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domingo, 8 de novembro de 2015

Avós da Praça de Maio encontram 118º neto tomado pela ditadura


A organização humanitária Avós da Praça de Maio anunciou nesta quinta-feira a restituição da identidade do 118º neto, em sua campanha para recuperar filhos tomados de casais desaparecidos nas mãos da repressão durante a ditadura argentina (1976-83).

"Oi, vovó, sou seu neto", disse ter ouvido com emoção, nesta quinta-feira, Delia Gianvola, em telefonema de um país que não informou, onde mora o recém-encontrado Martín Ogando Montesano, procurado há 39 anos. Com a voz embargada pela emoção e tentando conter o choro, Gianvola, uma das doze fundadoras das Avós da Praça de Maio, fez o anúncio e coletiva de imprensa, ao lado da presidente da organização, Estela de Carlotto.
Confira no Correio do Povo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Morre coronel Ustra, ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo

Morreu na madrugada desta quinta, no Hospital Santa Helena, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ele foi comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo no período de 1970 a 1974, durante a ditadura militar. O coronel estava tratando contra câncer. 

Ustra foi acusado pelo Ministério Público Federal por envolvimento em crimes como o assassinato do militante comunista Carlos Nicolau Danielli, sequestrado e torturado nas dependências do órgão. Em 2008, tornou-se o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura.


Leia mais no Correio do Povo. 

sábado, 12 de setembro de 2015

Chile recorda os 42 anos do golpe de Augusto Pinochet

O Chile lembra nesta sexta-feira (11) o golpe de Estado que derrubou em 1973 o governo de Salvador Allende instaurando a ditadura de Augusto Pinochet, ainda com dívidas na busca por verdade, justiça e reparação, disse a presidente chilena, Michelle Bachelet.
Apesar das expectativas dos grupos de direitos humanos e de setores da coalizão governante, o discurso de Bachelet terminou sem anúncios sobre uma prisão especial para repressores que desperta a rejeição dos familiares de desaparecidos.

Confira no G1. 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Tribunal egípcio confirma pena de morte contra Mursi

Um tribunal egípcio confirmou nesta terça-feira a pena de morte contra o ex-presidente islamita deposto Mohamed Mursi por fugir da prisão e por ataques contra a polícia durante a revolta de 2011.

O juiz já havia condenado à pena capital no mês passado Mursi e uma centena de acusados. A confirmação da sentença nesta terça-feira chega depois que o tribunal consultou o grão-mufti, a maior autoridade religiosa do país na interpretação da lei islâmica, a quem o governo concede um papel consultivo.

Reprodução do Correio do Povo. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Alguns militares ainda se orgulham da tortura, diz escritor sobre DOI-Codi

Mais de cinquenta anos depois do golpe, há militares que ainda se orgulham das torturas realizadas durante o regime, disse o escritor Marcelo Godoy, em entrevista à DW Brasil.
O jornalista acaba de lançar o livro A Casa da Vovó, fruto de mais de dez anos de pesquisa sobre o DOI-Codi em São Paulo, um dos principais centros de tortura do regime. Subordinado ao Exército, o órgão de inteligência e repressão política foi criado em 1969 – a princípio com o nome Oban (Operação Bandeirantes).

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Major Curió ainda atemoriza testemunhas da Guerrilha do Araguaia, diz Comissão da Verdade

A Comissão Nacional da Verdade realizou uma diligência de reconhecimento na "Casa Azul" em Marabá (PA), nesta segunda-feira (15), e coletou testemunhos que mostram que o coronel reformado Sebastião Rodrigues de Moura, o major Curió, foi um dos principais comandantes na violenta repressão à Guerrilha do Araguaia. Relatos da Comissão Estadual da Verdade mostram que a influência de Curió na região persiste até hoje.

As testemunhas confirmaram que o militar da reserva esteve inúmeras vezes na "Casa Azul", atual sede do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que era usada pelo Exército como prisão ilegal e centro clandestino de tortura a presos políticos durante o regime militar. Segundo as testemunhas, Curió usava o codinome "doutor Luchini".


