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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pesadelo sionista: Israel nunca foi, não é e jamais será um Estado judeu

Um dos maiores mitos já disseminados na mídia internacional e, inclusive, nos meios acadêmicos é definir Israel como “Estado judeu” (motivo pelo qual uso aspas sempre que escrevo a referida alcunha).

Israel jamais foi, não é e jamais será um Estado judeu.

Até porque é pouco provável que governo e população do Estado de Israel sigam os princípios do judaísmo.

Não surpreende, portanto, que a maioria dos judeus (ou aqueles que afirmam ser judeus) prefira viver fora do Estado que, a princípio, deveria protegê-los.

Vejam o texto completo em CONSCIÊNCIA.NET

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mauritânia chama embaixador em Israel para consultas

A Mauritânia chamou hoje para consultas seu embaixador em Tel Aviv, em protesto contra a ofensiva militar de Israel sobre a Faixa de Gaza, informou o Ministério de Assuntos Exteriores mauritano.

Mais no G1.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Carta aberta de Uri Avnery a Barack Obama

As humildes sugestões que se seguem são baseadas nos meus 70 anos de experiência como combatente de trincheiras, soldado das forças especiais na guerra de 1948, editor-em-chefe de uma revista de notícias, membro do parlamento israelense e um dos fundadores do movimento pela paz:

1)No que se refere à paz israelense-árabe, o Sr. deve agir a partir do primeiro dia.

2)As eleições em Israel acontecerão em fevereiro de 2009. O Sr. pode ter um impacto indireto, mas importante e construtivo já no começo, anunciando sua determinação inequívoca de conseguir paz israelo-palestina, israelo-síria e israelo-pan-árabe em 2009.

3)Infelizmente, todos os seus predecessores desde 1967 jogaram duplamente. Apesar de que falaram sobre paz da boca para fora, e às vezes realizaram gestos de algum esforço pela paz, na prática eles apoiavam nosso governo em seu movimento contrário a esse esforço.

Particularmente, deram aprovação tácita à construção e ao crescimento dos assentamentos colonizadores de Israel nos territórios ocupados da Palestina e da Síria, cada um dos quais é uma mina subterrânea na estrada da paz.

4)Todos os assentamentos colonizadores são ilegais segundo a lei internacional. A distinção, às vezes feita, entre postos “ilegais” e os outros assentamentos colonizadores é pura propaganda feita para mascarar essa simples verdade.

5)Todos os assentamentos colonizadores desde 1967 foram construídos com o objetivo expresso de tornar um estado palestino – e portanto a paz – impossível, ao picotar em faixas o possível projetado Estado Palestino. Praticamente todos os departamentos de governo e o exército têm ajudado, aberta ou secretamente, a construir, consolidar e aumentar os assentamentos, como confirma o relatório preparado para o governo pela advogada Talia Sasson.


Este texto completo está em O Pensador Selvagem.


quinta-feira, 17 de julho de 2008

Israel confirma identidade dos soldados entregues pelo Hizbollah

O Exército israelense confirmou que os restos mortais entregues pelo Hizbollah [que recebe apoio da Síria e do Irã] nesta quarta-feira correspondem a seus soldados Eldad Regev e Ehud Goldwasser, capturados pelo grupo extremista islâmico em 2006.

Generais do Exército israelense informarão os resultados das análises às famílias dos soldados. Fontes militares disseram que o processo de identificação durou várias horas por causa do estado deteriorado dos corpos dos soldados, segundo o jornal "Jerusalem Post". O site do "Haaretz" afirmou que Israel verificou a identidade de Regev e Goldwasser cinco horas após os corpos terem sido entregues.

Notícia completa na Folha Online.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

França defende que Fazendas de Chebaa fiquem sob tutela da ONU

A França defendeu hoje colocar sob a tutela da ONU as disputadas Fazendas de Chebaa, na fronteira entre Israel, Síria e Líbano.

"Consideramos que uma tutela sob a ONU é uma opção clara sobre a mesa hoje e apoiamos esse princípio", disse à imprensa o porta-voz do Ministério de Exteriores, Eric Chevallier, que não deu outros detalhes.


