A situação criada
com as numerosas manifestações, no Brasil, nas últimas semanas, não se
resolverá com a reunião realizada ontem em Brasília, da presidente Dilma
Rousseff, com governadores e prefeitos de todo o país — embora o
encontro seja um importante passo para atender
às reivindicações dos que foram às ruas.
Seria fácil enfrentar a questão se as
pessoas que vêm bloqueando avenidas e rodovias — levantando cartazes com todo o
tipo de queixas — fossem apenas multidão bem intencionada de brasileiros,
lutando por um país melhor.
A Polícia Civil de Minas Gerais já descobriu
que bandidos mascarados, provavelmente pagos, recrutados em outros estados, têm
percorrido o país no rastro dos jogos da Copa das Confederações, provocando as
forças de segurança a fim de estabelecer o caos.
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Opinião: Quem manda aqui?
"The Economist" surgiu no auge da desapiedada exploração dos trabalhadores britânicos, e por iniciativa da indústria têxtil de Manchester - a vanguarda daquele old liberalism, que inspirou Marx e Engels a redigirem seu Manifesto Comunista. Bons tempos eram aqueles, nos quais os operários - entre eles crianças de 8 e 10 anos - trabalhavam de 12 a 16 horas por dia e, quando faltavam aos domingos, pagavam multa pela ausência. O mundo tem mudado, menos "The Economist". Naqueles tempos magníficos, a revista acompanhava os investimentos britânicos no Brasil e aplaudia o punho de ferro do imperialismo em nossas terras.
Em nossos tempos atuais, na defesa dos bancos ingleses e dos especuladores da City, a publicação pretende nomear o Ministro da Fazenda de nosso país: um ministro que faça tudo o que o governo britânico está fazendo hoje contra seu próprio povo, com o arrocho fiscal e o corte até o osso nos gastos sociais, para que sobre para o capital financeiro.
A revista, depois de haver sugerido (em nome de que e de quem?) a demissão de Guido Mantega em dezembro do ano passado, volta a fazê-lo agora. Esquecem-se seus editores de que a Inglaterra é hoje um leão desdentado, que vive à sombra do poder de sua antiga colônia americana, e se tornou o grande valhacouto de banqueiros bandidos, como os fraudadores do Barclay's, e confessos lavadores de dinheiro do narcotráfico, como os senhores do HSBC.
O Brasil é um país soberano, com suas instituições democráticas recuperadas há quase trinta anos, e quem manda aqui é o seu povo, mediante o parlamento e a Chefia do Estado, eleitos diretamente pelos cidadãos. Aqui mandamos nós, e os ministros são escolhidos e nomeados por quem tem o poder constitucional de fazê-lo: a chefia do poder executivo.
Assim, e, por favor, Shut Up!.
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superexploração de mão-de-obra
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Joaquim Barbosa e Antonio Fernando de Souza esconderam provas que poderiam mudar julgamento do “mensalão”
A pedido do procurador Antônio Fernando de Souza, ministro Joaquim Barbosa manteve um inquérito paralelo sob segredo de justiça, no Supremo Tribunal Federal (STF), e decretou sigilo em outro processo que corre no Distrito Federal contra um ex-diretor do Banco do Brasil, acusado pelo mesmo crime que condenou Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do BB. Por esses dois outros procedimentos passaram parte das investigações do chamado caso do “Mensalão”. Por Maria Inês Nassif.
Maria Inês Nassif
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
CONSPIRAÇÃO CONTRA A PÁTRIA
O Jornal do Brasil mantém a confiança nachefia do estado Democrático
O mundo inteiro passa por uma crise econômica e social, decorrente da ganância dos banqueiros, que controlam o valor das moedas, o fluxo de crédito, o preço internacional das commodities. Diante deles, os governos se sentem amedrontados, ou cúmplices, conforme o caso e poucos resistem.
