A elite brasileira é incapaz de estender a mão?
Adib Jatene: Esse é o problema. A elite financeira, a elite política, a elite intelectual... vive somente entre a elite. E quem se dispõe a ajudar os mais pobres e ir atrás dos recursos é combatido. O que o ministro José Gomes Temporão [Saúde] está fazendo é uma situação de desespero. Ele vê que pode fazer mais. Vê que tem uma parcela da população que tem tudo, da melhor forma que se faz no mundo. Mas ele não ignora que uma grande parcela da população não possui o mínimo para sobreviver. Ele vai buscar alguma coisa no orçamento e não consegue. Aí ele vem e propõe: "Eu preciso de R$ 10 bilhões a mais". É pouco. Ele precisa de, no mínimo, R$ 50 bilhões a mais. Mas as pessoas que podem oferecer isso sem nenhuma dificuldade, incluem qualquer novo tributo na sua planilha de custos, repassa o valor ao consumidor final e reclama.
Confira a entrevista do Dr. Adib Jatene, no UOL Notícias, via Luís Nassif.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
Inácio ironiza PSDB e defende retorno da CPMF
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) defendeu a aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que substitui a extinta Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Votei três vezes na CPMF. Duas no Governo FHC e outra no Lula; espero que ela volte com força”, disse o comunista ironizando o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que é radicalmente contra, embora o imposto tenha nascido no governo Fernando Henrique Cardoso. Eles debateram o assunto nesta sexta (21) ao vivo na rádio CBN.
A polêmica voltou à tona após o acordo feito nesta semana entre o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e a bancada do seu partido, o PMDB, para que o projeto seja votado até setembro. O PT já disse que apoia.Trata-se de um substitutivo da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 306/2008, do Senado, que regulamenta a emenda constitucional nº 29 prevendo à CSS alíquota de 0,1%, menor que os 0,38% da CPMF. A cobrança do imposto sobre as transações financeiras levaria a uma arrecadação anual de R$ 12 bilhões para o setor.
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