Leia mais no UOL Notícias.

Na ditadura, Exército torturava recrutas em treinamento no Pará, diz ex-soldado

Além de perseguidos políticos, o Exército torturava seus próprios recrutas durante o período militar para "treiná-los". Durante diligência de reconhecimento da Comissão Nacional da Verdade sobre a Guerrilha do Araguaia nesta segunda-feira (15) na "Casa Azul" em Marabá (PA), o ex-soldado Manoel Messias Guido Ribeiro, o Guido, contou como foi torturado logo que foi convocado para trabalhar para os militares.

"Eles me colocaram em um tambor de metal e me trancaram ali pelado. E soltaram o tambor de um morro, machuca muito, bate em pedra e tudo o que é coisa. Eles falavam que era treinamento, mas queriam mesmo era brutalizar a gente, mas não conseguiram", conta.

Guido, 60, atuou como soldado entre 1974 e 1980 e é testemunha de violações aos direitos humanos cometidas pelo Exército para reprimir a guerrilha. Ele era um soldado conscrito, ou seja, um civil convocado pelos militares para prestar serviços às Forças Armadas por um tempo determinado. Seu depoimento ocorreu durante uma visita de pesquisa à "Casa Azul", atual sede do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que era usada pelo Exército como prisão ilegal e centro clandestino de tortura durante o regime militar.


Leia mais no UOL Notícias. 

sábado, 13 de setembro de 2014

Artista une passado e presente em fotos para expor trauma do golpe no Chile

11 de setembro de 1973: um dia que os chilenos querem apagar da memória. O golpe de Estado instituiu naquele dia um regime militar duro que só terminaria 17 anos depois. Mas para o artista chileno Andrés Cruzat, aquele passado sombrio jamais poderá ser esquecido.
E para 'dar vida' às memórias daquele tempo – às quais ele chamou de 'fantasmas' que convivem com os chilenos –, Andrés reuniu fotos marcantes dos principais acontecimentos daquele 11 de Setembro em sua obra "A Persistência da Memória".
"Pensei em usar esse título para essa série de fotos justamente porque é muito surreal a situação de estar lá, passear todos os dias com aqueles fantasmas, é como se esses lugares estivessem impregnados com essa memória", explica.

Confira a reportagem da BBC Brasil e algumas das fotos no UOL. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Volkswagen espionou Lula durante a ditadura, diz agência

A montadora Volkswagen espionou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele era líder sindical, nos anos de 1980. As informações coletadas pela empresa foram repassadas para o governo militar (1964-1985), segundo a agência de notícias Reuters.


Confira no UOL Notícias. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Analista: é possível julgar torturadores mesmo com anistia

Não é preciso revogar a anistia para julgar os crimes cometidos pela ditadura, afirma o pesquisador Peter Kornbluh, colaborador da Comissão Nacional da Verdade e uma das maiores autoridades mundiais sobre as relações entre os Estados Unidos e as ditaduras na América Latina durante a Guerra Fria. Para marcar os 50 anos do golpe de 1964, ele e seus colaboradores divulgaram em 1º de abril um relatório secreto dos EUA nos anos 70 descrevendo a tortura em Osasco e fornecido à comissão.

(...)

Kornbluh enxerga uma certa ironia poética em casos como o do Brasil, onde os militares ainda se recusam a colaborar e entregar documentos enquanto o farto material americano, devido ao apoio do país às ditaduras, ajuda a preencher a lacuna criada pela resistência interna. “É preciso dar crédito ao governo americano, que já a partir de 75 começou a liberar documentos”, diz ele. O documento revelado ontem é um exemplo disso, pois fornece um relato direto das violações dos direitos humanos pelo regime militar em 1973.