Estas declarações foram feitas após um fim de semana de intensa diplomacia em Paris, no qual coincidiram para a cúpula pelo Mediterrâneo os líderes de 42 países europeus e árabes.


Entre os participantes presentes estavam os presidentes de Síria, Bashar al-Assad, Líbano, Michel Suleiman, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, assim como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.


Mais no G1.


Hezbollah prepara festa por troca de prisioneiros com Israel

O grupo libanês Hezbollah prepara uma grande celebração por várias regiões do Líbano devido ao acordo com Israel para a troca de prisioneiros, que deve acontecer na quarta-feira na fronteira entre os dois países.


Nesta terça-feira, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, aprovou o acordo mediado por um diplomata alemão indicado pela ONU.


Na troca, as autoridades israelenses devem libertar cinco prisioneiros libaneses - Samir Qantar, Khodor Zaidan, Maher Kourani, Mohammed Srour e Hussein Salman -, e devolver o corpo de 199 guerrilheiros libaneses e outros árabes mortos em ação contra Israel.


O Hezbollah, por sua vez, promete devolver os soldados israelenses Ehud Goldwasser e Eldad Regev, capturados numa ação na fronteira no dia 12 de julho de 2006 - o que foi o estopim para uma guerra de 34 dias entre Israel e Hezbollah.


O governo israelense considera os dois soldados mortos em combate por conta dos ferimentos. No entanto, o grupo libanês não confirmou até o momento se os militares capturados estão ou não vivos.

Mais no G1.


sexta-feira, 4 de julho de 2008

Ataque com escavadeira mata três em Jerusalém

Um motorista palestino arremessou uma escavadeira sobre um ônibus e vários carros nesta quarta-feira em Jerusalém, matando três pessoas. Ele foi morto a tiros por um policial.

Dezenas de pessoas ficaram feridas; pelo menos sete estão em estado crítico.

O incidente aconteceu na rua Jaffa, uma das principais de Jerusalém.

A polícia israelense disse que o homem de 30 anos, morador de Jerusalém Oriental, aparentemente não era afiliado a nenhum grupo militante. Ele teria trabalhado em obras ao longo da rua Jaffa.

O escritório do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert descreveu o incidente como um ataque terrorista e "um ato de violência assassina e sem sentido".

O grupo palestino Hamas, através de um de seus porta-vozes, negou qualquer envolvimento com o incidente.

Texto comleto na BBC Brasil. O final da notícia informa que o terrorista tinha carteira de identidade israelense e ficha criminal. Talvez fosse apenas um cara
estressado num dia ruim, mas isso vai fazer aumentar a paranóia israelense.

domingo, 1 de junho de 2008

Israel deporta espião do Hezbollah em suposta troca

Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah realizaram neste domingo uma suposta troca na fronteira entre os dois países.

O Hezbollah diz que entregou ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha os restos mortais de soldados israelenses morto na guerra de 2006 no Líbano. Os restos serão entregues a Israel.

No mesmo dia, um homem nascido no Líbano que serviu seis anos em uma prisão israelense por ter espionado para o Hezbollah foi deportado, também com a mediação da Cruz Vermelha.

Mais na BBC Brasil. E você jura que acreditou quando os governos israelenses afirmam que não negociam com "terroristas".


sexta-feira, 9 de maio de 2008

60 Anos de Israel: E especialista diz que Israel não tem como vencer novos inimigos

A avaliação é do professor de Estudos Estratégicos da Universidade de Tel Aviv Reuven Pedatzur, para quem a principal ameaça a Israel vem dos milhares de foguetes que podem ser lançados pela milícia xiita libanesa Hezbollah e por grupos militantes palestinos.

“Israel não tem uma resposta para os foguetes, nem do ponto de vista militar, nem com poder de dissuasão”, diz o analista. “Isso ficou claro na segunda Guerra do Líbano e também na nossa experiência com os foguetes lançados da Faixa de Gaza contra o sul do país.”