A União Europeia desmantela-se: o fim do estado de bem-estar, o corte nos orçamentos sociais, a desconfiança entre os países associados, a indignação dos cidadãos e a incapacidade dos governantes em controlar politicamente a crise, que tem a sua expressão maior no desemprego e na pauperização de povos. Se não forem adotadas medidas corajosas contra os grandes bancos, podemos esperar o caos planetário, que a irresponsabilidade arquiteta.
A China, exposta como modelo de crescimento, é o caso mais desolador de crescente desigualdade social no mundo, com a ostentação de seus bilionários em uma região industrializada e centenas de milhões de pessoas na miséria no resto do país. Isso sem falar nas condições semiescravas de seus trabalhadores – já denunciadas como sendo inerentes ao “Sistema Asiático de Produção”. Os Estados Unidos, pátria do capitalismo liberal e neoliberal, foram obrigados a intervir pesadamente no mercado financeiro a fim de salvar e reestruturar bancos e agências de seguro, além de evitar a falência da General Motors.
Neste mundo sombrio, o Brasil se destaca com sua política social. Está eliminando, passo a passo , a pobreza absoluta, ampliando a formação universitária de jovens de origem modesta, abrindo novas fronteiras agrícolas e obtendo os menores níveis de desemprego de sua história.
Não obstante esses êxitos nacionais, o governo está sob ataque histérico dos grandes meios político-financeiros. Na falta de motivo, o pretexto agora é a inflação. Ora, todas as fontes demonstram que a inflação do governo anterior a Lula foi muito maior que nos últimos 10 anos.
O Jornal do Brasil, fiel a sua tradição secular, mantém a confiança na chefia do Estado Democrático e denúncia, como de lesa-pátria, porque sabota a economia, a campanha orquestrada contra o Governo – que lembra outros momentos de nossa história, alguns deles com desfecho trágico e o sofrimento de toda a nação.
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terça-feira, 21 de maio de 2013
Mercado reage diferente com empregos nos EUA e no Brasil
Em abril foram criados 196 mil empregos no Brasil contra 165 mil nos Estados Unidos
Mauricio Athayde
A reação do “mercado” surpreende pela capacidade de conduzir as informações
de acordo com seus interesses, interpretando indicadores econômicos a
seu bel-prazer e conveniência. A prova disso são os números de criação
de emprego nos Estados Unidos no mês de abril, que ficou em 165 mil
novos postos de trabalho, baixando um pouco a taxa de desemprego para
7,5%. A informação foi motivo de comemoração, com bolsas subindo,
declarações animadas de investidores, economistas e lobistas. No Brasil,
no mesmo período, foram criados cerca de 196 mil novos postos de
trabalho, aproximadamente 16% a mais do que nos Estados Unidos, e,
surpreendentemente, o mercado reclama. Nossa taxa de desemprego está em
absurdos 5,7%.
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sexta-feira, 3 de maio de 2013
Tucanos de armas na mão. Contra o Estado brasileiro
Dois de seus centuriões (Rogoff & Reinhart - na foto ao lado), como se sabe, foram flagrados em malfeitos intelectuais por um estudante de economia de 28 anos.
O rapaz percebeu que eles deram uns esteroides à ponderação de dados que confirmavam suas teses. E ministraram um chá de sumiço aos teimosos números que refutavam as mesmas premissas.
Quais?
As de que, independente das condições de vento e temperatura, históricas e sociais, o gasto público é algo devastador, sobretudo quando transita na faixa dos 90% do PIB.
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terça-feira, 30 de abril de 2013
É A IMPRENSA-EMPRESA, ESTÚPIDO!
Robert Parry, Consortium News
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quarta-feira, 24 de abril de 2013
A "armadilha" Boston-Tchetchenia do FBI
A imprensa independente não se intimidou. Encontram-se fotos, em Natural News, um achado, um perfeito tesouro de fotos e mais fotos que mostram empregados da Craft no local da Maratona, em uniforme completo de combate, mochilas pretas, equipamento tático, portando até detector de radiação.