Confira no Terra. 

sábado, 14 de dezembro de 2013

AI-5 já era debatido cinco meses antes, opondo Costa e Silva e o futuro presidente Médici

O dia 13 de dezembro entrou para a história do Brasil há 45 anos com a implementação do Ato Institucional nº 5. Diferentemente do que se pode imaginar, no entanto, o símbolo do endurecimento da ditadura militar brasileira não foi uma medida intempestiva ou revanchista do presidente Arthur da Costa e Silva (1967-1969) contra o Congresso, pelo veto à abertura de processo contra o deputado opositor Márcio Moreira Alves.
A narrativa mais tradicional desse período da história diz que o ato foi uma resposta à resistência da Câmara em processar Moreira Alves, que defendera, meses antes, um boicote às comemorações de Sete de Setembro. “Seria necessário que cada pai, cada mãe, se compenetrasse de que a presença dos seus filhos nesse desfile é o auxílio aos carrascos que os espancam e os metralham nas ruas”, disse o deputado na tribuna da Câmara. E, num trecho que ficou famoso: “Aquelas que dançam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer hoje, no Brasil, que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada à porta de sua casa àqueles que vilipendiam-nas.”
Mas o documento que fechou o Poder Legislativo, extinguiu o habeas corpus e autorizou a censura àimprensa já estava pronto muito antes do discurso de Moreira Alves e, inicialmente, tinha conteúdo ainda mais repressivo do que o aprovado por Costa e Silva.

Confira no Última Instância. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Comissão da Verdade descobre corpo de guerrilheiro no cemitério de Brasília

Uma descoberta histórica e uma das mais relevantes da Comissão Nacional da Verdade  (CNV): o corpo do guerrilheiro Epaminondas Gomes de Oliveira, desaparecido desde a década de 70, está enterrado como indigente no Cemitério de Brasília.
A CNV pediu autorização à Justiça Federal para exumação dos restos mortais na próxima Terça-feira, dia 24.
Membro do Partido Revolucionário dos Trabalhadores, o camponês Epaminondas estava desaparecido desde dia 6 de Agosto de 1972, segundo registros oficiais, mas fora preso no ano anterior pela Polícia do Exército no município de Tocantinópolis – hoje Tocantins, à época território de Goiás.

Continue lendo na Coluna Esplanada. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

No aniversário do golpe, 68 pessoas são presas durante distúrbios no Chile

Sessenta e oito pessoas foram presas e cinco carros queimados em distúrbios registrados na madrugada desta quarta-feira (11), no início do dia de recordação dos 40 anos de golpe de Estado de Augusto Pinochet.


Confira a notícia da AFP  no UOL.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Convencimento, vergonha ou conveniência na ‘autocrítica’ da Globo?

O editorial do Globo começa mentindo: não foi um “apoio editorial”. O jornal, junto com os outros que ele cita – quase toda a mídia da época, que quase toda ainda anda por aí –, participou do bloco golpista que criou o clima favorável ao golpe, promoveu as “Marchas da Família, com Deus, pela Liberdade”, que funcionavam para tentar passar a ideia de que a população pedia um golpe militar.

Apoiou o golpe, buscou sua legitimidade e apoiou a ditadura militar ao longo de toda sua existência. E seguiu justificando-a até agora. 

Vejam mais no Blog do EMIR

segunda-feira, 15 de julho de 2013

PLEBISCITO: O PATRICIADO E A PLEBE

 
Elio Gaspari,  Eugenio Bucci e Merval Pereira manifestaram-se recentemente  contrários à proposta de plebiscito formulada pelo governo Dilma. Para eles, a iniciativa de reformar a estrutura política do país não guarda qualquer aderência com as inquietações recentes expressas nas ruas. Alckmin, Aécio, Ronaldo Caiado, Serra, Larry Rothers (o do New York Times) e Gilmar Mendes, entre outros, pensam assim também. 