Texto completo na BBC Brasil.


60 Anos de Israel: O árabe-israelense que vota no Likud

Alam Alam é um caso raro: árabe cristão em Israel, onde 76% da população é judia, ele afirma ter orgulho de ser cidadão israelense.

Ainda mais surpreendente, Alam é eleitor do partido nacionalista de direita Likud, liderado pelo ex-primeiro-ministro Benyamin Netanyahu.

Mais na BBC Brasil.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Israel deve buscar paz enquanto pode, diz ativista israelense

“Israel deve fazer a paz o quanto antes, enquanto há parceiros para a negociação", afirmou Avnery, em entrevista à BBC Brasil.

Ele alerta para a possibilidade de um “desdobramento catastrófico” no Oriente Médio que possa tornar impossível a solução do conflito entre Israel e o mundo árabe.

“Imagine uma revolução islâmica no Egito e depois na Arábia Saudita e na Síria. Imagine um Oriente Médio tomado pelo islamismo radical.”

Uri Avnery lutou pela consolidação do Estado de Israel na guerra de 1948, quando ficou gravemente ferido.

Sessenta anos depois, embora seja um dos críticos mais incisivos à politica conduzida por sucessivos governos do país, ele não se arrepende de ter arriscado a vida pela criação de Israel.

O texto completo na BBC Brasil.


domingo, 9 de março de 2008

Velório de estudantes assassinados paralisa Jerusalém

Milhares de pessoas participaram, nesta sexta feira, do velório de oito estudantes assassinados por um atirador palestino em um seminário de rabinos na quinta-feira.

Reportagem completa na BBC Brasil.

Tiroteio em escola religiosa de Jerusalém mata ao menos oito

Pelo menos oito pessoas morreram em um ataque terrorista realizado em um instituto de estudos do Talmude (livro sagrado dos judeus), em Jerusalém, no bairro de Kyriat Mosher. Essa é uma das maiores escolas religiosas da cidade.

Além das oito vítimas, o jornal israelense "Haaretz" diz que há nove pessoas feridas, três delas em estado grave. A informação contraria a declaração do responsável pelos serviços de emergência de Jerusalém disse à rádio do Exército israelense que havia pelo menos 35 feridos no local do ataque.

Texto completo no G1.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Os burocratas do horror

A cena foi “uma das mais duras e vergonhosas vistas em Israel na história recente”, no dizer de um editorial do jornal Haaretz.

Os meninos palestinos Ahmed Samut, de dois anos, e Sausan Jaafari, de nove, foram com os pais ao posto de fronteira de Erez, na última terça-feira. As duas famílias de Gaza precisavam entrar em Israel porque os meninos, que sofrem de gravíssimos problemas cardíacos, tinham cirurgia marcada num hospital israelense – que oferecera a operação de graça para eles. Numa decisão absolutamente desumana, as autoridades no posto impediram que os pais das crianças entrassem em Israel, por serem jovens demais – perfil característico dos terroristas palestinos, segundo os critérios israelenses. Apenas Sausan e Ahmed tiveram permissão para passar.

Os meninos foram tirados dos braços de seus pais e tiveram de cruzar sozinhos o posto de fronteira, situação que causou estupor em Israel. O Haaretz chamou essas normas de “decreto do mal”, por razões que a história acima deixa mais do que óbvias. “A imagem das crianças andando sozinhas em seu caminho para a apavorante cirurgia deve reverberar de uma ponta do país à outra. Deve perturbar todos os israelenses, não importa sua coloração política. Todos os pais de Israel devem se colocar no lugar desses desafortunados pais”, disse o jornal.

Além disso, o fato de um hospital israelense oferecer a cirurgia para os meninos palestinos não deveria ser motivo de “orgulho desmedido” por parte de Israel, afirma o editorial. “No atual estágio do cerco imposto a Gaza, Israel tem enorme responsabilidade moral pelo bem-estar e a saúde dos sitiados.”

