Não se cura tuberculose por decreto ao fim de passeatas. Mas as
gangues de ladrões e depredadores que desde terça-feira, dia 18 de
junho, receberam de presente a mais legítima carona da sociedade –
desfiles pacíficos em nome da democracia – estão pouco se lixando.
Os articuladores anônimos dos grupos violentos de direita,
neo-nazistas inclusive, e dos radicalóides sociopatas, conhecem muito
bem o tempo das políticas, mas não é o que os interessa. Para os
atraídos de boa fé para a trapaça reivindicatória, enfim, o discurso da
presidente Dilma não trouxe novidade. Investimento em saúde e educação,
ensino técnico como nunca visto, transparência na administração, através
da lei de acesso à informação, apuração de desvios administrativos, com
inédita demissão de ministros, são políticas já em vigor e rotineiras,
isto é, não há mais discussão sobre se devem ou não devem ser
executadas. São políticas de Estado, compromisso do país. Isso para não
enumerar sucessivas inovações na política social que, estupidez que o
amanhã julgará, passou a ser impudico mencionar em meios de classe de
renda mais elevada.
Depois de presenciar expulsão de organizações políticas, membro do Passe
Livre explica a jovens que hostilizaram bandeiras por que foram
violentos em ato em São Paulo; grupo demonstra ter agido sem pensar
Multidão raivosa cercou, hostilizou e agrediu militantes partidários no ato de quinta-feira (20), em São Paulo
São Paulo – Após presenciar – e tentar evitar, sem
sucesso – a agressão de militantes de esquerda por uma multidão
ensandecida ontem (20) na avenida Paulista, em São Paulo, um membro do
Movimento Passe Livre (MPL) conhecido como Bahia, de 21 anos, passou
mais de meia hora tentando convencer um pequeno grupo de pessoas do quão
violentamente haviam se comportado no episódio. E conseguiu.
“É doentio. É assustador. É a barbárie. As pessoas se comportaram como animais”, dizia o jovem militante à RBA
quando foi questionado por um grupo de pessoas que haviam participado
das hostilidades – ainda que sem partir para a agressão física nem
lançar objetos contra as pessoas que portavam bandeiras de partidos,
movimentos sociais e sindicatos. Então, começou um diálogo entre Bahia e
um rapaz chamado David Romão, de 26 anos, e sua namorada, Mariana. A
conversa foi acompanhada por outros jovens.
A reportagem acompanhou o debate, em que o integrante do MPL
desconstruiu todos os argumentos apresentados pelo grupo, que tentava
justificar o acosso contra o grupo de militantes de esquerda. No final, o
jovem que havia incitado a ação de pessoas mais violentas, com gritos
de “Abaixa essa bandeira”, pareceu convencer-se da irresponsabilidade de
seus atos. Confira o diálogo:
Focada nos excessos isolados dos militares soviéticos na Alemanha, obra deturpa essência do conflito.
Foto: kinopoisk.ruO
filme “Nossas mães, nossos pais”, exibido pelo canal de televisão alemão ZDF,
conta a história de cinco jovens para os quais a Segunda Guerra Mundial se
torna um desafio moral e ético, deixando a impressão de que a Alemanha está
cansada de arrependimentos e tenta jogar a
culpa sobre os outros. O filme basicamente apresenta os soldados soviéticos
como estupradores, os poloneses como antissemitas desumanizados e os ucranianos
como sádicos.
A
diplomacia russa considerou inaceitável o filme e enviou uma carta ao embaixador da Alemanha dizendo que a “maioria
absoluta dos russos que teve a oportunidade de assistir ao filme” o achou
inaceitável. Também foram criticadas as tentativas de equiparar as atrocidades
cometidas pelas tropas hitlerianas na URSS aos excessos isolados perpetrados
por militares soviéticos na Alemanha, os quais foram severamente punidos pelo
comando militar soviético.
Em
sua cruzada contra o totalitarismo, Arthur Koestler disse que é possível
explicar o racismo e identificar a origem da brutalidade dos torturadores e dos
genocidas. Mas é necessário combatê-los, isolá-los, impedir que nos agridam e matem. Em alguns casos, podemos até mesmo
curá-los. Mas isso não significa que devamos perdoá-los.
A aceitação das ideias alheias, que é o
sumo das sociedades democráticas, tem limites e eles se encontram na
intolerância dos fanáticos e extremistas.
Na
verdade, dois são os vetores da brutalidade: o medo e a loucura. Os grandes assassinos
são movidos pela paranoia, e a paranoia oscila entre o ilusório sentimento de
absoluta potência e a frustração da impotência. É dessa forma que Adorno, em Mínima moralia, diz que o fascista é um masoquista, que só a
mentira transforma em sádico, em agente da repressão.
