta segunda-feira (18/07) pela organização, os outros 852 foram declarados culpados em um acordo fora dos tribunais.

O motivo desse alto número se deve à pressão à qual se vêem submetidos os menores e suas famílias e ao fato de que, se não se declaram culpados e o processo judicial tem continuidade, as condenações se tornam piores.

Dos 853 menores, 34 tinham entre 12 e 13 anos; 255 entre 14 e 15; e os outros entre 16 e 17. 





Continue lendo no Opera Mundi

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Abbas decreta boicote a produtos de assentamentos israelenses

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, assinou um decreto proibindo a venda, nos territórios palestinos, de produtos fabricados nos assentamentos israelenses.

Os comerciantes que violarem a ordem, que entrará em vigor na semana que vem, estarão sujeitos a multas de até US$ 14 mil e a penas de até cinco anos de prisão.

O porta-voz do presidente palestino, Mohamed Edwan, disse à BBC Brasil, que o objetivo do decreto do presidente Abbas é "por um fim à situação atual" em que nos mercados e lojas das cidades palestinas são vendidos desde frutas e legumes até enlatados, brinquedos infantis e produtos cosméticos provenientes dos assentamentos.


Continua na BBC Brasil.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Levantamento inédito revela 57 mil imóveis israelenses na Cisjordânia

Um levantamento inédito realizado por um instituto de pesquisa israelense revela que há pelo menos 57.309 imóveis de colonos ou do governo israelenses nos territórios palestinos ocupados na Cisjordânia.

São 32.711 apartamentos, 22.997 casas, 187 shopping centers, 127 sinagogas, 717 instalações industriais, 15 salões de festas, 344 jardins de infância e 211 escolas.

Cerca de 500 mil cidadãos israelenses moram em assentamentos nos territórios ocupados, 300 mil deles na Cisjordânia e 200 mil em Jerusalém Oriental, que não foi mapeada.

A pesquisa foi realizada pela instituto de economia política Macro, que usou imagens de satélite pra registrar todos os assentamentos.

Continua na BBC Brasil, com uma pequena série de slides de assentamentos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Lula diz que palestinos sofrem 'bloqueio cruel' de Israel

Em Belm, ao lado do primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina, Salam Fayyad, o presidente Luiz Incio Lula da Silva classificou nesta tera-feira de cruel "o bloqueio que vem sofrendo o povo palestino" e fez duras crticas barreira construda por Israel na Cisjordnia.

O texto completo na BBC Brasil.

Ainda sobre a presença de Lula na Palestina, pela BBC:


quinta-feira, 11 de março de 2010

Israel, os assentamentos ilegais na Cisjordânia e a visita de Joe Biden (3): Palestinos desistem de novas negociações com Israel

O presidente palestino Mahmoud Abbas anunciou que desistiu de iniciar negociações indiretas com Israel, depois da crise gerada pelo projeto de construção de 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental.

O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse nesta quinta-feira que o presidente Abbas telefonou ao secretário-geral da Liga Árabe, Amer Moussa, avisando que voltou atrás da intenção de iniciar negociações indiretas com Israel, em decorrência da construção israelense em Jerusalém Oriental.

De acordo com Erekat, Abbas não quer retomar as negociações de paz com Israel sem o congelamento total da construção de assentamentos israelenses, inclusive em Jerusalém Oriental.

Continua na BBC Brasil.

Apesar de tudo, o vice-presidente dos Estados Unidos ainda fez uma "conclamação à volta às negociações". Isto também pode ser conferido na BBC Brasil.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Israel, os assentamentos ilegais na Cisjordânia e a visita de Joe Biden (2): Israel se desculpa por aprovar casas durante visita de Biden

O ministro de Interior de Israel, Eli Yishai, se desculpou hoje pelo "mal-estar" que o Estado judeu causou ao aprovar a construção de 1.600 casas em território palestino durante a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, à região.

"Peço desculpas pela inquietação que este assunto causou", declarou o ministro à "Rádio Israel".