E o texto do jornal faz uma crítica categórica ao principal argumento de Israel quando se trata de medidas duras contra os palestinos: a segurança. “Israel está tomando o nome da segurança em vão. Nenhuma consideração dessa natureza desculpa o fechamento de fronteiras para os pais de crianças doentes, que não são suspeitos de nada e que não têm permissão para entrar simplesmente porque são jovens. A administração tem instrumentos suficientes para abrir exceções (...). Os pais de Sausan e Ahmed têm o direito humano básico de acompanhar seus filhos no mais difícil momento deles.”

Esse episódio pode levar a perturbadoras conclusões. A principal delas é que a burocracia israelense, no que diz respeito aos palestinos, está tomada daquilo que Hannah Arendt qualificou de “banalidade do mal”, isto é, quando os valores morais estão de tal maneira invertidos que fazer o mal torna-se a norma a ser seguida, e não a exceção a ser combatida. Os burocratas israelenses que determinaram o absurdo da situação de Sausan e Ahmed provavelmente não acreditam ter feito nada de mais, uma vez que humilhar os palestinos se tornou a lei, e não humilhá-los significaria ir contra a lei. Diante desse contexto, é preciso dizer com todas as letras: a conciliação entre israelenses e palestinos depende da renúncia dos palestinos ao terror, mas passa, também, por uma revisão moral por parte de Israel, cada vez mais isolado em seu imenso castelo de certezas.


Do Marcos Guterman, no Estadão Online, via Weblog do Pedro Dória.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

VISÃO DE AMOS OZ

Durante o discurso de agradecimento pelo recebimento do renomado prêmio espanhol "Príncipe de Astúrias", um dos mais importantes autores israelenses da atualidade, Amos Oz, emitiu um polêmico conceito sobre a coexistência entre árabes e judeus: "Parte da tragédia árabe-judia é a incapacidade de muitos de nós, judeus e árabes, de imaginar-nos uns aos outros. De imaginar realmente os amores, os medos terríveis, a ira, os instintos. Demasiada hostilidade impera entre nós e muito pouca curiosidade. Os judeus e os árabes têm algo em comum: ambos sofreram no passado debaixo da pesada e violenta mão da Europa. Os árabes foram vítimas do imperialismo, do colonialismo, e da exploração e humilhação. Os judeus foram vítimas de perseguições, discriminação, expulsão e, no final, o assassinato de um terço do povo judeu.

Caberia supor que duas vítimas, e sobretudo duas vítimas de um mesmo perseguidor, desenvolveriam certa solidariedade entre elas. Desgraçadamente as coisas não são assim, nem nas novelas, nem na vida real. Pelo contrario, alguns dos conflitos mais terríveis são aqueles que se produzem entre duas vitimas de um mesmo perseguidor. Os dois filhos de um pai violento não tem porque amar-se necessariamente. Exatamente assim é a situação entre judeus e árabes no Oriente Médio: enquanto os árabes vêem nos israelenses novos cruzados, a nova reencarnação de uma Europa colonialista, muitos israelenses vêem nos árabes a nova personificação de nossos perseguidores do passado: os responsáveis pelos pogroms e os nazis".

Do Verdes Trigos.

sábado, 7 de julho de 2007

Guerra sem fim

Na mesma semana em que Farfour, o personagem da rede de TV palestina Al-Aqsa, que copiava o Mickey da Disney, foi morto em seu programa infantil “Pioneiros do amanhã”, a edição deste sábado (7) do jornal australiano “Daily Telegraph” analisa como a representação “delirantemente engraçada e insana” para os adultos, ensina a violência para os jovens árabes.
O texto é uma mistura de crítica e ironia, e traz a charge acima, em que Farfour, após o martírio, chega ao paraíso para encontrar suas 72 virgens, todas ratos, como ele.
Na parte mais crítica, ele analisa a violenta morte do personagem, durante uma sessão de tortura pela polícia israelense, e os efeitos que isso pode trazer, como a formação de toda uma nova geração de muçulmanos que crescem aprendendo a odiar o Ocidente. Mais aqui no G1. (inclusive vídeo do programa)