 A palavra plebiscito costuma provocar urticária na sensível epiderme conservadora por conta do recorte político claramente embutido em sua etimologia. A história da palavra marca o encontro de dois termos latinos (plebs e scitum) que podem ser traduzidos como o ‘decreto da plebe', a ordenação social definida por ela, digamos assim. Outro entendimento deriva da  junção do latim, plebs scit .  E, neste caso, a colisão com a visão histórica do patriciado de todas as épocas é ainda mais inflamável: ‘a plebe sabe', dardeja a etimologia. 

 Os centuriões da ordem, de todas as ordens, se arrepiam: se a plebe, o estamento intermediário na Roma antiga, sabe, em breve  os escravos evocarão também esse direito. A questão crucial em todas as travessias de ciclo histórico é a reforma do poder: 'quem sabe' definir melhor o passo seguinte da sociedade.  

Elio Gaspari, nos anos 80, acreditava que quem sabia era o coronel  Heitor Ferreira de Aquino. O porta-recados da ditadura, e secretário do general Golbery (segundo na hierarquia da ditadura Geisel), despachava regularmente com o então diretor-adjunto da revista 'Veja'. Não raro, na véspera do fechamento, a voz da secretária  ecoava pressurosa  pelos corredores da semanal dos Civitas: ‘Eeeliiiooo, o Heitor, o Heitor!  E lá ia o atual crítico do plebiscito beber  direto na fonte de quem sabia, na sua concepção de sabedoria.  

 Heitor, uma espécie de faz-tudo de Golbery, de fato sabia. Muito. Um lado da história. Mas não toda ela. Sobretudo, não sabia o lado da rua. O da plebe que a seus olhos, a exemplo do patriciado atual,  estava alheia às questões do poder e da estrutura política. Até que em 1983 surgiu o ‘Diretas Já!' e , em 1988, uma Constituinte esticou o perímetro da cidadania a limites até hoje não digeridos pelo patriciado que, pelo visto, rechaça viver a experiência novamente. 

 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O BONDE DA HISTÓRIA ESTÁ PASSANDO

A insatisfação desprovida de agenda, liderança e capacidade de negociação -que implica hierarquizar, exigir e transigir, conforme as circunstâncias- leva à revolta desordenada que se desespera com o paradoxo de sua própria força. Uma força descomunal que gira em falso e se exaure. O chão achatado pelo peso da inconsequência estratégica é o campo fértil da regressividade social e política. Nenhuma sociedade admite se transformar em um parafuso espanado, à mercê da incerteza paralisante. O PT e os partidos à esquerda do PT talvez ainda tenham condições de definir uma agenda progressista para a estupenda energia liberada pelas explosões de protestos que varrem o país há 13 dias. Talvez. Mas para isso precisam vencer uma rejeição mútua e autodestrutiva, que não é propriamente novidade na história da esquerda mundial. Na Alemanha, nos anos 20, essa negociação não se deu. No Chile, em 1973, ela tampouco aconteceu. Na Espanha de 2011, idem. Os resultados são conhecidos. O Brasil não é a Alemanha de Weimar, nem o Chile de Allende ou a Espanha do PP, onde o neofranquismo ascendeu à sorrelfa dos indignados que coalhavam a Praça do Sol. Mas o Brasil está vivendo um movimento de massas vigoroso e espontâneo. Que se espalha magistralmente sem que as forças de esquerda disponham, sequer, de um fórum para avaliar um denominador de propostas críveis, capaz de transformá-lo na alavanca reordenadora de um processo de desenvolvimento que vive o seu ponto de mutação. Ou alguém acha que basta revogar centavos de tarifa e a pasta de dente gentilmente voltará ao tubo? Se as forças democráticas, lideradas pelos partidos de esquerda e as organizações progressistas, não tiverem a capacidade de construir as linhas de passagem para um novo ciclo, com um salto de democracia participativa e metas de qualidade para a dimensão pública da vida, alguém o fará. Na direção oposta à da democracia social que o país luta por construir desde o fim da ditadura militar e antes dela. Todo o dispositivo conservador opera febrilmente no sentido de desqualificar a capacidade progressista de conduzir o passo seguinte da economia e da sociedade. O projeto que pretendem recuperar é sabido. Talvez ainda haja tempo de evitá-lo. Há muito a se perder e muito a se ganhar na roleta dos dias que correm. O bonde da história está passando. E a esquerda não é a única a disputar a vaga do motorneiro.    

