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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Teste de virgindade é critério de admissão na polícia da Indonésia

A organização humanitária Human Rights Watch (HRW) exigiu, nesta terça-feira, que a polícia da Indonésia suspenda os testes de virgindade aplicados às candidatas a agentes - uma prática considerada discriminatória. As mulheres que desejam ser policiais no maior país muçulmano do mundo devem ser solteiras e virgens, segundo a HRW. Os testes de virgindade continuam sendo praticados na Indonésia, embora as autoridades policiais neguem a prática. 


Leia mais no Correio do Povo. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Número de mortos em terremoto de Sumatra chega a 27

As equipes de emergência da Indonésia buscam nesta quarta-feira sobreviventes do terremoto de magnitude 6,1 na escala Richter que atingiu o norte da ilha de Sumatra e que até o momento deixou 27 mortos e mais de 200 feridos.

O porta-voz da Agência de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo, confirmou à Agência Efe as 27 vítimas fatais pelo terremoto registrado ontem, que afetou especialmente os distritos de Bener Meriah e Aceh.


Notícia da EFE, disponível no UOL. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Britânica de 56 anos é condenada à morte por tráfico em Bali


Uma britânica de 56 anos foi condenada à pena de morte nesta terça-feira em um tribunal em Denpasar, em Bali, na Indonésia. Enquanto ouvia o veredicto acompanhada de um tradutor,  Lindsay June Sandiford cobriu várias vezes seu rosto com um lenço. Ainda não se sabe se a britânica vai recorrer.
Sandiford estava presa desde o dia 19 de maio de 2012, quando foi flagrada tentando entrar na ilha com cerca de 5 kg de cocaína, quantidade estimada em cerca de US$ 2,5 milhões (R$ 5,1 milhões). Na ocasião, Sandiford, uma dona de casa, viajou de primeira classe de Bangkok, na Tailândia, até Bali, onde tentou desembarcar com a droga escondida em fundos falsos de um casaco. Ela foi flagrada por uma máquina de raio-x e detida por policiais do aeroporto. 


Confira no Terra. 

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sob temor de protestos, Indonésia proíbe conferência gay

A polícia da Indonésia ordenou nesta quarta-feira (24) o cancelamento de um encontro continental de gays e lésbicas que aconteceria no fim de semana na Ilha de Java, alegando que o evento poderia provocar protestos violentos de grupos muçulmanos conservadores.


Mais de cem representantes da Associação Internacional de Gays e Lésbicas, de 16 países asiáticos, pretendiam se reunir na cidade de Surabaya a partir desta sexta-feira para discutir os direitos de homossexuais na região.


O homossexualismo não é ilegal na maior parte da Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo, mas é proibido pela lei islâmica, defendida por alguns grupos conservadores.


Continua no G1.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tremor na Indonésia provoca novos alertas de tsunamis

Um novo terremoto, que atingiu 7,9 na escala Richter, atingiu a região da ilha de Sumatra, na Indonésia.
O epicentro deste terremoto foi localizado a 50 quilômetros da costa, perto da cidade de Padang. Segundo as informações iniciais algumas casas e pontes desabaram e ocorreram vários incêndios.

Mais na BBC Brasil, com vídeo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Indonésia assume responsabilidade institucional por crimes no Timor-Leste

A Indonésia assumiu hoje formalmente sua "responsabilidade institucional" pelos crimes ocorridos no Timor-Leste em 1999, embora a confissão não represente um pedido de desculpas nem alguma ação judicial contra os culpados.

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, em reunião na ilha de Bali com seu colega timorense, José Ramos-Horta, recebeu o relatório da Comissão de Verdade e Amizade da Indonésia e do Timor-Leste. Segundo ele, "não é possível enterrar o passado".


O documento, elaborado por cinco indonésios e vários timorenses, atribui à Indonésia assassinatos, torturas, estupros e outros crimes, e ao Timor-Leste crimes menores como prisões forçadas.

Notícia completa no G1.


terça-feira, 8 de abril de 2008

Indonésia bloqueia acesso ao YouTube e MySpace

Provedores de internet obedeceram à ordem do governo e impediram acesso aos sites. Motivo é o curta-metragem de um político holandês, que faz críticas ao islã.

Texto completo no G1. Fácil censurar, não?

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Intriga e Batatinhas em Timor Leste


"Falam português; podem ser portugueses ou brasileiros. vamos segui-los!"


Eram dois rapazes do Timor Leste, enviados à Indonésia em um momento de distensão da ditadura Suharto, que, antes simplesmente isolava os timorenses do mundo. Agora, estudantes podiam cursar a Universidade, desde que em áreas como agronomia, ou veterinária. Direito, Ciências Sociais, Engenharia, Economia ainda eram tabu para pretendentes timorenses ao ensino superior.


Os dois, universitários, pois, estavam em um supermercado, quando ouviram vozes numa língua familiar, na língua do colonizador que havia se tornado língua da resistência. O português, por uma das ironias que são privilégio da História, havia se tornado fator de unidade nacional, elemento citado com orgulho pelos timorenses para argumentar que seu povo não e sujeitaria a ser satélite da anglófona Austrália, e era diferente dos que habitavam o arquipélago da Indonésia, sujeitos a uma eficiente ditadura, do agrado dos Estados Unidos e Europa e cruel como só os viventes na ditadura sabiam ser possível.


