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domingo, 25 de março de 2012

Como o sistema ferroviário da Argentina foi saqueado

A rede ferroviária estatal argentina tinha 40.000 km e nela trabalhavam 190.000 empregados. Era a mais extensa da América Latina e, de certo modo, a coluna vertebral de um país. A história do desmonte desse sistema começa nos anos 60, quando montadoras estadunidenses e o Banco Mundial impulsionaram o Plano Larkin para desarmar a rede ferroviária do país, chegando até a reforma do Estado dos anos 90, quando o neoliberal Carlos Menem desmontou o Estado, privatizando todo seu patrimônio. O artigo é de Francisco Luque. 

Vejam em CARTA MAIOR

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O IMPÉRIO AVISA: NÃO TEM REFRESCO

Presidente do Banco Central norte-americano (FED) , Ben Bernanke, em entrevista nesta 4º feira, reiterou aos bons entendedores que a prioridade do império são os interesses imperiais. Os EUA manterão a taxa de juro negativa pelo tempo que for necessário; proverão elevada transfusão de liquidez aos mercados para lubrificar a digestão de dívidas incomensuráveis acumuladas por bancos, rentistas e famílias de classe média, surpreendidos pela crise de 2008 em pleno salto mortal da imprudência contábil pessoal e corporativa. O desafio americano é a dívida, estúpido, parece dizer Bernanke. Obama não vai abandonar a nação quebrada no purgatório falimentar em plena campanha pela reeleição. A dívida decidirá o pleito: republicanos querem empurrá-la goela abaixo do Estado e dos pobres com cortes orçamentários que ressuscitam o espírito da secessão escravocrata. A opção de Obama é a diluição em banho-maria, menos incisiva, mas de purgação longa e perigosa, cujo ônus terá que ser pago por alguém: o mundo. Corporações e midle-class foram à tripa forra nos últimos anos com a aquisição de ativos (casas, ações etc) que agora valem metade ou menos, bem menos em muitos casos, do valor pago originalmente. Dissolver esse imenso Big Mac financeiro sem corroer mortalmente o estômago da economia requer refinanciamento a juros baixos, plausível com oferta superlativa de dinheiro barato. A taxa de juro reafirmada pelo FED nesta 4º feira é de 0,25% para uma inflação em torno de 2%. Juro negativo. O oposto do que ocorre no Brasil, onde a Selic orbita em torno de 12% e a inflação testa o degrau de 6% ao ano: juro real de 6%. A distancia abissal atrai avalanches de capitais especulativos originários do Tio Sam e outras praças globais ao pasto nativo. É isso que nos devora. O resto deriva por gravidade. Não há mecanismo de mercado capaz de equilibrar um organismo econômico que oferece ao rentismo mundial um ponto de fuga desse calibre. Ademais, o que se denomina generosamernte de ' livre mercado' tem em Ben Bernanke um guarda-de-esquina vigilante e aplicado. Se alternativa há ela é política. E passa por uma nova agenda que inclui controle de capitais e redução de juros. Ou seja, o oposto do que apregoa a pátria rentista tropical. A ver.

(Carta Maior; 5º feira, 28/04/2011)

domingo, 24 de abril de 2011

O declínio do capitalismo e o fim do crescimento global

O início do século XXI assinala um paradoxo crucial: o capitalismo assumiu claramente uma dimensão global, mas iniciou igualmente o seu declínio. As turbulências de 2007-2008 podem ser consideradas como o ponto de partida para o crepúsculo do sistema; a multiplicidade de crises que explodiram nesse período (financeira, produtiva, alimentaria, energética) convergiram com outras como a ambiental ou a do Complexo Industrial Militar do Império, atolado nas suas guerras asiáticas. Esse somatório de crises não resolvidas travam, impedem, a reprodução ampliada do sistema. O artigo é de Jorge Beinstein.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Moody's admite que contribuiu para crise financeira

Ex-analistas da agência disseram ter sido pressionados para melhorar a avaliação de certos produtos financeiros

O presidente da agência de classificação de risco Moody's, Raymond McDaniel, admitiu hoje os erros de seu sistema de análise, que contribuiu para a crise financeira por ter dado boas qualificações a títulos hipotecários de má qualidade. Em um comunicado apresentado à comissão de investigação sobre a crise financeira internacional criada pelo Governo e pelo Congresso americanos, McDaniel confessou que o nível de precisão das avaliações da companhia "foi profundamente desalentador".