Por Pepe Escobar, da Asia Times Online
As fotos, portanto, existem. E como reagiu o FBI? Impôs total blecaute. Censura total de imagens, coisa do tipo “nenhuma outra imagem será confirmada” – só imagens que mostrem os irmãos Tsarnaev. A empresa Craft é intocável.
As bombas em Boston foram tiro pela culatra. Disso já não há qualquer dúvida. O que ainda não se sabe é que nível de tiro saiu-lhes pela culatra.
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quinta-feira, 18 de abril de 2013
JURO E TOMATE: O MOLHO AZEDO DO LAISSEZ-FAIRE
A
instabilidade climática que indexou o país ao tomate nas últimas
semanas veio para ficar.
O Brasil é o quinto lugar do planeta mais alvejado por desastres climáticos na última década. O semiárido nordestino vive desde outubro uma das piores secas em meio século. A resposta ortodoxa para eventos climáticos extremos será sempre a mesma: ‘sobe o juro!'. Não importam os custos, nem as causas. A ausência de uma política estatal de estoques de alimentos acentua a vulnerabilidade ao clima desordenado. Tido como um dos cinco maiores celeiros do mundo, o Brasil simplesmente não dispõe dos ditos celeiros para intervir no abastecimento. A rede pública de armazéns foi privatizada e sucateada nos governos Collor e FHC. Esta semana, quando já galgava o patíbulo do Copom, o governo, finalmente, decidiu espetar armazéns estatais em áreas estratégicas do território nacional. Nas últimas décadas, a supremacia neoliberal colonizou a agenda da segurança alimentar em todo o mundo. Aos livres mercados -‘mais eficientes e ágeis'- caberia assegurar o suprimento da sociedade. No ápice da escassez e da fome geradas pelo colapso financeiro de 2007/2008,nações e organismos internacionais viram-se desarmados. Onde estavam os estoques? Onde continuam a repousar. Em celeiros das grandes corporações que dominam o comércio agrícola mundial. A alta do juro nesta 4ª feira condensa essa trama de interesses e engodos, que compõem o molho azedo do laissez-faire. (LEIA MAIS AQUI)
O Brasil é o quinto lugar do planeta mais alvejado por desastres climáticos na última década. O semiárido nordestino vive desde outubro uma das piores secas em meio século. A resposta ortodoxa para eventos climáticos extremos será sempre a mesma: ‘sobe o juro!'. Não importam os custos, nem as causas. A ausência de uma política estatal de estoques de alimentos acentua a vulnerabilidade ao clima desordenado. Tido como um dos cinco maiores celeiros do mundo, o Brasil simplesmente não dispõe dos ditos celeiros para intervir no abastecimento. A rede pública de armazéns foi privatizada e sucateada nos governos Collor e FHC. Esta semana, quando já galgava o patíbulo do Copom, o governo, finalmente, decidiu espetar armazéns estatais em áreas estratégicas do território nacional. Nas últimas décadas, a supremacia neoliberal colonizou a agenda da segurança alimentar em todo o mundo. Aos livres mercados -‘mais eficientes e ágeis'- caberia assegurar o suprimento da sociedade. No ápice da escassez e da fome geradas pelo colapso financeiro de 2007/2008,nações e organismos internacionais viram-se desarmados. Onde estavam os estoques? Onde continuam a repousar. Em celeiros das grandes corporações que dominam o comércio agrícola mundial. A alta do juro nesta 4ª feira condensa essa trama de interesses e engodos, que compõem o molho azedo do laissez-faire. (LEIA MAIS AQUI)
(Carta Maior;5ª feira,18/04/2013)
terça-feira, 2 de abril de 2013
Os comedores de quindins de ouro
A centralidade que une as tropas é compreensível. Trata-se de uma queda de braço decisiva.
Os sabichões que advogam a panaceia do ‘novo ciclo de alta’ da Selic sabem do que estão falando. E não estão falando apenas em adicionar mais 0,25% às taxas atuais, na reunião do Copom, do próximo dia 17.