Se há alguém que não vai chorar a sua morte, é Jean-Marie Le Pen ... "A
criança com punhal", era ele. Mohammed Moulay morreu, sábado, 28 de
abril em Argel, uma embolia pulmonar. Ele tinha 67 anos. Sua história
aparece no Le Monde de sábado, 4 maio, 2002, às vésperas do segundo
turno da eleição presidencial. Jean-Marie Le Pen derrubou Lionel Jospin
no primeiro turno e se vê competindo com Jacques Chirac. Se Mohamed
Moulay concordou em entregar ao Le Monde é porque "a situação é grave,
disse ele. Um homem que tem as mãos cheias de sangue pretende entrar no
Eliseu."
O programa atende a membros de grupos radicais de direita, e já ressocializou 400.
De
forma similar como são tratados os dependentes de drogas e álcool, na
Alemanha existe um programa especializado em oferecer ajuda e
alternativas de tratamento e re-inserção na sociedade para os nazistas
que queiram libertar-se de suas atividades criminosas derivadas do
fanatismo ideológico de supremacia racial, ódio aos estrangeiros e
anti-semitismo pregados por Adolf Hitler.
Chama-se 'Exit' e sua sede em Berlim funciona -no anonimato- sob a fachada de um negócio de fotocopiadoras. Vejam o texto original em EL TIEMPO ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ORION
A nova Miss Universo, a angolana Leila Lopes, foi vítima de ferozes ataques verbais de conteúdo racista.
As
mensagens, escritas em português e em inglês, foram divulgadas pela
página Stormfront (frente tempestade), cujos autores se definem como
"comunidade nacionalista branca", e que está sob investigação da Polícia
Federal brasileira por suspeita de vínculos com grupos neo-nazistas.
Neste 11 de novembro foram celebradas na cidade polonesa de Varsóvia manifestações organizadas pela extrema direita para comemorar a independência da Polônia (11 de novembro de 1918). Desde 1989 os neo-nazistas poloneses utilizam esta data como desculpa para sair às ruas de Varsóvia.
Neste ano os coletivos anti-fascistas tinham previsto organizar bloqueios ao estilo de Dresde (Alemanha), para impedir que os 700-800 nazistas desfilassem pelo centro da cidade.
Vejam mais detalhes, as fotos e o vídeo também, em LA HAINE.ORG
Primeiramente, estes são os derrotados: o PSDB, o DEM, o PPS, as Organizações Globo, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, a Editora Abril, a TFP, a Opus Dei, os monarquistas, os falsos pastores evangélicos liderados por Piragine, a ala reacionária do episcopado católico e parcelas privilegiadas das classes médias urbanas do centro-sul do país.
Seguindo a velha cartilha golpista, essa confusa coligação quis ver na conduta dos setores progressistas uma ameaça à democracia. Seus líderes redigiram manifestos em defesa da unidade nacional, da liberdade de expressão e da tolerância. Meteram ali as assinaturas de celebridades e sub-celebridades da direita escancarada, da direita enrustida e de três ou quatro trânsfugas do esquerdismo.
Se alguns continuam a apostar na proficiência do gestor tucano dentro da academia, avulta nos últimos dias um mal-estar crescente provocado pelos indícios sucessivos de que a candidatura Serra foi empalmada, com aquiescência do candidato, pelo que há de mais obscurantista e reacionário na sociedade brasileira.
"Nunca imaginei que o Serra pudesse reunir em torno de sua candidatura tantas forças reacionárias" (Ricardo Carneiro, economista e professor da Unicamp à Carta Maior)
México, (Prensa Latina) A campanha desatada nos Estados Unidos contra o presidente Barack Obama está muito distante de ser apenas uma briga eleitoral.
A campanha é, na verdade, o reflexo do avanço do neonazismo, que sempre tem estado latente e que adquiriu no país do norte novos rumos a partir do ano 2000, quando George W. Bush chegou à Casa Branca.
A derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial e o desaparecimento físico de Hitler não significaram o desaparecimento do nazismo, mas sim implicaram na sua expansão através dos servidores públicos de diferentes níveis desse regime que encontraram acolhida em diversos países.
Figuras destacadas conseguiram passaportes com novas identidades, emitidos por respeitáveis instituições e governos. Assim, aqueles que haviam sido reconhecidos por suas investigações científicas ou seus avanços em matéria de armamentos encontraram refúgio nos países mais desenvolvidos do Ocidente e na União Soviética.
Outros, que eram perseguidos como criminosos de guerra, usaram como esconderijo países menos desenvolvidos, comprando sua proteção a um preço caríssimo.
Kíev, 12 de abril, RIA Novosti. O presidente do Conselho da Federação (cãmara alta do parlamento russo), Serguei Mirónov, ao participar hoje em uma conferência organizada por RIA Novosti e dedicada ao 65 aniversário da Vitória na Segunda Guerra Mundial, declarou que se deve criar uma base legal para impedir as intenção de transformar em heróis aos nazistas e seus cumplices.
A brasileira Paula Oliveira, 26 anos, foi atacada por três homens em Zurique, na Suíça, na noite de segunda-feira. Um deles possuía uma suástica nazista tatuada na cabeça raspada. Paula, que estava grávida de gêmeos, abortou depois de sofrer golpes de estilete por todo o corpo.