segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Não há mais centro e periferia
A ascensão da China, com sua demanda por produtos primários, mudou a divisão internacional do trabalho e tornou datada a dicotomia entre indústria e produção de commodities que marcou a trajetória brasileira durante o século 20.
Quem faz a afirmação é a economista Maria da Conceição Tavares, veterana expoente do desenvolvimentismo, que propôs a ação do Estado para a industrialização, a fim de superar a desvantagem nas relações de troca com os Estados Unidos -que, ao também produzirem matérias-primas, forçavam a baixa de seus preços.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Por que "As Veias Abertas"
Emir SaderPor que Hugo Chavez escolheu esse livro para
dar de presente ao presidente dos EUA?
Porque é um dos livros essenciais para entender a América Latina e os próprios EUA. “ Há dois lados na divisão internacional o trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: se especializou em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta.”
Um livro que se fundamenta na compreensão da nossa América nos dois pilares que articulam nossa violenta inserção subordinada no mercado capitalista internacional: o colonialismo e os dos maiores massacres da história da humanidade – a aniquilação dos povos indígenas e a escravidão. O capitalismo chegou a estas terras espalhando sangue, revelando ao que vinha. Não a trazer civilização fundada nas armas e no crucifixo, mas opressão, discriminação, exploração dos recursos naturais e dos seres humanos.
Vejam o texto completo em Patria Latina