Isso até pode acontecer. Mas não é esse o alvo, nem a dose cogitada.
O braço de ferro é para reverter um reordenamento estratégico.
É a história do país, estúpido!
São graúdos, e contabilizáveis, os interesses que arrendam espaços e gargantas para vocalizar a luta diuturna pela alta dos juros no país.
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sábado, 30 de março de 2013
O Millenium e as lembranças
| 29/03/2013 | Copyleft
Não é mera coincidência a preferência dos integrantes do
Instituto Millenium pela subordinação do Brasil aos grandes centros
financeiros internacionais e sua ojeriza diante das relações harmônicas
entre governos latino-americanos.
Laurindo Lalo Leal Filho
Vejam mais em CARTA MAIOR
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
O início do fim da "República dos Procuradores Gerais"
O Congresso promete por fim
ao uso indevido de falsas prerrogativas que alimentaram as crises, colocando em
risco as instituições democráticas do País
A movimentação em
Brasília, na Câmara dos Deputados e no
Senado Federal, no intuito de colocar fim a
anomalia existente, fruto do entendimento e interpretação da Lei de
maneira equivocada por uma Corte contaminada pela cumplicidade e interesse no
fato, mostra que o Poder Legislativo
Federal finalmente acordou após 24 anos.
O comportamento de
ex-procuradores da República e do atual expuseram finalmente o lado oculto e
oportunista da instituição que, em alianças políticas-partidárias, vem neste
período aumentando seu Poder através de crises por eles instaladas e exploradas
como barganha por seus dirigentes. Vejam mais (não percam!!!) no blog O TERROR DO NORDESTE
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Documento levanta suspeita de relação da Fiesp e consulado dos EUA com repressão
Ivan Seixas: “Quando torturavam no terceiro andar, o prédio
inteiro ouvia e a redondeza também” (Foto: Fora do Eixo/Lino Bocchini)
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Princípios elementares da propaganda de guerra
- A ler tendo em mente a campanha de calúnias que o imperialismo desenvolve contra o governo sírio
por Michel Collon
Os dez
"mandamentos" constituem sobretudo uma grelha de análise que se pretende
pedagógica e crítica. O seu objetivo não é tomar partido, ou defender
"ditadores", mas sim constatar a regularidade destes princípios no campo
mediático e social. Entre os acusados encontram-se tanto os vencidos
como os vencedores.
Vejam mais em PATRIA LATINA
"Há interesses políticos em desvalorizar a Petrobrás", diz consultor
"Existe um interesse político, de quem já quis privatizar a Petrobras, de diminuir os investimentos na empresa e assim, enfraquecê-la, mas há também uma vontade de quem quer comprar
ações mais baratas. Sempre vão ter aqueles que vão acreditar nesse
discurso, de que a Petrobras tá indo mal, e vender seus papéis".
A análise, na contramão de tudo o que vem sendo falado com relação à estatal brasileira do petróleo, é do engenheiro Ivo Pugnaloni, investidor na empresa e consultor da Enercons para o setor de energia.
Vejam mais no JORNAL DO BRASIL
A análise, na contramão de tudo o que vem sendo falado com relação à estatal brasileira do petróleo, é do engenheiro Ivo Pugnaloni, investidor na empresa e consultor da Enercons para o setor de energia.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A relação incestuosa entre a mídia e o judiciário
O pior livro de 2013 está prestes a ser lançado: Mensalão, de Merval Pereira.
Cuidado, pois.
Tratando-se de Merval, não poderia ser outra coisa que não a reunião de seus artigos maçantes e previsíveis ao longo do julgamento. Conteúdo novo? Talvez na próxima. Merval provavelmente pagou um mensalinho a um estagiário para compilar os artigos e vamos ficando por aí.
O livro é revelador, não obstante.
Ele mostra a relação incestuosa entre a Globo (e a grande mídia) e o STF. O prefácio é de Ayres Britto, que presidia o Supremo durante o Mensalão.
Pode? Pode.
É legal? É.
