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terça-feira, 17 de agosto de 2010

O sentido histórico de uma candidatura (e de um programa)

O primeiro programa de Dilma na TV cala tão mais fundo quanto mais percebemos os elos de ligação da jornada que ele apresenta e a oportunidade histórica que essa eleição oferece de religar fiosdessa trama que, em função de algumas dolorida derrotas, acabaram soltos pelo caminho.


O primeiro programa de TV da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República calou fundo. E a emoção que despertou não foi resultado de um truque de marketing. A excelência técnica, neste caso, foi submissa ao sentido histórico da candidatura. Entregou-se por inteiro, de joelhos – a qualidade de imagem, de edição, de som, de roteiro –, para narrar um pedaço da história recente do Brasil e para apresentar uma importante personagem dessa história. A imagem de abertura é simples e poderosa: uma estrada, um veículo e somos convidados a seguir em frente com as nossas crenças, paixões e compromissos. Essa jornada, no programa, não é uma invenção aleatória, mas sim um trajeto muito bem situado historicamente. Tem passado, presente e futuro. E estabelece nexos entre eles.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

domingo, 27 de junho de 2010

A quem serve o “quanto pior, melhor”?

Escrito por Wladimir Pomar
23-Jun-2010

Algumas forças políticas de esquerda acreditam que o Programa Democrático Popular aprovado pelo PT, em 1986, continua atual. Ele responde aos principais problemas estruturais enfrentados pelo Brasil. Também corretamente, avaliam que esse não foi o programa adotado no governo Lula. Mas, estranhamente, ao invés de avaliaram as condições objetivas que levaram o PT a aplicar um programa tático diferente, ou "rebaixado", como costumam dizer, preferem lamentar-se, ao mesmo tempo em que acusam ao PT de haver abandonado seu programa estratégico.

Alguns se dão conta de que, para a maioria do povo brasileiro, as realizações do governo Lula são vistas e sentidas como avanços e conquistas. Mas, ao invés de tomarem isso como possibilidade real para conquistas ainda maiores, mesmo que lentas, preferem se lastimar de que essa maioria popular não tenha percebido a necessidade de retomar a luta por reformas estruturais na sociedade brasileira.

Vejam o texto completo em CORREIO DA CIDADANIA

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Lula x FHC: por que os tucanos evitam as comparações


Por Marcos Verlaine*

O ano de 2009 se foi. 2010 começa com muito otimismo e esperança de que o Brasil será melhor que nos anos anteriores. As eleições e a Copa do Mundo são os dois ingredientes que apimentarão este final de década do segundo milênio. Previsões de jornalistas escolhidos pelo diário britânico Financial Times dão conta que a seleção brasileira de futebol será campeã na África do Sul e que Dilma será vitoriosa na batalha à Presidência da República. Ótimas previsões!
(...)

Dois projetos estarão em jogo. Um conservador e elitista que levou o Brasil à bancarrota. Outro mudancista, que permitiu ao País trilhar novos caminhos, com a inclusão de grande massa do povo no processo produtivo.

No debate será inevitável as comparações entre o atual governo e a era FHC. Mas será essa comparação que permitirá ao povo definir com mais clareza sua escolha. Se quer voltar ao passado ou se quer avançar rumo ao futuro.

Vejam o texto completo em PATRIA LATINA

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Muito além da sorte

Rui Falcão

Em reportagem no jornal Valor Econômico (11/11/2008, A12), o jornalista Paulo Totti escreve que o programa Bolsa Família desbancou a cana-de-açúcar – a mais tradicional atividade econômica de Alagoas - como esteio econômico e social do Estado. “Nos últimos tempos, e acentuadamente durante o mandato do atual governo federal, os donos do açúcar tornaram-se menos importantes do que os beneficiários do Bolsa Família, menos importantes do que os aposentados da Previdência Social, menos importantes até que os desempregados. Hoje a economia alagoana depende mais dessas três categorias e menos dos usineiros”, afirma ele. E vai aos números:

Enquanto a massa salarial gerada na principal atividade agrícola do Estado chegará a R$ 100 milhões neste ano, remunerando 1,4 milhão de trabalhadores, o Bolsa Família vai irrigar a economia estadual com R$ 368 milhões, três vezes e meia os salários provenientes da cana-de-açúcar. O quadro do seguro-desemprego é semelhante: no ano passado, 65 mil alagoanos receberam R$ 134 milhões de seguro-desemprego, um terço mais que os cortadores de cana. E ainda maior é a contribuição da Previdência Social. Com o 13º, a Previdência beneficiará cerca de 1,5 milhão de alagoanos, quase metade da população do Estado, com R$ 2,4 bilhões – mais de vinte vezes o pagamento anual da cana.



Vejam o texto completo no blog Oni Presente