Vejam mais no BLOG DAS FRASES-CARTA MAIOR

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sobre o apoio da Globo às manifestações

A Globo hoje, desde à tarde apoiando as movimentações nas cidades brasileiras.

Alguém já viu a Globo gostando de povo nas ruas? A Globo apoiou e se tornou o que é hoje por conta de sua parceria com os gorilas que mataram, torturaram e estupraram milhares no Brasil!

No Jornal da Globo, canal pago, voltado para a classe média e alta (para quem pode pagar esses serviços), Paulista como pano de fundo, torre da FIESP iluminando a bandeira do Brasil e os “especialistas” num discurso uníssono de que o governo federal é corrupto, que perdeu o controle e repercutindo as análises internacionais.

Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Aécio utiliza Folha para justificar atentado contra Novojornal

Após a publicação de denúncia da utilização indevida da PGR-MG para monitorar o Novojornal a serviço de Aécio, ele justificar-se em artigo na Folha

“Só mesmo em pleno Regime Militar as instituições da República foram utilizadas de maneira indevida para instaurar procedimentos investigatórios fundamentados na quebra da segurança Jurídica e das garantias individuais constitucionais, como vem ocorrendo em Minas Gerais. Novojornal, desde 2006 denuncia este fato e já havia sido vítima deste esquema em 2008, o que novamente ocorre, desta vez através da PGR-MG.

Chegou à redação do Novojornal, no início do mês de fevereiro deste ano, uma denúncia de que, desde o final do ano passado, através de uma representação do ex-procurador da república e advogado do senador Aécio Neves, Dr. João Batista de Oliveira Filho, que se encontrava em andamento na Polícia Federal sobre a classificação de “Sigiloso”, um procedimento investigatório contra o Novojornal e seu diretor responsável Marco Aurélio Carone.

Vejam mais em NOVOJORNAL

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Repressão começou antes da luta armada, reforça Comissão da Verdade

Em evento de balanço, CNV revelou documentos que comprovariam que a tortura era praticada pelo regime militar desde seu início, antes de existirem as organizações armadas de oposição; que ministros tinham o comando direto do aparato de repressão; e que a Marinha ocultou da presidência da República, já no período democrático, as informações que tinha sobre mortos pela repressão.

sábado, 18 de maio de 2013

“Capitão Pereira deu um tiro na nuca de cada um deles”


Execução sumária na ditadura vem a público oficialmente  

Em depoimento que terminou às altas horas desta quinta-feira, o ex-agente da repressão Valdemar Martins de Oliveira falou durante a audiência pública realizada da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo. Ex-paraquedista, Valdemar disse a Rodrigo Vianna, em reportagem exclusiva veiculada nessa quarta-feira 15 pelo Jornal da Record, que abandonou o Exército brasileiro por discordar de torturas e assassinatos cometidos pelos militares contra militantes políticos que se opunham à ditadura. Valdemar foi testemunha do assassinato do casal Catarina Abi-Eçab e João Antônio dos Santos Abi-Eçab, em 1968, no Rio de Janeiro. Os dois militavam no movimento estudantil e eram suspeitos de ter participado da execução do capitão do Exército norte-americano Charles Rodney Chandler, em 12 de outubro de 1968, feita pela ALN e pela VPR.
O ex-soldado Valdemar Martins de Oliveira fala à Comissão da Verdade de SP sobre a morte do casal Catarina Helena Abi-Eçab e João Antônio Santos Abi-Eçab, em novembro de 1968
O ex-soldado Valdemar Martins de Oliveira fala à Comissão da Verdade de SP sobre a morte do casal Catarina Helena Abi-Eçab e João Antônio Santos Abi-Eçab, em novembro de 1968. 

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