É eticamente aceitável? Não. Exclamação.
O pudor deveria impedir o conúbio literário entre Merval e Britto.
Vejam mais no DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
O BRASIL, A ARGENTINA, OS ABUTRES E A "LIBERTAD".
(HD) - O Tribunal Internacional Sobre o Direito do Mar, de Hamburgo,
decidiu, por unanimidade, que a fragata-escola Libertad, da Marinha de
Guerra da Argentina, seja devolvida imediatamente ao governo daquele
país. A retenção da nave, em 2 de outubro, foi um ato hostil que, fossem
outras as circunstâncias, corresponderia a uma declaração de guerra. O
governo de Gana se submeteu a uma ordem de um juiz de Nova Iorque, logo
de um terceiro país sem jurisdição sobre Gana, nem sobre a Argentina.
Vejam mais no blog do Mauro SANTAYANA
Vejam mais no blog do Mauro SANTAYANA
Prisão no mensalão: jogada eticamente duvidosa
Marcelo Auler
Quando, em julho de 2000, o ministro Marco Aurélio Mello, respondendo
pela presidência do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar em um habeas
corpus libertando da prisão o banqueiro Salvatore Cacciola, internamente, a
grita entre os procuradores da República foi geral. Reclamavam do fato do
ministro ter atendido monocraticamente um pedido que dificilmente passaria pelo plenário.Marco Aurelio era vice-presidente do STF e estava na quinzena do recesso em que respondia por qualquer pedido urgente que ali impetrassem.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
A PEC da Empresa nacional
Em obediência ao Consenso de Washington, uma das primeiras iniciativas do governo entreguista e antinacional de Fernando Henrique Cardoso foi a de promover, em agosto de 1995 – oito meses depois da posse – a supressão do artigo 170, acima transcrito, e que definia o que se poderia considerar empresa brasileira e empresa nacional.
Mauro Santayana
Vejam o texto completo em CARTA MAIOR
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Os ministros de STF e as suas sentenças; simples e ridículo assim
Enio Squeff
Parece haver um certo consenso de que o STF extrapolou, às raias de um golpe, no julgamento da ação 470. A data em que foi marcado o início e o fim do debate da ação, de modo a coincidir com o começo do primeiro e do segundo turno das eleições municipais, convenhamos, por si só, já configuraria uma aberração. Estranha-se que os advogados dos réus não tivessem insistido em adiá-lo. Para uma instituição, que se diz neutra, e que, pela Constituição, deveria sê-lo, o comprometimento político, a partir daí, deixou de ser uma hipótese. A condenação quase unânime dos réus não deveria, sob este aspecto, espantar ninguém. Já estava inscrito na escolha da data do julgamento. Os ministros brasileiros dali em diante inscreveriam seu juízo na máxima de Voltaire, eles "só se serviram do pensamento para autorizar as suas injustiças e só empregaram as palavras, para disfarçar seu pensamento".
Houve coisa igual em qualquer época democrática do Brasil?
Vejam o texto completo em CARTA MAIOR
Parece haver um certo consenso de que o STF extrapolou, às raias de um golpe, no julgamento da ação 470. A data em que foi marcado o início e o fim do debate da ação, de modo a coincidir com o começo do primeiro e do segundo turno das eleições municipais, convenhamos, por si só, já configuraria uma aberração. Estranha-se que os advogados dos réus não tivessem insistido em adiá-lo. Para uma instituição, que se diz neutra, e que, pela Constituição, deveria sê-lo, o comprometimento político, a partir daí, deixou de ser uma hipótese. A condenação quase unânime dos réus não deveria, sob este aspecto, espantar ninguém. Já estava inscrito na escolha da data do julgamento. Os ministros brasileiros dali em diante inscreveriam seu juízo na máxima de Voltaire, eles "só se serviram do pensamento para autorizar as suas injustiças e só empregaram as palavras, para disfarçar seu pensamento".
Houve coisa igual em qualquer época democrática do Brasil?
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