"A Moody's certamente não está satisfeita", afirmou McDaniel, em um testemunho por escrito apresentado à comissão, que realizou uma audiência em Nova York. Na audiência, ex-analistas da companhia disseram ter sido pressionados pela gerência da agência para melhorar a avaliação de certos produtos financeiros em benefício de seus emissores, que são os que pagam pelos serviços da Moody's. Além da Moody's, as agências de classificação de risco Standard & Poor's e Fitch, principais do mundo, atribuíram avaliações de alta qualidade a títulos imobiliários que acabaram por conter hipotecas subprime. [Segue no iG AQUI.]

#moody's

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

El nivel de vida de los países de Europa oriental sigue descendiendo - Veinte años después de la vuelta al capitalismo

Durante su reunión en Estambul a principios de este mes, El Banco Mundial hizo público un informe que revela el enorme descenso del nivel de vida experimentado en la ex Unión Soviética y Europa oriental como consecuencia de la crisis económica y financiera mundial.

Con el título de “La crisis mundial afecta a los hogares en la Europa emergente y Asia Central”, habla de “un agudo aumento del paro y de la pobreza” en toda la región.

(...)

La vuelta a las relaciones económicas capitalistas ha producido, asimismo, la aparición de una reducida clase media, especialmente en las principales zonas urbanas. La pobreza, el paro y el subempleo prevalecen, sin embargo, en las grandes metrópolis, y las condiciones de vida en las áreas más remotas del país son consideradas, en general, catastróficas.

A pesar del crecimiento económico de los últimos años, la situación de la economía de Rusia hoy supone alrededor de tres cuartos de lo que era en 1989, antes de la reintroducción del libre mercado capitalista. La bajada del PIB en otros antiguos Estados satélites soviéticos es mucho más dramática. En 2008- antes de la crisis mundial- las economías de Georgia y Moldavia habían disminuido alrededor del 40 por ciento de lo que producían en 1989.

Simultáneamente, el aumento de las desigualdades sociales en Rusia ha producido un enorme coste social. Según el British Medical Journal, el colapso de la Unión Soviética en 1991 ocasionó un gran aumento del índice de mortalidad en Rusia, con los mayores incrementos de muertes por alcoholismo, seguidas por las resultantes de accidentes y violencia.

Vejam o texto completo em REBELION

sábado, 25 de abril de 2009

Leituras do Manifesto Comunista fazem sucesso na Alemanha

Segundo um artigo publicado no semanário Freitag, o actor alemão Rolf Becker tem-se dedicado à iniciativa de realizar sessões de leitura públicas do "Manifesto do Partido Comunista", escrito por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848. Cada sessão de leitura demora cerca de duas horas, durante os quais Becker transmite ao público partes do conteúdo do texto.

(...)

E não descrevia já o Manifesto em 1848 com uma enorme clareza aquilo que hoje em dia se chama globalização, enquanto mostra que a burguesia, na busca constante de colocação dos seus produtos, em virtude do gigantesco e constante aumento das suas próprias forças produtivas, se tem de espalhar por todo o globo e em todo o lado estabelecer ligações, em todo o lado explorar as matérias primas que necessita, independentemente do lugar onde depois essas matéria-primas são trabalhadas e os produtos vendidos, criando uma dependência das nações umas das outras? E dessa forma, obrigando todas as nações a adoptarem o seu modo de produção, sob pena de serem destruídas, em suma, criando um mundo à sua própria imagem?


Vejam o texto completo em Esquerda.Net