Os dois conspiradores timorenses descobriram, pela língua, dois turistas de língua portuguesa, e os seguiram, até um restaurante, onde, após algum tempo de vigilância, decidiram apelar aos irmãos de idioma para fazer chegar seu apelo ao mundo. Não sabiam que os turistas eram brasileiros vivendo em Portugal (circunstância que seria preciosa, como descobriram mais tarde).


Estavam em 1989, ano da queda do muro de Berlim, símbolo do fim da Guerra Fria que acobertou o expansionismo de Suharto, invasor de Timor Leste em 1975, ano da queda do fascismo em Portugal.


O problema dos insurgentes de Timor, país com uma patética população de uns 600 mil habitantes, era tornar conhecida a reivindicação de independência do povo timorense. Ao abordarem a dupla de falantes de português, foram saudados com entusiasmo; brasileiros, integrantes de um grupo artístico de relativo sucesso chamado "Os Batatinhas", eles ficaram encantados em ser abordados na língua materna, ainda que seus interlocutores falassem com alguma dificuldade. Um deles, como muitos em Timor, havia aprendido português na escola secundária e relegado a língua ao mesmo porão cinzento onde costumamos largar os conhecimentos impostos e inúteis. Era a língua da resistência, sim, mas, como os insurgentes, sofria um bocado para ter direito a um lugar seu, naquele canto da Ásia.


Com ligeira relutância e muita solidariedade, Os Batatinhas gravaram, com equipamento de turista, os manifestos de 14 insurgentes timorenses, inclusive os dois que os haviam abordado no supermercado. Um deles pedia armas para a guerra contra a Indonésia. Outros falavam da repressão e das esperanças em Timor. Ao voltarem a Portugal, Os Batatinhas entregaram a fita na RTP, a brava tv estatal portuguesa, e desencadearam uma saraivada de reportagens sobre os irmãos de língua portuguesa que ambicionavam a independência no Sudeste Asiático. Tenho dúvidas sobre o que aconteceria com esse vídeo se chegasse a alguma tv comercial brasileira. Sei que muito possivelmente não despertaria a repercussão que causou em Portugal.


A diáspora timorense passou a se articular. A Embaixada do Brasil na Indonésia se tornou ponto seguro para os conspiradores. Dez anos depois, Timor era um país livre, motivo até de um belo documentário da eterna escrava Isaura, a minha, a sua, a nossa Lucélia Santos.


Suharto, por coincidência morreu na mesma semana em que os timorenses fizeram brindes emocionados com Lula.

Confira o restante do texto no Sítio do Sérgio Léo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

RS QUER PRENDER O HOMEM QUE PODE SALVAR O PLANETA...

Ayrton Centeno escreve: Henry Saragih passou por maus bocados em março de 2006, em Porto Alegre. A começar por uma entrevista coletiva onde baixou o Caboclo Paulão e alguns dos perguntadores, possuídos pela Entidade, só faltaram dizer “Mentiu pro tio, contou pro vô? A casa caiu, a cobra fumô!” e bater com o jornal na mesa. Ali mesmo, Saragih foi intimado pela polícia a se apresentar em uma delegacia. Deu explicações durante horas. Acabou indiciado com mais 34 pessoas. Deixou o Rio Grande do Sul com um processo no lombo e sob o ladrar uníssono dos cães de guarda do pensamento único.

Independentemente do juízo que cada um possa ter sobre a arremetida, no dia 8 de março de 2006, Dia Internacional da Mulher, de centenas de colonas contra o viveiro da empresa Aracruz, em Barra do Ribeiro – incluindo-se aí quem julga que foi uma grande e necessária façanha até aqueles que trataram o assunto como a versão vegetal do Holocausto, passando por quem avalia que não passou de um singelo tiro no pé – o único crime provado, confesso aliás, de Saragih foi dar declarações favoráveis à razzia contra a transnacional. Talvez amanhã ou depois, não se sabe, o quadro mude e haja uma condenação e a operosa polícia gaúcha possa, enfim, fazê-lo ver o sol nascer quadrado, o que agradaria sobremaneira a singular - no sentido mais preciso de que não é plural - mídia bombachuda.

Seria uma cena bastante pitoresca e, mais do isso, paradoxal, de interesse muito além do Mampituba. Sim, porque a História, esta dama volúvel, arrumou outra tarefa para Saragih, bem mais nobre do que aquecer o cimento do Presídio Central. E ela manifestou tal capricho através de um painel de especialistas convocado pelo jornal londrino The Guardian. Pois não é que esta turma apontou Saragih como uma das 50 pessoas que podem salvar o planeta? Santa Monocultura! Por mil eucaliptos! Como é que os ingleses fizeram isso?


Este texto continua no RS Urgente. Não sei se a comparação é procedente, mas, um Chico Mendes indonésio?