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domingo, 9 de dezembro de 2012

As estatais estrangeiras e o mercado nacional


 Mauro Santayana

Com a intenção de “normalizar e simplificar a governança estratégica” do gigantesco grupo de armamentos EADS, “assegurando, ao mesmo tempo, que a Alemanha, a França e a Espanha, protejam os seus legítimos interesses estratégicos”, os governos dos três países acabam de fechar acordo para manter 24% das ações nas mãos dos estados francês e alemão e 4% sob propriedade do estado espanhol. Mantêm, assim, o domínio do grupo, que controla, direta e indiretamente várias empresas prestadora de serviços na área de defesa, no Brasil, como é o caso da Cassidian.

Enquanto no Brasil é pecado o Estado meter-se em outras áreas que não sejam segurança, saúde e educação, países admirados por muitos como paradigmas de capitalismo avançado e do livre-mercado, asseguram a propriedade do Estado em áreas estratégicas da economia - e nem por isso o mundo vem abaixo.  

Vejam mais em CARTA MAIOR

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

INDÚSTRIA: A PRODUÇÃO DE CARBONATO DE LÍTIO DISPARÁ EM 2011 COM A EXTRAÇÃO NO SALAR DE UYUNI (BOLÍVIA)

O automóvel elétrico dispara a febre do lítio

O término da obtenção de petróleo a preço barato tem provocado na indústria automobilística uma busca por uma alternativa mais econômica. E ainda aproveita para dar um aspecto verde: o automóvel elétrico. Atualmente não nenhuma opção definitiva, mas a indústria automobilística lançou-se em busca do lítio para o desenvolvimento de baterias lítio-íon. Este metal é um recurso encontrado especialmente na América Latina e, possivelmente, no Afeganistão. Sobre essas zonas tem-se lançado governos, empresas de minério e marcas de automóveis para assegurarem-se das reservas deste metal.


Vejam mais detalhes em PERIÓDICO DIAGONAL

terça-feira, 25 de maio de 2010

CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:


1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO


O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.


Vejam os outros nove pontos estratégicos no INSTITUTO JOÃO GOULART

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Uruguai (e Argentina) na estratégia imperial

Na América Latina, como em todas as partes, a estratégia imperial não foi traçada de uma vez para sempre, questão que seria impossível por causa das permantentes mudanças de relação de forças que se produem em cada área país da rtegião. Tampouco há um "centro" imperial, no sentido de um reduzido espaço donde um grupo também reduzido de pessoas desenha objetivos e taticas para alcança-los. Na medida que o império esteja conformado por duas logicas diferente, mas convergentes (territoriais e capitalistas, contrôle territoria e fluxos de capital), resulta impossível qualquer planificação férrea e centralizada. De modo que vamos compreendendo las estratégias do imperio a medida que se vão desdobrando.

(...)
Enquanto nos anos 90 a prioridade do impérioera o Consenso de Washington, com os anos a prioridade passou a ser a contenção do Brasil quando se acelera a decadência estadunidense. Nessa estratégia, alguns paises sulamericanos converteram-se em peças chaves, seja por sua capacidade de gerar instabilidade (conflitos Colômbia-Venezuela e Colômbia-Equador) para instalar bases militares formando um cerco sobre o Brasil (Colômbia, Peru e Paraguai) ou para instalar uma cunha entre os principais aliados estrategicos. Esse papel de "Estado tampão" entre Argentina e Brasil foi desenhado há quase dois seculos pela diplomacia britanica quando criou o n cerco sobre Brasil (Colombia, Perú y Paraguay) o para instalar una cuña entre los dos principales aliados estratégicos. Ese papel de Estado tapón entre Argentina y Brasil fue diseñado hace casi dos siglos por la diplomacia británica cuando criou o estado uruguaio.

Vejam o texto completo em REBELIÓN.ORG


(Nota: o trecho em destaque é de responsabilidade deste editor.)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Haiti, a geologia do império

Enquanto as placas tectônicas do Caribe e da América da Norte não se estabilizam, o povo haitiano vive, mais uma vez, o limite de suas possibilidades históricas. O envio de mais de 10 mil soldados e mariners e uma frota capitaneada por um porta-aviões nuclear, sem que a ONU fosse sequer consultada, revela uma estratégia por demais conhecida. Se a natureza, como a própria guerra, tem as suas próprias leis, os fatos desatados por sucessivos abalos sísmicos servem como exercício para que os Estados Unidos reafirmem a preeminência na América Caribenha, descartando qualquer possibilidade de países vizinhos interferirem em sua supremacia na região.

Quando a secretária de Estado americana Hillary Clinton, a bordo de um avião militar, pronuncia que “o socorro às vítimas do terremoto poderia chegar de forma mais rápida se o Parlamento haitiano aprovasse um decreto dando mais poderes ao presidente René Préval, alguns dos quais poderiam ser delegados aos Estados Unidos como a possibilidade de declarar toque de recolher", suas palavras não podem ser compreendidas fora da lógica dos poderes que comandam a titeragem internacional.


Vejam o texto completo do Gilson Caroni na Agência CARTA MAIOR

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O debate da política externa: os conservadores, por José Luís Fiori

Chama a atenção a pobreza das idéias e a mediocridade dos argumentos conservadores quando discutem o presente e o futuro da inserção internacional do Brasil. Nossos conservadores perderam a bússola. Ainda tentam seguir a pauta norte-americana, mas não está fácil, porque ela não é clara, não é moralista, nem é binária.


“É desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura, e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes”.

José Serra, “Visita indesejável”, FSP, 23/11/2009


Vejam o texto completo no PORTAL DA FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Lockerbie: Megrahi foi tramado

No seu último artigo para o New Statesman. John Pilger descreve a supressão dos factos por detrás do furor sobre a libertação "misericordiosa" do líbio Abdelbaset Ali Mohmed al-Megrahi, o chamado bombista de Lockerbie. Escreve que Megrahi foi "de facto chantageado pelos governos da Escócia e da Inglaterra" para que no seu apelo não viesse a ser revelado que tinha sido tramado por um crime que não cometeu.

(...)
Ninguém no poder teve a coragem de denunciar a verdade quanto à explosão do Voo 103 da Pan Am por cima da aldeia escocesa de Lockerbie em 21 de Dezembro de 1988 em que morreram 270 pessoas. Com efeito, os governos da Inglaterra e da Escócia chantagearam Megrahi para desistir do seu apelo em troca da sua libertação imediata. Claro que, entretanto, estavam em negociação acordos com a Líbia quanto a petróleo e armamento; mas se Megrahi avançasse com o seu apelo, umas 600 páginas de provas novas e deliberadamente suprimidas teriam confirmado a sua inocência e ter-nos-iam dado mais uma oportunidade de perceber como e porquê ele fora escolhido para benefício de "interesses estratégicos".


Vejam mais em RESISTIR.INFO