Yishai disse na manhã desta quarta-feira que não sabia que um comitê de seu ministério pretendia aprovar ontem o plano para a ampliação do assentamento judaico de Ramat Shlomo, em Jerusalém Oriental.

Notícia da EFE, disponível no UOL.

Israel, os assentamentos ilegais na Cisjordânia e a visita de Joe Biden (1): Ampliação de assentamentos gera crise durante visita de Biden a Israel

O anúncio do governo israelense sobre a construção de mais 1.600 casas em Jerusalém Oriental gerou uma crise de confiança entre Israel e o governo dos Estados Unidos durante a visita do vice-presidente americano, Joe Biden, a Israel.

Nesta quarta-feira, Joe Biden é aguardado em Ramallah, na Cisjordânia, para se encontrar com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e com o primeiro ministro da Autoridade Palestina, Salam Fayad.

Continua na BBC Brasil.

Outro texto sobre o mesmo assunto, desta com Biden já se encontrando com Abbas, também na BBC Brasil, confira aqui.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Israel autoriza novas construções em assentamento na Cisjordânia

O Ministério da Defesa de Israel aprovou a construção de 112 apartamentos no assentamento ultraortodoxo de Beitar Ilit, na Cisjordânia, às vésperas da retomada das negociações de paz com os palestinos.

O anúncio do governo israelense, feito no mesmo dia em que o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, inicia sua visita ao Oriente Médio, pode afetar a retomada das negociações entre israelenses e palestinos, que estava prevista durante a visita.

A ampliação do assentamento de Beitar Ilit contradiz a decisão do governo israelense, anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em novembro de 2009, de congelar a construção na Cisjordânia "para facilitar a retomada das negociações".

Continua na BBC Brasil.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Guerra pela água

A Cruz Vermelha afirma que cerca de cem mil famílias palestinas dependem da colheita de azeitonas para sua subsistência, mas a cada ano o produto está mais escasso.

Segundo os agricultores, 2009 foi um ano particularmente ruim.

A seca não ajudou, mas os eles dizem que na raiz do problema estão as restrições impostas por Israel à circulação dos palestinos da Cisjordânia, assim como o muro construído pelo governo israelense.

Mais na BBC Brasil, com vídeo.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Justiça de Israel manda abrir estrada a carros palestinos

Palestinos e ativistas dos direitos humanos a chamavam de "estrada do apartheid". Para muitos motoristas israelenses, é simplesmente uma estrada segura, dando acesso a Jerusalém sem cruzar com palestinos.

A Suprema Corte de Israel decidiu na terça-feira que a Rodovia 443, que corta a Cisjordânia ocupada e liga Jerusalém a Tel Aviv, deve ser aberta aos veículos palestinos, revertendo uma proibição imposta em 2002 por militares depois de ataques contra carros israelenses.

A Justiça deu ao Exército cinco meses para formular um novo esquema de segurança na estrada de quatro pistas. Até lá, a proibição ao trânsito de palestinos continua em vigor.

A notícia da Reuters está disponível no UOL .

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Colonos desafiam congelamento de assentamentos na Cisjordânia

Os líderes dos colonos israelenses na Cisjordânia anunciaram que vão combater a decisão do governo de congelar parcialmente e temporariamente a construção de novas casas nos assentamentos no território palestino.

Nesta terça-feira, colonos expulsaram fiscais que levavam ordens de suspensão de construções ao assentamento de Kiriat Arba, perto de Hebron.

De acordo com o anúncio do Conselho da Judeia e Samaria (nome bíblico para a Cisjordânia), o orgão que representa os colonos israelenses, a decisão do governo de congelar a construção é "desumana, imoral e antissionista".

"Vamos continuar a construção do país com ou sem o governo", anunciaram os líderes dos colonos. "A decisão do governo prejudica os direitos básicos de mais de 300 mil israelenses que moram em Judeia e Samaria e promove a criação de um Estado palestino no coração da terra de Israel".

Continua na BBC Brasil.