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sábado, 10 de setembro de 2011

A revolução em andamento na Islândia

Cinco anos de um regime puramente neoliberal fizeram da Islândia (população de 320 mil pessoas, sem exército), um dos países mais ricos do mundo. No ano de 2003, todos os bancos do país foram privatizados e, num esforço para atrair investidores estrangeiros, ofereceram empréstimos em linha, cujos custos mínimos lhes permitiram oferecer taxas relativamente altas de rendimentos. As contas, chamadas de “icesave”, atraíram muitos pequenos investidores ingleses e holandeses; mas, à medida que os investimentos cresceram, isso também aconteceu com a dívida dos bancos estrangeiros. Em 2003, a dívida da Islândia era igual a 200 vezes o seu PIB, mas em 2007 ela chegou a 900 vezes. A crise financeira mundial de 2008 foi o golpe de graça. Os três principais bancos islandeses, Landbanki, Kapthing e Glitnir, quebraram e foram nacionalizados, enquanto que a coroa islandesa perdeu 85% do seu valor em relação ao euro. No final do ano, a Islândia se declarou falida.

Contrariamente ao que se poderia esperar, a crise deu lugar à recuperação dos direitos soberanos dos islandeses, através de um processo de democracia direta participativa, que finalmente conduziu a uma nova Constituição, mas depois de muita dor.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Tunísia opta pela paridade nas suas primeiras eleições

A revolução tunisina prossegue: foi decidido que as listas às primeiras eleições democráticas desde a independência, há 55 anos atrás, terão de respeitar a paridade entre mulheres e homens.

Segundo adianta o El País, não só as listas de candidatos contarão com o mesmo número de mulheres e homens como serão compostas alternando entre os dois sexos. Se as listas apresentadas não cumprirem os requisitos paritários serão consideradas inválidas.

Desde modo, a Assembleia Constituinte que terá em mãos a redacção da nova Constituição, contará com uma elevada participação feminina. As eleições estão marcadas para o dia 24 de Julho.

Vejam mais detalhes em ESQUERDA.NET

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As mulheres egípcias reivindicam seu lugar na revolução

Uma onda de otimismo se extende entre as organizações feministas egípcias, após a participação massiva de mulheres na revolução popular. A experiência de liberdade vivida na praça de Tahrir e a possibilidade de envolver-se desde o princípio nas mobilizações, através de uma plataforma segura como é a internet, são algumas das causas que se escondem por trás desta nova situação.


Vejam mais detalhes em Diagonalweb

terça-feira, 29 de junho de 2010

Entre a política e o dogma

Escrito por Wladimir Pomar
29-Jun-2010

Todo projeto tático é um projeto "rebaixado". Os projetos estratégicos, de reformas profundas, só se tornam projetos táticos em situações revolucionárias. E situações revolucionárias só ocorrem quando a grande massa do povo não quer mais viver como antes, e a burguesia não tem mais condições de fazer concessões ou impor seu domínio.

Em vista disso, no momento atual, o grande desafio da esquerda brasileira consiste em reconhecer que a grande maioria de seu povo pretende fazer a experiência dos avanços e conquistas paulatinas, pela via eleitoral e pela pressão social limitada. Essa maioria popular somente se dará conta da impossibilidade do sucesso de tal experiência se a burguesia pretender dar um basta a ela; e, mesmo, assim por outras vias, que não a eleitoral.

Se a burguesia obtiver um "retrocesso" pela via eleitoral, isto será uma derrota profunda para a maioria popular, mas terá poucas implicações numa possível escolha por outra via de reformas estruturais. Uma derrota eleitoral do governo Lula e de seu projeto "rebaixado" será, em primeiro lugar, um retrocesso no tratamento dos movimentos sociais como interlocutores legítimos. O MST e outras organizações populares podem passar à categoria de movimentos criminosos, como sugerem os setores mais reacionários do DEM e do PSDB.

Vejam o texto completo em CORREIO DA CIDADANIA

sábado, 20 de setembro de 2008

Senador boliviano: reforma agrária será violenta

Os capítulos da nova Constituição da Bolívia que regulam a reforma agrária são inegociáveis e o processo de distribuição de terras vai ser feito com violência, afirmou nesta sexta o líder do governo de Evo Morales no Senado, senador Felix Rojas Gutierrez, do partido MAS.

"O regime da terra, dos recursos naturais e dos recursos energéticos não se modificam e não são objeto de discussão. O único capítulo que pode ser compatibilizado é a questão da autonomia", disse Gutierrez.

"O problema fundamental, a coluna vertebral deste conflito, é a questão da terra. O latifúndio, localizado especialmente no leste e no sul do país, originou uma casta, um clã. Só o senhor Branko Marinkovic presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz tem um latifúndio três vezes maior que toda a extensão da cidade de Santa Cruz. Essas terras vão ter que cumprir uma função social para beneficiar os que têm fome", afirmou.

A notícia continua no Terra.


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Reforma y revolución

Marco Aurelio García, brillante asesor de Lula en temas internacionales, suele resumir la situación de Bolivia en una frase: “el problema es que el país está viviendo un proceso de reformas, sin salirse del marco democrático, pero tanto la oposición como el gobierno actúan como si estuvieran frente a una revolución”.

Algo de esto hay, por supuesto, y es lógico que cualquier habitante de Brasil –un país que suele procesar sus cambios, desde la independencia a la transición democrática, de manera lenta y apaciguada– se sorprenda ante las bruscas oscilaciones del péndulo boliviano. Pero también hay que decir que no hace falta una revolución para despertar la resistencia activa de las elites tradicionales. Alcanza con el enorme efecto simbólico del ascenso al poder de un líder indígena, una nacionalización –por otra parte bastante negociada– de los recursos naturales, y una serie de políticas sociales ciertamente más amplias que en el pasado, pero que no han puesto en peligro la macroeconomía más sana de las últimas décadas.

Para evitar las visiones fáciles que tienden a explicar todo lo que ocurre en Bolivia en términos de acoso imperial o –en el extremo opuesto– excesos de populismo, digamos que el problema puede definirse a partir de un movimiento doble. En las últimas décadas, el poder político se ha ido afirmando en el occidente del país: el largo de proceso de construcción política que concluyó con la elección de Evo Morales comenzó en El Chapare, la zona cocalera de Cochabamba, y estuvo marcado por varios hitos de movilización popular: la “guerra del gas” del 2003, iniciada en Cochabamba y rápidamente trasladada a La Paz, y la “guerra del agua” del 2005, en la que los pobladores de El Alto, la metrópolis indígena más importante de América latina, forzaron la salida de Carlos Mesa y abrieron el camino para la llegada de Evo al Palacio Quemado.


Vejam o texto completo na Página|12