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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Manifesto de Campinas e a ação da cidadania

Mauro Santayanna

Um grupo de economistas, vinculados à Universidade de Campinas — em que se destaca a presença de Luis Gonzaga Beluzzo —  acaba de lançar um manifesto em defesa do humanismo.

O exame da História nos mostra que os homens nunca foram plenamente felizes. Em todas as épocas houve pestes, fome, guerras e crimes bárbaros. A vida é uma experiência, ainda não bem sucedida. O paraíso não é um tempo passado de inocência, que nunca houve, mas uma esperança que, de uma forma ou de outra, move os humanistas. Há, no entanto, que reconhecer a evidência de que, hoje, mais do que em qualquer época, os homens vivem em pânico. 

A sociedade está enferma, como aponta o manifesto de Campinas. Há intencionada   banalização da violência. Quando alguém entra em uma escola e abate crianças — como ocorreu em Columbine, nos Estados Unidos,  e no Realengo — há o imediato estupor, com a reação emocional da população. Os psiquiatras fazem o diagnóstico, sempre impreciso, dos assassinos, apontados como enfermos mentais. Sociólogos expõem as suas teses, que de nada servem, a não ser constatar o óbvio. 

Vejam o artigo completo no JORNAL DO BRASIL

domingo, 21 de outubro de 2012

Soninha, o palavrão e a deriva da civilização

Soninha Francine espetou um palavrão em seu blog, em caixa alta, ao final do debate desta semana entre Fernando Haddad e José Serra.

O exclamativo vai além do insulto pedestre e por isso -- somente por isso-- merece atenção.

O disparo dirigido ao petista, a quem se referiu como filho da puta, foi um grito de fracasso de quem sentiu a corda comprimir o costado, num duelo em que Serra tinha a obrigação de vencer.

Soninha é responsável por aquilo em que se transformou.Mas o que ela deixou de ser envolve questões mais sérias do que a irrelevância de um palavrão.

Soninha quer andar de bike; acha que a melhor ciclovia da praça é aquela desenhada com três pistas à direita formada pelo tridente Serra, Kassab & Roberto Freire. 

Vejam mais em CARTA MAIOR

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Economistas da Unicamp lançam Manifesto em Defesa da Civilização

Diante do quadro de regressão social que atinge os países ditos desenvolvidos, um grupo de economistas formados pela Unicamp decidiu elaborar um "Manifesto em Defesa da Civilização". "Estamos, hoje, vivendo uma crise que nega os princípios fundamentais que regem a vida civilizada e democrática? Quanto tempo mais a humanidade suportará tamanha regressão?" - pergunta o manifesto. As respostas para tais questões, acrescenta, não serão encontradas nos meios de comunicação de massa, "ocupados hoje por aparatos comprometidos com a força dos mais fortes e controlado pela hegemonia das banalidades". 

Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Violência contra as mulheres: um fenómeno multidimensional

A violência contra as mulheres é uma forma de discriminação e uma violação de direitos humanos, sendo que a sua persistência constitui um pesado retrocesso civilizacional. Tendo em conta que as suas manifestações são variadas e complexas, a resposta a este fenómeno terá que ser global, estratégica e exige o envolvimento de toda a sociedade.

Ao invés de constituir um conjunto de fenômenos isolados e facilmente repreensíveis pelo conjunto da sociedade, a violência contra as mulheres constitui uma realidade cultural que se fundamenta na relação estrutural de desigualdade que existe entre mulheres e homens.
A permanente repressão contra as mulheres visa, na realidade, perpetuar a sua menorização e constituir uma forma de controlo sobre o seu poder e a sua sexualidade.  

Vejam mais em ESQUERDA.NET

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Comício da esquerda anticapitalista europeia em Paris


Um dos participantes foi o eurodeputado bloquista Miguel Portas, que enunciou as duas fases da crise: a da salvação dos bancos e a do resgate das dívidas públicas, ou seja, novamente dos bancos. "Esta segunda fase da crise é a fase em que tudo está ser pago pelos trabalhadores e pelos desempregados, mas os responsáveis da crise não são os desempregados, os imigrantes ou os pobres. As pessoas estão apanhadas pelo medo. Vivemos hoje na economia do medo", afirmou Miguel Portas.

Para o dirigente bloquista, este "é um momento decisivo em cada um dos países e à escala europeia. Ele vai definir se somos capazes de defender as conquistas do trabalho e as conquistas sociais ou se o capital vai vencer. É uma batalha de civilização".

O anfitrião do comício na sala da Mutualité foi o líder do NPA francês, Olivier Besancenot, que disse ser urgente avançar no entendimento entre as formações da esquerda anticapitalista na Europa com vista à formação duma organização à escala europeia.

Vejam mais em ESQUERDA.NET

terça-feira, 18 de maio de 2010

O império do consumo

Eduardo Galeano

O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran do televisor. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa delinquindo.

Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas para que outro mundo vamos mudar-nos?

Vejam o texto completo em RESISTIR.INFO

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Por que o protagonismo feminino é esquecido pela História?

A chegada ao poder de mulheres na América Latina, somada a uma maior participação nos espaços do debate político, significou um avanço na presencia e ingerência de gênero no continente. Não obstante, ainda se percebem diferenças nesse âmbito, que tiram as mulheres de seu lugar, cuja raiz está numa herança histórica que minimizou seu papel até silenciá-las.

Por Maria Victoria Romero, da APM

A história da civilização está escrita sob essa ótica. Deus criou primeiro o homem e de sua costela saiu a mulher; o pecado original saiu de uma mulher e não de um homem; e até o paraíso foi perdido pela humanidade por causa de uma mulher. Até Deus é homem! Paradoxos da humanidade, já que a história tem sido contada pelo gênero que a manteve (e mantém) a hegemonia dos relatos.

A história universal conta um relato desde a ótica dos vencedores e deixa de lado a visão dos oprimidos, em sua maioria negros e indígenas – e, sobretudo, mulheres. Silêncios e ausências que se repetem e constituem um relato masculino. Poucos se lembram ou sabem da participação e o protagonismo de mulheres na construção da história latino-americana.


Vejam o texto completo no Vermelho